O ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, 60 anos, se apresentou à polícia na tarde desta terça-feira (24) depois de assassinar Roberto Carlos Mazzini, 61 anos, que tentava tomar posse de um imóvel na Rua Antônio Maria Coelho, na região central de Campo Grande.
Conforme informações iniciais, a vítima chegou ao imóvel um pouco antes das 14 horas acompanhado com um chaveiro e o ex-prefeito se recusou a entregar a casa, fazendo disparos contra Roberto Carlos. Depois disso, Bernal abandonou o local e momentos depois se apresentou à polícia.
Durante cerca de 25 minutos os socorristas ainda tentaram reanimar a vítima, que acabou morrendo no local. Bernal fez pelo menos três disparos e dois atingiram Roberto Carlos, que teria comprado a casa em um leilão judicial.
Roberto Carlos, segundo a polícia, já estava no interior do imóvel, na varanda, quando foi surpreendido pelos disparos feitos pelo ex-prefeito. Ainda não há informações se Alcides Bernal entregou a arma do crime.
A casa onde ocorreu o crime estava desocupada e até 15:30 horas ela permanecia completamente isolada, para permitir o trabalho da perícia.
HISTÓRICO
Radialista, Alcides Bernal foi vereador em Campo Grande durante dois mandatos em em 2010 elegeu-se para deputado estadual, com 20.910 votos, sendo o segundo mais bem votado.
Em 2012 lançou campanha para prefeito de Campo Grande e acabou derrotando o então deputado federal Edson Girot, no segundo turno, com 62,55% dos votos válidos. Mas, em março de 2014 acabou sendo cassado pela câmara de vereadores, sendo o primeiro prefeito a sofrer a punição na história de Campo Grande. Seu vice, Gilmar Olarte, foi um dos principais articuladores da cassação e acabou herdando o cargo.
Em maio daquele ano, um juiz de primeira instância suspendeu a cassação e concedeu liminar para a volta de Bernal ao cargo. Horas após a concessão, aliados marcharam rumo à prefeitura e a ocuparam o prédio. No entanto, a decisão foi revertida pelo Tribunal de Justiça horas depois, reempossando Gilmar Olarte no cargo.
Bernal somente conseguiu voltar ao cargo em 25 de agosto de 2015 e permanceceu no cargo até o fim do mandato. Ele chegou a se candidatar à reeleição, mas perdeu a disputa.


