Cidades

Rio Negro

MP quer instaurar investigação para acompanhar instalação de Ponte de Guerra

O projeto prevê a instalação de uma estrutura flutuante, mas não há previsão de entrega

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Com a queda da ponte do Rio do Peixe, no município de Rio Negro, a cerca de 150 quilômetros de Campo Grande, no dia 22 de fevereiro, o Ministério Público Estadual (MPMS) decidiu instaurar uma investigação para monitorar as ações do governo estadual para reconstrução da estrutura e manutenção da via alternativa. 

A ponte cedeu em decorrência das fortes chuvas que caíram na região, que fragilizou a estrutura e desabou quando uma carreta com peso acima do permitido realizava a travessia. Com a queda, o tráfego de pessoas e veículos da região ficou comprometido, sendo necessário a utilização de uma estrada alternativa. 

Segundo o relatório, a via vicinal se encontra em situações precárias, com pontos de atoleiro, porteiras, colchetes, que colocam em risco a segurança dos usuários. A via tamém tem sido utilizada para transporte escolar, impactado pela precariedade da via. 

Para o MP, é dever do Poder Público a adoção de medidas emergenciais e definitivas para que o tráfego seja restabelecido, assim como garantir a segurança viária e assegurar a continuidade do transporte escolar em condições adequadas. 

Na semana passada, o Exército Brasileiro instalou uma passarela acima do Rio do Peixe para retomar o acesso dos pedestres à região que, até o momento, estava sendo feito por barcos no rio. 

A previsão é que a passarela permaneça disponível no local por oito meses e possa ser utilizada pelos pedestres das 6h às 18h. A expectativa é que seja instalada no local uma “ponte de guerra”, mas o prazo de entrega não foi definido. Conforme apurado pelo Correio do Estado, o Exército aguardava o aval do governo para começar a instalação da estrutura. 

"Levantamos algumas possibilidades para serem feitas para possibilitar o restabelecimento do acesso das pessoas e estamos conversando com o governo do Estado para saber qual decisão vai ser feita, estamos prontos para apoiar tanto o governo do Estado quanto o município de Rio Negro. O reconhecimento foi feito, estamos só aguardando o posicionamento oficial", disse Marcelo Zanon Harnisch, General da Divisão, à reportagem. 

A Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul), informou que já recebeu o pedido e que ele está sendo processado "com urgência".

Investigação

A instauração do procedimento administrativo pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul tem o objetivo de acompanhar, fiscalizar e apurar as providências adotadas pelo governo do Estado e pelo Município de Rio Negro para a reconstrução efetiva da ponte, bem como as medidas emergenciais relacionadas à manutenção das vias alternativas e à garantia do transporte escolar. 

Com a decisão, a Agesul foi requisitada a apresentar no prazo de 10 dias providências emergenciais adotadas após a queda da ponte, bem como informações sobre a instalação da ponte provisória, e se há existência de projetos para a construção da nova estrutura, cronograma e medidas para segurança no local.

Além disso, o Município de Rio Negro também deve fornecer, no mesmo prazo, informações sobre as atitudes adotadas após a queda da ponte, ações de manutenção da estrada vicinal usada como desvio e as providências adotadas para assegurar o transporte escolar dos alunos afetados, assim como medidas de apoio à população local em razão da interrrupção da via principal. 


 

infraestrutura

Agesul prevê R$ 78 milhões para asfaltar rodovia no extremo norte de MS

Licitação anunciada nesta segunda-feira prevê a pavimentação de de 20 quilômetros no município de Sonora, na divisa com Mato Grosso

22/06/2026 11h07

Rodovia que agora será pavimentada já havia recebido força-tarefa em 2023 para escoamento de eucaliptos

Rodovia que agora será pavimentada já havia recebido força-tarefa em 2023 para escoamento de eucaliptos

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Licitação anunciada nesta segunda-feira (22) pelo Governo do Estado prevê investimento de até R$ 78 milhões na pavimentação de 20 quilômetros da MS-213, uma rodovia no extremo norte de Mato Grosso do Sul, no município de Sonora, na região da divisa com Mato Grosso. 

A rodovia tem em torno de 200 quilômetros  e corta a região norte de leste a oeste, ligando a BR-163, cerca de seis quilômetros ao sul da área urbana de Sonora, aos municípios mato-grossenses de Itiquira e Alto Araguaia. Porém, somente 20 quilómetros, entre a BR-163 e a MS-407 receberão asfalto nesta primeira etapa. 

Em 2023 e 2024 a rodovia já havia recebido uma força-tarefa composta pela a prefeitura de Sonora, o Governo do Estado e a empresa Suzano para melhorar as condições de tráfego da estrada, com colocação de pedra britada sobre a pista.

Na região há grandes plantações de eucalpitos que passaram a ser extraídas pela fabricante de celulose que tem unidades em Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo.

Ao longo dos 20 quilômetros não existe nenhum distrito ou povoado e, além de eucaliptos, o trecho a ser pavimentado também tem grandes fazendas ocupadas por cana-de-açúcar, soja e milho.

"Considerada estratégica para o escoamento da produção local, a rodovia atende toda a região produtora, com expressivo cultivo de cana de açúcar, soja, milho e eucalipto, além de gado", justifica o termo de referência por meio do qual foram destinados em torno de R$ 900 mil para fazer o estudo técnico que preparou a licitação anunciada nesta segunda-feira. 

Na sequência, a Agesul explica que "a rodovia MS-213 representa a integração da região produtiva do município de Sonora à sede do município, bem como ao eixo viário central do Estado, fazendo a ligação com a rodovia federal BR-163/MS, importante rota de escoamento de toda a produção com o estado vizinho Mato Grosso/MT".

"Este crescimento e desenvolvimento regional faz com que seja um desafio cada vez maior para a Gerência de Conservação de Rodovias, manter sua condição de serviciabilidade, porque mesmo com as manutenções periódicas realizadas, os problemas e custos de uma rodovia não pavimentada são recorrentes", argumenta a Agesul ao apontar a necessidade de asfaltar uma rodovia em meio a uma região desabitada. 

O aviso de licitação publicado nesta segunda-feira prevê que as propostas das empreiteiras interessadas no projeto sejam abertas no próximo dia 9 de julho. 
 

CORUMBÁ

Operação apreende 21 toneladas de solvente usado na produção de cocaína

A intervenção foi realizada após os agentes identificarem incorreções nas informações da carga apreendida, a qual divergia da especificação em nota fiscal

22/06/2026 10h53

Carga de acetato de etila apreendida em Corumbá

Carga de acetato de etila apreendida em Corumbá Divulgação: Receita Federal

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Na madrugada desta segunda-feira (22), a Receita Federal do Brasil (RFB) e a Policia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam aproximadamente 21 toneladas de acetato de etila, insumo químico utilizado na produção de cocaína.

A intervenção foi realizada em Corumbá, após os agentes identificarem incorreções nas informações da carga apreendida, a qual divergia da especificação em nota fiscal.

De acordo com a Receita Federal, considerando a proporção média de um litro de acetato de etila para dois quilos de cocaína pronta para consumo e a concentração do insumo químico apreendido, estima-se que aproximadamente 40 toneladas de cloridrato de cocaína poderiam ser obtidos com a utilização do produto químico.

O acetato de etila é um insumo conhecido como “solvente nobre”, exatamente por propiciar a produção de uma droga de alta qualidade, obtida através da transformação da cocaína base no cloridrato de cocaína.

A carreta com o produto químico e o motorista foram encaminhados à Polícia Federal para as devidas providências.

A ação contou com a participação da equipe de Análise de Risco da Divisão de Repressão ao Contrabando e Descaminho da Receita Federal do Brasil da 8ª Região Fiscal em São Paulo/ SP (DIREP 08), da Vigilância e Repressão da Receita Federal em Corumbá, da Polícia Rodoviária Federal e de informações obtidas junto a Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros (GARRAS).

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