Cidades

REINAUGURAÇÃO

BK reinaugura unidade de Afonso Pena após reforma de 20 dias

Unidade com maior fluxo em Campo Grande amplia espaço e promete conforto, agilidade e proposta moderna na estrutura

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Após reforma recorde de 20 dias, o Burguer King realizou a reinauguração da unidade da Avenida Afonso Pena. Com um ambiente novo e totalmente reformado, as opções prometem agilizar os pedidos dos consumidores e melhorar o autoatendimento.

Anteriormente a unidade suspendeu as atividades em 20 de julho, para iniciar as obras de reestruturação. A reforma é a primeira em 14 anos que a unidade utiliza o espaço localizado na principal avenida de Campo Grande.

thiago confortiThiago Conforti diretor de operações do Grupo Conforti na reinauguração da loja - Foto: Alicia Miyashiro

Segundo o sócio e diretor de operações do Grupo Conforti, que é o principal administrador da franquia do fast-food em Campo Grande, Thiago Conforti, a obra foi dividida em etapas, com o fechamento do salão, pista de Drive-Thru e cozinha.

Uma das grandes mudanças do local foi a retirada da "varanda" que existia na unidade e a caracterizava, com a reforma, o espaço está integrado em um só. Conforti explica que a alteração foi planejada em cima do NPS da rede, que indica o nível de satisfação e lealdade do cliente.

"A gente percebeu que a climatização era um ponto importante, principalmente olhando para o nosso NPS. Então, preferimos fechar para poder ter todo mundo aqui dentro e ter uma melhor experiência".

Conforti ressalta que a mudança permitiu ainda aumentar a capacidade da unidade, de 90 para 125 lugares.

O local conta agora com oito totens de autoatendimento, e uma estrutura nova na cozinha, que prevê mais agilidade na dinâmica de atendimento e preparação dos lanches.

Unidade da Avenida Afonso Pena conta com oito totens de autoatendimento - Foto: Alicia Miyashiro

"O que mudou agora foi a estrutura da cozinha. Em 14 anos mudou bastante a questão que a gente chama no BK de tempo de movimento, que é o tempo que cada pessoa leva para fazer o lanche. Então, a gente otimizou a cozinha para o ser mais rápido e mais eficiente".

O estabelecimento conta com 45 funcionários e a expectativa de Cortoni é a ampliação da rede na Capital, com novas unidades.

Na reinauguração o ganhador da campanha feita nas redes sociais do BK para contar sua lembrança na unidade, Michael Douglas, relatou que é de Coxim e veio à capital fazer uma prova de residência.

O cliente então foi ao local com as amigas, mas estava sem dinheiro e não comeu, ele relata que por ser comunicativo interagiu com os atendentes, e ao notarem que ele era o único sem comer ofereceram um lanche gratuito.

"Fiquei extremamente feliz e coloquei de forma despretensiosa lá nos comentários [da campanha] e foi o que teve mais curtidas. Eu até me surpreendi, porque tinha umas histórias muito bonitas e a minha foi a escolhida".

A campanha de contar histórias com o BK ainda continua e a organização pretende gravar os relatos dos consumidores que tiverem momentos especiais. O diretor de operações do Grupo Conforti ressalta também que a parceria da rede de fast-food com a cidade morena é

"Eles vêm aqui [equipe Grupo Conforti] em Campo Grande e descobrem o que que a gente faz, como a gente faz, e ficam impressionados que a gente é totalmente diferente do resto do Brasil inteiro. A gente tem os melhores resultados de venda, NPS e só conseguem fazer isso com vocês, com Campo Grande, a Cidade Morena apoiando a gente. Então, muito obrigado, é de volta para todos vocês".

A loja é uma das que registram maior fluxo de clientes na cidade e a novidade é a nova parceria com a marca Coca-cola, em que os refrigerantes da marca serão adicionados as opções de bebidas nas unidades, e em quatro das dez unidades do Grupo Conforti na Capital já possuem a opção.

A unidade fica localizada na Avenida Afonso Pena, 

megafábrica

Poluída por fábrica de celulose, água do Mimoso é imprópria até para pecuária

Ao consumirem a água extremamente poluída, bovinos tendem a desenvolver diarréias, desenvolvem doenças renais e deixam de ganhar peso. Em alguns, casos podem até morrer

14/08/2026 12h24

Por conta das plantas aquáticas, ranchos das margens do lago da hidrelétrica perderam o valor e estão praticamente abandonados desde o ano passado

Por conta das plantas aquáticas, ranchos das margens do lago da hidrelétrica perderam o valor e estão praticamente abandonados desde o ano passado

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Por conta do alto grau de poluição, a água do lago de 1,5 mil hectares da Usina do Mimoso, em Ribas do Rio Pardo, tornou-se imprópria até para consumo de bovinos e irrigação agrícola, conforme evidencia relatório do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) que veio a público no começo de agosto.

Conforme este relatório, a partir do despejo diário de 206 milhões de litros de rejeitos pela maior fábrica de celulose do mundo, da Suzano, a água do Rio Pardo e consequentemente do lago da hidrelétrica que começa cerca de dez quilômetros rio abaixo, é classificada como hipereutrofizada, que é o pior nível possível para classificação da qualidade de um curso hídrico.

O principal poluente é o fósforo, que serve como nutriente para a proliferação de plantas aquáticas. Estas plantas ajudam a reduzir a poluição. Porém, por conta da quantidade excessiva destes nutrientes, elas estão se espalhando de forma descontrolada e encobrindo boa parte do lago.

De acordo com o relatório, hipereutrofizados “são corpos d´água afetados significativamente pelas elevadas concentrações de matéria orgânica e nutrientes, com comprometimento acentuado em seus usos, associados a episódios de florações de algas ou mortandades de peixes, com consequências indesejáveis para seus múltiplos usos, inclusive para as atividades pecuárias nas regiões ribeirinhas”.

E o lago é circundado de fazendas de criação de gado, que em muitos locais têm acesso direto a esta água. E, conforme a literatura veterinária, hiperutrofização significa que o corpo d'água possui uma quantidade excessiva de nutrientes (como fósforo e nitrogênio), o que gera uma proliferação intensa de algas tóxicas e cianobactérias 

Estas algas, por sua vez, tendem a liberar toxinas letais que podem matar o gado rapidamente por falha hepática ou parada respiratória. Além disso, o mau cheiro, a turbidez e o gosto ruim da água fazem com que os animais bebam menos, reduzindo o ganho de peso e a produção de leite. E, a alta concentração de matéria orgânica favorece a proliferação de bactérias e parasitas que causam diarreias e infecções.

Além de ser amplamente utilizada para criação de bovinos, a água também é utilizada para irrigação de lavouras, conforme mostram imagens de satélite das imediações do lago. Mas, o alto grau de poluição também representa risco para esta atividade.

Além de as plantas flutuantes atrapalharem a coleta da água, entupindo as bombas de captação, o excesso de nutrientes pode contaminar hortaliças e frutas, caso a água ela seja aspergida diretamente sobre os vegetais.

Mas, até mesmo plantações de soja e milho correm risco, pois o “excesso de matéria orgânica em decomposição reduz o oxigênio na zona radicular e pode alterar negativamente o equilíbrio químico e a salinidade do solo”, ensina a Embrapa.

E, além de prejudicar a produção agrícola e pecuária, a poluição da água já inviabilizou uma série de atividades de lazer que durante décadas foram praticadas nas águas do lago da hidrelétrica de Mimoso, criada faz 55 anos. Além de ser utilizado por pescadores esportivos, o lago servia como palco para passeios e até competições de jet ski, que estão complestamente suspensas.

O relatório do Imasul, feito com base em amostras de água coletadas em 12 de agosto do ano passado, revela que nos quatro locais analisados acima do local de despejo dos rejeitos da fábrica de celulose foram encontrados 90 partículas de fósforo na água, o que já mostra um certo grau de poluição, mas em nível aceitável.

Nas cinco amostras seguintes, entre o local de despejo dos rejeitos e a represa da hidrelétrica, a quantidade de partículas de fósforo variou entre 1.281 e 3.037 partículas de fósforo. Isso é 30 vezes acima do tolerável, diz o relatório. E é justamente este nutriente que serve de alimento para as plantas aquáticas que estão encobrindo o lago.

As plantas também prejudicam a produção de energia na hidrelétrica que tem capacidade para gerar 29 megawats. As plantas flutuantes provocam seguidos entupimentos de equipamentos e por conta disso a produção de energia precisa ser interrompida constantemente.

A empresa responsável pela usina também está sendo obrigada a impedir que mais de 25% do lago seja encoberto pela vegetação. E uma das principais formas de fazer isso é liberar água extra por um vertedouro lateral da represa E, fazendo liberação extra, falta água para produzir energia em períodos de estiagem.

O lago da hidrelétrica foi criado em 1971 e o problema da proliferação das macrófitas começou nos primeiros meses do ano passado. A fábrica da Suzano entrou em operação em julho do ano anterior. A Suzano garante cumpre todas as normas legais para filtragem dos rejeitos.

LOCAL INADEQUADO? 

Não existe na legislação nenhuma norma prevendo a quantidade de fósforo que pode estar presente nestes rejeitos. Mas, o relatório do Imasul deixa claro é alta a quantidade de poluentes jogados pela indústria.  “Apesar de não haver padrão legal estabelecido para o parâmetro fósforo total em efluentes, a concentração desse parâmetro medido foi de 0,646 mg L/T,  indicando a entrada deste nutriente no corpo hídrico em alta concentração”. As normas do Conama determinam que a qualidade da água de nenhum curso hídrico podem sofrer alterações significativas depois que recebem qualquer tipo de rejeito.

Embora não diga explicitamente, o relatório do Imasul dá a entender que a fábrica, autorizada pelo próprio Instituto, foi construída no local inadequado, já que alguns quilômetros rio abaixo a água é represada e em água parada a poluição se acumula e surge o ambiente propício para proliferação das plantas aquáticas e de algas.

No último parágrafo do relatório os técnicos deixam claro esta convicção: “Soma-se a isso outro fator muito importante, que é a redução da velocidade da água pela barragem da Usina, responsável por mudar as características físicas, químicas e biológicas do curso hídrico, devido à transformação de um ambiente lótico (água corrente) para lêntico (água parada)”. 

Nova Itamarati

Trabalhador é atacado por animal durante serviço em Ponta Porã

O ataque teria ocorrido enquanto o trabalhador realizava uma atividade no Distrito de Nova Itamarati

14/08/2026 12h10

Trabalhador recebeu atendimento no Posto de Saúde do Assentamento Itamarati após o ataque de onça

Trabalhador recebeu atendimento no Posto de Saúde do Assentamento Itamarati após o ataque de onça Foto: Divulgação

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Um trabalhador sofreu um ataque de uma onça no Distrito de Nova Itamarati, em Ponta Porã. O rapaz chegou ao posto de saúde no final da tarde de quinta-feira (13) e após receber o atendimento, foi medicado e recebeu alta. 

De acordo com sites locais, o rapaz foi atacado após descer do equipamento de costas e foi surpreendido pelo animal ao tentar retornar à máquina.

Ainda conforme o relato do trabalhador, ele bateu a cabeça na escada durante o ataque e perdeu momentaneamente a consciência. Ao retomar os sentidos, conseguiu voltar à máquina e seguir até um caminhão. 

O rapaz foi encaminhado para o Posto de Saúde do Assentamento Itamarati, onde foi atendido e posteriormente liberado.

Até o momento, o nome do trabalhador, a gravidade dos ferimentos e a espécie do animal envolvido não foram divulgados. O caso também não foi confirmado oficialmente pelas autoridades ou pela unidade de saúde.

Nas delegacias de Ponta Porã, não havia, até o momento, registro de boletim de ocorrência relacionado ao episódio.

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