Cidades

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Covid-19 volta a fazer vítimas em Mato Grosso do Sul

Estado ficou duas semanas sem registrar óbitos pela doença

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Após duas semanas sem vítimas, Mato Grosso do Sul voltou a registrar mortes por Covid-19. Agora, o Estado soma 66 óbitos em decorrência da doença em 2024.

Segundo o Boletim Epidemiológico, divulgado semanalmente pela Secretaria Estadual de Saúde (SES), a vítima era uma mulher, de 89 anos, residente de Paranaíba. O óbito aconteceu no dia 21 de maio, mas a causa só foi confirmada nesta semana. 

Casos

Conforme o boletim epidemiológico, foram confirmados 52 novos casos na última semana, em 15 municípios do Estado.

Cassilândia foi responsável pela maior parte das ocorrências, com 17 notificações.

Na sequência, aparecem com maior número de novos casos Douradina (13), Dourados (5), Aral Moreira (3) e Chapadão do Sul (3).

Desde o início do ano, o Estado já confirmou 9.382 casos.

Vacina

Atualmente, conforme os dados do vacinômetro da SES, 79,46% da população do Estado está com esquema vacinal completo.

A orientação das autoridades é que as pessoas mantenham a vacinação em dia e completem o ciclo de imunização contra a Covid-19 e outras doenças.

Se atente aos sintomas!

É possível que o cidadão esteja infectado com o vírus da Covid-19 caso apresente os seguintes sintomas:

  • Febre
  • Tosse seca
  • Perda do olfato
  • Perda do paladar
  • Falta de ar
  • Dificuldade para respirar
  • Dor ou pressão do peito

Transmissão

O meio de transmissão da Covid-19 se dá por inalação ou contato com gotículas de saliva, secreções respiratórias ou superfícies contaminadas. Portanto, a transmissão pode ocorrer por meio de:

  • Tosse
  • Espirro
  • Catarro
  • Apertos de mão
  • Contato pessoal próximo
  • Contato com objetos contaminados

Prevenção

Existem inúmeras formas de se prevenir o contágio e proliferação da Covid-19. Confira:

  • Vacinação contra Covid-19
  • Uso de máscara
  • Uso de álcool gel
  • Lavagem das mãos com água e sabão
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca
  • Não compartilhar objetos pessoais
  • Ventilar ambientes
  • Evitar aglomerações e espaços fechados

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MATO GROSSO DO SUL

Com alta de 39% jogos escolares custarão R$ 8,4 milhões em MS

Valor previsto em novo edital publicado no Diário Oficial é R$ 2,3 milhões superior ao do ano passado; recursos vão custear etapas estaduais e participação em competições nacionais

18/02/2026 12h11

A entidade escolhida ficará responsável pela organização e execução das competições

A entidade escolhida ficará responsável pela organização e execução das competições Divulgação

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O Governo de Mato Grosso do Sul prevê investir até R$ 8.399.260,80 na realização dos Jogos Escolares da Juventude em 2026. O valor representa aumento de aproximadamente 39% em relação ao montante autorizado no ano passado, que foi de R$ 6.069.324,35, diferença de cerca de R$ 2,33 milhões.

O recurso será repassado por meio de termo de colaboração firmado com uma Organização da Sociedade Civil (OSC) selecionada por chamamento público. A entidade escolhida ficará responsável pela organização e execução das competições.

O edital é conduzido pela Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), que coordena as etapas estaduais e a formação das delegações que representam o Estado nas disputas nacionais.

As competições contemplam estudantes de 12 a 14 anos e de 15 a 17 anos, com modalidades individuais e coletivas como futsal, voleibol, handebol, basquetebol, atletismo, natação, ginástica artística, judô e wrestling, entre outras previstas no regulamento técnico.

Os Jogos são realizados em etapas regionais e estaduais, envolvendo os 79 municípios sul-mato-grossenses. A seletiva define os campeões e os atletas que atingem índice técnico para compor a delegação estadual nas fases nacionais, incluindo os Jogos Escolares Brasileiros (JEBs).

De acordo com o edital, o objetivo é promover a integração entre estudantes das redes pública e privada, estimular o intercâmbio esportivo e identificar novos talentos. A iniciativa integra o Programa Transformação pelo Esporte e Lazer, dentro da política estadual de incentivo ao esporte de formação.

O que será custeado

O valor global estimado cobre despesas com organização das etapas regionais e estaduais, arbitragem e coordenação técnica, alimentação e hospedagem de atletas, transporte das delegações, aquisição de materiais esportivos, premiação e participação em competições nacionais.

Os recursos estão vinculados ao Fundo de Investimentos Esportivos (FIE-MS), dentro do orçamento destinado ao esporte e lazer no Estado.

Seleção da entidade

As propostas devem ser apresentadas dentro do prazo estabelecido no edital, mediante envio de plano de trabalho, documentação institucional e comprovação de regularidade fiscal e jurídica.

Após o encerramento das inscrições, os projetos passam por análise técnica e jurídica. A entidade melhor classificada firmará termo de colaboração com o Estado e terá prazo de até 12 meses para execução das atividades.

Com o novo orçamento, o Estado amplia o investimento no esporte escolar, considerado porta de entrada para o alto rendimento e ferramenta de inclusão social entre adolescentes da rede de ensino.

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IGREJA CATÓLICA

Campanha da Fraternidade dá destaque ao problema habitacional

Igreja Católica lança edição 2026 com foco na realidade de quem vive sem casa ou em moradias precárias

18/02/2026 11h28

Celebrada desde 1964, a Campanha da Fraternidade é o principal gesto social da Igreja Católica no Brasil durante a Quaresma

Celebrada desde 1964, a Campanha da Fraternidade é o principal gesto social da Igreja Católica no Brasil durante a Quaresma Marcelo Victor

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) lança nesta Quarta-Feira de Cinzas a Campanha da Fraternidade 2026, que traz como tema central a moradia e a realidade de milhões de brasileiros que vivem sem casa ou em condições precárias. A cerimônia nacional ocorreu às 10h, na sede da entidade, em Brasília (DF), com transmissão pelas redes sociais.

Apresentada anualmente como caminho de conversão durante a Quaresma, período de 40 dias que antecede a Páscoa, a campanha propõe oração, jejum e caridade aliados à reflexão social. Neste ano, o foco recai sobre a dignidade humana a partir do direito à moradia.

De acordo com a CNBB, cerca de 6,2 milhões de famílias não têm moradia adequada no país e aproximadamente 328 mil pessoas vivem em situação de rua. Dados da Fundação João Pinheiro, divulgados em 2025, apontam que o déficit habitacional brasileiro chegou a 5.977.317 domicílios em 2023, o equivalente a 7,6% do total de moradias. O maior peso está no ônus excessivo com aluguel urbano, que representa 61,3% do déficit.

Realidade local

O arcebispo metropolitano de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, afirmou que o tema volta à pauta por ser “sempre atual” e destacou a transformação do cenário urbano da Capital nos últimos anos.

“Quando cheguei aqui, há cerca de 15 anos, praticamente não havia favelas. Hoje é uma realidade crescente”, afirmou. Segundo ele, além da falta de moradia, há também o problema das habitações precárias, marcadas pela ausência de saneamento, transporte, segurança e até endereço formal. “Se não tem CEP, não tem endereço. E isso dificulta até o atendimento em posto de saúde”, pontuou.

O arcebispo também chamou atenção para o aumento da população em situação de rua e para realidades específicas, como aldeias indígenas urbanas e migrantes. “O que está em jogo é a dignidade da pessoa humana”, reforçou.

Na avaliação do pároco da Paróquia São José de Anchieta, Luiz Gustavo Winkler, a campanha não tem viés ideológico, mas evangelizador. “A Campanha da Fraternidade acontece num momento propício, que é a Quaresma, tempo de conversão. É transformar a fé em ação”, afirmou.

Ele coordena, na paróquia, uma ação mensal voltada à população em situação de rua. A iniciativa oferece banho, corte de cabelo, troca de roupas, kit de higiene, café da manhã e almoço. Em média, de 50 a 60 pessoas são atendidas a cada edição.

“Eles chegam querendo tomar banho, cortar o cabelo, se sentir limpos. Isso vai restaurando aquilo que Dom Dimas colocou muito bem, que é a dignidade”, disse. O trabalho conta com apoio da Defensoria Pública, de organizações da sociedade civil e da Secretaria Municipal de Assistência Social, que disponibiliza vagas para acolhimento.

Segundo o padre, a proposta vai além da assistência imediata. “Não é normal termos mais de mil pessoas em situação de rua em Campo Grande. Não podemos naturalizar isso”, declarou. Ele destacou ainda que a ação inclui acompanhamento psicossocial e espaço de oração, fortalecendo vínculos e incentivando a reinserção social.

Papa Leão XIV

A edição de 2026 também conta com mensagem inédita do Papa Leão XIV ao Brasil, apresentada pelo chanceler da Arquidiocese, padre Wilson. O pontífice recorda que a Quaresma é um chamado à conversão e à prática da caridade, especialmente junto aos mais pobres.

Ao citar ensinamentos da doutrina social da Igreja e relembrar que a falta de moradia já foi tema da campanha em 1993, o Papa afirma que o problema habitacional é “sinal e síntese de uma série de insuficiências econômicas, sociais e humanas”.

Na mensagem, ele expressa o desejo de que a reflexão sobre a dura realidade da falta de moradia “gere uma consciência constante” e inspire autoridades a promover políticas públicas capazes de oferecer melhores condições de habitação à população mais carente.

Celebrada desde 1964, a Campanha da Fraternidade é o principal gesto social da Igreja Católica no Brasil durante a Quaresma. O ponto alto é a Coleta da Solidariedade, realizada no Domingo de Ramos em todas as comunidades do país.

Para Dom Dimas, embora muitas iniciativas já existam nas paróquias, como distribuição de refeições e acolhimento temporário, a superação do problema depende de políticas públicas estruturantes.

“Queremos aproveitar a campanha para estreitar laços com o poder público, Ministério Público, Defensoria, Câmara e governos. É um desafio que supera a capacidade de qualquer instituição isoladamente”, afirmou.

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