Cidades

Mato Grosso do Sul

Boliviana que autorizou voo da Chapecoense que terminou em desastre é presa em Corumbá

Com a colisão, 71 pessoas morreram

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A Polícia Federal em Corumbá confirmou no começo da noite desta quinta-feira (23) que prendeu boliviana envolvida no acidente aéreo que matou jogadores da Chapecoense, em novembro de 2016. 

A mulher estava foragida da Justiça boliviana e foi responsável pela análise e aprovação do plano de voo da aeronave.

O acidente ocorreu à noite e quando estava aproximando-se do Aeroporto Internacional José Maria Cordova, em Rio Negro, a poucos quilômetros da cidade de Medelín, na Colômbia, acabou caindo. 

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Com a colisão, 71 pessoas morreram. O avião transportava o time da Chapecoense, que disputava a Libertadores da América na época.

"A boliviana era especialista em segurança de voo e, na ocasião, teria deixado, fraudulentamente, de observar os requisitos procedimentais mínimos para a aprovação do plano de voo da aeronave, eis que no programa apresentado, a autonomia de voo não era adequada para a viagem", explicou a Polícia Federal, em nota.

A mulher detida permanecerá reclusa em Corumbá e aguardará os trâmites legais para que seja entregue às autoridades bolivianas.

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capital

Professores prometem tomar as ruas do centro de Campo Grande nesta sexta-feira (12)

Associação Campo-Grandense de Professores (ACP) espera reunir até cinco mil professores em protesto

11/06/2026 09h39

"Na Prefeitura nós devemos manter um ato até sermos atendidos pela prefeita e sua equipe", diz Gilvano Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Em protesto devido ao descumprimento de acordo entre a Prefeitura Municipal de Campo Grande e a Associação Campo-Grandense de Professores (ACP), os docentes prometem "tomar" as ruas da Capital do Mato Grosso do Sul nesta sexta-feira (12). 

Esse acordo, vale lembrar, buscava atualização do chamado "piso salarial", o salário mínimo ofertado para essa categoria de professores. 

Segundo o presidente da Associação Campo-Grandense de Professores, professor Gilvano Bronzoni, a paralisação deve atingir as 207 unidades da rede municipal durante todo o dia, com uma assembleia geral e concentração inicial na sede da ACP. 

De acordo com o presidente da ACP, feita essa primeira organização dos presentes, as autoridades, Agência Municipal de Transporte e Trânsito e Polícia Militar, já estão avisadas da movimentação que deve seguir até a Prefeitura de Campo Grande. 

"Nós estamos esperando cerca de 3 mil a 5 mil professores amanhã, e aí a gente deve organizar para às 8h30 nós sairmos em caminhada", diz.

Nesse sentido, a caminhada deve sair pelas ruas: 07 de Setembro; Rui Barbosa e posteriormente Afonso Pena até chegar na casa do Executivo de Campo Grande. A classe deverá permanecer em ato em frente à Prefeitura até conseguirem algum retorno. 

"Na Prefeitura nós devemos manter um ato até sermos atendidos pela prefeita e sua equipe, e esperamos uma notícia que tranquilize a categoria no sentido do cumprimento e manutenção da lei do piso por 20 horas do magistério", complementa Gilvano. 

O que diz a prefeita?

Durante agenda na manhã de ontem (10), para entrega de certificados do Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho (Primt), a prefeita Adriane Lopes (PP) foi questionada a respeito da situação do reajuste salarial dos professores da Rede Municipal de Ensino (REME). 

A chefe do Executivo de Campo Grande responsabilizou o Governo Federal por ter anunciado um reajuste de 0,37% para a categoria, mas posteriormente majorou para 5,4% sem indicar a fonte de repasse.    

Segundo Adriane Lopes, a mudança desequilibrou os acordos e planejamentos anteriores da administração, que necessita de clareza sobre a fonte de custeio federal.  

"Esse reajuste (0,37%) era o que cabia para os cofres das prefeituras, mas ele foi majorado para 5,4%. De janeiro para cá, a gente vem enfrentando esse desafio. Todos os acordos celebrados no ano anterior precisam ser refeitos, a discussão precisa ser refeita, porque como você avança, sendo que partiu do Governo Federal uma iniciativa de 0,37% para 5,4% de aumento, sem uma fonte de provisionamento desse reajuste?" disse Adriane Lopes na ocasião. 

MATO GROSSO DO SUL

Ponte 'gangorra' será totalmente interditada na próxima semana

Travessia ficará totalmente bloqueada entre a tarde de segunda-feira (15) e a manhã de terça-feira (16) para concretagem de reforços estruturais

11/06/2026 09h30

Ponte sobre o Rio Miranda passa por recuperação estrutural com investimento superior a R$ 3,3 milhões do Governo do Estado

Ponte sobre o Rio Miranda passa por recuperação estrutural com investimento superior a R$ 3,3 milhões do Governo do Estado Divulgação

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A ponte sobre o Rio Miranda, localizada na rodovia estadual MS-345, ficará totalmente interditada entre as 13h de segunda-feira (15) e as 7h de terça-feira (16) para a execução de mais uma etapa da obra de recuperação estrutural da travessia.

A interrupção temporária do tráfego será necessária para a realização da concretagem dos reforços estruturais da ponte. Segundo o Governo do Estado, o bloqueio total é indispensável para garantir a segurança dos usuários e permitir a cura e estabilização do concreto, procedimento que exige a paralisação completa da circulação de veículos durante o período.

Com a interdição, motoristas que seguem de Campo Grande para Bonito ou circulam pela região de Águas do Miranda deverão programar os deslocamentos com antecedência. A rota alternativa indicada é pela rodovia MS-178, com acesso por Guia Lopes da Laguna.

A recuperação estrutural da ponte é executada pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), vinculada ao Governo do Estado, com investimento de R$ 3.309.408,68.

A intervenção contempla o recondicionamento de pontos estratégicos da estrutura, reforços estruturais e adequações técnicas para restabelecer a estabilidade da ponte, construída pelo Exército Brasileiro em 1967, antes da pavimentação da rodovia. A travessia é considerada estratégica para a mobilidade regional, atendendo moradores, produtores rurais e o fluxo turístico com destino a Bonito.

De acordo com o secretário estadual de Infraestrutura e Logística (Seilog), Guilherme Alcântara de Carvalho, a obra foi planejada para recuperar integralmente a estrutura e adequá-la à demanda atual da região.

“É uma recuperação estrutural completa, feita com critérios técnicos rigorosos. Nosso objetivo é entregar uma ponte recondicionada, segura e preparada para atender a demanda atual e futura da região”, afirmou.

Após a liberação da ponte, prevista para a manhã de terça-feira, o tráfego continuará operando sob as restrições já adotadas no trecho. A circulação seguirá em sistema pare e siga, com passagem em meia pista e limitada a veículos leves, caminhonetes e caminhões de pequeno porte, com peso máximo de 10 toneladas, sendo permitida a travessia de apenas um veículo por vez.

Interdição anterior

Esta é a segunda vez em um mês que acontece a interrupção total da ponte durante as obras de recuperação. Em maio deste ano, a estrutura já havia sido interditada por oito horas para a execução de serviços relacionados à substituição de apoios de neoprene, peças de borracha utilizadas em pontos estratégicos da ponte para absorver cargas e movimentações da estrutura.

Na ocasião, a travessia permaneceu fechada das 6h às 14h para o avanço da reforma, sendo posteriormente reaberta com as mesmas restrições de tráfego que permanecem em vigor atualmente.

A Agesul orienta motoristas, transportadores e moradores da região a acompanharem os comunicados oficiais e planejarem os deslocamentos com antecedência para evitar transtornos durante o período de bloqueio.

Histórico de problemas

Idealizada para reduzir em cerca de 40 quilômetros a distância entre Campo Grande e Bonito, a ponte sobre o Rio Miranda foi construída em 1967, antes mesmo da pavimentação da rodovia. Ao longo das décadas, porém, a estrutura passou a sofrer com o aumento do fluxo de veículos pesados, especialmente caminhões que utilizam a rota para o escoamento da produção.

Nos últimos anos, a travessia ficou conhecida como “ponte gangorra” entre moradores e usuários da estrada. O apelido surgiu porque, quando caminhões passavam sobre a estrutura, uma das extremidades da ponte cedia em direção ao lado mais pesado, formando um desnível na outra ponta.

Em setembro de 2024, o Correio do Estado mostrou que a ponte precisou ser parcialmente interditada após apresentar sinais de comprometimento estrutural. Na época, moradores relataram a formação de um “degrau” que chegava a quase meio metro de altura quando veículos pesados acessavam a travessia. Em alguns momentos, a elevação registrada foi de até 48 centímetros, gerando preocupação quanto à segurança dos motoristas.

Diante do agravamento da situação, o Governo do Estado iniciou as obras de recuperação estrutural da ponte, com investimento de R$ 3,3 milhões. A intervenção prevê o reforço da estrutura, o recondicionamento de pontos estratégicos e adequações técnicas para restabelecer a estabilidade e a segurança da travessia.

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