Cidades

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Bom resultado no gado só com boa suplementação

Bom resultado no gado só com boa suplementação

Redação

31/05/2010 - 08h30
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O pecuarista que quiser obter bons resultados na prática de suplementação de seus animais a pasto, deve observar dois pontos de grande importância para o sucesso do programa: a frequência com que é fornecido o suplemento; e a facilidade de acesso do animal ao suplemento.
Trabalhos recentes têm mostrado que não há variação nas diferentes frequências de suplementação (diário ou 3 a 4 vezes por semana). No entanto, para reduzir a frequência de fornecimento de suplemento, deve-se lançar mão do uso de limitadores de consumo e ajustando sempre a quantidade a ser colocada no cocho em função do consumo diário desejado. A recomendação é que sempre que o animal chegue ao cocho ele possa encontrar o concentrado.  
Para melhor compreensão é mostrado um exemplo:
Número de animais no lote = 100;
Consumo diário do suplemento desejado = 0,500 g/cab/dia; consumo total de suplemento no lote = 50 kg/dia;
Frequência de suplementação = a cada 3 dias;
Quantidade de suplemento a ser colocado do cocho = consumo diário x número de dias = 50 kg/dia x 3 dias = 150 kg.
O horário de fornecimento do suplemento vai depender do manejo da fazenda. A melhor hora para fornecer o suplemento é quando os animais não estão pastejando. Quando se fornecem suplementos diariamente, principalmente os proteicos durante o período da seca, temos observado sensível melhora no desempenho quando fornecidos no período da tarde. A explicação é bastante simples, pois pela manhã (final da madrugada e parte da manhã) o animal tem pastejo bastante intenso.
Uma justificativa para não fornecer o suplemento no início da manhã é que os animais diminuiriam o tempo de pastejo e o consumo de forragem e, no período da tarde geralmente os animais estão em ócio. Outra justificativa é que a forragem demora de 5 a 6 horas para iniciar a degradação e “liberação” de carboidratos para o meio, isto ocorre em função do tempo que as bactérias levam para se aderirem à fibra da forragem e iniciar a degradação. Ao suplementar no período da tarde, devido à alta solubilidade da proteína do suplemento, há sincronismo entre a liberação de energia e nitrogênio, otimizando a síntese de proteína microbiana. Portanto, o fornecimento dos suplementos devem ser feitos do meio da manhã até o meio da tarde.

Curso
Esse e outros temas relacionados à suplementação proteico-energética serão abordados no Curso Online Suplementação proteico-energética de bovinos de corte a pasto, que terá início no dia 17 de junho próximo. Neste curso, os alunos aprenderão os princípios essenciais da suplementação e a avaliação econômica do uso da suplementação a pasto para a produção de carne. Além disso, utilizarão informações aplicadas de suplementação nas águas e na seca e de suplementação de fêmeas e bezerros com creep-feeding.
O curso será realizado pela Agripoint e o interessado deve procurar mais informações e fazer sua inscrição pelo site www.agripoint.com.br/suplementacao-corte.

Ministério Público

MP investiga plano de saúde por punir médicos que indicaram cirurgia para paciente idosa

De acordo com a cooperativa, os médicos indicaram uma cirurgia que não possuía cobertura pelo plano

12/03/2026 16h45

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP FOTO: Gerson Olivera/Correio do Estado

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação para apurar se a cooperativa UNIMED puniu de forma indevida médicos que indicaram um procedimento considerado necessário para uma paciente idosa. 

A investigação começou após a paciente de 82 anos, que possui várias comorbidades, ser indicada a realizar um procedimento médico cardíaco após avaliação clínica e cardiovascular. 

Os dois médicos teriam recomendado que a idosa realizasse a Troca Valvar Aórtica por via Transcateter (TAVI), um procedimento minimamente invasivo usado para tratar problemas graves na válvula do coração. 

Segundo os profissionais, essa era a alternativa mais segura, já que a cirurgia tradicional apresentava alto risco de mortalidade para a paciente. 

Após a indicação médica, a operadora do plano de saúde negou a cobertura do procedimento, alegando que o TAVI não estaria incluído no rol mínimo de procedimentos obrigatórios definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Diante da negativa da UNIMED, a família da paciente recorreu à Justiça, que concedeu uma liminar autorizando a realização do procedimento, que foi realizado com sucesso. 

No entanto, mais tarde, os dois médicos que indicaram a cirurgia foram alvo de processo administrativo disciplinar dentro da própria cooperativa médica, acusados de solicitar um procedimento que não estaria coberto pelo plano. 

Como resultado, receberam advertência confidencial. Em um dos casos, uma médica cardiologista ainda foi punida com a determinação de ressarcir o valor total da cirurgia, que ultrapassou R$ 140 mil. 

Os médicos afirmaram que agiram de acordo com o Código de Ética Médica e que informaram à paciente e à família sobre todas as opções de tratamento, riscos e custos envolvidos. 

Eles também argumentaram que não incentivaram a judicialização do caso e que a decisão de acionar à Justiça foi tomada exclusivamente pela família após a negativa da UNIMED. 

Também questionaram a forma como o processo disciplinar aconteceu, alegando haver tratamento desigual, já que ambos participaram da indicação do procedimento, mas receberam punições diferentes. 

Em decisão, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que os procedimentos indicados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não devem ser vistos como limitação absoluta, servindo como referência mínima e não pode impedir um tratamento necessário quando há prescrição médica fundamentada e comprovação científica da eficácia do tratamento.

Assim, regras internas de cooperativas não podem se sobrepor a garantias constitucionais de proteção à saúde e aos direitos do consumidor. 

Com a abertura do Inquérito Civil, a Promotoria de Justiça do Consumidor quer verificar se houve prática abusiva por parte da operadora, especialmente em relação à punição dos médicos. 

A investigação busca, ainda, avaliar se regras internas da operadora podem ter sido usadas de forma indevida para restringir tratamentos médicos ou penalizar profissionais que agiram com base em critérios técnicos.

A empresa foi notificada e deverá apresentar esclarecimentos ao Ministério Público em até 15 dias. 


 

PURGATIO

Municípios de MS são alvos de operação que combate contrabando de agrotóxicos

Os produtos eram transportados do Paraguai e foram apreendidos em Campo Grande, Maracaju e Miranda

12/03/2026 16h16

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Nesta quintafeira (12), foi deflagrada a Operação Purgatio para combater o contrabando de agrotóxicos vindos do Paraguai. A ação teve o intuito de fiscalizar e repreender os crimes ambientais e a entrada irregular de produtos que representam risco à saúde pública e ao meio ambiente.

A Operação Purgatio foi realizada de forma conjunta pela Receita Federal, a Polícia Federal (PF) e o Ibama. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a pessoas físicas e jurídicas em Campo Grande, Miranda e Maracaju.

As equipes apreenderam mídias eletrônicas, documentos, bens utilizados para a prática do ilícito, uma quantidade significativa de agrotóxicos irregulares, além de uma lancha que estava no local. A comercialização e uso destes produtos são proibidos no País.

Em nota, a Receita Federal "reforça o trabalho integrado dos órgãos participantes para enfrentar práticas criminosas que colocam em risco a segurança da população, a economia e o patrimônio ambiental, garantindo a responsabilização dos envolvidos e a proteção dos recursos naturais".

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