Cidades

LEVANTAMENTO

Bombeiros de MS estão entre os mais requisitados do País

Segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em 2025 a corporação fez 41,6 mil atendimentos de busca e salvamento, o 4º maior número entre os estados

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Entre buscas e salvamentos na água, no céu e em rios, o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul (CBMMS) realizou 41,6 mil atendimentos em 2025, segundo dados fornecidos pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) ao jornal O Globo. Isso faz da corporação do Estado a quarta mais requisitada do Brasil.

Segundo dados do MJSP, publicado pelo jornal O Globo, os bombeiros de Mato Grosso do Sul só ficam atrás quando o assunto é busca e salvamento pelos Bombeiros no Rio de Janeiro (com 130,3 mil registros), em São Paulo (72,3 mil) e em Minas Gerais (61,5 mil casos) – todos registrados em 2025.

O curioso é que esses estados são muito mais populosos do que Mato Grosso do Sul. No caso de São Paulo, ele chega a ter 10 vezes mais habitantes do que MS. Porém, tem apenas 57,4% a mais em número de chamadas para o Corpo de Bombeiros.

Os registros de busca e salvamento englobam uma gama grande de atendimentos, que são dos acidentes de trânsito, quando há necessidade de retirada de vítmas, até as buscas por afogados nos rios do Estado.

Os dados do ano passado por MS são semelhantes a soma de ocorrências dos três estados da região sul do País, que juntos chegaram a marca de 44,9 mil atendimentos.

Com 41,6 mil casos de busca e salvamento em 2025, isso significa dizer que, no ano passado o Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul registrou 114 ocorrências por dia nos 79 municípios do Estado.

COMPARATIVO

Conforme dados do Mapa da Segurança Pública, feito pelo Ministério da Justiça, o ano passado teve um número 16 vezes maior do que o registrado em 2024, quando apenas 2,5 mil buscas e salvamentos foram computados em Mato Grosso do Sul.

O número, porém, parece ser um ponto fora da curva em socorros feitos pelos bombeiros de MS, já que em 2023 foram computados 58,5 mil atendimentos deste tipo pela corporação.

A queda drástica de 95,56% nos dados levou Mato Grosso do Sul a apresentar a maior redução daquele ano entre os estados, seguido pelo Distrito Federal (-80,50%) e pelo Amapá (-25,69%).

Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul realizou mais de 41 mil atendimentos relativos a busca e salvamento no ano passadoCorpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul realizou mais de 41 mil atendimentos relativos a busca e salvamento no ano passado - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

BRASIL

Segundo dados obtidos pelo O Globo, os dados de 2025 representam um recorde no número de buscas e salvamentos realizados pelos bombeiros de todo o Brasil desde o início da série histórica feita pelo Ministério da Justiça, que começa em 2015.

Em todo o País, no ano passado foram feitos 510,3 mil atendimentos de busca e salvamento, números que representam quase o dobro do total de casos reportados em 2015 (287,6 mil). Isso significa dizer que, em média, uma ocorrência é informada por minuto no País.

Segundo a reportagem, entre os motivos do Rio de Janeiro liderar entre os estados nesse tipo de ocorrência está o fato de a região ter um grande pontencial turístico, com praias e também ter uma região serrana, com grandes encostas e morros, onde podem ocorrem desmoronamentos.

*Saiba

O quesito busca e salvamento dos bombeiros engloba afogamentos, resgates por deslizamentos de terras, soterramentos em silos, atendimentos a pessoas presas em ferragens de automóveis, socorro a animais, resgate de locais elevados, entre outros.

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Infraestrutura

Empreiteira dá desconto de 0,31% e fará reforma de R$ 45 milhões em aeroporto

Obra estimada em R$ 45,8 milhões teve proposta vencedora de R$ 45,7 milhões, com economia de R$ 142,4 mil aos cofres públicos

23/02/2026 09h33

Reprodução

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Com a reforma do Aeroporto Santa Maria estimada em R$ 45.859.175,76 pela Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul), a Equipe Engenharia LTDA venceu o processo licitatório ao oferecer 0,31% de desconto sobre o valor previsto.

O anúncio foi feito no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (23). O aeródromo está localizado na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. Em setembro de 2025, como noticiou o Correio do Estado, a Agesul tornou público o pregão, com valor estimado de até R$ 45.859.175,76.

A empresa vencedora orçou a obra em R$ 45.716.743,03, o que representa R$ 142.432,73 a menos do que o estabelecido no planejamento financeiro da pasta para a reforma.

Conforme a Agesul, estão previstas a restauração e a ampliação da pista de pouso (PPD), do pátio e da taxiway, assim como a implantação de guarita e de receptivo para o volume de passageiros que embarcam e desembarcam.

 

Estrutura e investimentos

Importante explicar que, essa função de "aeroporto auxiliar" ao Internacional de Campo Grande só foi possível graças aos investimentos anunciados ainda em 2019, a partir de quando foi previsto para o espaço a implantação de um sistema de iluminação que possibilita os pousos noturnos. 

Até essa época, em caso de uma possível emergência noturna na Capital, as aeronaves precisavam recorrer aos aeroportos de Dourados, Corumbá e Três Lagoas, distantes 250,1 quilômetros, 427,5 e 326,6 km respectivamente de Campo Grande. 

Antes disso, o espaço atendia produtores rurais, empresas de fretamento de aeronaves, bem como a unidade regional da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da Polícia Rodoviária Federal (PRF), com suas duas pistas, a de pouso e decolagem que possuía 1,5 mil metros por 30 metros de largura, e a de taxiamento, com 1,5 mil metros e 23 metros de largura.

Nessa época, cabe ressaltar que o tráfego aéreo chegou a registrar 60 voos diários no aeroporto Santa Maria em Campo Grande. 

Também vale destacar que, apesar do investimento de R$ 2,5 milhões, a obra anunciada em 2019 foi concretizada em maio de 2022, a partir de quando o Aeroporto Santa Maria passou finalmente a operar com pista noturna, atendendo assim os possíveis casos de emergência e atuando em reforço noturno ao Internacional de Campo Grande. 

Além disso, não basta apenas a devida iluminação para operação noturna, foi somente nessa época que o espaço obteve a autorização da Agência Nacional de Aviação (ANAC) e aval do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) para tal finalidade. 

O Aeródromo Santa Maria, para além da iluminação noturna, também passou por um alargamento das faixas de pouso, que antes possuíam a medida correspondente a 1.100 x 23 metros, agora mede 1.500 x 30 metros. 

** Colaborou Leo Ribeiro

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MAIS UMA VEZ

Estado volta a multar empresas envolvidas em série de fraudes hospitalares

Ao todo, mais de R$ 3 milhões em multas foram aplicadas às duas empresas; se não houver pagamento, a dívida poderá ser cobrada judicialmente

23/02/2026 09h15

Em uma das fraudes, empresa entregou ao menos dez mil máscaras que não davam proteção aos profissionais do Hospital Regional

Em uma das fraudes, empresa entregou ao menos dez mil máscaras que não davam proteção aos profissionais do Hospital Regional Divulgação

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Mesmo após decisões judiciais que suspenderam sanções anteriores e permitiram o retorno às licitações públicas, as empresas Se não houver pagamento, a dívida poderá ser cobrada judicialmente. Ltda. e Universal Produtos Hospitalares Ltda. voltaram a ser punidas pelo Governo do Estado por irregularidades em contratos na área da saúde.

Publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (23), a Resolução nº 140/2026 da Controladoria-Geral do Estado (CGE) aplica novas penalidades às duas fornecedoras por por irregularidades na venda de produtos hospitalares ao Estado

A Mega foi multada em R$ 2.593.226,72. Já a Universal terá de pagar R$ 253.805,00. Além das multas, ambas terão de publicar, às próprias custas, a decisão administrativa sancionadora. No caso da Universal, a penalidade é ainda mais severa: a empresa está impedida de licitar e contratar com o Poder Executivo estadual por três anos e será descredenciada do Cadastro Central de Fornecedores.

As punições são resultado de um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) conduzido pela CGE com base na Lei Anticorrupção. De acordo com o órgão, as duas empresas fraudavam os procedimentos licitatórios destinados à compra de produtos hospitalares pelo governo estadual.

Com a decisão publicada agora, os valores terão de ser pagos após o fim dos prazos de recurso. Se não houver pagamento, a dívida poderá ser cobrada judicialmente.

As empresas ainda podem buscar contestar as penalidades na Justiça.

Histórico de escândalos

Não é a primeira vez que as duas empresas se envolvem em irregularidades no fornecimento de insumos hospitalares.

Em 2021, Mega e Universal já haviam sido punidas administrativamente por fraudes na venda de 20 mil máscaras hospitalares ao Estado, no auge da pandemia de Covid-19. A Mega entregou máscaras diferentes das previstas em contrato, o modelo deveria ser N95 e foi multada em cerca de R$ 599 mil. A Universal recebeu punição menor por participação em conluio no procedimento de cotação de preços.

Mesmo com as sanções, decisões liminares acabaram suspendendo os efeitos das penalidades e permitindo que as empresas voltassem a participar de licitações públicas.

Na época, conforme investigação do Ministério Público, o proprietário da empresa Mega,  Emerson Ludwig, foi flagrado afirmando, em 9 de junho de 2020, que “10 mil daquela eu não consigo vender nem pros mendigos na rua aqui ha ha ha ha”. O áudio foi obtido mediante autorização judicial e faz parte de denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) decorrente da Operação Parasita. 

A investigação encontrou a confissão do próprio empresário falando sobre a má qualidade das máscaras em plena pandemia. “Essa que nós tamo vendendo, Rafael. Em hospital não dá para usar, entendeu? Ela não tem filtro, não tem nada. É isso que eu estou te falando. E às vezes pode dar um B.O. Então, mas vamos arriscar, vamos arriscar os zói pra ver. O máximo que pode fazer é nós pedir cancelamento”. 

Além das multas, as duas empresas chegaram a ficar proibidas de participarem de licitações na administração estadual. “Contudo, as sanções aplicadas se encontram suspensas em virtude de decisão judicial liminar”, informou, em nota enviada ao Correio do Estado no dia 9 de setembro de 2025, a Controladoria-Geral do Estado.

Operação Parasita

A Mega também esteve no centro da Operação Parasita, deflagrada em 2022 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que investigou fraudes milionárias no Hospital Regional de Campo Grande.

Segundo o Ministério Público, as apurações apontaram prejuízo superior a R$ 14 milhões aos cofres públicos em razão de compras fraudulentas. Entre os casos investigados estava a aquisição simulada de material hospitalar que não teria sido entregue, o que comprometeu exames e procedimentos essenciais.

À época, o MPE informou que uma das negociações suspeitas envolvia cerca de R$ 2,5 milhões na compra de contraste suficiente para abastecer o hospital por aproximadamente quatro anos. O produto, no entanto, não teria sido entregue, provocando desabastecimento e afetando o atendimento a pacientes.

Durante a investigação, o empresário Emerson Ludwig, proprietário da Mega, também foi citado em apurações que indicaram o repasse de um veículo, modelo Prisma, como pagamento de propina a Rehder Batista dos Santos, então coordenador de Logística e Suprimentos e diretor Administrativo e Financeiro do hospital.

Apesar da série de indícios reunidos na operação, em janeiro de 2024, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça autorizou que a empresa voltasse a participar de licitações. Com a decisão, a Mega retornou aos certames estaduais, cenário que antecede as novas punições agora aplicadas pela Controladoria.

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