Cidades

MEDICAMENTOS

Brasil produz mais de 15 mil toneladas de resíduos de medicamentos por ano

Estudo indica que 85% dos locais na região Centro Oeste, fazem o descarte destes resíduos de maneira incorreta.

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O Brasil é um dos dez principais mercados de medicamentos no mundo, tendo um inventário ambiental de lançamento anual de resíduos de medicamentos  que chega a 15 mil toneladas por ano.  

Em uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), por meio do Instituto Datafolha, em 2019, foi apurada qual a forma mais usada no descarte dos medicamentos que sobram ou vencem, e foi revelado que cerca de 70% dos entrevistados utilizam maneiras incorretas para a destinação final destes resíduos.

Os dados apontam que estes números pioram na região Nordeste, onde o percentual é de 87%, em segundo lugar ficam as regiões Centro Oeste/Norte com 85% e as regiões sudeste e sul, os percentuais chegam a 75% e 53% respectivamente.

Últimas noticias

Pelos resultados, grande parte da sociedade joga sobras de medicamentos vencidos ou não, em lixos comum e 10% afirmaram descartar os restos, no esgoto doméstico.  

Em Mato Grosso do Sul, existe a Lei Estadual Nº 5180 de 12/04/2018, que torna obrigatória a coleta de medicamentos vencidos em todas as drogarias. A Lei também afirma que as farmácias e drogarias devem ter recipientes para coleta ou descarte de medicamentos com prazo de validade expirados à disposição dos clientes.

Na Capital, o Conselho Regional de Farmácia de Mato Grosso do Sul, estabeleceu um ponto fixo para àqueles que precisarem fazer o descarte, basta levar o resíduo de medicamento na sede do Conselho, localizado na rua Rodolfo José Pinho, n° 66, no bairro São Bento. O horário de funcionamento é de segunda a sexta-feira, de 12h às 18h.

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Duplo Homicídio

Segundo suspeito de matar e carbonizar 2 mulheres morre em ação policial em MS

Luiz Carlos, conhecido como "Bob Esponja", foi baleado após, segundo a Polícia Militar, reagir à abordagem em Rochedo; outro suspeito havia sido preso horas antes em Rio Negro

23/09/2026 19h10

Polícia durante diligências em Rochedo, onde investigação sobre a morte de duas jovens teve novos desdobramentos nesta quarta-feira (23).

Polícia durante diligências em Rochedo, onde investigação sobre a morte de duas jovens teve novos desdobramentos nesta quarta-feira (23). Foto: Divulgação.

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O segundo suspeito de envolvimento no assassinato de Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, morreu após ser baleado durante uma abordagem policial no fim da tarde desta quarta-feira (23), em Rochedo.

Identificado como Luiz Carlos e conhecido como “Bob Esponja”, ele era procurado durante as diligências para identificar os envolvidos no duplo homicídio. Horas antes, outro homem apontado como suspeito de participação no crime havia sido preso em Rio Negro.

Segundo as primeiras informações  da Polícia Militar, equipes realizavam buscas quando localizaram Luiz Carlos em Rochedo. Conforme a versão da corporação, ele estava armado e teria reagido à abordagem.

Durante a ação, um policial efetuou um disparo. Luiz Carlos foi atingido e chegou a ser socorrido para o Hospital Municipal de Rochedo, mas não resistiu ao ferimento e teve a morte constatada na unidade de saúde.

Polícia durante diligências em Rochedo, onde investigação sobre a morte de duas jovens teve novos desdobramentos nesta quarta-feira (23).Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, foram encontradas mortas em uma residência em Rochedo. Foto: Divulgação/Montagem Correio do Estado.

A ocorrência representa o segundo desdobramento das buscas pelos suspeitos do assassinato das duas jovens nesta quarta-feira. Antes da localização de Luiz Carlos, outro homem investigado por possível participação no crime havia sido preso em Rio Negro.

Segundo o delegado Valmir de Moura Fé, responsável pela investigação, o primeiro suspeito preso é conhecido por envolvimento com o tráfico de drogas. Aos policiais, ele afirmou que estava na cidade para comparecer a uma audiência. Após ser localizado, o homem foi detido e levado para Rochedo.

Durante buscas na residência dele, os policiais encontraram um chinelo com marcas de cinzas. O objeto foi apreendido e deverá passar por exames periciais para verificar se existe relação entre os vestígios encontrados no calçado e o local onde os corpos das vítimas foram localizados.

Relembre o caso

Ellen Vitória Moreira da Cruz, de 20 anos, e Vitória Gabriely Souza Cordeiro, de 18, foram encontradas mortas durante a madrugada desta quarta-feira (23), dentro de uma casa na Avenida Evangelina Vieira, em Rochedo.

Os corpos estavam parcialmente carbonizados após um incêndio atingir o imóvel. Conforme as informações preliminares da investigação, as jovens foram esganadas e apresentavam ferimentos provocados por arma branca antes de o fogo ser iniciado.

Vitória Gabriely tinha golpes de faca no tórax, pescoço e costas, enquanto Ellen apresentava ferimento no pescoço e uma lesão na cabeça.

A Polícia Civil apura a participação de outras pessoas no crime e investiga, entre as possíveis linhas, eventual ligação do duplo homicídio com organizações criminosas. A motivação, porém, ainda não foi oficialmente esclarecida.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a dinâmica e a motivação do duplo homicídio, além de determinar a participação atribuída a cada um dos suspeitos.

Desmanche de Motos

Mais de 120 quadros de motos são encontrados em matagal de Campo Grande

Estruturas foram localizadas em meio à vegetação no distrito de Anhanduí e encaminhadas à Defurv, que vai investigar a origem das motocicletas.

23/09/2026 18h19

Mais de 120 quadros de motocicletas foram encontrados abandonados em meio a um matagal no distrito de Anhanduí, em Campo Grande.

Mais de 120 quadros de motocicletas foram encontrados abandonados em meio a um matagal no distrito de Anhanduí, em Campo Grande. Foto: Guarda Civil Metropolitana.

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Uma área de matagal no distrito de Anhanduí, em Campo Grande, escondia mais de 120 quadros de motocicletas desmontadas. O material foi descoberto na tarde desta quarta-feira (23) e mobilizou equipes da Guarda Civil Metropolitana (GCM), que passaram horas fazendo buscas no terreno para verificar a existência de outras peças.

O ponto chamou a atenção pela quantidade de estruturas abandonadas e passou a ser tratado como uma espécie de “cemitério” de motocicletas. Agora, a investigação deverá buscar esclarecer de onde vieram os veículos e em quais circunstâncias os quadros foram deixados no local.

A descoberta começou após um morador que passava pela região perceber as peças em meio à vegetação e acionar as autoridades. Agentes da Divisão Operacional da GCM foram até o endereço e, na primeira vistoria, encontraram aproximadamente 40 quadros.

À medida que os guardas avançaram pelo terreno, porém, novas estruturas foram localizadas. Ao fim do levantamento inicial, o número já ultrapassava 120 quadros de motocicletas.

As equipes continuaram as buscas na área para verificar se outras peças ou materiais relacionados aos veículos também haviam sido escondidos no matagal.

O material recolhido foi encaminhado à Delegacia Especializada de Furtos e Roubos de Veículos (Defurv), responsável pelo registro da ocorrência e pelas providências para identificação da procedência das estruturas.

Uma das etapas do trabalho deverá ser justamente verificar a identificação dos quadros e cruzar as informações disponíveis com registros de motocicletas furtadas ou roubadas. Até o momento, não foi informado quantos dos mais de 120 quadros possuem relação confirmada com crimes.

Descoberta após operação

A localização do “cemitério” de motocicletas ocorre um dia depois de uma operação conduzida pela Defurv contra um suposto esquema de desmanche clandestino de motos em Campo Grande.

Na terça-feira (22), três pessoas foram presas durante a ação policial, entre elas Phellipe Rodrigues, proprietário da oficina de motocicletas Moto Forte 67, situada na Avenida Gury Marques. A mulher dele e um funcionário também acabaram presos.

Durante buscas realizadas em endereços relacionados ao investigado, no Jardim Monumento, policiais localizaram peças de motocicletas. Parte do material encontrado tinha registro de furto ou roubo na Capital.

A investigação também chegou a um imóvel onde uma passagem secreta dava acesso a uma área utilizada para armazenar peças de motocicletas desmontadas.

Os três presos são investigados por suspeita de envolvimento com receptação e adulteração relacionada aos veículos e às peças encontradas durante a operação.

Até o momento, não foi informado oficialmente se os mais de 120 quadros encontrados nesta quarta-feira, em Anhanduí, possuem ligação com o desmanche alvo da operação realizada no dia anterior.

A Defurv deverá analisar o material apreendido e buscar elementos que permitam identificar as motocicletas às quais pertenciam os quadros, além de verificar eventual registro de furto ou roubo e a possível existência de conexão com outros desmanches clandestinos investigados em Campo Grande.

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