Cidades

atraiu curiosos

Brilho visto no céu de MS
trata-se de lixo espacial,
explica especialista

Evento foi visto na madrugada deste domingo em regiões de Mato Grosso do Sul

GABRIEL MAYMONE

28/12/2014 - 08h14
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O brilho registrado na madrugada deste domingo (28) no céu de Mato Grosso do Sul não foi uma chuva de meteoros, como foi denominado por muitos. "Trata-se de lixo espacial", explica o estudioso em astronomia e administrador da página "Astronomia Dourados" no Facebook, Douglas Bortolanza Lara.

Diferente da chuva de meteoros que trata-se de um fenômeno natural proveniente de materiais que se desprendem de cometas, o lixo espacial é material criado na Terra e lançado no espaço que reentra na órbita terrestre como, por exemplo, pedaço de foguete ou satélite. "A diferença é que o lixo espacial cai em velocidade menor e, portanto, fica mais tempo visível", detalha.

O especialista explica que um fragmento quando está no espaço é chamado de meteoróide, que passa a ser chamado de meteoro quando entra na atmosfera terrestre e meteorito quando cai em solo. O possível detrito espacial (lixo espacial) que foi observado nesta madrugada durou pouco mais de 50 segundos, enquanto meteoros pequenos meteoros das chuvas de meteoros "geralmente" duram 3 segundos, 1 segundo ou menos (as chamadas estrelas cadentes).

O brilho do lixo espacial é explicado pois o material, provavelmente pedaço de foguete, pega fogo ao entrar na atmosfera (por vários fatores como atrito e variação de pressão). O brilho pode ser visto a um raio de centenas de quilômetros. Segundo Douglas, o material vai perdendo altitude orbital e quando está na mesosfera (camada da atmosfera a aproximadamente 85 km de altitude) começa a se desintegrar. (um avião comercial alcança altura de cerca de 10 km) e há relatos de ter sido visto na região de Jardim, Grande Dourados, Ponta Porã (fronteira com o Paraguai), Maracaju e Campo Grande. Existe a possibilidade de pedaços maiores não se desintegrar totalmente e atingir o solo.

Por volta das 2h deste domingo (28), vários registros foram feitos por moradores de várias cidades de Mato Grosso do Sul. Confira abaixo uma galeria de imagens e vídeos postados nas redes sociais:

*Atualizada às 9h25min


Foto: Fabrício Ramos



Foto: Ariadne Bianchi

 

 

Vídeo enviado pelo leitor Diego Alves (registrado em Campo Grande)

 

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CRIME

Pastor é condenado a 71 anos de prisão por estuprar a filha

Réu começou a abusar da filha em 2017, quando ela tinha 13 anos; ele se aproveitava de momentos em que ficavam sozinhos ou dopava membros da família para estuprá-la

05/05/2026 11h10

Cela - foto de ilustração

Cela - foto de ilustração DIVULGAÇÃO/MPMS

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Pastor evangélico, que não teve a identidade divulgada, foi condenado a 71 anos, sete meses e 22 dias de reclusão em regime fechado, por estuprar a própria filha desde os 13 anos de idade dela.

Além da prisão, teve que pagar indenização mínima de R$ 10 mil por danos morais à vítima.

Ele vai responder pelos crimes de estupro de vulnerável (reiteradas vezes), estupro qualificado (vítima menor de 18 anos), estupro (após a maioridade da vítima), stalking (perseguição) e violência psicológica contra a mulher.

De acordo com o Ministério Público (MPMS), o réu começou a abusar da filha em 2017, quando ela tinha 13 anos. Ele se aproveitava de momentos em que ficavam sozinhos ou dopava membros da família para estuprá-la.

Após o falecimento da mãe da vítima em 2021, o autor intensificou o horror, forçando a filha a assumir um papel de "esposa" dentro da residência.

Por vários anos, praticou agressões físicas, manteve a vítima em cárcere e isolamento, causou danos emocionais por meio de xingamentos como "mentirosa" e "vagabunda" e a proibiu de visitar familiares.

Ele utilizava sua "autoridade espiritual", como pastor evangélico, para silenciar a família e perpetuar as agressões físicas, sexuais e verbais.

A condenação do réu foi garantida pela 65ª e 66ª Promotoria de Justiça – Ministério Público de Mato Grosso do Sul – de Campo Grande.

INFRAESTRUTURA

Sem desconto, obra de R$ 19 milhões contra voçoroca em Nova Andradina é homologada

Única empresa habilitada venceu licitação sem reduzir valor; contrato prevê 540 dias de execução para conter erosão que já consumiu mais de R$ 8 milhões

05/05/2026 11h00

Erosão no Horto Florestal já provocou danos à MS-473 e segue como um dos principais desafios urbanos de Nova Andradina

Erosão no Horto Florestal já provocou danos à MS-473 e segue como um dos principais desafios urbanos de Nova Andradina Reprodução: Vale do Ivinhema Agora

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A obra de quase R$ 20 milhões para tentar conter a gigantesca voçoroca de Nova Andradina foi oficialmente homologada pelo Governo do Estado sem qualquer redução no valor previsto. O resultado da licitação foi publicado nesta terça-feira (5) no Diário Oficial, confirmando deságio zero no processo.

De acordo com o edital nº 023/2026 da Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul), a vencedora foi a Construtora Alvorada Ltda., com proposta de R$ 19.288.728,80, exatamente o teto estipulado pelo governo.

Apesar de três empresas terem participado da concorrência, duas foram inabilitadas durante a análise, o que deixou apenas uma proposta válida e inviabilizou a disputa de preços.

O contrato prevê prazo de execução de 540 dias para a realização das obras de reconformação de bacias e contenção do processo erosivo no bairro Horto Florestal, área considerada o ponto de origem do problema.

A intervenção é mais uma tentativa do poder público de conter o avanço da erosão, que há anos compromete estruturas urbanas e já consumiu mais de R$ 8 milhões em recursos públicos somente nos últimos cinco anos.

Histórico

A voçoroca ganhou ainda mais atenção após afetar diretamente a rodovia MS-473, que liga a área urbana de Nova Andradina ao Instituto Federal.

Durante a pavimentação da estrada, concluída em 2021, cerca de R$ 3,5 milhões foram destinados a obras de drenagem e contenção de águas pluviais. Ainda assim, poucos meses depois, dois trechos da rodovia cederam.

Para tentar recuperar os danos, o Estado executou uma obra emergencial de R$ 4,6 milhões. No entanto, a intervenção também apresentou falhas após novos episódios de chuva.

Na época, o deputado estadual Roberto Hashioka (União Brasil), ex-prefeito do município, classificou o caso como um dos maiores desastres ambientais de Mato Grosso do Sul e chegou a questionar a qualidade das obras, além da existência de garantias ou estudos técnicos sobre as falhas.

A nova obra agora contratada tem como foco justamente controlar o escoamento da água da chuva — principal fator que alimenta a erosão e provoca o avanço da cratera.

A situação no Horto Florestal não é isolada. Nova Andradina possui ao menos outra grande voçoroca, localizada nas proximidades do bairro Argemiro Ortega.

Em dezembro de 2020, uma cratera de cerca de 18 metros de profundidade chegou a engolir uma casa na região, forçando famílias a abandonarem suas residências.

As duas erosões deságuam no Córrego Baile, que já teve o leito alterado pelo acúmulo de terra ao longo dos anos.

A voçoroca que será alvo da nova intervenção tem cerca de três quilômetros de extensão. 

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