Cidades

SEM MEDO DA TESOURA

Cabelos curtos são aposta para a próxima temporada

Cabelos curtos são aposta para a próxima temporada

IG

07/11/2011 - 21h00
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O cabelo curto está em alta com a chegada do verão. Como a temporada pede cortes mais frescos e práticos para o dia a dia, esse é o momento para perder o medo das tesouras e encarar um visual cheio de atitude. “É super sexy. Todo mundo pode ter um look assim”, opina Mari Nicácio, hair stylist do Homa Elite Salon, em São Paulo.

 

Foi justamente após assumir os fios acima do ombro que Deborah Secco conquistou o titulo de mulher mais sexy do mundo, segundo uma votação da revista VIP. A atriz adotou o cabelo escuro e curtinho depois de livrar-se dos cabelos longos e loiros da personagem Natalie Lamour na novela “Insensato Coração”.

Além das atrizes Camila Pitanga e Julia Lemmertz, que já lideraram o ranking dos looks mais populares entre os telespectadores da Rede Globo, Milena Toscano, Giovanna Antonelli a cantoraSandy também estão na lista dos cabelos curtos mais desejados da temporada. “As pessoas admiram o visual com movimento das celebridades. É possível dar volume na raiz secando para o alto e amassando com as mãos. Ela vai gastar cinco minutos para se arrumar para depois ficar o dia todo com essa aparência”, explica Mari.

A hora de mudar

Antes de decidir pelo cabelo curto, Mari aconselha uma conversa longa com o profissional para chegar ao objetivo sem insatisfação. “É bom escolher o cabeleireiro seguindo a indicação de alguém que já cortou e procurar referências. Ela tem que saber se realmente está disposta a ter fios curtos”. É preciso lembrar que a manutenção do corte é frequente e, dependendo do formato escolhido, o retorno ao salão pode acontecer em menos de um mês.

E se bater arrependimento, uma nova ida ao salão pode ajudar. “Já tive cliente que se encontrou no corte depois que eu ajeitei de uma forma diferente”, explica Mari. Produtos como pomada, spray e leave-in ajudam a modelar os fios. Outra opção para variar o visual são os acessórios: flores, tiaras, presilhas, lenços e até chapéus.

Adequar o tipo do cabelo e o formato do rosto ao look desejado também é importante antes de encarar as tesouras. O cabelo liso, por exemplo, tem mais opções de formas: repicado, degrade e desconectado. “O ondulado precisa respeitar e valorizar o movimento natural para criar um efeito despojado”, explica a hair stylist Cris Dios, do Laces and Hair, em São Paulo. Já o cabelo crespo também deve manter a forma original. “Tem volume demais. Pode ser cortado com tesoura ou navalha, sempre valorizando o movimento”, conta a profissional.


Cortes para cada tipo de cabelo


LISO
Respeitando a quantidade de cabelo e o formato do rosto, o corte chanel é o mais indicado. Se a bochecha for aparente, o ideal é deixar o corte invadindo as maçãs ou o queixo. Se o rosto tiver o formato afinado, deixe-o livre. O grande segredo é secar os fios dando volume na raiz, sem esticar. Protetor térmico ou spray podem ajudar no resultado. Para evitar raízes oleosas, os produtos devem ser aplicados apenas nas pontas.

ONDULADO
Abuse do chanel diferenciado. Ele pode ser curto ou longo, com um lado maior que o outro ou com as pontas mais compridas. O toque final é dado com mousse ou creme sem enxágue aplicado nos fios ainda molhados. Para um look como o de Camila Pitanga é preciso amassar os cabelos em um movimento na vertical, para dar volume. O difusor também ajuda a dar forma.

CRESPO
O cabelo bem cacheado pede um corte mais arredondado, próximo ao queixo. O degradê não deve ser muito acentuado, o ideal é não saber onde começa ou termina cada camada. Para arrumar no dia a dia, cremes para pentear ou antifrizz modelam os cachos, que podem ser definidos também com a ajuda de um difusor. 

Saúde

Mais de 21 mil crianças já receberam vacina contra pneumonia em MS

Pneumo 20 passou a fazer parte do calendário infantil em 2026 e protege contra 20 sorotipos da bactéria pneumococo

15/09/2026 18h00

Reprodução/Agência Brasil-Tomaz Silva

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Mais de 21,7 mil crianças menores de 5 anos já receberam a vacina Pneumo 20 em Mato Grosso do Sul desde o início da estratégia de vacinação, em junho. O imunizante passou a integrar o Calendário Nacional de Vacinação em 2026 e amplia a proteção contra doenças causadas pela bactéria Streptococcus pneumoniae, entre elas pneumonia e meningite.

No Brasil, mais de 1 milhão de crianças dessa faixa etária já foram vacinadas desde o início da estratégia. A Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos do pneumococo e também oferece proteção contra otite média, que pode provocar complicações, inclusive perda auditiva.

A vacinação contra o pneumococo é voltada principalmente à prevenção das formas graves da doença, que podem evoluir para complicações e levar à internação, especialmente entre crianças pequenas.

Entre 2023 e 2025, foram registrados 4,6 mil casos de meningite pneumocócica no Brasil, com 1,4 mil mortes. A taxa de letalidade no período foi de 30%. Entre crianças menores de 5 anos, foram 589 casos e 187 óbitos.

Esquema de vacinação

A substituição da Pneumo 10 pela Pneumo 20 ocorre de forma gradual, enquanto os estoques da vacina anterior ainda são utilizados na rede pública. Por isso, o esquema infantil passa temporariamente pela combinação dos dois imunizantes.

Para crianças que estão iniciando a vacinação, a orientação é receber a Pneumo 20 aos 2 meses, a Pneumo 10 aos 4 meses e o reforço da Pneumo 20 aos 12 meses. O intervalo mínimo entre a segunda dose e o reforço é de 60 dias.

Crianças que já completaram o esquema com a Pneumo 10 não precisam receber uma dose adicional da Pneumo 20. Já aquelas que iniciaram a vacinação com Pneumo 13 ou Pneumo 15 na rede privada podem completar o esquema com a Pneumo 20 pelo SUS, respeitando os intervalos recomendados.

Após o fim dos estoques da Pneumo 10, todas as doses do esquema infantil passarão a ser feitas com a Pneumo 20.

Pais e responsáveis devem conferir a situação vacinal das crianças na caderneta de vacinação e procurar uma unidade de saúde caso haja alguma dose pendente. O histórico também pode ser consultado pela Caderneta Digital de Saúde da Criança, disponível no aplicativo Meu SUS Digital.

greve

Impasse sobre plano de saúde trava acordo e agências da Caixa seguem fechadas em MS

Greve começou no dia 10 de setembro e permanece por tempo indeterminado; nova rodada de negociação está prevista para esta quarta

15/09/2026 17h44

Greve dos funcionários da Caixa continua por tempo indeterminado

Greve dos funcionários da Caixa continua por tempo indeterminado Foto: Eduardo Miranda / Correio do Estado

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Funcionários da Caixa Econômica Federal seguem em greve pelo sexto dia, com todas as agências de Mato Grosso do Sul fechadas, assim como ocorre a nível nacional. As negociações não resultaram em acordo devido a um impasse relacionado ao plano de saúde.

A presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e Região, Neide Maria Rodrigues, explicou que a reivindicação da categoria era de reajuste salarial pela inflação, mais 5% de ganho real, além do plano de saúde no esquema 70/30, em que o banco paga 70% e os trabalhadores arcam com o restante.

A contraproposta da Caixa foi de reajuste no índice da inflação, mais 0,6%.

Segundo Neide, o reajuste por si só não é um problema para os bancários, mas a falta de proposta com relação ao plano de saúde travou a negociação, com a contraproposta rejeita na última sexta-feira (11).

A proposta apresentada pela instituição previa mudanças no modelo de custeio e nas regras de coparticipação no Saúde Caixa, plano de assistência médica dos funcionários.

"O que pega é o plano de saúde, queremos manutenção e não diferenciação para aposentados e diferenciação de idade", disse, explicando que os valores aumentam conforme a idade dos beneficiários.

Neide disse ainda que os bancários do Banco do Brasil aceitaram a proposta de reajuste, permanecendo apenas os da Caixa em negociação, que deve ser retomada nesta quarta-feira (16).

"O Banco do Brasil, a rede privada, já aceitaram o acordo, já fizeram a assinatura do acordo coletivo e estão ok, até porque não há a discussão do plano de saúde, diferente do acordo da Caixa", explicou.

Até então, sem acordo, a greve segue por tempo indeterminado. A paralisação teve início na última quinta-feira (10).

"Esperamos que amanhã tenha uma negociação que contemple os anseios da categoria, que é principalmente o plano de saúde", concluiu a presidente do sindicato.

Judicialização

Na sexta-feira, antes da votação, a Caixa afirmou que a proposta era final e indicou que poderia recorrer à Justiça do Trabalho caso fosse rejeitada.

O banco deve avaliar o ingresso de um dissídio coletivo, instrumento utilizado para que a Justiça do Trabalho estabeleça condições para solucionar o impasse entre empregados e instituição.

Apesar da rejeição, a Caixa afirmou que mantém o diálogo aberto com as entidades representativas dos trabalhadores e que pretende buscar um entendimento.

A paralisação começou na quinta-feira (10), depois que os trabalhadores rejeitaram uma proposta anterior para a renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).

Entre os principais pontos oferecidos pela Caixa estavam:

  • prêmio de R$ 3 mil por empregado;
  • pagamento, em 18 de setembro, do salário reajustado, da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), do Super Caixa e do prêmio;
  • aumento de 6,5% para 8% do limite de participação da Caixa no custeio do Saúde Caixa;
  • antecipação da parcela da Caixa referente à 13ª mensalidade de 2028, 2029 e 2030;
  • pagamento de valores relativos ao PAMS a partir de 2027;
  • R$ 236 milhões em ações de prevenção à saúde a partir de janeiro de 2027;
  • criação de grupos de trabalho para discutir melhorias na eficiência do plano e novas fontes de financiamento.

As mudanças no plano de saúde concentraram a maior parte das divergências. Entre as regras propostas estavam:

  • contribuição dos empregados de 2,3% a 4,1% sobre o salário-base, conforme a faixa etária;
  • cobrança de R$ 480 a R$ 660 por dependente, de acordo com a idade;
  • aumento do teto anual de coparticipação de R$ 3,6 mil para R$ 4,8 mil por grupo familiar;
  • limite de 9% para o grupo familiar;
  • criação de um piso de R$ 50 por beneficiário;
  • cobrança de 13 mensalidades;
  • aumento de R$ 75 para R$ 150 no valor da consulta em pronto-socorro, fora do teto;
  • isenção de coparticipação em atendimentos por telemedicina;
  • recadastramento anual obrigatório.

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