Cidades

TRÁFICO

Caminhão de MS levava cocaína para abastecer Cracolândia em SP

Carga de 450 quilos tinha como destino a região de maior concentração de usuários da capital paulista. Motorista de 35 anos foi preso em flagrante.

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A Polícia Civil apreendeu no último domingo (26), uma carreta que seria levada de Mato Grosso do Sul para a Cracolândia, na região central de São Paulo, o veículo transportava 450 quilos de cocaína. 

O carregamento estava no radar da operação Cenas Abertas de Uso, deflagrada pelo 77° Distrito Policial. Segundo a polícia, os agentes já tinham a informação que uma grande quantidade de droga chegaria em São Paulo no fim de semana, com os dados em mãos, a equipe se mobilizou numa possível rota de carga, quando interceptaram o caminhão carregado com milho e fardos de cocaína.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, a droga pertence a uma organização criminosa que atua na distribuição na região central de São Paulo. 

Durante a operação, o motorista foi pego em flagrante, o homem de 35 anos admitiu o transporte do entorpecente e o caminhão foi levado até a sede do  77º DP - onde o caso também foi registrado e a carga inspecionada.

Ainda não se sabe quem é o fornecedor da droga. A ocorrência foi registrada como tráfico e agentes trabalham em diligência para saber a procedência da cocaína e o responsável pela carga de milho. O motorista passou pelos trâmites de Polícia Judiciária e permanece à disposição da Justiça. 

Outras apreensões

No último dia 02 de maio, a Polícia Rodoviária Federal apreendeu 7,9 kg de cocaína em ação, no município de Miranda em MS. Porém, a surpresa fica por conta de onde foi encontrada a droga: nas palmilhas dos calçados que passageiros usavam durante a viagem de ônibus. 

Segundo a PRF, os agentes identificaram uma desproporcionalidade no tamanho dos calçados de três mulheres e dois homens, sinalizando a necessidade de uma fiscalização detalhada.

Ao descalçarem os sapatos, tabletes de pasta base de cocaína foram encontrados, mais especificamente 7,956 kg. Além da presença nos calçados, outro tablete da droga foi achado na mochila de uma das mulheres.

Na entrevista feita após a apreensão, os suspeitos afirmaram que pegaram a droga em Corumbá e transportariam até São Paulo. A Polícia Civil de Miranda ficou como responsável pela ocorrência.

Rota do tráfico

As apreensões de cocaína têm sido frequentes em Mato Grosso do Sul, que já se consolida como rota do tráfico da droga.

Mato Grosso do Sul tem Paraguai e Bolívia como países fronteiriços, e com uma longa fronteira seca, que é um dos maiores corredores para o tráfico de drogas da América do Sul. 

Conforme reportagem do Correio do Estado, no ano passado, computando as apreensões de todas as forças policiais, em Mato Grosso do Sul foram apreendidas 18,4toneladas de cocaína e pasta base, ante 16,6 toneladas no ano anterior, o que representa aumento um pouco superior a 10%. 

Um dos fatores que explicam o aumento das apreensões em terra é a a ativação de radares da Força Aérea Brasileira (FAB) para detecção de aeronaves que voam em baixa altura e não estão identificadas em Corumbá, Porto Murtinho e Ponta Porã, segundo informou anteriormente o Departamento de Operações de Fronteira.

**Colaborou Felipe Machado

INTERIOR

PRF-MS encontra uma tonelada de droga sobre carga de minério na BR-262

Diferente dos populares "mocós", substâncias foram alocadas por cima do carregamento legal de ferro

22/09/2026 12h59

Apreensão foi feita nas imediações do quilômetro 600 da rodovia BR-262

Apreensão foi feita nas imediações do quilômetro 600 da rodovia BR-262 Reprodução/PRF-MS

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Ainda nas primeiras horas da madrugada de hoje (22), nas imediações do quilômetro 600 da rodovia BR-262, agentes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreenderam quase uma tonelada de substâncias entorpecentes no município de Miranda, droga essa que estava apenas colocada sobre um carregamento de minério. 

Conforme repassado pela PRF, o carregamento ilícito não tratava-se de apenas um tipo de substância, sendo encontrado tanto pasta base e cloridrato de cocaína como porções de skunk, que respondiam pela maior parte desta carga. 

Abordado pelos agentes, o motorista disse primeiramente aos policiais que estaria fazendo transporte de minério de ferro, e que seu destino seria o Estado de Minas Gerais, aproximadamente  974 quilômetros do município sul-mato-grossense. 

Entretanto, esse motorista em questão teria apresentado comportamento suspeito, fornecendo segundo a PRF informações contraditórias sobre a logística do frete.

Durante a inspeção minuciosa ao veículo, no segundo semirreboque os agentes identificaram logo de cara a carga ilícita disposta sobre o carregamento de minério de ferro. Confira: 

Ao todo, segundo balanço da PRF, quase uma tonelada de droga foi localizada (974,6 quilos), substâncias entorpecentes identificadas e separadas nos seguintes pesos: 

  • 543 kg de skunk, 
  • 218,2 kg de pasta base e 
  • 213,4 kg de cloridrato de cocaína.

Diante do flagrante o motorista recebeu voz de prisão e, em conversa com os agentes, alegou que teria recebido a proposta de um homem após realizar uma parada em um restaurante. A oferta consistiria em uma determinada quantia de dinheiro para que as substâncias entorpecentes fossem trazidas até Campo Grande.

Vale lembrar que cargas de minérios há tempos tem sido usadas como "máscaras" para o tráfico de drogas, como os mais de 800 quilos encontrados entre esse tipo de carregamento em dois dias em abril neste 2026. 

Antes disso, ainda em fevereiro deste ano outra carga foi interceptada também na BR-262, na tentava passar substâncias entorpecentes entre carregamento lícitos, sendo 391 kg de cocaína e 247 Kg de maconha localizados nessa ocasião em um bitrem, que transportava minério de ferro

Skunk? 

Substâncias entorpecentes mais "refinadas" e de alto valor comercial, há tempos são feitas apreensões de drogas que chamam atenção pelos nomes, como Skunk e Dry, que muitas vezes levantam dúvidas sobre o que exatamente está sendo falado.

Com mais de meia tonelada deste carregamento ilícito tratando-se da droga chamada de "skunk", aqui cabe explicar a diferença desse subproduto da maconha. 

Com propriedades que vão muito além de "fazer a cabeça", tendo até mesmo um "primo careta", o cânhamo - um anagrama da palavra maconha conhecido em inglês como "Hemp" -, a planta de nome científico "cannabis" serve de também de matéria prima para tipos específicos de entorpecentes. 

Enquanto o cânhamo por sua vez possui um nível baixíssimo do chamado tetrahidrocanabinol, esses batizados de "skunks" seriam justamente as substâncias fabricadas para possuir maior concentração de THC. 

Em outras palavras, os cultivadores em busca de uma "maconha mais forte" cruzam subespécies diferentes de cannabis através da botânica, em busca de sensações específicas, posteriormente separadas em "correntes", indo desde as sativas para maiores picos de agitação pelo THC ou até “índicas” através do CBD, que não é psicoativo e pode ajudar em tratamentos terapêuticos como anti-inflamatório, anticonvulsivante e ansiolítico e mais.

 

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Decisão Judicial

Mulher receberá R$ 10 mil após ter dados usados em anúncios de serviços sexuais

Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul entendeu que a plataforma falhou ao não impedir novas publicações depois da primeira denúncia

22/09/2026 12h15

Divulgação/TJMS

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Uma plataforma digital de anúncios, foi condenada a pagar R$ 10 mil reais por danos morais a uma mulher que teve sua imagem vinculada de forma indevida em anúncios de serviços sexuais. A condenação foi obtida através da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. 

De acordo com o processo, a vítima teve seu nome, fotografias, telefone e endereço divulgados e utilizados, de forma indevida, em anúncios sexuais.

Segundo os autos, terceiros utilizaram os dados pessoais e imagens da moça, sem autorização para criar anúncios na plataforma. Após a publicação no site, a vítima começou a receber contatos e mensagens de pessoas que possuíam interesse na contratação de supostos serviços. 

A vítima entrou em contato com a plataforma sobre a fraude e o primeiro anúncio foi retirado, porém os novos anúncios foram feitos posteriormente, desta vez contendo seus dados. Dessa forma a vítima fez novo apelo para retirada do anúncio.

A empresa responsável por coordenar a plataforma, fez um recurso, alegando que apenas hospedava conteúdos produzidos por terceiros e que não poderia ser responsabilizada pelas publicações.

A plataforma sustentou que adotou as providências necessárias após ser comunicada sobre os anúncios, além de questionar a fundamentação da sentença e a legitimidade para responder à ação. 

Porém a relatora do caso, rejeitou os argumentos, pois a responsabilidade da plataforma não decorre de simples hospedagem de conteúdo publicado por terceiros nem da existência de um dever de monitoramento prévio de todas as publicações. 

Após tomar conhecimento inequívoco do uso fraudulento da imagem e dos dados pessoais da vítima, a plataforma deveria ter adotado medidas eficazes para impedir novas publicações. 

No entanto, a republicação dos anúncios após a primeira denúncia evidenciou que as providências adotadas foram insuficientes.

Na decisão ficou destacada que a divulgação do nome, imagem, telefone e endereço da vítima associadas à prestação de serviços sexuais, configura-se violação aos direitos da personalidade. 

A magistrada responsável pelo processo, Denize de Barros Dodero, declarou que a situação ultrapassou os limites dos meros aborrecimentos cotidianos, atingindo a privacidade e a dignidade da vítima.  

Dessa forma, foi mantida a indenização fixada em R$ 10 mil, considerada adequada diante da gravidade da ofensa, da repercussão do caso e da republicação do conteúdo na plataforma, mesmo após a primeira denúncia realizada pela vítima. 

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