Cidades

VÍTIMA FATAL

Caminhão limpa-fossa atinge moto e mulher morre na Av. Guaicurus

Maria do Carmo, de 42 anos, ficou prensada entre dois veículos no cruzamentos e chegou a receber os primeiros socorros, mas não resistiu e morreu ainda no local

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Uma motociclista, identificada como Maria do Carmo, de 42 anos, morreu na manhã desta segunda-feira (18) após sofrer um acidente na Avenida Guaicurus, na frente do Museu José Antônio Pereira, e ser prensada entre dois veículos, um Fiat Strada da Águas Guariroba e um caminhão limpa-fossa.

Segundo a reportagem do Correio do Estado que foi ao local apurar acerca do ocorrido, a moça parou com sua moto no semáforo entre os dois automóveis. Assim que o sinal abriu, o motorista do caminhão (que estava atrás dela) acelerou, a prensando no carro da frente.

Ainda, o caminhoneiro teria passado por cima da barriga da mulher e, quando quando o motorista do carro da concessionária desceu ainda pôde vê-la agarrada ao para choque, tentando sair debaixo do outro veículo. 

Um dos funcionários da Águas Guariroba, que estava no carro, relatou que o Corpo de Bombeiros passou na avenida no momento do acidente e prestou os primeiros socorros, mas sem sucesso.

De acordo com informações de um conhecido da vítima, ela estava indo comprar materiais de construção para uma reforma em casa.

Inclusive, o seu pedreiro estava no local no momento do acidente, reconheceu a moto da mulher e foi orientado pelos policiais a buscar os documentos de Maria para melhor identificação. O marido da mulher já está no local.

Segundo o Cabo da Polícia Militar Elson Sousa, o condutor do caminhão disse que ele estava trafegando na avenida sentido leste-oeste e que, no cruzamento com a Rua da Divisão, Maria mudou de faixa (da direita para esquerda) e fez uma frenagem brusca, mas não deu para evitar o impacto, a prensando na traseira da Fiat Strada.

O motorista do caminhão também afirma que a moça entrou no seu ponto cego, dificultando a visualização e, consequentemente, facilitando o acidente.

Porém, Elson afirma que vai esperar o levantamento da Perícia para confirmar outros detalhes do ocorrido. 

A Avenida está interditada a meia pista da quadra onde aconteceu o acidente, ou seja, quem desce pela rua da divisão tem que tomar cuidado, pois foi bem no semáforo que “desemboca” na Guaicurus.

A interdição da quadra do acidente começa na rua anterior paralela à Rua da Divisão, enquanto o outro trecho segue com fluxo normal.

Um comerciante e morador da região desde quando não havia asfalto no local, Nilson Ney, de 51 anos, conta que - ainda que não seja o caso - aqui nesse trecho da Guaicurus é comum os semáforos estarem desativados, além de citar a imprudência e falta de atenção, por justamente esse cruzamento da Guaicurus ter saída e entrada para a Rua da Divisão.

Dados

Segundo levantamento da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), 24 das 35 vítimas fatais no trânsito de Campo Grande no primeiro semestre deste ano eram motociclistas, o que representa 68,57% dos acidentes. 

Já neste segundo semestre (julho até novembro), essa média aumenta, com 17 das 24 vítimas fatais sendo motociclistas, representando 70,83% das mortes.

Ao todo, 41 motociclistas morreram na Capital neste ano em sinistros no trânsito, uma parcela de 69,49%. No ano passado inteiro, 39 de 56 dos mortos no trânsito campo-grandense eram motoqueiros, ou seja, 69,64%.

Outras duas

Antes do acidente fatal de Maria do Carmo nesta segunda-feira, a última morte de motociclista na Capital havia sido no último dia 10, quando um jovem de 23 anos, identificado como Augusto Henrique Amorim de Oliveira morreu após se acidentar em uma avenida que liga os bairros Vila Moreninha II e Itamaracá.

Conforme consta no boletim de ocorrência, registrado pela irmã de Augusto, ele teria colidido no recuo do meio-fio da via, que não possui iluminação pública.

Uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) passava próximo ao local para atender a uma ocorrência, e foi chamada ao local do acidente por familiares da vítima. Os socorristas prestaram os primeiros atendimentos, e realizaram Ressuscitação Cardiopulmonar (RCP).

No último dia 6, outro acidente grave aconteceu envolvendo uma motocicleta e dois carros, na Avenida Bandeirantes, próximo ao cruzamento com a rua José Paes de Farias, que deixou Marcos Antônio Francisco Leal, de 57 anos, gravemente ferido.

Uma Fiat Toro e uma Hyunday Tucson, estavam parados no sinal vermelho, quando o motociclista, em velocidade, acertou a traseira da Toro, que com o impacto, acertou a traseira da Tucson. Horas depois, o Hospital Santa Casa de Campo Grande confirmou a morte do rapaz, que era suboficial aposentado da Marinha do Brasil.

*Colaborou Alanis Netto e Naiara Camargo

**Matéria atualizada às 11h19 para acréscimo de informação

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Rescaldo

Quase 48 horas após temporal, Prefeitura ainda remove árvores das ruas de Campo Grande

Equipes estão mobilizadas nas sete regiões da Capital para desobstruir vias, retirar destroços e reparar pontos afetados pela tempestade

12/09/2026 18h00

Paulo Ribas

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Quase 48 horas após o temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), árvores e galhos derrubados pelo vento ainda ocupam trechos de algumas vias da Capital. Neste sábado (12), a Prefeitura mantém equipes mobilizadas nas sete regiões da cidade para retirar as estruturas, liberar ruas e atender outros pontos afetados pela tempestade.

Em levantamento realizado pelo Correio do Estado neste sábado, uma árvore ainda ocupava aproximadamente metade da pista da Avenida Euler de Azevedo, perto da Rua 13 de Maio. Na Rua Filinto Müller, galhos de grande porte permaneciam sobre parte da via. Na região central, galhos já cortados também continuavam acumulados em um trecho da Rua 13 de Maio.

Segundo a Prefeitura, as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) atuam principalmente na retirada de árvores e galhos, limpeza, remoção de destroços e manutenção da iluminação pública, incluindo a substituição de luminárias.

Mais de 100 ocorrências

O temporal provocou mais de 100 registros de árvores caídas, além de quedas de postes, vias interditadas, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia. A dimensão dos estragos levou a Prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. O Decreto nº 16.735, publicado em edição extra do Diogrande neste sábado, prevê a mobilização dos órgãos municipais para ações de resposta e recuperação dos pontos atingidos.

O decreto também determina um levantamento detalhado dos danos provocados pela tempestade, incluindo impactos na infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, vias, unidades municipais e prejuízos decorrentes da falta de energia.

A força-tarefa municipal começou ainda na noite de quinta-feira e chegou a contar com 20 equipes concentradas principalmente na liberação de vias bloqueadas por árvores e galhos. Além da Sisep, participam das ações órgãos como Defesa Civil, Agetran, Guarda Civil Metropolitana e SAS, com apoio de Corpo de Bombeiros, Energisa e Solurb.

Operação Antidotum

Santa Casa diz que atendimento seguirá normal após operação que prendeu seis

Conselho de Administração se reuniu após a Operação e declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares

12/09/2026 17h30

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande afirmou neste sábado (12) que os atendimentos no hospital seguem normalmente e não serão interrompidos após a Operação Antidotum, deflagrada na sexta-feira (11) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em nova nota, o Conselho de Administração declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos pela Justiça. A manifestação ocorreu após reunião extraordinária realizada na sexta-feira.

A operação investiga supostas fraudes em contratos da Santa Casa e da Santa Casa Saúde, com prejuízo estimado inicialmente em R$ 4,9 milhões. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

Entre os presos está a presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, além de outros integrantes da administração e pessoas ligadas às empresas investigadas.

Segundo o MPMS, um dos contratos investigados envolve a digitalização de prontuários, enquanto outro núcleo apura pagamentos feitos pela Santa Casa Saúde a empresas relacionadas ao mesmo grupo econômico.

Relembre o Caso

A crise que culminou na Operação Antidotum ganhou força em 29 de julho, quando médicos da Santa Casa suspenderam cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais em meio à crise financeira enfrentada pelo hospital. Em agosto, denúncias sobre possíveis irregularidades em contratos da instituição passaram a ser acompanhadas pelo Ministério Público. Na última sexta-feira, o MP deflagrou a operação.

Santa Casa já havia se manifestado

Logo após a operação, na sexta-feira, a Santa Casa informou que estava colaborando com as autoridades e aguardava acesso aos autos para conhecer oficialmente o conteúdo das acusações.

Na ocasião, a instituição também afirmou que os atendimentos à população seguiriam normalmente. Um dia depois, a nova nota reforçou a continuidade dos serviços e acrescentou a manifestação de solidariedade do Conselho de Administração aos integrantes da diretoria.

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