Cidades

ABRIL VERDE

Campanha para evitar acidentes de trabalho será realizada na Santa Casa

Técnicos de enfermagem ocupam o 2º lugar no ranking de acidentes

MARESSA MENDOÇA E ALINE OLIVEIRA

01/04/2018 - 15h23
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Uma visita técnica sobre prevenção de acidentes no ambiente de trabalho será realizada amanhã (2) na Santa Casa em Campo Grande. O evento terá participação de profissionais da Justiça do Trabalho, Ministério Público do Trabalho (MPT) e da saúde.

Um levantamento  feito pelo sistema da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), apontou que, os técnicos de enfermagem são a segunda categoria profissional com maior número de notificações oficiais em acidentes de trabalho no Mato Grosso do Sul.

No ano passado, foram registradas 367 ocorrências, das quais 194 aconteceram na Santa Casa.

Na avaliação do presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Área de Enfermagem de Mato Grosso do Sul, Lázaro Santana, "o número de acidentes registrados são resultado da sobrecarga de trabalho, exigência muito grande junto ao paciente e à falta de cuidado das instituições com os profissionais de saúde", argumenta.

MOBILIZAÇÃO NACIONAL

De acordo com dados oficiais do Ministério do Trabalho são registrados mais de 500 mil acidentes de trabalho por ano no Brasil. Deste total, mais de dois mil trabalhadores morrem anualmente, ou ainda, 37 profissionais todos os dias.

Esta ação de conscientização que será realizada na Santa Casa faz parte do Movimento Abril Verde, campanha nacional de prevenção de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais.

“A esperança é que haja conscientização e isso reduza os acidentes de trabalho. Estudos apontam que a maioria dos acidentes poderia ser evitada com medidas simples e baratas que impediriam lacerações e mortes", esclarece o procurador-chefe do MPT, Leontino Ferreira.

“O ambiente de trabalho é o local onde o trabalhador vai buscar o seu sustento e não onde ele vai encontrar a morte, o adoecimento, uma amputação de um membro. É importante destacar que todos os acidentes de trabalho são previsíveis e, por isso, nós defendemos que eles podem ser prevenidos”, enfatiza o juiz Márcio Alexandre, que também é Gestor Regional do Programa Trabalho Seguro do Tribunal Superior do Trabalho (TST).

ALERTA

Considerando que o dia 07 de abril é o Dia Mundial da Saúde e o dia 28 de abril foi consagrado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) como o Dia Mundial da Segurança e da Saúde no Trabalho, em memória às vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, o mês concentra as ações do Movimento Abril Verde, que tem como intuito trazer à sociedade a questão da segurança e saúde do trabalhador brasileiro.

O objetivo maior é reduzir os acidentes de trabalho e os agravos à saúde do trabalhador, mobilizando sociedade, órgãos de governos, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada para os problemas que ocorrem no mundo do trabalho.

Em Mato Grosso do Sul, as ações do Movimento Abril Verde são realizadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região, em conjunto com o Ministério Público do Trabalho, Ministério do Trabalho, Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e Município de Campo Grande.

 

PPLANEJAMENTO ESTADUAL

Governo cria grupo para preparar execução do Plano de Governo 2027-2030

Grupo de oito integrantes terá até 4 de dezembro para mapear programas, identificar gargalos e propor indicadores, mudanças administrativas e ações para os próximos anos

06/10/2026 12h30

Governador Eduardo Riedel criou grupo de trabalho que terá até 4 de dezembro para apresentar diagnóstico e propostas para a implementação do Plano de Governo 2027-2030

Governador Eduardo Riedel criou grupo de trabalho que terá até 4 de dezembro para apresentar diagnóstico e propostas para a implementação do Plano de Governo 2027-2030 Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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O Governo de Mato Grosso do Sul criou um grupo de trabalho para preparar a implementação do Plano de Governo 2027-2030 e alinhar programas, projetos e ações da administração estadual às prioridades previstas para os próximos anos. A medida foi estabelecida pelo Decreto nº 16.806, assinado pelo governador Eduardo Riedel nesta segunda-feira (5).

Formado por oito integrantes escolhidos pelo governador, o grupo terá a missão de fazer um diagnóstico da atual estrutura do Estado e apresentar propostas para viabilizar as metas do próximo ciclo de governo. O relatório final deverá ser entregue a Riedel até o dia 4 de dezembro deste ano.

Entre as primeiras tarefas está o levantamento de ações, programas e projetos que já estão em andamento nos órgãos estaduais e que tenham relação com as metas previstas para 2027 a 2030. O grupo também deverá identificar entraves estruturais, orçamentários, jurídicos e operacionais que possam dificultar ou atrasar a execução das novas diretrizes.

O trabalho terá reflexos também no planejamento financeiro do Estado. O decreto determina que sejam avaliados os impactos orçamentários das propostas no curto, médio e longo prazo e que os estudos auxiliem na elaboração e revisão de instrumentos como o Plano Plurianual (PPA) 2028-2031, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA).

Outra frente será a análise da estrutura administrativa necessária para colocar as propostas em prática. O grupo poderá indicar reformas organizacionais, reestruturação de cargos e até a criação de novas instâncias administrativas, caso sejam consideradas necessárias para as entregas previstas no Plano de Governo.

Também caberá aos integrantes propor minutas de decretos, anteprojetos de lei e regulamentos necessários à sustentação jurídica das novas políticas públicas.

Metas e monitoramento

Além do diagnóstico da estrutura estadual, o decreto prevê a elaboração de uma matriz de indicadores de desempenho, com metas intermediárias e cronogramas gerais de execução para cada compromisso assumido no Plano de Governo.

O grupo deverá ainda sugerir um modelo de governança e de monitoramento contínuo que permita à alta gestão estadual acompanhar os resultados das ações governamentais em tempo real.

A proposta inclui ainda a articulação entre diferentes secretarias para programas que dependam da atuação conjunta de mais de uma área do governo.

Ao final dos trabalhos, deverão ser apresentados cenários de risco, recomendações estratégicas e um plano de ação para subsidiar as decisões do governador.

Os oito integrantes serão nomeados por ato do governador, que também escolherá o coordenador do grupo. Caberá a ele estabelecer o calendário de reuniões e conduzir os trabalhos.

O decreto dá ao coordenador a possibilidade de convidar especialistas e representantes de outros órgãos e entidades públicas, além de requisitar temporariamente servidores estaduais para prestar informações, auxiliar nos estudos ou emitir pareceres técnicos.

O coordenador também poderá solicitar formalmente documentos, registros e informações de órgãos e entidades da administração direta e indireta. Segundo o decreto, os dirigentes dos órgãos estaduais ficam obrigados a fornecer os dados requisitados dentro do prazo estabelecido.

O grupo contará ainda com um secretário-executivo para organizar e acompanhar as reuniões, elaborar relatórios e lavrar atas. O suporte técnico e administrativo ficará sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica (Segov).

A participação dos integrantes não será remunerada e será considerada serviço de relevante interesse público.

O prazo para conclusão é curto. Conforme estabelecido pelo decreto, o coordenador deverá apresentar as conclusões e o relatório final diretamente ao governador Eduardo Riedel em 4 de dezembro de 2026.

 

LICENCIAMENTO AMBIENTAL

Agropecuária prevê desmatamento de 6 mil hectares de fazenda no Pantanal

Fazenda com área superior a 16 mil hectares terá audiência pública em novembro para concessão de licença ambiental para supressão de vegetação nativa

06/10/2026 12h10

Arquivo

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O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (IMASUL) divulgou a audiência pública que aprovará ou não o desmatamento autorizado em uma área de mais de 1 mil hectares de uma fazenda localizada em Corumbá, no Pantanal sul-mato-grossense.

A área rural é na Fazenda Anacã do Corixão II, pertencente ao empreendimento privado Agropecuária Cerro Alegre LTDA.

Por se tratar da retirada de vegetação nativa em área superior a 1 mil hectares, o IMASUL determina que a concessão da licença para tal atividade seja decidida em audiência pública, conforme Resolução CONAMA nº 001/1986.

Conforme o Relatório de Impacto Ambiental (RIMA), realizado pela empresa KW Soluções em Engenharia e Meio Ambiente LTDA, a Fazenda possui uma extensão superior a 16 mil hectares, e a previsão de desmatamento é de 6 mil hectares desse total.

Para compor o documento é realizado um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que atesta o diagnóstico completo da área que será afetada, incluindo toda identificação e existência de fauna e flora local, bem como os impactos a elas, com informações e avaliação técnicas, além da descrição detalhada da atividade, com proposição das medidas preventivas e de redução de danos.

Segundo o RIMA, as áreas selecionadas foram definidas com base em:

  • menor relevância ambiental;
  • baixa conectividade ecológica;
  • e no predomínio de formações campestres e arbustivas, que estão expostas a ações humanas;
Foto: Reprodução RIMA

Para realizar o levantamento total para o relatório, foram feitas visitas de campo, análises laboratoriais, avaliações especializadas, consultas a bancos de dados oficiais e referência bibliográficas. Incluindo particularidades ambientais da região de Corumbá, inserida no contexto do Bioma Pantanal.

No relatório a empresa atesta que a atividade que motiva o desmatamento é a agropecuária, a qual já ocorre na região, assim como em praticamente todo o município, que integra um dos maiores polos de produção pecuária do país.

O empreendimento busca a supressão da área para "implantação de pastagens tecnificadas, com melhoria dos índices produtivos e otimização do uso da terra", conforme descrito em documento, para que assim sua capacidade operacional seja ampliada e para fortalecimento da atividade pecuária existente, com garantia de maior estabilidade econômica para a empresa rural.

Ainda foram destacadas a baixa densidade populacional na região, bem como ausência de comunidades tradicionais, sítios arqueológicos ou elementos de patrimônio cultural que possam ser afetados pela atividade.

Para que a população esteja a par dos impactos ambientais, a audiência pública acontecerá no dia 12 de novembro, de forma remota e presencial, a partir das 19h.

A transmissão acontecerá ao vivo pelo canal o IMASUL no YouTube, e presencialmente na Rua Delamare, 1088, no Auditório da Associação Comercial e Empresarial de Corumbá.

Acesse o Relatório de Impacto Ambiental completo aqui.

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