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Campo Grande: CPI exige ônibus novos e prega até intervenção no transporte

Documento de 800 páginas cobra renovação da frota, maior rigor da prefeitura e até intervenção no transporte coletivo de Campo Grande

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A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Coletivo de Campo Grande apresentou nesta sexta-feira (12) o relatório final de seus trabalhos, trazendo recomendações duras contra o Consórcio Guaicurus, responsável pela operação dos ônibus na capital. 

O documento cobra a substituição imediata de 197 veículos que ultrapassaram a idade máxima contratual e chega a sugerir intervenção municipal na concessão, caso as irregularidades persistam.

O relatório, com aproximadamente 800 páginas, foi elaborado após seis meses de investigação e aponta falhas graves na prestação do serviço e na fiscalização por parte da prefeitura. Entre os principais problemas listados estão a frota envelhecida, ausência de seguro obrigatório, precariedade na manutenção, falhas de acessibilidade, atrasos, quebras constantes e superlotação.

A comissão, composta pelos vereadores Dr. Lívio (presidente), Ana Portela (relatora), Luiza Ribeiro, Junior Coringa e Maicon Nogueira, também recomenda o indiciamento de todos os diretores e ex-diretores do Consórcio desde 2012, além de ex-dirigentes da Agetran e da Agereg, sob suspeita de omissão e descumprimento de deveres legais.

Sugestão de intervenção

No encaminhamento ao Ministério Público, o relatório destaca que a prefeitura pode recorrer a instrumentos previstos em lei e no contrato de concessão para garantir a continuidade do serviço. Entre eles, a medida extrema da intervenção, que permitiria ao município assumir temporariamente a operação para assegurar o cumprimento das obrigações legais.

A relatora Ana Portela, diz que o Consórcio deixou de investir na renovação da frota apesar de ter recursos. 

“O que vimos é que o dinheiro existe, mas foi destinado a empresas ligadas ao quadro societário. Não dá para aceitar que a população fique sem ônibus novos enquanto se prioriza outros pagamentos”, afirmou.

O presidente da CPI, vereador Dr. Lívio, reforçou que os indícios de irregularidades financeiras precisam ser apurados pelo Ministério Público e que a troca imediata dos 197 ônibus é imprescindível. 

“Foi um trabalho longo, técnico e transparente. Agora cabe às instituições fiscalizadoras e à prefeitura agir”, disse.

Indiciamentos e falhas de fiscalização

Além da intervenção, o relatório pede o indiciamento de diretores do Consórcio por possíveis crimes de peculato e improbidade administrativa, bem como de ex-gestores da Agetran e da Agereg por prevaricação. A CPI aponta que a omissão dessas agências permitiu que o transporte coletivo chegasse ao atual estado de deterioração.

Também foi solicitada a investigação de operações financeiras, como a venda de imóveis e movimentações contábeis suspeitas. A CPI fala em indícios de fraude contra o erário e sonegação fiscal, que podem ter causado prejuízos à União.

Frota fora do prazo

Atualmente, a idade média dos ônibus em circulação é de 8,59 anos, acima do limite contratual de 5 anos. O relatório exige a substituição imediata dos veículos em desacordo e a adoção de um plano rigoroso de manutenção preventiva e corretiva. Também cobra a atualização da Matriz Origem-Destino, fundamental para o planejamento do transporte.

A comissão adverte que o descumprimento dessas determinações poderá levar à aplicação de multas, à intervenção ou até à caducidade da concessão.

Participação popular

Durante os seis meses de apuração, a CPI analisou documentos, realizou inspeções técnicas, promoveu audiências públicas e recebeu 644 denúncias por meio de um canal de ouvidoria, informou o relatório.

Ao final, os vereadores destacaram que o relatório será encaminhado a diversos órgãos de controle, incluindo o Ministério Público, Tribunal de Contas e Prefeitura.

“Defender o interesse público e garantir transporte coletivo de qualidade é inegociável”, conclui o documento.


Medidas cobradas no relatório

  • Substituição imediata de 197 ônibus que ultrapassaram a idade máxima contratual (idade média atual: 8,59 anos; limite: 5 anos).
  • Plano rigoroso de manutenção preventiva e corretiva em toda a frota, garantindo conservação, funcionamento dos elevadores de acessibilidade e segurança operacional.
  • Elaboração imediata da Matriz Origem-Destino atualizada, essencial para o planejamento técnico-operacional.
  • Regularização de todas as pendências contratuais e irregularidades constatadas.
  • Assunção efetiva da fiscalização pela prefeitura, com mudanças administrativas na Agetran e Agereg.
  • Aplicação de sanções contratuais, incluindo multas, intervenção e, em último caso, a caducidade da concessão.
  • Investigação de operações financeiras suspeitas, como a venda do imóvel da Viação Cidade Morena e movimentações com a Viação Cidade dos Ipês.
  • Apuração de indícios de fraude, peculato e sonegação fiscal, incluindo retiradas disfarçadas de lucros e possíveis desvios para fins particulares.
  • Possibilidade de intervenção municipal na concessão, caso a situação não seja resolvida por arbitragem ou medidas consensuais.
  • Realização de concurso público para fortalecer a fiscalização exercida pelas agências reguladoras.
  • Indiciados sugeridos pela CPI

Do Consórcio Guaicurus (todos os diretores e ex-diretores desde 2012):

  • Indiciamento por indícios de improbidade administrativa, peculato e exposição da vida/saúde de usuários a perigo.

Ex-dirigentes da Agetran:

  • Luís Carlos Alencar Filho (ex-diretor-presidente).
  • Janine de Lima Bruno (ex-diretora-presidente).

Ex-dirigentes da Agereg:

  • Odilon de Oliveira Junior (ex-diretor-presidente).
  • Vinícius Leite Campo (ex-diretor-presidente).
     

Investigação

Polícia prende em Campo Grande integrante de quadrilha suspeito de roubar carros

Investigação revela logística de organização criminosa para levar carros roubados na Capital e tinham como destino a Bolívia

22/07/2026 10h30

DEFURV cumpre mandados em Campo Grande e identifica conexão de roubos locais com o tráfico internacional de veículos

DEFURV cumpre mandados em Campo Grande e identifica conexão de roubos locais com o tráfico internacional de veículos Divulgação

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A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV), realizou na manhã desta terça-feira (21) a prisão preventiva de um homem de 29 anos. 

O rapaz detido, é suspeito de integrar uma organização criminosa dedicada ao roubo e furto de veículos, que posteriormente eram enviados para Bolívia, com o intuito de serem vendidos ou trocados ilegalmente. 

As investigações apontam que o suspeito teve participação direta em um crime ocorrido na noite de 5 de abril de 2026. Na ocasião, a vítima estava em uma conveniência no bairro Guanandi quando passou a interagir com duas mulheres.

O grupo seguiu para um motel no bairro Caiçara, onde a vítima foi dopada, com o golpe popularmente conhecido como "Boa Noite, Cinderela" e teve seu carro e celular levados.

Imagens de segurança do motel revelaram que um terceiro indivíduo entrou no quarto para ajudar no crime. 

De acordo com a DEFURV, o homem que foi preso não atuava sozinho e faz parte de um esquema maior de tráfico internacional de veículos.

Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e de prisão preventiva, os policiais apreenderam celulares e outros objetos que podem ligar o suspeito a outros furtos de veículos na Capital.

O investigado foi levado para a sede da DEFURV e deve responder por roubo majorado, furto e associação criminosa.

A polícia agora trabalha para identificar as mulheres e outros membros da organização criminosa que participam do escoamento dos veículos roubados para a fronteira boliviana.

Vila rica

Assaltantes armados atropelam mulher para roubar motocicleta na Capital

Vítima quebrou o joelho e aguarda por vaga em hospital; motocicleta ainda não foi recuperada

22/07/2026 10h10

Mulher de 31 anos com joelho quebrado após assalto

Mulher de 31 anos com joelho quebrado após assalto ARQUIVO PESSOAL

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Naura Fausta da Silva, de 51 anos, foi assaltada, atropelada e machucada, na tarde desta terça-feira (21), na rua Santa Bárbara, Vila Rica, em Campo Grande.

Conforme apurado pela reportagem, Naura trafegava pela rua Santa Bárbara, por volta das 17 horas, quando foi abordada por dois assaltantes em outra motocicleta.

A dupla anunciou o assalto, ameaçou com arma de fogo, atropelou e derrubou a vítima para subtrair a motocicleta XRE 300 vermelha, de placas QAY6I95. [Veja o vídeo do assalto no fim desta matéria].

Mulher de 31 anos com joelho quebrado após assaltoXRE 300 vermelha, de placas QAY6I95, ainda não foi encontrada. Foto: Arquivo Pessoal

Ela caiu no asfalto e quebrou o joelho. A vítima foi socorrida pelo Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS) e encaminhada a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Universitário, onde passou por atendimento médico e fez exames. É provável que precise de cirurgia.

Ela precisa passar pelo ortopedista e aguarda por uma vaga em um hospital. A motocicleta ainda não foi recuperada.

O Correio do Estado entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) para saber quando ela será transferida para uma unidade hospitalar, mas, até o fechamento desta reportagem, não foi respondido. O espaço segue aberto para resposta.

O caso foi registrado como “roubo majorado se a violência ou ameaça é exercida com emprego de arma de fogo” e “roubo majorado pelo concurso de pessoas” na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Centro Especializado de Polícia Integrada (DEPAC-CEPOL).

Veja o vídeo:

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