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Cidade de MS registra o menor valor de umidade do ar do País e outras 33 estão em alerta

Durante o final de semana, são esperados índices de umidade relativa do ar entre 20-30%

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A cidade de Jardim, a 237 quilômetros de Campo Grande, registrou, nesta quinta-feira (22) o menor índice de umidade relativa do ar entre as cidades brasileiras, atingindo 18%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e diz respeito aos valores registrados até às 14 horas (15h de Brasília) de hoje. 

Na sequência, aparecem as cidade de São Conçalo, na Paraíba, que registrou 19% de umidade, Morada Nova, no Ceará, com 20% e Ibimirim, em Pernambuco, também com 20%. 

O baixo índice é considerado perigoso à saúde, já que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) é que a umidade relativa do ar se mantenha entre 50-60% para fazer bem ao corpo humano. 

Além de Jardim, outras 33 cidades de Mato Grosso do Sul estão em alerta para a baixa umidade do ar. O aviso de perigo potencial teve início na manhã desta quinta-feira e se estende até às 9h de sábado (24). 

De acordo com o Inmet, podem ser observados índices baixos, variando entre 20-30% de água no ar. Os efeitos podem ser sentidos no corpo humano, como ressecamento da pele, das narinas e até sangramento pelo nariz. 

Por isso, algumas recomendações do Correio do Estado para aliviar os efeitos decorrentes da baixa umidade do ar são: 

  • Mantenha uma alimentação sustentável e nutritiva, optando por alimentos frescos, sustentáveis e saudáveis;
  • Mantenha o corpo hidratado, mesmo quando não sentir sede;
  • Pratique exercícios regularmente, eles ajudam a fortalecer a resiliência do corpo, mas evite horários mais pesados, como as 10h às 16h;
  • Proteja-se contra os efeitos dos raios UV, evitando exposição exagerada ao sol;
  • Cuide do bem-estar mental através de práticas que auxiliem o gerenciamento da ansiedade e da depressão, como ioga, meditação e atividades físicas.
  • Mantenha um pano ou toalha molhada em ambientes fechados para aliviar a sensação de seca;
  • Se possível, abuse do uso de umidificadores do ar, com ou sem essências auxiliadoras do tratamento nasal.

As cidades de Mato Grosso do Sul em alerta para índices baixos de umidade até o dia 24 são: 

  • Alcinópolis
  • Anastácio
  • Antônio João
  • Aquidauana
  • Bandeirantes
  • Bela Vista
  • Bodoquena
  • Bonito
  • Camapuã
  • Campo Grande
  • Caracol
  • Corguinho
  • Corumbá
  • Coxim
  • Dois Irmãos do Buriti
  • Dourados
  • Figueirão
  • Guia Lopes da Laguna
  • Jaraguari
  • Jardim
  • Ladário
  • Maracaju
  • Miranda
  • Nioaque
  • Pedro Gomes
  • Ponta Porã
  • Porto Murtinho
  • Rio Negro
  • Rio Verde de Mato Grosso 
  • Rochedo 
  • São Gabriel do Oeste
  • Sidrolândia
  • Sonora
  • Terenos

Os índices devem permanecer baixos durante o final de semana, já que não são esperadas chuvas no Estado e as temperaturas devem se manter altar, com máximas até 34ºC, de acordo com o Climatempo.

Cidades

Homem que furtou objetos de veículo com bloqueador de sinal é preso em Campo Grande

Furtos eram feitos em grupo e um carro alugado era utilizado pelos criminosos

22/01/2026 17h30

Divulgação/PCMS

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Um homem de 34 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (22) suspeito de ter participado no furto qualificado de aparelhos eletrônicos utilizando bloqueador de sinal em carros no estacionamento de um supermercado na tarde de segunda-feira (19).

O caso

A social media Catarine Sturza foi ao supermercado Comper da Av. Mato Grosso, esquina com a Av. Ceará, por volta das 18h10 de segunda-feira (19). Ela estacionou o carro nas dependências do estabelecimento e se ausentou por poucos minutos para comprar pão.

Ao finalizar sua compra, retornou ao carro e seguiu para casa. Somente quando chegou em sua residência, notou a falta de um macbook e um ipad, que estavam no veículo até a ida ao mercado. Juntos, os aparelhos somam um valor estimado de quase R$ 20 mil.

Conforme o relato da vítima em um vídeo publicado em seu Instagram, ela havia trancado o carro com a chave eletrônica. No entanto, o criminoso, que esperava em ponto de ônibus próximo ao estacionamento, utilizou um bloqueador de sinal, conhecido como "Chapolin", para impedir o trancamento do veículo e com isso, furtar os pertences presentes no interior do automóvel.

Investigação

Com a denúncia, o Setor de Investigações da Primeira Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande, com apoio do Grupo de Operações e Investigações (GOI), iniciou diligências e identificou o carro utilizado pelo suspeito na ação criminosa a partir da análise de informações e imagens das câmeras de segurança.

Durante as buscas, as equipes localizaram o veículo e encontraram o suspeito em um estabelecimento na região da Avenida Três Barras, onde também foram apreendidos dois dos dispositivos eletrônicos conhecidos como “Chapolin”, utilizados para bloquear travas e alarmes de veículos, método comumente empregado em furtos praticados em estacionamentos.

Conforme apurado, o suspeito utilizava um veículo locado, que foi apreendido pela equipe policial durante as diligências e devolvido à empresa locadora, após os procedimentos cabíveis.

De acordo com a apuração preliminar, o furto teria sido praticado em grupo, com divisão de tarefas entre os participantes. O preso foi encaminhado à unidade policial e autuado em flagrante por furto qualificado crime cuja pena prevista é de reclusão de 2 a 8 anos, além de multa.

A Polícia Civil informa, ainda, que há indícios de que o autor tenha participado de outros furtos praticados com o mesmo modus operandi, razão pela qual as investigações prosseguem para identificação de possíveis vítimas e esclarecimento completo dos fatos.

Caso semelhante

Em 26 de novembro do ano passado, o advogado Laércio Arruda Guilhem foi vítima do mesmo golpe ao ter cartões furtados de sua Montana enquanto almoçava em um restaurante na Vila Gomes.

Sem perceber qualquer sinal de arrombamento no veículo, só notou o furto no fim do expediente, ao revisar mensagens enviadas pelos banco no início da tarde. 

Da carteira guardada no console desapareceram cartões, além de documentos e um óculos pertencentes à passageira que almoçou junto do advogado. Curiosamente, segundo a ocorrência, itens como roupas, talão de cheques, carteira de motorista e identidade permaneceram intactos. 

Após bloquear os cartões, Laércio foi informado de uma tentativa de compra em uma conveniência no Jardim Centro Oeste. As câmeras do local mostraram uma mulher loira tentando usar os cartões de crédito da vítima. Lá o advogado foi informado pelo atendente que a mulher "concluiu a compra em dinheiro" após os cartões serem bloqueados. 

A partir da tentativa de transação, Laércio descobriu que a compra foi processada por uma máquina do Mercado Pago.

Sem acesso ao caminho oficial, o advogado realizou buscas por conta própria na internet e encontrou após consultar o CNPJ, um nome compatível com o registrado na cobrança, aqui identificado como Carla Souza, chegando até uma horta no bairro Pioneiros.

O responsável informou que a máquina utilizada naquela transação pertencia à esposa, que trabalhava em uma banca de hortaliças no bairro Universitário.

Sem mencionar o caso, Laércio foi até a banca de verduras em que a mulher trabalha três dias após o crime e ao adquirir produtos no local, confirmou que o equipamento foi o mesmo usado pelos golpistas. O caso segue em apuração.

Como agem os golpistas?

Os bandidos usam um pequeno aparelho, muitas vezes parecido com um controle remoto comum, que funciona como um bloqueador ou "embaralhador" de sinais, que bloqueia o travamento automático de veículos sem deixar sinais de arrombamento.

Quando o motorista aciona o controle remoto do carro para trancar o veículo, o dispositivo "Chapolin" emite um sinal eletromagnético na mesma frequência, interferindo na comunicação e impedindo que as portas se travem.

Em casos assim, o  motorista se afasta acreditando que o carro está trancado, mas o veículo permanece destrancado, permitindo que os criminosos entrem e furtem objetos de valor ou o próprio carro sem deixar sinais de arrombamento. 

Para se proteger contra esse tipo de golpe, é essencial sempre verificar fisicamente se o carro foi trancado após apertar o botão do controle, como o de portões de garagem,  que tem uma pequena antena.

No mínimo, curioso

Dois anos depois, polícia começa a investigar denúncia contra "peladão" de bairro da Capital

Figurinha antiga, o "acumulador da Planalto" já foi preso por poluição por descarte de lixo como forma de protesto. A denúncia, agora, é por ato obsceno, registrado em 2023

22/01/2026 16h15

Casarão na rua Planalto está, atualmente, para venda

Casarão na rua Planalto está, atualmente, para venda Reprodução/Google Maps

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Figura conhecida no bairro Jardim TV Morena, José Fernandes da Silva, o “acumulador da Planalto”, deve enfrentar mais um processo, instaurado quase três anos após a denúncia. 

No dia 25 de março de 2023, equipes da Polícia Militar precisaram se dirigir até a rua Planalto nº 256, com a informação de que um homem estaria correndo nu atrás de crianças do sexo feminino em um quintal residencial. 

Ao chegarem ao endereço, os policiais encontraram a residência do suspeito em condições insalubres, parte da via obstruída com entulhos, galhos e vidros. 

À polícia, a esposa de José afirmou que não havia ocorrido agressão contra as crianças. Posteriormente, as próprias crianças afirmaram que o pai estava nu na varanda da residência, local visível da rua, como uma forma de protesto contra a prefeitura devido à desapropriação de um terreno. 

Testemunhas contaram que o homem vinha apresentando comportamentos estranhos nos últimos dias e que, na mesma semana, teria chegado a interditar a rua com objetos diversos. No entanto, nenhuma delas afirmou ter presenciado qualquer tentativa de perseguição às crianças. 

Assim, o caso foi registrado como ato obsceno, crime previsto no artigo 233 do Código Penal, que tem como vítima a coletividade por configurar um ato contra a sociedade. A denúncia mais grave, de agressão às menores, não foi confirmado por falta de provas.

Com base nessas narrativas, foi encaminhado ao Fórum de Campo Grande o pedido de investigação sobre antecedentes criminais de José, assim como possíveis históricos de violência doméstica e familiar para uma análise do histórico de agressividade. 

Essa instauração do inquérito policial só aconteceu em maio de 2025, dois anos após o registro do boletim de ocorrência. 

Apenas na última terça-feira (20), o inquérito foi recebido pela Polícia Judiciária, que manteve a tipificação inicial de ato obsceno, crime de menor potencial, onde a pena máxima não ultrapassa um ano de detenção. 

O caso chegou a transitar na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), mas não foram encontrados elementos para enquadrar o caso na Lei Maria da Penha. 

Agora, o caso deve tramitar no Juizado Especial Criminal, juntamente a processos da mesma natureza, com critérios simples e com possibilidade de acordos. Cabe ao Ministério Público decidir os próximos passos: oferecer denúncia, propor acordo ou solicitar o arquivamento do caso. 

História antiga 

José Fernandes da Silva já é figurinha conhecida no bairro e na cidade. Desde março de 2023, o homem tenta chamar a atenção da mídia de várias formas, como meio de conseguir a atenção da Prefeitura de Campo Grande para restituição de aproximadamente R$ 1,3 milhão por desapropriação de terrenos em 2008. 

José chegou a ser preso entre agosto e dezembro de 2024 por crime ambiental após jogar grande quantidade de lixo e carcaças de animais na calçada em frente à sua casa na rua Planalto, no bairro Jardim TV Morena. 

Além disso, ele também instalou um barraco improvisado em frente à sua residência que, segundo ele, seria para abrigar moradores de rua e usuários de entorpecentes. O local começou a acumular lixo e fezes. 

A defesa do homem teria alegado insanidade mental, mas foi desmentido pelo próprio cliente. Após os quatro meses de detenção, José seguiu em regime semi-aberto, com uso de tornozeleira, sem poder voltar para casa. 

Após mobilização, o homem decidiu colocar o casarão à venda pela bagatela de R$1,5 milhão. O imóvel, com 685 m² de construção conta com 10 banheiros, uma suíte master e outras três tradicionais. Além de sala de TV e jantar com dois ambientes, escritório, cozinha planejada, dois lavabos, dois quartos, lavanderia, churrasqueira e piscina.

Ainda tem a garagem, onde cabem seis carros, um mezanino, salão de festas para 140 pessoas, varandão no piso superior, dois jardins de inverno e saída para sacada em duas suítes.

Em 2025, o Ministério Público pediu uma nova prisão de José por descumprimento das medidas cautelares impostas na decisão de liberdade provisória. 

Isso porque, quando chegaram na casa do homem para entregar a intimação para constituir novo advogado, foi informado que ele não morava mais no endereço devido a uma medida protetiva que o impedia de se aproximar de uma vizinha. 

Foi feita uma nova tentativa de contato com o suspeito em outro endereço registrado, porém o imóvel encontrava-se “desocupado”, como informado por vizinhos. 

Assim, foi feito um pedido de revogação da liberdade provisória por descumprimento das medidas cautelares, uma vez que o réu se encontrava em lugar “incerto e não sabido”. 


 

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