Cidades

PESQUISA

Campo Grande está entre as 10 capitais mais seguras do País

Ranking de Competitividade dos Estados mostra que a capital de Mato Grosso do Sul está à frente de cidades como Belo Horizonte e Salvador neste quesito

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Campo Grande é a 10ª capital mais segura do Brasil, segundo mostra o Ranking de Competitividade dos Estados de 2025, feito pelo Centro de Liderança Pública (CLP). De acordo com a pesquisa, a capital de Mato Grosso do Sul fica à frente de cidades muito maiores, como Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA).

Conforme o CLP, a pesquisa avalia como as cidades oferecem condições para que a população viva com tranquilidade e perspectivas de prosperidade no longo prazo. Na pesquisa anterior, a Capital também aparecia na mesma posição.

“Um bom nível de segurança atrai moradores, estudantes, trabalhadores e empreendedores. A falta dela reduz a qualidade de vida, afasta talentos e enfraquece os vínculos da população com o município”, informou a entidade.

Em relação a todos os municípios do País, Campo Grande fica no 256º lugar, atrás da posição anterior, quando era o 222º. Em relação ao Centro-Oeste, é a 21ª mais segura. Entre as capitais, fica atrás de Cuiabá, em quarto na classificação das capitais, mas à frente de Goiânia (GO), que está em 13º.

Os cinco melhores colocados no ranking são: Florianópolis (SC), Belém (PA), Porto Alegre (RS), Cuiabá (MT) e Curitiba (PR).

Dados da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) mostram que, entre 2023 e 2025, houve uma leve variação de homicídios dolosos, quando há intenção de matar. Enquanto em 2023 foram 124 pessoas assassinadas, em 2024 foram 127. No ano passado, o número subiu para 141 mortes.

A situação se inverte, porém, em relação a crimes contra o patrimônio. De 2023 a 2025, houve uma redução significativa de roubos e furtos na Capital. Em 2023, foram registrados 3.348 roubos em Campo Grande. Enquanto no ano passado o número caiu para 1.723.

Em relação aos furtos a queda foi menor, mas também sentida, saindo de 18.755, em 2023, para 16.357, no ano passado.

Sobre isso, a prefeita Adriane Lopes afirmou que a gestão tem investido em capacitação e equipamentos para a Guarda Civil Metropolitana (GCM).

“Estamos trabalhando para fortalecer essa política pública de grande relevância. Quando as pessoas têm segurança, conseguem desenvolver todas as áreas da vida. Temos investido em capacitação e equipamentos para a Guarda Civil Metropolitana, que tem desempenhado um papel importante dentro das forças de segurança da Capital”, destacou Adriane.

ESTADO

A pesquisa também traz outros indicadores de segurança pública, como o de segurança pessoal nos estados, em que mede o “risco de violência letal nas unidades da Federação”.

Conforme esse dado, Mato Grosso do Sul é o oitavo estado com a menor taxa por 100 mil habitantes de mortes intencionais. Não há esse indicativo no ano anterior.

Outro ponto da pesquisa mede a segurança patrimonial, que, segundo o CLP, “considera diferentes tipos de roubo, como a estabelecimento comercial, residência, transeunte, instituição financeira, carga e outras modalidades”.

O indicador mostra Mato Grosso do Sul em quarto no ranking entre os estados brasileiros, atrás somente de Santa Catarina, Minas Gerais e Tocantins, respectivamente.

Neste quesito, o Estado melhorou uma posição em relação à pesquisa do ano anterior.

NAS RUAS

A população diz se sentir mais segura nas ruas de Campo Grande do que em outras capitais. A aposentada Célia Campos, de 65 anos, que morou em Campo Grande, mas hoje reside em São Paulo falou que percebe que na capital de MS as pessoas “respeitam mais” do que na capital paulista.

“Aqui é mais tranquilo, as pessoas respeitam mais. Lá você não tem segurança, tranquilidade como aqui, principalmente em relação às crianças”, avaliou a idosa, que está passando férias na Capital.

O mesmo diz o estudante Guilherme Marinho, de 16 anos. Ele usava tranquilamente o celular no centro da cidade e afirmou que, em locais públicos, sente segurança para isso.

“Dependendo do lugar eu uso [celular em público]. Com parado com outras capitais que eu fui aqui é a mais segura, tenho segurança de andar com o celular na rua e mexer, principalmente em espaços públicos”, contou o estudante, que esteve em São Paulo, no Rio de Janeiro, em Manaus e Salvador. Dessas capitais, porém, apenas Salvador aparece atrás de Campo Grande.

O zelador Ilário Dias, de 50 anos, relatou que apesar de mexer no celular em alguns locais públicos, como a Praça Ary Coelho, não costuma correr o risco porque foi roubado no bairro onde reside, o Tijuca.

“Não mexo com o celular na rua, mexi aqui porque estava esperando um amigo, mas fui assaltado no meu bairro, levaram meu dinheiro e tudo o que eu tinha”, disse ao Correio do Estado.

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Educação

Diploma universitário cresce 87% em MS e mulheres ampliam liderança na formação superior

Levantamento do IBGE mostra que número de adultos com ensino superior completo saltou de 227 mil para 426 mil em menos de uma década; participação feminina segue acima da masculina

21/06/2026 14h28

Foto: Divulgação

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Mato Grosso do Sul vive uma transformação silenciosa, mas significativa, em seu perfil educacional. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (19), mostram avanços importantes na formação educacional dos sul-mato-grossenses.

O levantamento aponta que o número de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram o ensino superior saltou de 227 mil, em 2016, para 426 mil, em 2025.

O crescimento de 87,7% em menos de uma década revela um avanço consistente da escolaridade no Estado e coloca a formação universitária como uma realidade cada vez mais presente entre a população.

O crescimento de 87,7% revela um avanço consistente da escolaridade no Estado e coloca a formação universitária como uma realidade cada vez mais presente entre os sul-mato-grossenses.

O avanço acompanha uma tendência nacional de ampliação do acesso às universidades, mas em Mato Grosso do Sul ocorreu em ritmo superior ao registrado no país. Em 2016, apenas 14,5% da população adulta possuía diploma universitário.

Em 2025, o percentual alcançou 23,1%, ficando acima da média nacional, de 21,4%. O crescimento reflete mudanças importantes no perfil da mão de obra estadual e amplia as perspectivas de inserção profissional em áreas que exigem maior qualificação.

Ensino superior completo em 2025

As mulheres seguem liderando a formação universitária em Mato Grosso do Sul. Em 2025, elas representavam 256 mil dos 426 mil moradores com diploma de ensino superior, o equivalente a cerca de 60% dos graduados do Estado.

  • Mulheres: 27%
  • Homens: 19%

A diferença em relação aos homens reforça uma tendência observada nos últimos anos de maior presença feminina nas universidades e na conclusão dos cursos superiores.

O protagonismo feminino tem contribuído diretamente para a elevação dos indicadores educacionais do Estado. Especialistas apontam que a maior permanência das mulheres nos estudos e a busca crescente por qualificação profissional ajudam a explicar a diferença observada entre os sexos.

Apesar de apresentarem maior nível de escolaridade, as mulheres ainda recebem salários menores que os homens em Mato Grosso do Sul. Dados da PNAD Contínua mostram que, em 2025, o rendimento médio feminino foi de R$ 3.210, enquanto os homens receberam, em média, R$ 4.127 por mês.

A diferença supera R$ 900 mensais e evidencia que o avanço educacional das mulheres não tem sido acompanhado pela mesma evolução na remuneração.

Mesmo representando a maioria entre os graduados e registrando maior participação no ensino superior, elas continuam enfrentando desigualdades no mercado de trabalho.

Desigualdade racial ainda marca acesso à educação

Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada pelo IBGE, revelam avanços importantes na formação educacional dos sul-mato-grossenses, mas mostram que as desigualdades raciais ainda permanecem presentes no acesso ao ensino superior.

Em 2025, 23,1% da população branca de Mato Grosso do Sul com 25 anos ou mais possuía diploma universitário, enquanto entre pretos e pardos o percentual era de 17,2%.

Embora a diferença tenha diminuído ao longo dos últimos anos, a conclusão da graduação continua sendo mais frequente entre os brancos.

Por outro lado, a população preta e parda foi a que apresentou o maior crescimento proporcional no período analisado. Em nove anos, o percentual de graduados praticamente dobrou, passando de 9,8% em 2016 para 17,2% em 2025.

O resultado demonstra uma ampliação do acesso às universidades, mas também evidencia que a igualdade de oportunidades no ensino superior ainda não foi plenamente alcançada no Estado.

Ensino superior completo em 2025

  • Brancos: 23,1%
  • Pretos e pardos: 17,2%

Ensino superior completo em 2016

  • Brancos: 20%
  • Pretos e pardos: 9,8%

Baixa escolaridade

Sem instrução ou com ensino fundamental incompleto em 2025

  • Brancos: 27,7%
  • Pretos e pardos: 35,7%

Sem instrução ou com ensino fundamental incompleto em 2016

  • Brancos: 37,9%
  • Pretos e pardos: 49,2%

Outro dado relevante da Pnad Contínua é a redução da população com baixa escolaridade. Em Mato Grosso do Sul, o percentual de pessoas com 25 anos ou mais sem instrução ou com ensino fundamental incompleto caiu de 44,1% em 2016 para 32,2% em 2025.

A melhora foi registrada em todos os grupos raciais. Entre pretos e pardos, a taxa recuou mais de 13 pontos percentuais no período, enquanto entre os brancos a queda foi de pouco mais de 10 pontos.

Apesar da evolução, mais de um terço da população preta e parda adulta ainda permanece nos níveis mais baixos de escolaridade, evidenciando desafios históricos relacionados ao acesso e à permanência na educação.

Ensino médio completo

Ensino médio completo ou superior incompleto em 2025

  • Brancos: 31%
  • Pretos e pardos: 32,6%

Ensino médio completo ou superior incompleto em 2016

  • Brancos: 28,9%
  • Pretos e pardos: 26,6%

A pesquisa também identificou crescimento da parcela da população que concluiu o ensino médio ou ingressou no ensino superior sem finalizar a graduação.

Em Mato Grosso do Sul, esse grupo passou de 27,7% para 31,9% entre 2016 e 2025, indicando que um número maior de pessoas está avançando na trajetória educacional.

Os números sugerem que mais sul-mato-grossenses estão chegando às portas da universidade, embora parte deles ainda encontre dificuldades para concluir os cursos.

Fatores como renda, necessidade de conciliar estudo e trabalho, distância dos centros universitários e evasão acadêmica continuam entre os principais obstáculos apontados por especialistas.

Os dados da Pnad Contínua mostram que Mato Grosso do Sul alcançou um patamar inédito de formação universitária, impulsionado principalmente pelas mulheres e pelo avanço educacional da população preta e parda.

Ao mesmo tempo, revelam que o desafio não está apenas em ampliar o acesso às universidades, mas em garantir condições para que mais estudantes concluam a graduação e para que as diferenças raciais observadas nos indicadores educacionais continuem diminuindo nos próximos anos.

Acidente

Vereador de MS sobrevive a acidente que matou dois carbonizados na MS-379

Colisão contra árvore seguida de incêndio matou dois ocupantes do veículo na rodovia entre Dourados e Panambi; parlamentar conseguiu escapar antes que as chamas consumissem o carro

21/06/2026 13h32

Foto: Divulgação

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Um grave acidente registrado na manhã deste domingo (21) na rodovia MS-379, entre Dourados e o distrito de Panambi, terminou com a morte de dois homens e deixou ferido o vereador de Douradina, Kaike Freire.

O veículo em que eles estavam saiu da pista, atingiu uma árvore e foi completamente destruído por um incêndio logo após a colisão.

De acordo com informações do Corpo de Bombeiros Militar, a ocorrência foi atendida por volta das 6h20, em um trecho da rodovia marcado por intensa neblina no momento do acidente.

Quando as equipes de resgate chegaram ao local, encontraram um Toyota Corolla tomado pelas chamas às margens da pista.

As vítimas fatais foram identificadas como Paulo Ricardo Targino Chinaider, que conduzia o automóvel, e Gustavo Nascimento Ferreira. Os dois ficaram presos dentro do carro após o impacto e morreram carbonizados antes da chegada do socorro.

O único sobrevivente foi o vereador Kaike Freire, do município de Douradina. Conforme apurado, ele conseguiu deixar o veículo antes que o fogo se espalhasse por toda a estrutura.

O parlamentar foi resgatado pelos bombeiros e encaminhado ao Hospital da Vida, em Dourados. Até a publicação desta reportagem, não havia atualização oficial sobre seu estado de saúde.

Informações preliminares apontam que os três retornavam de um show realizado em Vicentina quando ocorreu o acidente.

Por razões que ainda serão esclarecidas pelas autoridades, o motorista teria perdido o controle da direção, fazendo com que o carro saísse da pista e colidisse violentamente contra uma árvore.

Após o impacto, o veículo incendiou rapidamente, dificultando qualquer tentativa de retirada dos ocupantes que permaneceram no interior do automóvel. A força da batida e a intensidade das chamas destruíram completamente o carro.

A área foi isolada para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Criminal. Os levantamentos iniciais realizados no local não indicaram a participação de outro veículo na ocorrência.

A investigação também busca esclarecer se fatores como a visibilidade reduzida provocada pela neblina podem ter contribuído para o acidente.

O caso foi registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) de Dourados como homicídio culposo na direção de veículo automotor. As circunstâncias da colisão seguem sob investigação.

Em nota, a Prefeitura de Douradina lamentou a morte de Paulo Ricardo e Gustavo Ferreira, manifestando solidariedade aos familiares e amigos das vítimas neste momento de luto.

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