Cidades

PREVISÃO DO TEMPO

Campo Grande fica sob alerta e há risco de novo temporal na Capital

Estado está demarcado em aviso laranja de perigo, com a faixa de sudoeste ao leste, região Centro Norte e Pantanal de MS ainda sob a incidência do Alerta de Grande Perigo de tempestades que sobe desde Santa Catarina

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Com base no Alerta Laranja do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que aponta para risco de tempestades na Capital de Mato Grosso do Sul, a Defesa Civil Municipal de Campo Grande informa a população para o risco de inclusive da possibilidade de queda de árvore e cortes de energia em novo temporal que afeta boa parte do Estado. 

Segundo repassado pela Defesa Civil, as previsões indicam volumes de chuva que podem atingir entre 60 até 100 milímetros/dia, em um aviso meteorológico para risco de tempestade que se estende até às 07h de segunda-feira (17).

Ou seja, até amanhã (17), o campo-grandense precisa estar atentos aos ventos fortes, que vêm inclusive com a possibilidade de chuva de granizo, com o Executivo de Campo Grande alertando para os riscos de: 

  • Corte de energia, 
  • Estrago em plantações, 
  • Queda de árvores e 
  • Alagamentos.

Diante dos riscos, é importante evitar transitar em vias alagadas, abrigar-se durante as tempestades e preferencialmente longe de árvores e redes elétricas.

Caso a população precise, há uma série de canis disponibilizados em casos de emergência, como: 

  • 156 - Pedido de serviços e pessoas em situação de rua
  • 193 - Ocorrências relacionadas à rede elétrica
  • 199 - Defesa Civil

Tempestade em MS

Com todo o Estado demarcado aviso laranja de perigo, há ainda uma região de Mato Grosso do Sul que estará sob a incidência do Alerta de Grande Perigo que sobe desde Santa Catarina e atinge também toda a faixa sudoeste ao leste de Mato Grosso do Sul, Pantanal e região Centro Norte de MS. 

Ou seja, esse risco maior pode chegar até os municípios de: 

  1. Vicentina
  2. Taquarussu    
  3. Tacuru
  4. Sidrolândia    
  5. Sete Quedas
  6. Rio Brilhante    
  7. Porto Murtinho    
  8. Ponta Porã    
  9. Paranhos    
  10. Novo Horizonte do Sul    
  11. Nova Andradina    
  12. Nioaque    
  13. Naviraí    
  14. Mundo Novo    
  15. Maracaju    
  16. Laguna Carapã    
  17. Juti
  18. Jateí
  19. Jardim    
  20. Japorã    
  21. Ivinhema
  22. Itaquiraí    
  23. Itaporã    
  24. Iguatemi
  25. Guia Lopes da Laguna    
  26. Glória de Dourados    
  27. Fátima do Sul    
  28. Eldorado
  29. Dourados
  30. Douradina
  31. Deodápolis
  32. Corumbá    
  33. Coronel Sapucaia    
  34. Caracol
  35. Caarapó    
  36. Bonito    
  37. Bela Vista    
  38. Bodoquena    
  39. Batayporã
  40. Aral Moreira    
  41. Antônio João    
  42. Amambai     

Das demais regiões, ao Leste de Mato Grosso do Sul, Três Lagoas também deve ter um domingo (16) chuvoso, com pancadas de chuva e trovoadas isoladas, que não devem afastar a elevação da temperatura no município até segunda-feira (17). 

Nem mesmo o extremo-norte de Mato Grosso do Sul deve se livrar das chuvas, já que há previsão de muitas pancadas para o município de Coxim, que devem inclusive aumentar amanhã (17) já com a possibilidade de chuva de granizo na manhã de segunda-feira. 

Dicas para intempéries climáticas

Ventania

  • Durante uma ventania, evite usar guarda-chuvas durante o deslocamento, eles podem atrapalhar e causar transtornos;
  • Caso esteja dirigindo, estacione o veículo em um local seguro e espere o vento forte passar;
  • Se não for possível estacionar, diminua a velocidade, ligue o pisca-alerta e procure um local seguro para parar, pois o vento pode desestabilizar a direção do veículo;
  • Assim que possível, entre em uma edificação.

Granizo

  • Não saia de casa até a chuva de granizo parar; 
  • Não suba em telhados molhados para realizar reparos. Prefira chamar a ajuda de profissionais; 
  • Cuidado ao se deslocar, o granizo deixa o piso escorregadio e pode causar quedas;
  • Se estiver dentro de um veículo, use algo para forrar o para-brisa (como um papelão), evitando que cacos de vidro possam atingir os ocupantes do veículo em caso de quebra;

Alagamento

  • Não deixe crianças brincarem nas águas de inundações. Além de perigos, elas podem estar contaminadas;
  • Proteja-se em locais elevados até a água abaixar; 
  • Desligue aparelhos elétricos e o quadro geral de energia;
  • Em caso de enxurrada, coloque os objetos de valor dentro de um saco plástico forte;
  • Se precisar atravessar um local alagado, ande em 1ª marcha e devagar, sem jamais trocar de marcha dentro d'água, mantendo a aceleração constante, para evitar que a água entre pelo escapamento;
  • Caso fique ilhado, ligue para o Corpo de Bombeiros (193) ou para a Defesa Civil (199). 

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Relatório

Inspeção aponta revista com nudez e 13 horas sem comida em presídio de MS

Procedimento foi constatado após entrevistas reservadas com 85 internas, feitas sem a presença de policiais penais

23/02/2026 17h45

Foto: Divulgação

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Mulheres presas no Estabelecimento Penal Feminino de Ponta Porã relataram à Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul que são submetidas a revistas com exigência de nudez e agachamentos, inclusive durante o período menstrual, além de passarem 13 horas sem comida. A prática foi identificada durante inspeção ordinária realizada sem aviso prévio pela instituição, que apontou uma série de violações de direitos dentro da unidade.

O procedimento foi constatado após entrevistas reservadas com 85 internas, feitas sem a presença de policiais penais, além de vistoria em todos os espaços do presídio.

Segundo o coordenador do Núcleo Institucional do Sistema Penitenciário, defensor público Maurício Augusto Barbosa, o relatório foi concluído no ano passado, mas, até o momento, poucas medidas efetivas teriam sido adotadas para corrigir os problemas apontados.

Além das revistas consideradas vexatórias, o documento registra relatos de agressões físicas com uso de spray de pimenta, punições coletivas, retenção de correspondências e denúncias de racismo, LGBTfobia e xenofobia.

O relatório descreve que a unidade funciona em um prédio adaptado de uma antiga escola, sem arquitetura adequada para presídio e sem laudos atualizados da Vigilância Sanitária ou do Corpo de Bombeiros.

Durante a vistoria, foram identificadas infiltrações, goteiras, rachaduras nas celas e deterioração em áreas de higiene.

As internas também relataram restrição no fornecimento de água, disponível apenas em horários específicos. Em alguns casos, segundo os depoimentos, o corte no abastecimento seria utilizado como forma de punição coletiva. Há registros de uso de baldes para banho devido à falta de funcionamento de chuveiros.

A alimentação também foi apontada como problema. São servidas três refeições por dia, às 6h30, 11h30 e 16h30, o que impõe um intervalo de cerca de 13h sem comida até o café da manhã seguinte. A Defensoria também apontou que a produção da horta mantida na unidade seria destinada exclusivamente aos agentes penais.

O relatório indica ainda ausência de estrutura interna para atendimento psicológico regular, limitação da assistência odontológica a procedimentos básicos e inexistência de exames preventivos, como mamografia.

Entre as recomendações encaminhadas estão a realização de vistorias técnicas, garantia de fornecimento contínuo de água potável, ampliação da assistência médica, odontológica e psicológica, eliminação de revistas com nudez e respeito aos direitos da população LGBTQIA+.

O documento pede investigação de denúncias de violência física e psicológica, maus-tratos, assédio sexual, racismo, LGBTfobia e xenofobia atribuídas a agentes penais e à direção da unidade.

O relatório foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, ao Governo de Mato Grosso do Sul e a outros órgãos responsáveis pela fiscalização do sistema prisional.

O documento é assinado pelos defensores públicos Maurício Augusto Barbosa, Andréa Pereira Nardon e Diogo Alexandre de Freitas.

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CORREÇÃO DOS VENCIMENTOS

Inquérito investiga prefeitura de MS por pagar salário-base abaixo do mínimo aos servidores

Promotora aponta inconstitucionalidade na política remuneratória dos servidores públicos de Naviraí

23/02/2026 17h10

Centro da cidade de Naviraí

Centro da cidade de Naviraí Divulgação

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul abriu inquérito civil contra a Prefeitura de Naviraí para apurar e corrigir uma suposta violação do Poder Executivo em relação aos pagamentos dos salários-base dos servidores públicos, que estão recebendo abaixo do vencimento mínimo nacional.

De acordo com a Promotora de Justiça, Fernanda Proença de Azambuja Barbosa, a medida adotada pela Prefeitura viola o artigo 7º, inciso VII, da Constituição Federal, o qual trata dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais e da garantia de salário, que não deve ser nunca inferior ao mínimo.

Ainda segundo os fundamentos da promotora Fernanda Proença, o inquérito foi aberto devido ao flagrante de uma "evidenciada situação" de inconstitucionalidade e também porque o prazo do procedimento (notícia de fato) expirou, sem que a Prefeitura resolvesse o problema de forma voluntária. 

Por fim, Fernanda aponta que, segundo o artigo 169 da Constituição Federal, que trata dos limites de despesas com pessoal, embora existam limites de gastos, a administração do município deve primeiro reduzir despesas com cargos em comissão e funções de confiança (pelo menos 20%) ou exonerar servidores não estáveis antes de sacrificar o direito ao salário mínimo dos servidores. Com a evolução para esta fase, o objetivo do MPMS agora é "apurar e corrigir suposta violação".

Origem do processo

A investigação começou a partir de uma manifestação do gabinete da vereadora Giovana Silvério (PSD), que denunciava uma possível inconstitucionalidade na política remuneratória dos servidores públicos de Naviraí, pelo fato destes profissionais estarem recebendo um vencimento-base inferior ao salário mínimo nacional, atualizado para R$ 1.621 este ano.

De acordo com o documento, as categorias que estão sendo prejudicadas são: 

  • operador de serviços públicos
  • auxiliar de serviços diversos
  • vigia
  • lavador e lubrificador de veículos e máquinas
  • auxiliar de oficina, 
  • técnico de manutenção de parques e jardins
  • zelador
  • auxiliar de laboratório
  • Operador de Serviços Públicos III.

O processo diz que estes profissionais recebiam o montante de R$1.482,68, e para compensar os valores havia o pagamento de R$ 35,32, como "complemento para atendimento ao salário mínimo", amparado, segundo a Prefeitura, na Lei Complementar n° 287, de 9 de junho de 2025.

Ocorre que, durante o procedimento, a prefeitura de Naviraí publicou a Lei Complementar n. 296, de 19 de dezembro de 2025, a qual estabelece que os servidores públicos do poder executivo municipal que recebiam abaixo do salário mínimo passariam a receber vencimento básico de R$1.621,00.

Além disso, a legislação previa ainda que a aplicação dos valores seria condicionada à observância dos limites de despesa com pessoal fixadas na lei de responsabilidade fiscal, além da disponibilidade orçamentária e financeira.

Diante disso, a vereadora Giovana Silvério informou que teria apresentado uma emenda modificativa, a fim de que os efeitos financeiros da lei se aplicassem imediatamente a partir da data de sua publicação. Todavia, a emenda foi rejeitada pelo plenário da Câmara de Vereadores.

Posição do Executivo

A Câmara Municipal de Naviraí alega, através da estrutura da sua política remuneratória e leis complementares, que é possível pagar um vencimento-base inferior ao salário mínimo, desde que a remuneração total, somada a gratificações e outras verbas, atinja o valor do piso nacional.

A administração pública também argumenta que ultrapassou os limites de despesas com pessoal em 2025, os quais ficaram acima do teto estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal, que estabelece o limite de 54% do total das receitas e não pode conceder reajuste de pessoal.

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