Cidades

MEC

Candidatos ausentes no Enem custam mais de R$ 129 milhões ao governo

Candidatos ausentes no Enem custam mais de R$ 129 milhões ao governo

r7

10/11/2014 - 09h35
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A ausência de 28,6% dos candidatos inscritos no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) custou mais de R$ 129 milhões aos cofres públicos, de acordo com informações divulgadas pelo MEC (Ministério da Educação), no último domingo (9), em Brasília.

O cálculo do prejuízo é baseado na estimativa do governo de que cada um dos 8,7 milhões de inscritos no Enem gerou um custo de R$ 52. Para realizar o exame, o governo federal faz o pagamento de colaboradores, impressão das provas, o transporte dos exames, a logística, a segurança dos locais de prova, entre outras coisas.

Desclassificação

O ministro da Educação, Henrique Paim, disse em uma coletiva de imprensa ontem (9), que o MEC contabilizou a eliminação de 1.519 candidatos durante as provas do Enem em 2014. Desse total, 236 casos de exclusão foram causados pelo uso indevido do celular durante a prova. No ano passado, o governo contabilizou a exclusão de 47 pessoas pelo mesmo motivo.

Segundo o ministro, a maioria das punições aconteceu pelo uso de outros tipos de equipamentos eletrônicos, como relógios. Paim fez questão de dizer que considerou que o processo de aplicação das provas foi tranquilo.

Prisões

O uso de dispositivos de comunicação gerou duas prisões no Nordeste. A Polícia Federal em Juazeiro do Norte, Ceará, deteve, no domingo, dois jovens acusados de usar aparelho celular para receber o gabarito do Enem.

Como o celular que teria fornecido o gabarito não era do Ceará, os investigadores vão apurar se o esquema tem ramificações em outros Estados. Um inquérito policial foi aberto.

Exame

No último sábado (8) e domingo (9) foram aplicadas provas do enem em 242 mil salas em locais de exame de 1.700 mil cidades. O número de inscritos foi 21,7% maior que o registrado no ano passado, quando 7,2 milhões de pessoas manifestaram interesse em fazer o exame.  

Entre os participantes, 4.990.025 já concluíram o ensino médio, enquanto 1.748.588 devem terminá-lo neste ano. As mulheres representam 58% dos candidatos — mais de 5 milhões. Também representam 58% os inscritos que se autodeclararam negros e 37,7%, brancos.

Segundo o MEC, aproximadamente, 75% dos candidatos não precisaram pagar a taxa de R$ 35 por carência comprovada ou por serem estudantes de escolas públicas.

Sob Investigação

Em 2026, MPMS "visitou" seis prefeituras suspeitas de corrupção

Gaeco e Gecoc descobriram esquemas nos mais diversos setores, com ênfase em contratos relacionados a obras públicas no Estado

21/05/2026 08h00

Fotos: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Levantamento feito pelo Correio do Estado no site do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) mostrou que, nos cinco meses deste ano, seis prefeituras receberam a “visita” do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em operações que apuram supostos esquemas de corrupção.

Ao todo, foram seis operações deflagradas este ano, que investigaram agentes públicos de seis municípios: Operação Collusion e Operação Simulatum, ambas em Terenos; Operação Cartas Marcadas, em Corguinho e Rio Negro; Operação Mão Dupla, que apurou desvios em Coronel Sapucaia; Operação Buraco sem Fim, em Campo Grande; e Operação Rota Desviada, em Nova Alvorada do Sul.

Desde o ano passado, o MPMS tem intensificado ações contra corrupção que envolvem desfalques aos cofres públicos. Em 2025, foram mais de 10 municípios investigados.

Matéria do Correio do Estado, publicada em novembro do ano passado, mostrou que metade das investigações que resultaram em ações deflagradas pelo MPMS até aquele mês contra administrações municipais envolveu corrupção nos setores de Saúde e Educação, com esquemas que englobavam servidores, secretários e até parlamentares.

OPERAÇÕES

Este ano, a primeira prefeitura alvo de operação foi a de Terenos, com duas operações simultâneas em janeiro. A Operação Collusion investigou “organização criminosa voltada à prática de crimes contra a administração pública, em especial fraudes a licitações e contratos públicos, bem como crimes correlatos, mediante conluio entre os investigados para a obtenção de contratos relacionados a materiais e serviços gráficos firmados com o município e a Câmara Municipal de Terenos, desde o ano de 2021”.

Já a Operação Simulatum apurou existência de “organização criminosa voltada à prática de fraude em contratos de publicidade e locação de equipamentos de som firmados com a Câmara Municipal de Terenos, também desde o ano de 2021”.
Nas ações, foram cumpridos 6 mandados de prisão e 30 mandados de busca e apreensão.

No mês seguinte, duas prefeituras foram alvo de uma mesma operação, a Cartas Marcadas. Segundo o Gaeco, foi constatada a suposta existência de organização criminosa, “voltada à prática de crimes contra a administração pública, instalada nos municípios de Corguinho e de Rio Negro, com núcleos de atuação bem definidos, liderada por agentes políticos que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso”.

Ainda segundo o MPMS, o esquema se valia de servidores públicos para “frustrar o caráter competitivo de licitações públicas, direcionando os respectivos certames”.

As licitações iam desde contratações para aquisição de materiais de expediente até a contratação de empresas para a execução de obras públicas.

A investigação mostrou que nos últimos três anos as empresas participantes do esquema haviam recebido R$ 9 milhões em contratos.

Em março foi a vez de Coronel Sapucaia receber a “visita” de membros do MPMS, durante a Operação Mão Dupla, que investiga fraude em processos licitatórios e os contratos deles decorrentes, além de peculato-desvio, corrupção passiva e pagamento irregular em contratos públicos, envolvendo agentes políticos, secretários, servidores e empresários.

A investigação foi originada a partir da Operação Pretense. Entre os alvos estava Rudi Paetzold, que foi prefeito da cidade até 2024.

Neste mês, duas operações já foram deflagradas, a primeira delas para investigar contratos de tapa-buraco em Campo Grande, que levou à prisão de sete pessoas, entre elas, o ex-secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos Rudi Fiorese e outros dois servidores da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) e ex-funcionários.

A investigação apontou pagamentos por serviços de tapa-buraco não feitos pela Construtora Rial por anos. O dono da empresa também está preso.

A última operação, realizada na terça-feira, mirou contrato de Nova Alvorada do Sul com a Associação dos Estudantes Universitários de Nova Alvorada do Sul (Aeunas) para transporte de alunos.

“As investigações apontam que os recursos públicos do termo de fomento firmado entre o município de Nova Alvorada do Sul e a entidade estudantil, que tinha como objeto o custeio de transporte para os estudantes universitários, eram sistematicamente desviados em benefício de servidores públicos e membros do Poder Legislativo municipal”, disse o MPMS.

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Clima

Super-El Niño pode trazer fogo de volta ao Pantanal

Previsões ainda apontam risco de incêndios em outros municípios de Mato Grosso do Sul, como Três Lagoas, Bataguassu e Ribas do Rio Pardo

21/05/2026 08h00

Arquivo / Rodolfo César

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O Centro Nacional de Monitoramento e Alerta de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu documento direcionado a órgãos federais e estaduais sobre a situação de alerta com relação ao risco de incêndios florestais para toda a região oeste de Mato Grosso do Sul, onde está o Pantanal, e áreas do leste do Estado. 

A previsão de probabilidade de fogo corresponde aos meses de junho e julho e a classificação indicada pelo centro foi de alerta. O fenômeno El Niño pode convergir para ações de alto impacto para o clima no Estado.

Nesse tipo de nível de classificação, o Cemaden indica para risco alto de incêndios, com exigência de demanda para ações coordenadas de prevenção e mobilização de equipes para campanhas de conscientização sobre o uso de fogo. 

No contexto de médio prazo, o alerta aponta para riscos de atividades humanas envolvendo o manejo do fogo inadequado, que pode apresentar alta tendência de focos de calor, e um acúmulo de focos de calor em regiões do Pantanal, bem como para municípios como Três Lagoas, Bataguassu e Ribas do Rio Pardo. 

Em grau de dimensão menor, ainda há o nível de classificação feito pelo Cemaden, o de alerta alto, que abrange áreas de Naviraí e Itaquiraí.

Relacionado com as condições climatológicas, o órgão federal apontou condições favoráveis para: probabilidade da temperatura ser maior do que a média, probabilidade da precipitação ser menor do que a média e início e duração da estação seca. 

Essas condições combinadas com as ações humanas de manejo inadequado do fogo podem acarretar incêndios.

Para construir esse relatório, o Cemaden levou em consideração dados de temperatura, precipitação acumulada, histórico de focos de calor e uso e cobertura do solo.

Na terça-feira, nota técnica foi divulgada para apresentar uma análise de longo prazo, considerando o período 2026/2027 sobre os efeitos que o El Niño pode causar utilizando cruzamento de estudos feitos por centros de clima da Europa (ECMWF), dos Estados Unidos (Noaa) e da Austrália (BOM).

“O monitoramento oceânico mais recente confirma que o El Niño de 2026/2027 está se desenvolvendo abaixo da superfície do oceano. Há várias previsões sugerindo que o evento poderá se tornar o El Niño mais forte da história moderna, potencialmente superando o evento recorde de 1877/1878”, divulgou o Centro Nacional de Monitoramento.

Os efeitos que esse fenômeno pode causar envolvem inundações massivas, secas severas, ondas de calor e trajetórias de tempestades. Particularmente para o Brasil, o que pode ocorrer são chuvas acima do normal durante a primavera deste ano (entre 22 de setembro e 21 de dezembro) para a região Sul, enquanto na Amazônia e no Nordeste a seca pode estar mais intensa no verão e no outono de 2027.

“O El Niño 2026/2027 interage com o aquecimento global. O sinal de aquecimento global pode contribuir para que anos de 2026 e 2027 sejam mais quentes do que 2023 e 2024, o que pode aumentar o risco de incêndios na Amazônia e no Pantanal e impactos na população devido ao estresse térmico, particularmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, caso o El Niño atinja a categoria de intenso”, analisou a nota técnica.

As previsões que existem ponderam que esse cenário não está confirmado no longo prazo, mas, por conta dos possíveis riscos que surgiram em modelos de estudo, a condição passou a ser divulgada como forma de alerta.

Em 2024, durante os incêndios, Corumbá foi coberta por fumaça  - Foto: Arquivo Rodolfo César 

PARA AS PESSOAS

A nota técnica divulgada para órgãos de Defesa Civil em diferentes esferas posicionou que o prognóstico sobre as condições extremas que podem superar o que já ocorreu há 150 anos criam impacto além da biodiversidade e geram prejuízos para a população de áreas urbanas e rurais em Mato Grosso do Sul.

Num cenário de El Niño moderado a intenso, e com a tendência de aumento na frequência de ondas de calor já observada sobreposta a tendência de aquecimento global, pode-se esperar que ondas de calor em 2026 e 2027 sejam mais intensas e tenham um grande impacto na população”, sugeriu o estudo.

Em 2024, um estudo indicou que doenças respiratórias aumentaram no grupo de crianças de até 5 anos e em pessoas acima dos 60 anos em períodos com registro de incêndios. 

* Saiba 

O retorno do período de fogo levou o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Corpo de Bombeiros a ampliarem brigadas e efetivos na região pantaneira.

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