Cidades

Denúncia

Candidatos denunciam irregularidades no exame psicotécnico de concurso da PM e Corpo de Bombeiros

Secretaria de Estado de Administração afirma que carreiras militares exigem perfis e características específicas

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A Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização (SAD) tornou público, no Diário Oficial Eletrônico de Mato Grosso do Sul desta segunda-feira (6), o resultado preliminar da segunda fase do concurso público para ingresso na Polícia Militar de Mato Grosso do Sul e no Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul.

A segunda fase consiste no Exame de Aptidão Mental, avaliação psicotécnica.

Após o resultado, candidatos que participaram do teste entraram em contato com o Correio do Estado para denunciar as condições da prova, e manifestar indignação com o resultado do exame.

“No concurso passado houve cerca de 30 reprovados, e neste certame mais de 300… A maioria bem classificados e candidatos que foram aprovados em outros exames psicotécnicos”, afirmou o Candidato 1 - identidades serão preservadas.

No geral, os candidatos mencionam a falta de organização para aplicação do teste. Segundo eles, além do ambiente barulhento e tumultuado, os profissionais que deveriam instruir durante o exame, prejudicaram a avaliação. 

“Eu e muitos colegas fomos prejudicados graças a desorganização do Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (IDECAN). Nós fomos divididos por salas de acordo com a ordem alfabética, então, repare que dependendo da sala, há um número maior de reprovados, já que o aplicador não estava instruindo tão bem e/ou não dando o mesmo tempo que foi para outras salas”, pontuou o Candidato 2, após se deparar com o resultado “inapto” ao lado de seu nome.

“Conversa alta, psicóloga perdida nos testes, candidato extrapolando o tempo, atraso no início da aplicação da prova, foram algumas das situações que eu posso relatar, mas que meus colegas também podem confirmar”, acrescentou. 

Alguns dos candidatos considerados inaptos nesta avaliação já haviam passado por testes psicotécnicos em outros concursos, e, por isso, ficaram surpresos com o resultado.

“Muitos candidatos foram injustiçados, haja vista a inexperiência dos profissionais envolvidos na aplicação do exame (psicólogos e fiscais); muita desorganização do local de prova e bagunça nas salas, muita conversa paralela, tempo diferenciado de aplicação por sala, entre outros…”, menciona o Candidato 3.

Uma quarta candidata, que também terá a identidade preservada, afirmou ainda que o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (IDECAN) não cumpriu o edital.

“A IDECAN está sendo inconstitucional em relação ao edital e ao princípio da isonomia. No edital solicitavam testes de atenção concentrada, e eles aplicaram difusa”, relatou.

O Candidato 5, que foi aprovado em teste psicotécnico para outro cargo em 2022, chegou a enviar uma lista com 7 itens que prejudicaram o andamento do exame. 

"Lista de fatos observados:

1 - A fiscal de sala, constantemente, interrompia a psicóloga, explicando ela mesma o teste. Chegou a ser interpelada por outra candidata, que perguntou quem estava aplicando o teste, momento em que a aplicadora tomou a frente e disse "sou eu quem está aplicando os testes", deixando claro que seria ela. Porém, no teste de atenção difusa (bolinhas), a própria psicóloga falava para riscar os números encontrados e circular o último, ao término do tempo, e a fiscal interrompeu falando para circular todos os encontrados. Tal fato gerou cerca de 10min de mais dúvidas;

2 - No teste de atenção difusa (números dentro das bolinhas), houve bastante dúvida, erro na contagem do tempo (falou que tinha dado o tempo e voltou atrás. Houve pedido para constar em ata);

3 - Apesar do treinamento nos testes, não houve conferência individual do treinamento;

4 - Fiscal e aplicadora conversavam durante o teste;

5 - A aplicadora realizava a leitura em baixo tom de voz, dificultando a compreensão;

6 - Após solicitação dos candidatos para q a fiscal deixasse apenas a psicóloga aplicadora aplicar o teste, a fiscal disse que "ia ficar quieta" e  "eu não falo é mais nada", momento em que sentou-se e alguns candidatos acessaram o teste antes da permissão da aplicadora;

7 - Houve conversas durante a aplicação do teste. Em um dado momento, houve conversa em tom alto. A aplicadora não conteve a conversa".

 

Ao Correio do Estado, a Secretaria de Estado de Administração (SAD) informou que cabe ao candidato observar o período de entrevistas devolutivas das avaliações e de recursos, e ressaltou que carreiras militares exigem perfis e características específicas.

Confira a nota na íntegra:

A Secretaria de Estado de Administração (SAD) informa que, foi divulgado resultado preliminar da etapa do exame psicotécnico dos concursos da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar e que cabe ao candidato observar, conforme previsto em edital, o período de Entrevista devolutivas das avaliações e de recursos, cujos resultados serão futuramente publicados em Diário Oficial do Estado, conforme previsto em cronograma.
Vale ressaltar que, carreiras militares exigem perfis e características específicas, avaliados com base no perfil profissiográfico contido na Lei n° 3.808 e replicada nos editais de abertura. 


 
A equipe de reportagem também entrou em contato com o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (IDECAN), e foi informada de que as questões seriam apuradas. Até o momento de publicação da reportagem, o Instituto ainda não havia divulgado um posicionamento. 
 

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Acidente Fatal

Estudante de medicina de Campo Grande morre após acidente no Paraguai

Jovem de 26 anos sofreu fratura na perna e trauma no tórax e aguardava transferência para Campo Grande ou Dourados, mas não resistiu aos ferimentos.

24/08/2026 17h25

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero.

Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu após sofrer um grave acidente de trânsito em Pedro Juan Caballero. Foto: Reprodução.

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O estudante de medicina Lucas Da Silva Mendoza, de 26 anos, morreu na noite deste domingo (23), após permanecer internado em estado grave em decorrência de um acidente de trânsito ocorrido no sábado (22), em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã. O jovem era de Campo Grande.

Segundo informações policiais, Lucas conduzia uma motocicleta Kenton Blitz, de cor preta, quando se envolveu em uma colisão com uma caminhonete Toyota Hilux. As circunstâncias que provocaram o acidente ainda são apuradas pelas autoridades paraguaias.

Com o impacto, o estudante sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrido. Ele foi encaminhado inicialmente ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde a equipe médica constatou fratura na perna direita, diversas escoriações nos membros inferiores e trauma no tórax.

Diante da gravidade do quadro clínico, Lucas foi posteriormente transferido para o Hospital Regional de Ponta Porã, já em território brasileiro. Ele permaneceu internado na unidade enquanto era articulada uma nova transferência para um centro com maior estrutura hospitalar.

Transferência não pôde ser realizada

A previsão era de que o estudante fosse levado para Campo Grande ou Dourados por meio de uma “vaga zero”, mecanismo utilizado em situações de urgência e emergência para garantir atendimento mesmo quando não há leito previamente disponível na unidade de referência.

No entanto, o estado de saúde de Lucas se agravou antes que a remoção pudesse ser realizada. Sem condições clínicas para enfrentar o deslocamento, ele permaneceu em Ponta Porã e morreu na noite de domingo.

O motorista da Toyota Hilux foi identificado como Lucas Ariel Agüero Soria, de 25 anos. Ele também precisou receber atendimento hospitalar em razão do acidente, mas teve alta médica ainda na tarde de sábado.

A motocicleta e a caminhonete envolvidas na colisão foram apreendidas. Equipes do Departamento de Criminalística realizaram levantamentos no local do acidente para reunir elementos que possam esclarecer a dinâmica da batida e as circunstâncias que levaram à colisão.

Após a confirmação da morte, o corpo de Lucas foi levado para Campo Grande. O sepultamento estava previsto para ocorrer nesta segunda-feira (24).

A investigação deverá apontar, a partir das perícias e demais elementos reunidos, como ocorreu o acidente e se houve responsabilidade de algum dos envolvidos.

Renovação da Frota

Após comprar Consórcio Guaicurus, HP avalia quais ônibus continuarão em Campo Grande

Empresa analisa a frota atual antes de assumir a operação e ainda não confirmou se veículos novos serão destinados a Campo Grande

24/08/2026 16h48

Novo controlador do Consórcio Guaicurus avalia quais veículos da atual frota poderão continuar em circulação em Campo Grande..

Novo controlador do Consórcio Guaicurus avalia quais veículos da atual frota poderão continuar em circulação em Campo Grande.. Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A HP Mobilidade começou na semana passada a avaliar os ônibus que integram a atual frota do transporte coletivo de Campo Grande. O levantamento será utilizado para definir quais veículos deixados pelo Consórcio Guaicurus poderão continuar em circulação quando a empresa goiana assumir o comando da operação na Capital.

A informação foi repassada ao Correio do Estado por uma fonte que acompanha o processo de transição e preferiu não se identificar. Segundo a apuração, a análise já está em andamento e deverá indicar quais coletivos apresentam condições de permanecer no sistema e quais precisarão ser retirados ou substituídos.

Atualmente, o Consórcio Guaicurus possui 460 ônibus em sua frota, dos quais 197, o equivalente a 42%, estão com idade acima do limite estabelecido no contrato de concessão.

O número de veículos em operação também encolheu ao longo dos anos. No início do contrato, em 2012, a frota era composta por 574 ônibus.

A expectativa também é de que todos os funcionários do atual Consórcio Guaicurus sejam absorvidos pela HP Mobilidade e continuem trabalhando na operação do transporte coletivo de Campo Grande. 

Ainda não há informações sobre quantos ônibus estão sendo avaliados nem sobre o número de veículos que poderá ser aproveitado pela nova controladora.

No entanto a expectativa é de que a maioria da frota ayual seja substituida. Também não foram divulgados os critérios técnicos adotados na inspeção, como idade, estado de conservação, histórico de manutenção, acessibilidade e condições mecânicas.

A avaliação representa um dos primeiros movimentos concretos da HP Mobilidade em direção à futura operação do transporte coletivo de Campo Grande.

O levantamento deverá subsidiar o plano de reestruturação que a empresa terá de apresentar ao município para obter autorização para assumir efetivamente o serviço.

A principal dúvida, agora, é se a companhia pretende renovar a frota apenas com a substituição gradual dos veículos reprovados ou se enviará um conjunto de ônibus novos para Campo Grande.

Até o momento, a HP não informou quantos coletivos poderão ser incorporados, quando chegariam à cidade e se seriam veículos zero-quilômetro ou transferidos de operações mantidas pelo grupo em outros municípios.

A definição tem impacto direto sobre a qualidade do serviço oferecido aos passageiros. Caso uma parcela significativa da frota atual seja considerada inadequada, a empresa terá de apresentar uma estratégia para substituir os veículos sem reduzir a quantidade de ônibus disponíveis nas linhas da Capital.

Embora a compra das empresas que formam o Consórcio Guaicurus tenha sido anunciada em julho, a transferência do controle da concessão ainda depende da autorização da Prefeitura de Campo Grande.

Como o transporte coletivo é um serviço público concedido, a negociação entre os grupos empresariais não resulta automaticamente na troca da operadora.

A administração municipal condicionou a entrada da HP Mobilidade à apresentação de um plano com investimentos e prazos definidos.

Entre as exigências anunciadas estão a renovação da frota, a colocação de ônibus com ar-condicionado, a reforma dos terminais e melhorias na qualidade do atendimento aos passageiros.

A transferência somente deverá ser autorizada depois da análise das propostas apresentadas pela compradora.

O sistema permanece sob intervenção da Prefeitura de Campo Grande. A medida começou em 16 de junho e foi estabelecida inicialmente pelo prazo de 180 dias.

Durante esse período, a equipe interventora realiza auditorias, levanta dados financeiros e operacionais e acompanha o cumprimento do contrato de concessão. A intervenção foi mantida mesmo depois do anúncio da venda. 

A HP Mobilidade já havia informado que preparava um projeto de modernização e reestruturação do transporte coletivo da Capital, mas não detalhou as medidas, o volume de investimentos nem o cronograma previsto. A avaliação dos ônibus da atual frota deverá fazer parte desse planejamento.

HP Mobilidade ainda não detalhou plano para renovação da frota 

O Correio do Estado questionou a empresa sobre a quantidade de ônibus analisados, o número de veículos que poderá continuar em circulação, os critérios utilizados na avaliação e o prazo para a conclusão do levantamento.

A reportagem também perguntou se a HP Mobilidade enviará ônibus novos para Campo Grande, quantos veículos serão incorporados, se eles serão zero-quilômetro ou transferidos de outras operações e se existe um cronograma para a renovação completa da frota.

Até a publicação desta reportagem, a empresa não havia encaminhado as respostas. O espaço permanece aberto para manifestação.

Estratégia de expansão

Como pano de fundo, a chegada da HP Mobilidade ocorre em meio a uma estratégia de expansão nacional do grupo, que pretende se tornar um dos principais conglomerados de transporte urbano do País.

Conforme já mostrou o Correio do Estado, a aquisição do Consórcio Guaicurus pode abrir caminho para uma repactuação do contrato de concessão, atualmente válido até 2032 e com possibilidade de renovação por mais 20 anos, em troca de novos investimentos no sistema.

Entre as mudanças projetadas estão a modernização da frota, com a possível incorporação de ônibus com ar-condicionado, e melhorias na infraestrutura do transporte coletivo.

O valor da aquisição não foi oficialmente divulgado pelas empresas, mas, durante as negociações, a concessão chegou a ser avaliada em cerca de R$ 200 milhões.

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