Cidades

RIO GRANDE DO SUL

Caravana de MS com 5 toneladas de doações à população gaúcha deve chegar no início dessa semana

Algumas das mantas enviadas, foram confeccionadas utilizando a mão de obra dos reeducandos da Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas

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Com percurso de 1,5 mil km e três dias de viagem até chegar à cidade de Porto Alegre, a caravana disponibilizada pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) com 5 toneladas de doações, deve chegar ao sul do Brasil no início desta semana.

As arrecadações fazem parte da campanha MS Pela Vida - Unidos Pelo Rio Grande do Sul, parceria do Governo do Estado de Mato Grosso do Sul com a Fiems (Federação das Indústrias), entre as doações estão materiais de higiene, agasalhos e cobertores.

O estado do Rio Grande do Sul se recupera das recentes enchentes que devastaram grande parte das cidades. Os servidores Altamir Souza Figueiredo e Arthur Silva Espinosa, lotados no Núcleo de Transportes da instituição, foram os designados nesta missão.

Com 25 anos de carreira, o policial penal Altamir conta que se sente lisonjeado em contribuir de forma direta com essa ação social.

"Independente da distância que vamos enfrentar, inclusive meu aniversário no próximo dia 09 vou comemorar de forma diferente, com sentimento de esperança no meu coração e de dever cumprido. Esse trajeto vai nos trazer muita reflexão e um significado novo de amor ao próximo", revela.

Já o policial penal Espinosa, conta que a frustração em ver a tragédia no RS e não conseguir ajudar de alguma forma, hoje, perde espaço para a gratidão.

"Para mim participar dessa missão é exercer meu papel de cidadão, de cristão, principalmente como pai de família eu posso entender o sofrimento daqueles que perderam tudo. E hoje como Policial Penal, tenho a oportunidade de contribuir nesse ato de solidariedade levando material de higiene e roupas para o Rio Grande do Sul. Agradeço a todos da direção que não pouparam esforços em ajudar nessa força-tarefa", disse.

Assim como a Polícia Penal, caminhões de diferentes instituições seguem na logística de entrega das doações, prestando apoio na recuperação e assistência ao Rio Grande do Sul.

Vale ressaltar que algumas das mantas enviadas, foram confeccionadas utilizando a mão de obra dos reeducandos da PSMTL (Penitenciária de Segurança Média de Três Lagoas).

A parceria, que já existe para a ocupação dos internos na oficina de costura da penitenciária, desta vez direcionou seus esforços para a produção de mantas. Vinte e cinco reeducandos estiveram envolvidos na confecção, se afastando temporariamente de suas atividades rotineiras, que incluem a produção de uniformes escolares e outras peças de vestuário.

Esse trabalho não apenas oferece uma ocupação produtiva aos internos, mas também proporciona benefícios concretos: eles recebem 3/4 do salário mínimo e têm um dia de pena reduzido a cada três dias de trabalho.

Rescaldo

Quase 48 horas após temporal, Prefeitura ainda remove árvores das ruas de Campo Grande

Equipes estão mobilizadas nas sete regiões da Capital para desobstruir vias, retirar destroços e reparar pontos afetados pela tempestade

12/09/2026 18h00

Paulo Ribas

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Quase 48 horas após o temporal que atingiu Campo Grande na quinta-feira (10), árvores e galhos derrubados pelo vento ainda ocupam trechos de algumas vias da Capital. Neste sábado (12), a Prefeitura mantém equipes mobilizadas nas sete regiões da cidade para retirar as estruturas, liberar ruas e atender outros pontos afetados pela tempestade.

Em levantamento realizado pelo Correio do Estado neste sábado, uma árvore ainda ocupava aproximadamente metade da pista da Avenida Euler de Azevedo, perto da Rua 13 de Maio. Na Rua Filinto Müller, galhos de grande porte permaneciam sobre parte da via. Na região central, galhos já cortados também continuavam acumulados em um trecho da Rua 13 de Maio.

Segundo a Prefeitura, as equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) atuam principalmente na retirada de árvores e galhos, limpeza, remoção de destroços e manutenção da iluminação pública, incluindo a substituição de luminárias.

Mais de 100 ocorrências

O temporal provocou mais de 100 registros de árvores caídas, além de quedas de postes, vias interditadas, danos em estruturas e interrupções no fornecimento de energia. A dimensão dos estragos levou a Prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. O Decreto nº 16.735, publicado em edição extra do Diogrande neste sábado, prevê a mobilização dos órgãos municipais para ações de resposta e recuperação dos pontos atingidos.

O decreto também determina um levantamento detalhado dos danos provocados pela tempestade, incluindo impactos na infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, vias, unidades municipais e prejuízos decorrentes da falta de energia.

A força-tarefa municipal começou ainda na noite de quinta-feira e chegou a contar com 20 equipes concentradas principalmente na liberação de vias bloqueadas por árvores e galhos. Além da Sisep, participam das ações órgãos como Defesa Civil, Agetran, Guarda Civil Metropolitana e SAS, com apoio de Corpo de Bombeiros, Energisa e Solurb.

Operação Antidotum

Santa Casa diz que atendimento seguirá normal após operação que prendeu seis

Conselho de Administração se reuniu após a Operação e declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares

12/09/2026 17h30

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO

02 0826 0003 Fachada Santa Casa GO Gerson Oliveira / Correio do Estado

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A Associação Beneficente Santa Casa de Campo Grande afirmou neste sábado (12) que os atendimentos no hospital seguem normalmente e não serão interrompidos após a Operação Antidotum, deflagrada na sexta-feira (11) pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Em nova nota, o Conselho de Administração declarou solidariedade aos integrantes da diretoria atingidos pelas medidas cautelares e afirmou confiar no esclarecimento dos fatos pela Justiça. A manifestação ocorreu após reunião extraordinária realizada na sexta-feira.

A operação investiga supostas fraudes em contratos da Santa Casa e da Santa Casa Saúde, com prejuízo estimado inicialmente em R$ 4,9 milhões. Foram cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 36 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).

Entre os presos está a presidente da Santa Casa, Alir Terra Lima, além de outros integrantes da administração e pessoas ligadas às empresas investigadas.

Segundo o MPMS, um dos contratos investigados envolve a digitalização de prontuários, enquanto outro núcleo apura pagamentos feitos pela Santa Casa Saúde a empresas relacionadas ao mesmo grupo econômico.

Relembre o Caso

A crise que culminou na Operação Antidotum ganhou força em 29 de julho, quando médicos da Santa Casa suspenderam cirurgias eletivas e atendimentos ambulatoriais em meio à crise financeira enfrentada pelo hospital. Em agosto, denúncias sobre possíveis irregularidades em contratos da instituição passaram a ser acompanhadas pelo Ministério Público. Na última sexta-feira, o MP deflagrou a operação.

Santa Casa já havia se manifestado

Logo após a operação, na sexta-feira, a Santa Casa informou que estava colaborando com as autoridades e aguardava acesso aos autos para conhecer oficialmente o conteúdo das acusações.

Na ocasião, a instituição também afirmou que os atendimentos à população seguiriam normalmente. Um dia depois, a nova nota reforçou a continuidade dos serviços e acrescentou a manifestação de solidariedade do Conselho de Administração aos integrantes da diretoria.

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