Cidades

ACIDENTES

Carnaval deste ano superou a violência nas rodovias federais do Estado em 2025

Polícia Rodoviária Federal classifica que falta de conscientização dos motoristas causou o aumento de colisões

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A Operação Carnaval deste ano, feita pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), superou as marcas de violência nas estradas de Mato Grosso do Sul em comparação com a mesma ação de 2025, mesmo com alguns dias a menos de metragem.

Neste ano, a Operação Carnaval começou na sexta-feira e seguiu até o fim da noite de ontem, com foco na fiscalização dos 4 mil quilômetros das 11 rodovias federais (BR-163, BR-262, BR-267, BR-060, BR-158, BR-376, BR-487, BR-359, BR-419, BR-436 e BR-463) que atravessam o Estado.

Até a manhã de ontem, conforme dados enviados pela PRF, foram registrados 32 acidentes durante o período carnavalesco, dos quais 11 foram graves, o que resultou em 30 pessoas feridas e dois óbitos. Além disso, foram realizados 5.924 testes do bafômetro – que mede a concentração de álcool no ar alveolar para fiscalizar a embriaguez ao volante – e catalogadas 2.191 infrações.

Em 2025, a Operação Carnaval durou seis dias, do dia 28 de fevereiro a 5 de março, e registrou 29 acidentes, com 11 considerados graves. Destes, 38 pessoas ficaram feridas e uma pessoa morreu. Naquele período foram realizados 6.040 testes de alcoolemia e desses, 74 condutores foram autuados, além de nove  pessoas presas.

Para Stéfanie Pinheiro, chefe do Núcleo de Comunicação Institucional da PRF em Mato Grosso do Sul, este aumento dos dados neste ano está relacionado a um comportamento ruim dos motoristas, especialmente no quesito de conscientização no volante, mesmo diante das ações do órgão.

“Apesar dos esforços operacionais e das ações educativas intensificadas pela Polícia Rodoviária Federal, ainda foi constatado um grande número de infrações. Esses comportamentos de risco estão diretamente associados à ocorrência e à gravidade dos sinistros de trânsito, demonstrando que a mudança de atitude por parte dos motoristas é fundamental para a redução dos índices de acidentes nas rodovias federais”, pontuou.

Para fins comparativos, em 2024 foram 26 acidentes, sete graves, 31 feridos e quatro mortes.

ÓBITOS

A primeira morte no período de Carnaval nas estradas federais sul-mato-grossenses aconteceu na madrugada de sexta-feira, no quilômetro 300 da BR-158, em Três Lagoas.

O condutor dirigia um caminhão Scania que tracionava uma carreta boiadeira carregada com gado. Conforme as informações, ao passar por uma curva à esquerda, o motorista teria perdido o controle da direção, e o conjunto acabou tombando às margens da rodovia.

Com o impacto, a cabine foi destruída e o motorista ficou preso às ferragens, morrendo ainda no local. Equipes do 5º Grupamento de Bombeiros Militar foram acionadas e constataram o óbito.

Primeira morte foi de caminhoneiro que perdeu o controle em uma curva e que acabou tombando; motorista ficou preso às ferragensPrimeira morte foi de caminhoneiro que perdeu o controle em uma curva e que acabou tombando; motorista ficou preso às ferragens - Foto: Alfredo Neto/RCN 67

Parte dos animais transportados se espalhou pela pista, exigindo atenção redobrada de quem trafegava pelo trecho. A PRF atuou no controle do tráfego e na contenção do gado até que a situação fosse normalizada.

A área foi isolada para o trabalho da Polícia Científica, e a Polícia Civil de Três Lagoas abriu investigação para apurar as circunstâncias do acidente.

O outro acidente que resultou em morte aconteceu ontem, na rodovia BR-463, em Ponta Porã.

Rafael Henrique dos Santos, de 37 anos, conduzia um veículo Fiat Siena quando invadiu a pista contrária e colidiu frontalmente com uma carreta.

Com o impacto, Rafael morreu ainda no local e o motorista da carreta ficou ferido. O corpo da vítima foi levado até o Instituto Médico Legal (IML) de Ponta Porã e será transferido para o município de Tupã (SP), sua cidade natal.

Até o fechamento desta edição, não há confirmação do que aconteceu para que o veículo de Rafael entrasse na pista contrária. O caso segue em investigação pelas autoridades locais.

*Saiba

A Operação Carnaval faz parte da Operação Rodovida, que engloba as principais comemorações de dezembro, janeiro e fevereiro, como Natal, Ano Novo e Carnaval.

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Infraestrutura

Licitações preveem 153,4 mil m² de tapa-buraco em rodovias de MS

Certames publicados na semana passada fazem parte de pacote maior, com 18 lotes em 5 concorrências

25/05/2026 08h00

MS-010, em Campo Grande, é uma das rodovias que está na lista da licitação para tapa-buraco

MS-010, em Campo Grande, é uma das rodovias que está na lista da licitação para tapa-buraco Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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As duas licitações publicadas na semana passada para serviços de tapa-buracos em rodovias de Mato Grosso do Sul preveem que sejam feitos 153,4 mil metros quadrados do serviço durante os três anos do contrato. Os certames também estabelecem manutenção em estradas sem asfalto.

Conforme o Termo de Referências das licitações, que serão abertas no mês que vem, no primeiro ano do contrato as empresas vencedoras dos sete lotes apresentados até o momento terão que fazer 51,1 mil m² de tapa-buraco.

Em todo o período de contrato, que são três anos, serão 153,4 mil m² de reparos nos 1,8 mil quilômetros de rodovias pavimentadas que constam no projeto.

Os projetos ainda preveem reparos em 2,6 mil km de rodovias não pavimentadas.

Ao todo, as duas licitações têm previsão de investimento de R$ 748,8 milhões, porém, como ainda há outros lotes a serem licitados, o valor deve passar da casa do R$ 1 bilhão.

LICITAÇÕES

Matéria do Correio do Estado mostrou que a primeira licitação, publicada no início da semana passada é referente a contratos de tapa-buracos e manutenção de rodovias não pavimentadas nas regiões centro e leste, englobando cidades como Campo Grande, Ribas do Rio Pardo, Terenos, Dois Irmãos do Buriti, Três Lagoas e Rochedo.

Os quatro primeiros pacotes preveem recuperação em mais de 2,6 mil quilômetros, sendo 1.086 km de vias pavimentadas e pouco mais de 1,5 mil km de vias não pavimentadas.

Ao todo, serão investidos R$ 446,7 milhões nestes primeiros quatro lotes, que está marcado para o dia 8 de junho, a partir das 8h30min (horário de MS).

A empresa vencedora tem previsão para executar as obras em 1.080 dias, mas o contrato terá mais 120 dias após o fim do prazo das obras, o que significa que serão 1.200 dias, pouco mais de três anos.

O segundo certame prevê investimento de R$ 302 milhões para os lotes seis, sete e oito, que correspondem a rodovias nas regiões norte e nordesde do Estado.

Ao todo são 1.937 quilômetros de rodovias dentro dos lotes seis, sete e oito. Desses, 764,77 km são de pistas pavimentadas e 1,1mil km de estradas sem asfalto.

Esta licitação será aberta no dia 10 de junho, também às 8h30min (horário de MS).

O lote cinco ainda não foi posto em licitações, e ainda estão previstos certames que contemplem até o lote 18. A previsão é de sejam publicadas mais três licitações.

A contratação das empresas para o serviço de tapa-buraco nas rodovias estaduais será pago com recursos do Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado de Mato Grosso do Sul (Fundersul).

REGIÃO SUDESTE

Segundo o estudo para a licitação, a previsão é de que todas as regiões sejam beneficiadas neste pacotão de licitações, apenas a região sudeste não terá lotes, porque ela já faz parte de outro projeto bilionário do governo do Estado.

A região será contemplada pelo Programa de Contrato de Restauração e Manutenção – Design, Build, Maintain (Crema-DBM) e também pelo Crema-Parceria Público-Privada (Crema-PPP).

O investimento é por meio de financiamento com o Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) no valor de US$ 200 milhões (o equivamente a pouco mais de R$ 1 bilhão).

* Saiba 

As licitações foram publicadas pela Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de MS (Agesul), que este mês teve o seu diretor-presidente, Rudi Fiorese, preso por suspeita de participar de suposto esquema de corrupção justamente do tapa-buraco quando era titular da Sisep.

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Habeas Corpus

Dino não vê ilegalidade e nega pedido de prisão domiciliar para influenciadora Deolane

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na quinta-feira, 21, durante a Operação Vérnix

24/05/2026 22h00

Deolane Bezerra foi presa na Operação Vérnix

Deolane Bezerra foi presa na Operação Vérnix Foto: Reprodução/Instagram

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino entendeu não haver ilegalidade na prisão da influenciadora Deolane Bezerra e negou o pedido de prisão domiciliar apresentado pela defesa.

Em decisão assinada no sábado, 23, e publicada neste domingo, 24, o ministro escreveu que não foi encontrada "manifesta ilegalidade" para conceder habeas corpus de ofício.

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra foi presa na quinta-feira, 21, durante a Operação Vérnix, do Ministério Público de São Paulo e da Polícia Civil, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).

Na sexta-feira, 22, ela foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do Estado de São Paulo.

A defesa pediu a imediata revogação da prisão preventiva e a substituição por prisão domiciliar, ou a imposição de medidas cautelares, como eventual retenção de passaporte, monitoração eletrônica e proibição de ausentar-se do País.

Os advogados da empresária sustentaram que a prisão preventiva foi desproporcional e alegaram que ela possui filha menor de apenas 9 anos, "motivo por que deveria ter sido decretada, no máximo, a prisão domiciliar".

Alegaram ainda que a influenciadora possui residência fixa, atividade profissional lícita, endereço certo e notoriedade pública nacional, "circunstâncias que afastam qualquer risco concreto de ocultação".

As apurações indicam que empresas de fachada e contas bancárias ligadas à influenciadora teriam sido usadas para ocultar e movimentar dinheiro do crime organizado. O Ministério Público afirma que o esquema envolvia uma transportadora suspeita de atuar no fluxo financeiro da facção. A defesa ainda não foi localizada para se manifestar.

A influenciadora já havia sido alvo de outra investigação policial em 2024, quando foi presa em uma operação da Polícia Civil de Pernambuco que investigava suspeitas de lavagem de dinheiro e exploração de jogos ilegais ligados a plataformas de apostas.

Na ocasião, ela chegou a cumprir prisão domiciliar, mas retornou ao regime fechado após descumprir medidas impostas pela Justiça.

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