Cidades

CAMPO GRANDE

Carnaval terá 180 PMs por dia na Esplanada, drone e helicóptero

Número de policiais é 55% menor em relação a 2025, quando 400 PMs patrulharam a festa por dia

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Segurança estará reforçada no Carnaval 2026, em três pontos de folia (Esplanada Ferroviária, Praça do Papa e Praça Aquidauana), em Campo Grande.

Polícia Militar (PMMS) e Guarda Civil Metropolitana (GCM) estarão responsáveis pelo policiamento no local.

Na Esplanada, 180 policiais militares farão a segurança, entre 14 e 17 de fevereiro, durante o Carnaval. O número é 55% menor em relação a 2025, quando 400 PMs patrulharam a festa por dia.

Os militares serão escalados em jornadas extras e retirados temporariamente do trabalho administrativo. Vale ressaltar que o patrulhamento rotineiro ostensivo/preventivo e o atendimento do 190 não serão afetados.

Também haverá policiais na Praça do Papa e Praça Aquidauana, mas o número não foi divulgado. A quantidade de GCMs também não foi divulgada.

De acordo com o tenente-coronel e subcomandante de policiamento metropolitano da Polícia Militar, coronel Emerson de Almeida, cavalaria, drone, helicóptero, Batalhão de Choque (BPMChoque) e Comando de Policiamento Metropolitano (CPM) darão apoio ao evento.

Objetos cortantes, armas, explosivos e vidros estão proibidos de entrarem na área carnavalesca. Gelo (raspado e em cubos) e cooler são permitidos.

Segundo o coronel, as ocorrências mais comuns são assédio e brigas (lesão corporal).

“Infelizmente ainda, nós temos a questão do assédio, que é uma preocupação. Nós temos a campanha do 'Não é Não' da Polícia Militar. Nós temos outros órgãos envolvidos que também vêm com essa postura, dessa preocupação do respeito. [O assédio] é um dos carros-chefe que nós temos, infelizmente, aqui em Campo Grande”, disse o comandante, na manhã desta quarta-feira (28), durante coletiva de imprensa realizada no Museu de Imagem e Som (MIS).

PM estará em todos os lugares de concentração do carnaval, inclusive em municípios sem atrações ou eventos específicos, com o policiamento ordinário.

Departamento Estadual de Trânsito (Detran-MS) e Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) estão responsáveis pelo organização do trânsito e fechamento de ruas no quadrilátero da Praça do Papa, Praça Aquidauana e Esplanada Ferroviária.

Corpo de Bombeiros Militar (CBMMS), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) e médicos e enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) prestarão socorro à quem precisar no local.

CARNAVAL 2026

Carnaval ocorrerá entre 14 e 17 de fevereiro de 2026, em três pontos de folia (Esplanada Ferroviária, Praça do Papa e Praça Aquidauana), em Campo Grande.

Blocos de rua e desfile das escolas de samba prometem agitar a festa. 

O desfile ocorrerá nos dias 16 e 17 de fevereiro, às 19h, na Praça do Papa, localizada no quadrilátero das ruas Alfredo Scaff, Zákia Nahas Siufi, Américo Marques e Crisântemos, na Vila Sobrinho, em Campo Grande. A entrada é gratuita.

As escolas de samba mais tradicionais são Unidos do Aero Rancho, Vila Carvalho, Deixa Falar, Vai Vai, Cinderela José Abrahão, Igreja, Catedráticos, Unidos do Cruzeiro, entre outros.

Já os bloquinhos de rua agitarão o carnaval campo-grandense de 14 a 17 de fevereiro, na Esplanada Ferroviária, localizada na avenida Calógeras, em Campo Grande. A entrada é franca.

Os blocos mais tradicionais são Calcinha Molhada, Capivara Blasé, Cordão Valu, As Depravadas, Reggae, Barra da Saia, Êita, Farofolia, entre outros.

A partir de fevereiro, folia, bloquinhos, cordões, glitter, axé, samba, fantasia e marchinhas estarão liberados.

 A festa popular promete movimentar R$ 25 milhões na economia nos ramos de bares, restaurantes, hotéis, comércio, lojas, serviços, turismo e empregos temporários.

O Carnaval de Campo Grande recebeu verba de R$ 2,4 milhões do Governo de MS, destinado à ligas de escolas de samba e bloquinhos. 

CAMPO GRANDE

Irmãos Zahran são alvos de operação contra esquema de fraudes milionárias

Conforme a Polícia Civil, eles criaram empresas de fachada e se utilizavam da credibilidade do grupo no Estado para atrair vítimas

28/01/2026 11h46

Um dos empresários presta depoimento em Campo Grande

Um dos empresários presta depoimento em Campo Grande Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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A Polícia Civil do Estado de São Paulo deflagrou, nesta quarta-feira (28), a segunda fase da Operação Castelo de Cartas, com mandado de prisão e busca e apreensão em Campo Grande. Na capital sul-mato-grossense, os alvos estão dois herdeiros do grupo Zahran.

Conforme informações apuradas pelo Correio do Estado, Camilo Zahran foi alvo de mandado de prisão, mas não foi encontrado, sendo considerado foragido, enquanto Gabriel Zahran foi alvo de mandado de busca e apreensão.

Gabriel prestou depoimento na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac/Cepol) nesta manhã, de onde será liberado após os esclarecimentos, já que contra ele não havia mandado de prisão. Acompanhado do advogado, ele deixou o local sem falar com a imprensa.

Em coletiva de imprensa realizada em São José do Rio Preto, o delegado da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, Fernando Tedde, informou que as investigações começaram em 2025, com algumas vítimas de golpes no município paulista, e a polícia conseguiu identificar que os autores eram de Mato Grosso do Sul.

"Eles fazem parte da família que é proprietária de um grupo de empresas em Mato Grosso do Sul e, utilizando dessa falsa credibilidade, eles acabavam enganando as pessoas", disse o delegado.

Conforme a Polícia Civil, o golpe consistia em induzir empresários a adquirir cotas de empresas de fachada, sob a promessa de lucros elevados. Para dar mais credibilidade, eles se utilizavam vínculo com o grupo empresarial do setor de gás e energia, alegando que as falsas empresas seriam terceirizadas.

Vítimas de várias cidades sofreram prejuízos milionários ao investirem nestas empresas, que só existiam no papel.

"Eles criaram a empresa de fachada, que simulava essa situação, e foram angariando o dinheiro, como se as pessoas estivessem realmente investindo nesse grupo empresarial. E, quando [as vítimas] foram cobrar os dividendos, descobriram que eles estavam sendo enganados", afirmou Tedde.

O delegado paulista acrescentou que as investigações apontaram que os irmãos seriam os líderes do esquema criminoso.

"Eles fazem parte de uma família que é grande, que é proprietária de um grupo empresarial com muitas empresas e eles até recebem dividendos, mas, pelo que a gente conseguiu saber, eles não fazem parte da administração de nenhuma dessas empresas do grupo e acabaram criando essa situação falsa de investimentos para angariar dinheiro", afirmou o delegado.

A primeira fase da operação foi deflagrada na segunda-feira (26), quando foram apreendidos 10 veículos, sendo alguns de luxo, joias, cheques notas promissórias que somam mais de R$ 1 milhão, objetos de grande valor e cerca de R$ 250 mil em dinheiro em espécie.

Já a segunda fase, deflagrada hoje, foi para o cumprimento de mandados contras os irmãos Zahran. Os crimes atribuídos a eles são estelionato comum e estelionato praticado pela internet.

As investigações seguem para identificar se há mais vítimas do esquema criminoso, assim como se há mais pessoas que participavam na aplicação dos golpes.

INTERIOR

Corumbá ativa plano emergencial após pior chuva dos últimos 14 anos

Prefeitura prevê abertura de pontos oficiais para arrecadação de donativos, itens como alimentos e roupas

28/01/2026 11h00

Conforme o chefe do Executivo, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, houve uma reunião com o secretariado na manhã de hoje (28), para definir a elaboração de um decreto de situação de emergência

Conforme o chefe do Executivo, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, houve uma reunião com o secretariado na manhã de hoje (28), para definir a elaboração de um decreto de situação de emergência Reprodução/Divulgação/PMC|LeonardoAmaral

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Distante aproximadamente 427 quilômetros da Capital do Mato Grosso do Sul, a popular Cidade Branca de Corumbá registrou ontem (27) a maior chuva observada pelo menos nos últimos 14 anos, responsável por causar alagamentos e deixar um rastro de destruição no município que ativa agora um plano de emergência para lidar com os reflexos dessa intempérie climática. 

Conforme o chefe do Executivo, Dr. Gabriel Alves de Oliveira, houve uma reunião com o secretariado na manhã de hoje (28), para definir a elaboração de um decreto de situação de emergência em razão dos danos provocados pela forte chuva registrada na terça-feira (27).

"A medida tem como objetivo agilizar a aquisição de equipamentos, a contratação de serviços e a realização de compras emergenciais para atender as famílias afetadas e acelerar as ações de recuperação da cidade", expôs o Executivo em nota. 

No mesmo encontro, foi definida a criação de uma comissão especial para centralizar informações e decisões relacionadas às ações de resposta e reconstrução. O grupo será formado por secretários municipais e representantes da Defesa Civil e terá a função de organizar as prioridades e garantir maior eficiência no atendimento às ocorrências.

Nessa etapa está sendo feito o levantamento detalhado, por parte da Defesa Civil e Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos, para elencar os prejuízos em um relatório técnico que servirá de base para a formalização deste decreto, definindo entre outros pontos as áreas e famílias com prioridade de atendimento. 

Chuva histórica

Em balanço repassado pelo superintendente da Defesa Civil, capitão bombeiro Silvanei Coelho, em um intervalo menor que uma hora o município já havia registrado um acúmulo que passava dos 106 milímetros de chuva. 

"É um volume que não era observado havia mais de 14 anos e causou enxurradas e alagamentos em diversos bairros”, evidenciou Silvanei Coelho, capitão bombeiro da Defesa Civil. 

Mesmo com a tempestade em curso, é apontado que as equipes já estavam pelas ruas da Cidade Branca em busca de identificar aqueles pontos mais críticos, além de prestar atendimentos imediatos e orientações à população corumbaense. 

Importante frisar que, apesar do intenso volume de chuva, não houve o registro de qualquer vítima fatal. Entretanto, os prejuízos desalojaram famílias e destruíram grande parte dos bens daqueles moradores de pontos mais críticos no município. 

Nesse momento a equipe técnica do Executivo busca equilibrar o atendimento simultâneo, balanceando o atendimento das demandas individuais com a lida das necessidades coletivas. 

Entre as ações, o Executivo de Corumbá prevê abertura de pontos oficiais para arrecadação de donativos, itens como alimentos, roupas, jogos de cama e produtos de higiene, estendendo o convite por apoio às igrejas e entidades sociais do município. 

Dos estragos, por exemplo, está o desabamento de parte do acostamento da rodovia Ramon Gomez, que fica no trecho entre a Escola Centro de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (CAIC) e o Parque Marina Gattass.

Com a força da enxurrada, parte do barranco foi arrastada e quase atingiu o trecho de pista da região, cenário que levou à interdição preventiva após tratativas entre o Executivo de Corumbá e a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos (Agesul).

Justamente essa interdição atrapalha inclusive o acesso à Bolívia que, segundo a diretora-presidente da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetrat), Mariana Ricco Ortiza, está sendo realizado exclusivamente pela rua Gonçalves Dias, sentido AGESA/BR-262.
 

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