Cidades

ULTIMATO

CCR tem até hoje para entregar planejamento de obras

Agência Nacional de Transportes Terrestres cobra posicionamento há 5 meses

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A  CCR MSVia tem até hoje para encaminhar à Agência Nacional de  Transporte Terrestre (ANTT) o planejamento anual de obras, do 6º ano de concessão da BR-163, e evitar que a autarquia abra processo para apuração de responsabilidade.
 O ultimato foi dado no dia 28 de agosto, após a agência ter feito duas solicitações e não ser atendida.

Este ultimato ocorre sete dias antes de ser aplicada a nova tarifa do pedágio, em 14 de setembro, que deve ser reduzida em  até 54,7%  nas nove praças, por determinação da ANTT, o que ainda depende de publicação em Diário Oficial.
Desde abril, a agência cobra da concessionária as informações do planejamento anual. De acordo com Ofício 10.983/2019, da ANTT, a empresa deveria ter respeitado a data-limite para o envio do planejamento anual, que é de “40 dias antes do término do ano concessão”. “Informamos que, até o momento, a concessionária não apresentou o planejamento anual do 6º ano de concessão. Assim, solicitamos que a concessionária MSVia envie o planejamento anual do 6º ano de concessão, em até 6/9/2019, impreterivelmente, sob pena de possibilidade de abertura de processo para apuração de responsabilidade”, afirma no ofício. Este processo pode resultar em penalidades e sanções à MSVia. 

Esta foi a terceira vez que a agência exigiu o cumprimento da Resolução 1.187/2015. A primeira foi no dia 3 de abril, quando a ANTT alertou sobre o prazo de 40 dias e concedeu até o dia 15 de abril para apresentação do planejamento. A CCR MSVia  respondeu, mas as informações foram consideradas incompletas. Outro ofício foi enviado à concessionária no dia 2 de maio, pelo qual foram dados mais cinco dias para apresentação de novo planejamento.

No dia 8 daquele mês, a concessionária respondeu, informando que “o planejamento de execução de 15,030 km de trechos de obras paralisadas é uma meta exequível e adequada ao atual panorama do contrato de concessão”, e ressaltou que a realização fica “condicionada à provação de sua revisão geral”, referindo-se ao contrato do qual a empresa considera “absolutamente imprescindível que haja a revisão”.

Nesse documento, assinado pelo diretor-presidente da concessionária, José Marcio de Simoni Silveira, é reforçado que o atraso nas licenças ambientais “impactaram a implantação dos investimentos previstos”.

EMBATE

A concessionária interrompeu as obras de duplicação da BR-163  alegando descumprimento de contrato por parte do governo federal ao deixar de liberar empréstimos que seriam usados para executar os trabalhos. A empresa duplicou 150 quilômetros da rodovia, o que corresponde a 17,7% da extensão que administra, desde a assinatura do contrato de concessão, em 11 de março de 2014, com investimento divulgado de R$ 1,8 bilhão. Só que desde 2015, a MSVia arrecadou R$ 1,083 bilhão com a cobrança de pedágio.

Para evitar que a ANTT aplicasse punições pelo descumprimento do contrato, em 6 de abril de 2017, a concessionária apresentou um pedido de revisão contratual, alegando quebra do equilíbrio econômico-financeiro pelo fato de o governo não ter liberado os empréstimos previstos na concessão. 

Em janeiro de 2018, a ANTT não acatou o pedido. Em maio do ano passado, a MSVia ingressou com ação na Justiça pedindo liminarmente a suspensão da obrigatoriedade dos investimentos. Mas não houve acordo e o processo judicial ficou suspenso por 105 dias.

Sem uma solução, em junho, a ANTT comunicou que aplicaria o “fator D”, que é atrelado a um parâmetro de desconto ou acréscimo pelo atraso ou antecipação da realização de investimentos, que consta do contrato, porcentual que pode chegar a 54,27%.

OPERAÇÃO LÍVIA

Seis adolescentes envolvidos na morte de menina em MS são alvos de nova ação

Segunda fase da Operação Lívia ocorre nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Bahia e no Distrito Federal

15/09/2026 07h30

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou a segunda fase da Operação Lívia

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou a segunda fase da Operação Lívia Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A segunda fase da Operação Lívia, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, nesta terça-feira (15), cumpre seis mandados de busca e apreensão e medidas cautelares contra adolescentes envolvidos na morte de uma menina de 13 anos, no município de Naviraí.

A ação investiga uma rede que usava a internet para recrutar, chantagear e induzir crianças e adolescentes a práticas de violência, automutilação e suicídio.

Os mandados de busca e apreensão e medidas cautelares são cumpridos na Bahia, Distrito Federal, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Os alvos da operação têm entre 14 e 17 anos.

A ação é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), e conta com a participação das polícias civis dos estados envolvidos. 

Primeira fase

Encontrada sem vida na manhã do dia 22 de julho, em Naviraí, Lívia, de 13 anos, foi incitada ao autoextermínio por grupos extremistas.

No dia 4 de agosto, a primeira fase da Operação Livia foi deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, através da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), em conjunto com o Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab) da Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Senasp/MJSP). 

Na época, foram cumpridas de forma simultânea, cinco adolescentes foram apreendidos e um adulto foi preso.

De acordo com a delegada Anne Karine Trevisan, a investigação identificou que a organização criminosa, a qual opera em ambiente virtual, é coordenada principalmente por adolescentes, e o único adulto preso na operação praticava os crimes antes da maioridade penal.  

Modus Operandi

De forma anônima, os criminosos sequer saberiam as identidades ou localizações reais uns dos outros, criando inclusive perfis falsos com fotos de pessoas de outro sexo para conseguir atrair as vítimas. 

"Então eles começam a procurar pela família; onde estuda, e diante de todas aquelas informações, se passa por outra pessoa. E importante frisar que nenhuma rede social dessas pessoas condizia com a foto delas. Era sempre outro tipo de pessoa, de sexo, realmente para conseguir trazer a vítima", disse a delegada em entrevista realizada no mês passado.

Como confirmado pela Depca, adolescentes e também crianças foram cooptados para serem vítimas dessa rede criminosa.  

"Existem crianças vítimas também, nós constatamos isso. Nessa noite que teve esse 'evento', porque é assim que eles chamam dentro dos grupos nomeados por eles de 'panelas', ocorreu uma automutilação. Logo na sequência que é divulgado esse suicídio, porque não houve moderação, houve falha na plataforma Discord que não foram derrubados, teve essa automutilação em outro Estado", comenta a titular da Depca.

Segundo explicação dada pela delegada, é como se os administradores de cada "panela" se tornassem os donos de cada uma dessas vítimas. 

Ainda conforme a delegada, um adolescente, de 14 anos, apreendido na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, foi quem determinou “todas as coordenadas” à adolescente que morreu em Naviraí.

Paralisação

Greve nos Correios: TST determina manutenção de 80% do efetivo

Movimento começou na última quinta-feira

14/09/2026 21h00

Foto: Emerson Nogueira/Futura Press/Estadão Conteúdo

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a manutenção de 80% do efetivo de trabalhadores dos Correios durante a greve da categoria.

A decisão foi proferida no último sábado (12) pelo presidente do TST, ministro Vieira de Mello Filho, após a estatal recorrer ao tribunal para garantir o funcionamento mínimo da empresa, que considera a greve abusiva.

O presidente entendeu que o serviço prestado pelos Correios é essencial e que a greve pode impactar nas eleições.

"A atividade essencial desenvolvida pela suscitante se agiganta em face dos compromissos assumidos com entes públicos e privados relacionados ao pleito eleitoral de 2026, cujo período de campanha encontra-se em curso, o que agrava os impactos à sociedade do movimento paredista", afirmou o ministro.

Os trabalhadores dos Correios entraram em greve na quinta-feira (10) e buscam a aprovação do acordo coletivo de trabalho 2025/2026. Os sindicatos da categoria contestam o modelo de restruturação da estatal, que prevê o fechamento de agências, redução de distritos postais. A categoria também afirma que não pode ser responsabilizada pela crise financeira da estatal.

Campanha salarial

O movimento grevista teve início na última quinta-feira (10). Segundo a Federação dos Trabalhadores dos Correios e Telégrafos e das Empresas de Comunicações (Findect), a deflagração aconteceu após as negociações da campanha salarial deste ano terminarem sem acordo.

Segundo a federação, a categoria buscou uma solução negociada, mas a empresa manteve sua posição em um tema considerado fundamental pelos trabalhadores. Um dos principais pontos do impasse é o plano de saúde, para os trabalhadores, aposentados e suas famílias.

Entregas
Em nota à imprensa, os Correios informaram que acionaram um plano de continuidade de negócios para reduzir os impactos da greve.

"Entre as medidas adotadas estão a mobilização de empregados administrativos para apoio às atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para preservar o fluxo logístico", informou a estatal.

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