Cidades

Três Lagoas

CCZ descumpre decisão que proíbe sacrifício de animais saudáveis, denuncia ONG

MPE diz que decisão está em prazo de recurso, mas denúncia será fiscalizada

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A Associação de Proteção aos Animais (Amemais) de Três Lagoas, cidade distante 338 km de Campo Grande, afirma que o Centro de Controle de Zooneses (CCZ) tem descumprido determinação judicial e sacrificado animais saudáveis no município.

A denúncia chegou por meio de um pecuarista, que teria ido ao CCZ obter informações sobre como proceder com relação a quatro filhotes de gatos que sua esposa encontrou na rua, mas que o casal não tem condições de cuidar. O funcionário teria dito que o procedimento é o sacrifício.

Uma decisão da juíza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda, de setembro deste ano, condenou a prefeitura a implementar programa de controle reprodutivo de cães e gatos, abster-se de sacrificar animais no CCZ através de meios que causem sofrimento e não sacrificar animais que não sejam nocivos à saúde de seres humanos ou que não estejam em fase terminal, entre outras.

A Prefeitura tem o prazo de 90 dias para regularização, sob pena de multa diária de R$ 1 mil, limitada a R$ 100 mil.

A Promotoria de Meio Ambiente do Ministério Público Estadual (MPE) informou que recebeu a denúncia e que a sentença ainda está em prazo de recurso, mas que o cumprimento da decisão será fiscalizado.

Cidades

Jovem discutiu com dono de conveniência antes de ser morto a tiros em Campo Grande

Três dias antes, a vítima discutiu com o proprietário de um estabelecimento a quem devia dinheiro, segundo informaram familiares à polícia

31/01/2026 09h11

Imagem Divulgação

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Um rapaz identificado como Luiz Henrique Souza da Silva, de 20 anos, não resistiu após ser alvo de disparos de arma de fogo na madrugada deste sábado (31), no bairro Parque do Lageado, em Campo Grande.

A equipe da Força Tática do 10º Batalhão da Polícia Militar foi acionada e, ao chegar ao local, se deparou com cerca de 80 curiosos, que precisaram ser dispersados para garantir a segurança da área.

Na sequência, os policiais avistaram a vítima ainda com vida, porém sangrando intensamente, sendo amparada por uma mulher que se identificou como familiar.

Em conversa com a equipe, ela relatou que, na quinta-feira (29), Luiz Henrique havia discutido com o proprietário de uma conveniência por conta de dívidas, chegando a entrar em luta corporal.

No momento dos disparos, ela estava dentro da residência e, assim que o som dos estampidos cessou, saiu para verificar o que havia ocorrido, encontrando o primo baleado.

Ainda conforme relatado à polícia, um conhecido que supostamente teria sido contratado para executar o rapaz foi visto por testemunhas, deixando o local correndo após o crime.

O socorro foi acionado, mas, durante o trajeto até a Santa Casa, devido ao estado crítico, a vítima não resistiu e morreu antes de chegar ao hospital.

A perícia esteve no local e coletou vestígios dos disparos, incluindo dois fragmentos de projétil de arma de fogo.

O caso foi registrado como homicídio qualificado por motivo fútil.
 

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SAÚDE

MS confirma primeiro registro de raiva em morcego em 2026

Caso foi confirmado na região entre Rio Verde e Coxim, e Iagro reforça medidas de prevenção e vacinação no campo

31/01/2026 08h30

Iagro orienta produtores a não manusear animais suspeitos e a comunicar imediatamente casos à agência

Iagro orienta produtores a não manusear animais suspeitos e a comunicar imediatamente casos à agência CRBio

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Mato Grosso do Sul confirmou o primeiro caso de raiva em morcego em 2026, acendendo o alerta sanitário para produtores rurais e órgãos de defesa agropecuária. O animal infectado foi encontrado na região entre os municípios de Rio Verde de Mato Grosso e Coxim, área que passou a ser considerada de foco para a doença.

Após a confirmação, produtores da região de perifoco foram comunicados pela Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) por meio do sistema de inteligência do órgão, com orientações sobre os cuidados necessários para evitar a disseminação do vírus.

A Iagro explica que a população pode acompanhar as áreas com registros da doença por meio do Painel da Raiva, ferramenta que permite o monitoramento dos focos confirmados no Estado.

A fiscal estadual agropecuária Lorrana Reis Vieira alerta que o manejo inadequado pode agravar a situação. Segundo ela, a destruição de abrigos por conta própria é contraindicada e pode aumentar a dispersão da espécie transmissora.

“É fundamental que o produtor não tente controlar a situação sozinho. A Iagro realiza o monitoramento dos abrigos de forma técnica e segura, evitando riscos maiores”, explica.

A agência reforça que, ao identificar casos suspeitos, o produtor deve comunicar imediatamente a Iagro. Não há interdição da propriedade, aplicação de multas ou custos pelo atendimento, que é totalmente gratuito.

10 ANOS LIVRE

Em Mato Grosso do Sul, uma década se passou sem casos registrados de raiva em humanos. Inclusive, o último caso confirmado no País ocorreu em abril de 2015, em Corumbá, onde acontecia uma epidemia de animais com raiva na época.

Na ocasião, um homem de 38 anos foi mordido por um cachorro infectado e procurou ajuda quase um mês depois do ocorrido.

Transferido para o Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), em Campo Grande, ele ficou dias em regime de isolamento, coma induzido e respirando por aparelhos.

Um mês de internação depois, o rapaz faleceu após sofrer uma parada cardíaca. Este foi o primeiro caso em humanos no Estado desde 1994, ou seja, um período de 21 anos sem registros.

FATAL

Como já mencionado, a raiva é uma doença que atinge mamíferos, incluindo seres humanos. Mesmo com baixa incidência de casos confirmados em humanos, a doença sempre é alvo de preocupação das autoridades de saúde, visto que sua infecção está diretamente ligada à morte.

De acordo com o Ministério da Saúde, a raiva é transmitida ao homem por meio da saliva de animais infectados por meio de mordedura, arranhadura ou lambedura.

Após o período de incubação (cerca de 45 dias em adultos e em menos tempo em crianças), surgem os primeiros sintomas da doença, como náuseas, anorexia, mal-estar geral, dor de cabeça e garganta, irritabilidade, entorpecimento, inquietude, pequeno aumento na temperatura e sensação de
angústia.

Essas manifestações da raiva costumam durar de 2 a 10 dias. Após esse período, os sintomas progridem e começam a ficar mais graves, manifestando-se como febre, delírios, convulsões e espasmos musculares involuntários. Em geral, o tempo da piora dos sintomas até o óbito dura de dois a sete dias.

Por isso, é recomendado que pessoas com alto grau de exposição a esses animais (como veterinários e biólogos), vacinem-se como medida de prevenção. 

A vacina antirrábica para cães e gatos é distribuída gratuitamente na rede pública, já que a proteção deles é vista como essencial para a não propagação da doença em humanos.

*Colaborou Felipe Machado* 

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