Cidades

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Chamados a perdoar

Chamados a perdoar

FREI VENILDO TREVIZAN

20/03/2010 - 02h54
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É muito comum julgar alguém pelo erro cometido no momento presente. E até condenar sem antes ter feito uma análise mais profunda e mais séria a respeito de tal comportamento ou de tal atitude. É sabido que ninguém erra sozinho. Sempre haverá alguém que tenha se omitido em advertir, ou tenha influenciado para chegar a tal fato. Nesse tempo de quaresma é importante analisar com mais sinceridade e humildade as atitudes e os conceitos que se assumem em face de certos fatos e de certos acontecimentos. E isso para não se precipitar no julgar e ser mais prudente no interpretar. Enquanto o Mestre dos mestres advertia seus seguidores a esse respeito, eis que um grupo de fariseus e doutores da lei lhe apresentam uma mulher apanhada praticando adultério. Pela lei estabelecida por eles tais mulheres deveriam ser apedrejadas, pois era uma transgressão gravíssima. Mas não passava pela cabeça deles que não seria possível o adultério sem um parceiro. E onde estaria esse parceiro? Por que só a mulher ser condenada? O Mestre, muito atento e extremamente sábio, fitou seu olhar em cada um dos presentes e penetrou no fundo de suas consciências covardes. Todos estavam ansiosos aguardando a sentença. Afinal, ela deveria ser apedrejada. Mal sabiam que eles mesmos estavam sendo julgados e sentenciados. Se essa mulher se encontra no pecado não está sozinha. E a sentença não será a esperada e não vai satisfazer o desejo de vê-la eliminada para satisfazer o ego daqueles covardes. Diante de tal expectativa, vem a sentença: “Quem dentre vocês não tiver pecado atire a primeira pedra”! (Jo.8,7) E eles, ouvindo o que o Mestre falara, foram se retirando um a um, a começar pelos mais velhos. Pois no mal que atinge uma pessoa pode-se afirmar que há, de alguma maneira, uma responsabilidade de todos. Ninguém permaneceu no local. Ninguém teve a ousadia de presenciar o desfecho, pois todos tiveram que reconhecer sua própria culpa. Nem tiveram a humildade em reconhecer e pedir perdão. Só ele permaneceu. O único que poderia condenar e apedrejar. Mas se recusou. Apenas vê diante de si uma mulher como tantas outras mulheres e tantos outros homens sendo apedrejados por alguma fraqueza cometida por não terem sido orientados e esclarecidos para seguirem um caminho mais digno. O Mestre não aprova o ato daquela mulher ao não condená-la. Ele não aceita o pecado, mas ama cada ser humano mais do que ninguém. Por isso afirma com todo seu amor: “Eu não a condeno” nem hoje, nem amanhã, nem nunca. O que ele quer é a salvação de quem errou. Por isso lhe faz uma séria advertência: “Vá em paz e de agora em diante não peque mais” (Jó. 8,11). Isto é, não queira estragar a grandeza de sua vida por um instante de prazer. Assim se revela a singeleza da bondade e do amor misericordioso do Pai. Não apenas perdoa, mas mostra também o caminho para uma vida feliz. Mostra que podem acontecer tropeços e erros na vida e de todo e qualquer ser humano. E mostra também que é possível assumir e transformar esses tropeços e erros em atitudes mais dignas e mais de acordo com o desejo amoroso de Deus que deseja salvar a todos sem condenar ninguém.

pacote do bndes

Empreiteira obtém acréscimo de R$ 12,6 milhões em contrato assinado há pouco

Valor inicial pelo recapeamento de 30,8 km da MS-276, definido há menos de um ano, era de R$ 82,99 milhões. Agora, já está em R$ 95,65 milhões

17/03/2026 17h30

Obra de um dos dois lotes do recapeamento da MS-276, no sul do Estado, foi reajustada em 15,2% cerca de dez meses após o início das obras

Obra de um dos dois lotes do recapeamento da MS-276, no sul do Estado, foi reajustada em 15,2% cerca de dez meses após o início das obras

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Menos de um ano depois de dar início às obras de recapeamento de um trecho de 30,8 quilômetros da MS-276, na região sul do Estado, o Governdo do Estado concedeu o segundo reajuste e garantiu acréscimo de R$ 12,65 milhões à empreiteira paulista Engenharia e Comércio Bandeirantes. 

Em abril do ano passado, quando foi concluída a licitação para recuperação do trecho nos municípios de Dourados, Fátima do Sul e Deodápolis, a empreiteira se ofereceu a fazer o recapeamento por R$ 82.999.999,99. 

Nesta terça-feira, em um segundo reajuste, o Governo do Estado elevou o valor do contrato dos atuais R$ 87.352.553,8 para R$ 95.654.009,59, o que representa acréscimo de 15,2% em um período em que o Índice Nacional de Custo da Construção subiu em torno de 5,6%. 

O contrato reajustado nesta terça-feira é relativo somente  ao lote dois da rodovia. A primeira parte, de 29,7 quilômetros, entre a BR-163 e a ponte sobre o Rio Dourados, em Fátima do Sul, está sob os cuidados da Engepar, que assinou contrato inicial de R$ 63,9 milhões. 

Os quase R$ 160 milhões que estão sendo destinados à recuperação dos R$ 60 quilômetros da MS-276 são procedentes do empréstimo de R$ 2,3 bilhões que o Governo do Estado obteve em setembro de 2024 do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em média, o custo por quilômetro é de R$ 2,66 milhões, sem contabilizar prováveis reajustes futuros. 

As obras incluem recapeamento asfáltico, reforço na sinalização e aumento da capacidade de tráfego, sendo implantada uma terceira faixa em um trecho de 4 quilômetros entre Lagoa Bonita e Deodápolis.

Além da MS-276, os recursos do BNDES também estão sendo destinados para recuperar cerca de 85 quilômetros da MS-295, entre as cidadades de Eldorado e Tacuru, no extremo sul do Estado. Neste caso, os investimentos iniciais foram projetados em R$ 155 milhões, o que equivale a cerca de R$ 1,8 milhão por quilômetro. 

Na região central do Estado, o BNDES também está financiado o recapeamento de 111 quilômetros da MS-436, entre Camapuã e Figueirão. A rodovia tem apenas 12 anos de uso e está praticamente sendo refeita, com investimentos iniciais de R$ 233 milhões. 

Dourados

Após 4 mortes em 20 dias, prefeitura reconhece epidemia de Chikungunya em MS

Mortes ocorreram em um intervalo de apenas 20 dias, em meio ao avanço acelerado de casos da doença na região.

17/03/2026 17h15

Arbovirose é transmitida pelo mosquito da dengue

Arbovirose é transmitida pelo mosquito da dengue Foto: Divulgação

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Prefeitura de Dourados confirmou a 4ª morte por Chikungunya em reservas indígenas e reconheceu situação de epidemia nas aldeias Jaguapiru e Bororó, conforme boletim da Vigilância em Saúde divulgado nesta segunda-feira (16). As mortes ocorreram em um intervalo de apenas 20 dias, avanço acelerado de casos da doença na região.

De acordo com o levantamento mais recente, são 407 casos notificados somente entre indígenas, sendo 202 confirmados, 181 em investigação e 24 descartados. A primeira vítima foi uma mulher de 69 anos, morte ocorrida no último dia 26, além de um homem de 73 anos, um bebê de 3 meses e uma mulher de 60 anos, morte confirmada no último dia 12. 

Na área urbana de Dourados, os números também cresceram em 2026. São 912 notificações, das quais 379 foram confirmadas, 383 ainda aguardam resultado e 150 foram descartadas. Até o momento, não há registro de mortes fora das reservas indígenas. 

Impacto 

Apesar da população significativamente menor (cerca de 20 mil pessoas nas aldeias) e aproximadamente 264 mil na área urbana, a incidência proporcional de casos é mais elevada entre a população indígena. Os dados atuais já superam todo o registrado em 2025, quando o município contabilizou 184 casos confirmados e apenas uma morte.

Para conter o avanço da doença, a Prefeitura de Dourados mobilizou uma força-tarefa com equipes da Secretaria Municipal de Saúde, com apoio do Governo do Estado e da Prefeitura de Itaporã.

O mutirão nas aldeias Jaguapiru e Bororó já vistoriou 4.319 imóveis, realizou tratamento em 2.173 locais e identificou 1.004 focos do mosquito, sendo 90% em caixas d’água, lixo e pneus.

As ações incluem ainda borrifação em imóveis, uso de equipamentos de inseticida e atuação de 86 agentes de endemias e 29 agentes de saúde indígena.

Paralelamente, há uma articulação com o Ministério da Saúde, o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei), a Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), a Força Nacional do SUS e o Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados para enfrentar o avanço das arboviroses.

O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, afirmou que, apesar do reforço das equipes, o controle da doença depende da colaboração da população. Segundo ele, é fundamental eliminar recipientes com água parada, principal ambiente de proliferação do mosquito transmissor.

Transmissão 

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e provoca sintomas como febre alta, dores intensas nas articulações e fadiga. Em casos graves, pode evoluir para complicações neurológicas, como encefalite e meningite, além de deixar sequelas com dores persistentes.

Histórico

Histórico recente da doença no Estado mostra oscilações ao longo dos anos. Após ausência de mortes em 2016 e 2017, foram constatadas três mortes por Chikungunya em 2018. Entre 2019 e 2022, não foram registrados casos fatais, ao passo que entre 2023 e 2024, foram contabilizadas três e uma morte, respectivamente. Em 2025, foram confirmadas seis mortes. 

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