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Apreensão

Choque apreende 1,6 tonelada de maconha e prende quadrilha em MS

Caminhonete carregada com droga quebrou na BR-060 e grupo tentou esconder veículos em residência de Sidrolândia

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Uma operação do Batalhão de Choque da Polícia Militar resultou na apreensão de mais de 1,6 tonelada de maconha e na prisão de quatro suspeitos envolvidos em um esquema de tráfico de drogas em Sidrolândia, município localizado a cerca de 70 quilômetros de Campo Grande.

A ação ocorreu durante uma operação estadual voltada ao combate ao tráfico de drogas, contrabando e descaminho.

Conforme informações da Polícia Militar, a equipe recebeu denúncia de que uma caminhonete Nissan Frontier prata estava parada de forma irregular às margens da BR-060, na saída da cidade.

Ao se deslocarem para averiguar a situação, os policiais visualizaram a caminhonete sendo rebocada por outro veículo em um semirreboque do tipo “asa delta”. Os automóveis seguiam em direção a um bairro da cidade, o que levantou suspeitas da equipe.

Os militares realizaram o retorno, mas perderam momentaneamente o contato visual com os veículos. Durante diligências pela região, poucos minutos depois, os policiais encontraram alguns homens empurrando a Nissan Frontier para dentro de uma residência.

Em frente ao imóvel, também estava estacionado um Chevrolet Vectra Hatch preto. Um dos homens que estava ao lado do veículo tentou fugir ao perceber a aproximação policial, mas acabou sendo abordado. Segundo a polícia, ele seria o proprietário da residência, de 26 anos.

Na sequência, outros suspeitos, de 25, 40 e 44 anos, também foram abordados. Durante revista inicial, nada de ilícito foi encontrado com os envolvidos. No entanto, ao vistoriarem os veículos, os policiais localizaram grande quantidade de tabletes de maconha escondidos na caminhonete Nissan Frontier.

De acordo com a PM, os entorpecentes estavam sobre os bancos traseiros, cobertos por um lençol preto, além de diversos tabletes armazenados na carroceria do veículo.

Durante as buscas, os policiais encontraram com um dos suspeitos a chave da caminhonete e, com outro homem, a chave de um Fiat Cronos branco estacionado no quintal da residência.

Ao abrirem o automóvel, os militares localizaram mais tabletes de maconha no interior e no porta-malas do veículo.

Segundo relato de um dos presos, natural de Uberlândia (MG), ele teria sido recrutado por um desconhecido para atuar no transporte de drogas entre Vista Alegre e Campo Grande. Conforme o depoimento, ele recebia R$ 1,5 mil por viagem.

Outro suspeito afirmou que havia saído de Campo Grande até Vista Alegre para buscar o Fiat Cronos carregado com drogas e receberia R$ 5 mil pelo transporte até a Capital.

Ainda conforme os depoimentos, a Nissan Frontier era utilizada no transporte principal da droga, enquanto o Chevrolet Vectra atuava como “batedor”, função utilizada para monitorar possíveis barreiras policiais durante o trajeto.

Os suspeitos também relataram que a caminhonete apresentou problemas mecânicos nas proximidades de Sidrolândia e precisou ser abandonada na rodovia. Em seguida, o veículo foi rebocado até a residência para receber suporte mecânico antes da continuação da viagem.

A polícia também identificou que um Fiat Uno branco atuava inicialmente como veículo batedor até a entrada de Sidrolândia, sendo depois substituído pelo Vectra preto.

Durante checagem nos sistemas policiais, foi constatado ainda que o Fiat Cronos branco possuía sinais identificadores adulterados e registro de roubo/furto.

Diante da situação, os quatro envolvidos receberam voz de prisão e foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia, juntamente com os veículos apreendidos e toda a carga de entorpecentes.

Após pesagem oficial, a droga totalizou 1.744 tabletes de maconha, somando 1.688,050 quilos, o equivalente a mais de uma tonelada e meia do entorpecente.

Recomendação

MP recomenda "pente-fino" sobre contratações de professores em Corumbá e Ladário

Apuração tem como base o Plano Nacional de Educação (PNE), que determina a valorização dos profissionais do ensino público

21/05/2026 17h45

Foto: Divulgação / MPMS

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul recomendou um "pente-fino" sobre as contratações de professores escolares em Ladário e Corumbá, procedimentos administrativos publicados na edição do Diário Oficial desta quinta-feira (21).

A apuração tem como base o Plano Nacional de Educação (PNE), que determina a valorização dos profissionais do ensino público, além disso, está atrelada ao baixo índice de professores efetivos em ambas as cidades, bem como em todo Mato Grosso do Sul.  

De acordo com o painel sobre o plano de monitoramento do Plano Nacional da Educação, tanto Corumbá quanto Ladário possuem quadros efetivos aquém do recomendado, quadro atualmente em 55,6%  e 39,8%, respectivamente. Em todo o estado, a cada 10 professores, 6 são contratados. 

A recomendação também foi justificada para apurar se ambas as cidades se adequam à recente determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu, por unanimidade, que o piso salarial nacional do magistério se aplica a todos os professores da rede pública. 

Nesse escopo, o indicador, que expressa a participação de docentes concursados em relação ao total de vínculos, segue distante da meta de 70% prevista no novo Plano Nacional de Educação (PNE) – Projeto de Lei n.º 2.614/2024, aprovado pela Câmara dos Deputados e atualmente em tramitação no Senado.

No cenário ideal, a cada 10 professores, ao menos 7 deveriam ser concursados, o que não se aplica atualmente.  

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Condenado

Motorista embriagado que matou jovem é condenado a 11 anos na Capital

O crime aconteceu em 2022. Após a colisão violenta, o réu fugiu sem prestar socorro à vítima e foi localizado horas depois na rodovia MS-080, após o carro parar por falta de combustível.

21/05/2026 17h32

Foto: Divulgação

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O colombiano Carlos Hugo Naranjo Alvarez, de 36 anos, foi condenado a 11 anos e 8 meses de reclusão, além de 6 meses de detenção, por provocar um acidente fatal no trânsito ao dirigir embriagado, em alta velocidade e avançar o sinal vermelho no cruzamento da Avenida Salgado Filho com a Rua Guia Lopes, no Bairro Amambaí, em Campo Grande.

A sentença foi proferida nesta terça-feira (19), pela 1ª Vara do Tribunal do Júri.

O caso aconteceu em 28 de fevereiro de 2022 e terminou com a morte do jovem Matheus Frota da Rocha, que conduzia uma motocicleta no momento da colisão. Uma mulher que estava na garupa também ficou gravemente ferida e sobreviveu ao acidente com sequelas permanentes.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o réu havia consumido grande quantidade de bebida alcoólica em uma casa noturna antes de assumir a direção de um Mercedes-Benz C-180.

Mesmo sob efeito de álcool, ele passou a dirigir de forma perigosa e em alta velocidade pelas ruas da Capital.

Ao chegar no cruzamento da Avenida Salgado Filho com a Rua Guia Lopes, Carlos Hugo desrespeitou o sinal vermelho do semáforo e atingiu violentamente a motocicleta ocupada pelas vítimas. O impacto foi tão forte que Matheus morreu ainda no local.

Conforme os autos, uma das pernas da vítima foi arrancada devido à violência da colisão. A passageira da moto sofreu ferimentos gravíssimos, incluindo deformidade permanente e risco de morte.

Após o acidente, o motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas. Horas depois, ele foi localizado na rodovia MS-080, depois que o veículo apresentou pane por falta de combustível. O teste de alcoolemia confirmou que ele estava embriagado.

Durante o julgamento, realizado pelo Tribunal do Júri, o promotor de Justiça José Arturo Iunes Bobadilla Garcia sustentou a tese de dolo eventual, quando o autor assume o risco de matar.

O Ministério Público argumentou que o acusado, ao dirigir alcoolizado, em alta velocidade e avançando o sinal vermelho, assumiu conscientemente a possibilidade de provocar mortes e ferimentos graves.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do MPMS e reconheceu a autoria e materialidade dos crimes.

A condenação inclui:

  • 7 anos de reclusão por homicídio doloso simples;
  • 4 anos e 8 meses por tentativa de homicídio doloso simples contra a sobrevivente;
  • 6 meses de detenção por dirigir sob efeito de álcool.

As penas somadas resultaram em 11 anos e 8 meses de prisão em regime inicial fechado, além da suspensão do direito de dirigir por cinco anos.

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida também determinou a prisão imediata do réu. A decisão ainda manteve a destinação dos valores da fiança recolhida e a avaliação do veículo apreendido para reparação dos danos causados à sobrevivente do acidente.

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