Cidades

Condenado

Motorista embriagado que matou jovem é condenado a 11 anos na Capital

O crime aconteceu em 2022. Após a colisão violenta, o réu fugiu sem prestar socorro à vítima e foi localizado horas depois na rodovia MS-080, após o carro parar por falta de combustível.

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O colombiano Carlos Hugo Naranjo Alvarez, de 36 anos, foi condenado a 11 anos e 8 meses de reclusão, além de 6 meses de detenção, por provocar um acidente fatal no trânsito ao dirigir embriagado, em alta velocidade e avançar o sinal vermelho no cruzamento da Avenida Salgado Filho com a Rua Guia Lopes, no Bairro Amambaí, em Campo Grande.

A sentença foi proferida nesta terça-feira (19), pela 1ª Vara do Tribunal do Júri.

O caso aconteceu em 28 de fevereiro de 2022 e terminou com a morte do jovem Matheus Frota da Rocha, que conduzia uma motocicleta no momento da colisão. Uma mulher que estava na garupa também ficou gravemente ferida e sobreviveu ao acidente com sequelas permanentes.

Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), o réu havia consumido grande quantidade de bebida alcoólica em uma casa noturna antes de assumir a direção de um Mercedes-Benz C-180.

Mesmo sob efeito de álcool, ele passou a dirigir de forma perigosa e em alta velocidade pelas ruas da Capital.

Ao chegar no cruzamento da Avenida Salgado Filho com a Rua Guia Lopes, Carlos Hugo desrespeitou o sinal vermelho do semáforo e atingiu violentamente a motocicleta ocupada pelas vítimas. O impacto foi tão forte que Matheus morreu ainda no local.

Conforme os autos, uma das pernas da vítima foi arrancada devido à violência da colisão. A passageira da moto sofreu ferimentos gravíssimos, incluindo deformidade permanente e risco de morte.

Após o acidente, o motorista fugiu sem prestar socorro às vítimas. Horas depois, ele foi localizado na rodovia MS-080, depois que o veículo apresentou pane por falta de combustível. O teste de alcoolemia confirmou que ele estava embriagado.

Durante o julgamento, realizado pelo Tribunal do Júri, o promotor de Justiça José Arturo Iunes Bobadilla Garcia sustentou a tese de dolo eventual, quando o autor assume o risco de matar.

O Ministério Público argumentou que o acusado, ao dirigir alcoolizado, em alta velocidade e avançando o sinal vermelho, assumiu conscientemente a possibilidade de provocar mortes e ferimentos graves.

O Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese do MPMS e reconheceu a autoria e materialidade dos crimes.

A condenação inclui:

  • 7 anos de reclusão por homicídio doloso simples;
  • 4 anos e 8 meses por tentativa de homicídio doloso simples contra a sobrevivente;
  • 6 meses de detenção por dirigir sob efeito de álcool.

As penas somadas resultaram em 11 anos e 8 meses de prisão em regime inicial fechado, além da suspensão do direito de dirigir por cinco anos.

O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida também determinou a prisão imediata do réu. A decisão ainda manteve a destinação dos valores da fiança recolhida e a avaliação do veículo apreendido para reparação dos danos causados à sobrevivente do acidente.

Campo Grande

Câmara aprova cota para moradias populares destinadas a mães de filhos com deficiência

O projeto de lei foi aprovado durante sessão desta quinta-feira (21) e reserva 5% das moradias para as mães atípicas

21/05/2026 16h45

Projeto foi aprovado em votação na sessão ordinária desta quinta-feira (21)

Projeto foi aprovado em votação na sessão ordinária desta quinta-feira (21) FOTO: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Os vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande votaram na manhã desta quinta-feira (21) um projeto de lei que reserva parte das moradias populares para mães responsáveis por crianças com deficiência ou com transtornos de desenvolvimento. 

O Projeto de Lei 12.353/26 é de autoria do vereador Wilson Lands (Avante) e propõe destinar uma cota de 5% das moradias de programas habitacionais municipais para as mães atípicas. 

De acordo com a proposta, "famílias que possuem crianças com deficiência ou transtornos do neurodesenvolvimento enfrentam desafios adicionais, tanto no aspecto financeiro quanto na organização da rotina familiar, demandando maior acesso a serviços de saúde, educação e assistência social”.

Lands afirmou que o projeto visa priorizar mães cuja realidade necessita de mais atenção do poder público. 

"São mães que enfrentam, todos os dias, uma rotina intensa de cuidados, tratamentos, terapias, consultas, acompanhamento escolar e inúmeras responsabilidades que exigem tempo, estrutura emocional e condições materiais. Para essas famílias, a moradia não é apenas um teto, mas segurança, estabilidade, dignidade e condições mínimas para que a criança possa se desenvolver com mais qualidade de vida", disse na tribuna. 

Ele ainda explicou que o projeto não tem o objetivo de criar "privilégios", mas sim, reconhecer a vulnerabilidade dessas mães, respeitando os critérios socioeconôimicos dos porogramas habitacionais, bem como a disponibilidade orçamentária, a legislação vigente e autonomia do poder executivo. 

Assim, 5% das moradias construídas pelo Município serão destinadas à famílias chefiadas por essas mães, "garantindo equilibrio, responsabilidade técnica e adequação às normas dos programas habitacionais". 

"Não estamos falando de vantagem indevida, mas de justiça social. Estamos falando de mães que lutam diariamente pelos seus filhos e precisam encontrar no poder público não um obstáculo, mas um apoio", afirmou Lands. 

De acordo com dados da Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha), em 2025 foram entregues, em média 200 casas populares. 

Em 2026, estão previstos projetos para construção de mais 402 novas moradias. Os projetos contemplam o Residencial Zélia Gattai, no Jardim Tarumã, com 160 unidades; o Residencial Leblon, no Jardim Leblon, com 190 moradias; e o Residencial Nelson Moreira, no Serraville, com 52 unidades. 

Ainda está prevista a construção de mais 1.264 casas na região das Moreninhas contemplando, pelo menos, 3,2 mil moradores, através do Habita +CG, como publicado no Diário Oficial de Campo Grande no início do mês de maio. 

Saúde

Santa Casa superlotada gera revolta de pacientes em Campo Grande

Pacientes relatam espera de horas, falta de prioridade para idosos e atendimento improvisado em corredores; denúncias foram feitas ao Correio do Estado

21/05/2026 16h32

Santa Casa de Campo Grande

Santa Casa de Campo Grande Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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A superlotação na Santa Casa de Campo Grande voltou a gerar reclamações de pacientes atendidos pelo SUS.

Na manhã desta quinta-feira (21), usuários relataram ao Correio do Estado demora excessiva nos atendimentos, falta de organização interna, ausência de prioridade para idosos e pacientes acomodados em macas nos corredores da unidade hospitalar.

Os relatos ocorrem no mesmo dia em que o hospital divulgou boletim de transparência apontando lotação acima da capacidade em diversos setores.

De acordo com os dados divulgados às 7h, a área verde do pronto-socorro adulto operava com taxa de ocupação de 728%, enquanto a área vermelha registrava 266% de ocupação. Já o Centro Obstétrico apresentava 200% de lotação.

Um paciente, que preferiu não se identificar, contou à reportagem que chegou ao hospital por volta das 6h30 para um procedimento agendado, mas só foi encaminhado ao atendimento médico às 9h.

“Não foi só um atraso, foi falta de comprometimento. Quando a gente atrasa, precisa esperar muito para reagendar, mas quando é o hospital, parece que o paciente precisa aceitar. Toda vez que venho fazer procedimento é assim, um descaso”, afirmou ao Correio do Estado.

Segundo o relato, além da demora no atendimento, pacientes idosos não estariam recebendo prioridade adequada, enquanto outros aguardavam atendimento em macas espalhadas pelos corredores da unidade.

Outro paciente ouvido pela reportagem também criticou a desorganização no fluxo de atendimento. Conforme o relato, pacientes aguardavam por horas sem informações precisas sobre consultas e procedimentos.

“Você espera ser chamado pela senha, depois é encaminhado para outra recepção. Cheguei às 6h20 para minha consulta e só me chamaram às 9:30h. Conversando com outras pessoas, tinha paciente que chegou às 6h e até às 9h o médico ainda não tinha chegado”, relatou.

Ainda segundo o paciente, a situação mais preocupante era a presença constante de pessoas internadas em corredores devido à falta de leitos disponíveis.

“Da recepção já dá para ver pacientes em macas no corredor por falta de quartos. A sensação é de total desorganização”, disse o usuário da unidade hospitalar.

A situação relatada pelos pacientes coincide com os números divulgados pela própria Santa Casa.

O levantamento mostra ainda que o pronto-socorro pediátrico também operava acima da capacidade, especialmente na área verde, que registrava ocupação de 157%.

O hospital informou ainda que havia 629 pacientes internados pelo SUS na unidade nesta quinta-feira (21), além de 26 pacientes na pré-ortopedia.

Apesar do cenário de superlotação apontado oficialmente, os pacientes afirmam que a demora, a falta de comunicação e a dificuldade na organização do fluxo interno acabam agravando ainda mais o sofrimento de quem busca atendimento médico.

Números divulgados pela Santa Casa nesta quinta-feira (21)

Pronto-Socorro Adulto - Área Vermelha

  • 6 leitos contratados
  • 16 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 266%

Pronto-Socorro Adulto - Área Verde

  • 7 leitos contratados
  • 51 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 728%

Pronto-Socorro Pediátrico - Área Vermelha

  • 3 leitos contratados
  • 2 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 66%

Pronto-Socorro Pediátrico - Área Verde

  • 7 leitos contratados
  • 11 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 157%

Centro Obstétrico - SUS

  • 5 leitos contratados
  • 10 pacientes em ocupação
  • Taxa de ocupação de 200%

Pacientes na Pré-Ortopedia

  • 26 pacientes

Total de pacientes internados pelo SUS

  • 629 pacientes internados

Posicionamento da Santa Casa

Em nota encaminhada ao Correio do Estado, a Santa Casa de Campo Grande afirmou que a superlotação é um problema histórico e sistêmico enfrentado pela unidade há anos.

Segundo o hospital, a instituição opera diariamente acima da capacidade instalada devido à insuficiência de leitos disponíveis na rede pública de saúde.

A Santa Casa destacou ainda que absorve atendimentos de baixa, média e alta complexidade, o que impacta diretamente na dinâmica hospitalar e contribui para o cenário de superlotação.

Conforme a unidade, o pronto-socorro recebe pacientes que não conseguem atendimento em outros locais e acabam sendo encaminhados ao hospital.

A Santa Casa ressaltou que presta assistência especializada a pacientes politraumatizados, cardiopatas e casos graves, mas também atende pacientes clínicos que poderiam ser direcionados para outras unidades de saúde.

“Esse fluxo contribui para o estrangulamento do sistema de saúde e reflete diretamente na superlotação”, informou a instituição.

O hospital também esclareceu que não há um único órgão responsável pela solução do problema.

Segundo a Santa Casa, a gestão plena da saúde no município é exercida pela Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável pela organização da rede, regulação de leitos e definição dos encaminhamentos dos pacientes.

A instituição acrescentou que os recursos financeiros da saúde são provenientes dos governos federal, estadual e municipal, mas cabe ao município coordenar o fluxo de atendimento.

“Portanto, a superlotação da Santa Casa é resultado de um problema sistêmico, que exige articulação entre diferentes níveis de gestão para garantir melhor distribuição dos casos e ampliar a capacidade de atendimento à população”, concluiu a nota.

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