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Aeroporto

Após a queda da ave do monumento "A praça dos Tuiuiús", Aena diz que estuda danos devido às chuvas

Além da queda do Tuiuiú no aeroporto, árvores derrubaram muros e quebraram telhados nos bairros de Campo Grande

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As chuvas e rajadas de vento registradas desde ontem (3), deixaram um rastro de destruição em Campo Grande.  Dentre os danos, a ave do monumento "A Praça dos Tuiuiús" no aeroporto caiu e a empresa responsável, a Aena, informou que enviou hoje (4), uma equipe técnica para levantar os prejuízos.

"Foram registrados danos na Praça dos Tuiuiús, à frente do Aeroporto de Campo Grande. No estacionamento, uma árvore caiu atingindo alguns veículos. No terminal de passageiros, foram registrados pontos de vazamento de água. A Aena assumiu a gestão do aeroporto no dia 13 de outubro e estuda as manutenções necessárias para reparar os problemas causados pelas chuvas. Os reparos da praça também serão avaliados a partir desta segunda-feira", diz a nota da nova concessionária do aeroporto de Campo Grande. 

De acordo com o levantamento do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), choveu 103,8 mm em Campo Grande, nas últimas 24 horas.

Já segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as rajadas de vento variaram de 40 a 60 km/h. No domingo (3), quando houve a mudança de tempo, os ventos chegaram a 57 km/h, na Capital.

Confira o acumulado de chuvas nos municípios:

Cabe destacar que conforme noticiado pelo Correio do Estado, o vendaval provocou a quedas de árvores e de galhos, que danificaram telhados, muros e veículos nos bairros  Jardim Imá, Vila Almeida e na região da Avenida Duque de Caxias.

Também houve a queda de energia nos bairros Taveiropólis, Monte Castelo e Jardim Imá. No escuro, por mais de 4 horas, os moradores relataram que a energia só foi reestabelecida por volta das 19h de ontem. 

Previsão meteorológica

O Inmet divulgou hoje (4), um alerta de 'Riscos Potenciais' em Mato Grosso do Sul. Pode chover entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h), e queda de granizo. Há baixo risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de galhos de árvores e de alagamentos. O alerta términa às 10h, desta terça-feira (5).

Por fim, o meteorologista da Uniderp, Natalio Abraão,aponta que em Campo Grande já choveu 27% do esperado para o mês de dezembro. São esperadas chuvas entre 206,5mm e 225,0mm.

Sobre o acumulado de chuvas, nas últimas 24h, nos bairros de Campo Grande, choveu 70,0mm na região do Carandá Bosque; 60,0mm na região do Panamá; 59,0mm na região da Vila Santa Luzia e museu; na região da Embrapa 59,4mm.

Falta de energia

Em nota, a Energisa informou que a chuva, com ventania, em Campo Grande,  trouxe ocorrências pontuais na cidade e que as equipes da concessionária estão em atendimento às chamadas,  para o restabelecimento de forma segura, o mais rápido possível.

"A Energisa alerta que, diante de situações de temporais, pode haver curto-circuito e rompimento de cabos que, ao cair ao solo, podem estar energizados. Mantenha a distância e acione a Energisa.". 

Os canais de atendimento da Energisa, são: O call center: 0800 722 7272, pelo site:energisa.com.br, via WhatsApp Gisa: (67) 99980-0698 ou pelo aplicativo Energisa On.

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DOURADOS

MP quer saber se vereadores fiscalizaram reforma milionária da Câmara em MS

Espaço começou a ser revitalizado em 2023, mas obra passou por diversas paralisações e recebeu nova ofensiva do órgão

18/02/2026 09h00

Enquanto a sede oficial segue esperando reforma, sessões da Câmara de Dourados acontecem em espaço alugado em shopping

Enquanto a sede oficial segue esperando reforma, sessões da Câmara de Dourados acontecem em espaço alugado em shopping Franciele Grott/CMD

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O Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma nova ofensiva sobre a polêmica reforma e ampliação da Câmara Municipal de Dourados, desta vez, para apurar a atuação dos vereadores quanto à fiscalização da obra, que começou há quase três anos e sofre com constantes paralisações, suspensões e atrasos desde então.

No dia 5, foi instaurado um procedimento administrativo pelo órgão para “fiscalizar a atuação da atual Mesa Diretora da Câmara Municipal de Dourados quanto ao adequado destino da obra/ampliação da sede do Poder Legislativo municipal, no intuito de assegurar a adoção das providências técnicas, administrativas e legais necessárias, de modo a garantir a transparência dos atos e proteção do interesse público”.

Assinado pelo promotor Luiz Eduardo Sant’Anna Pinheiro, o documento lista diversos argumentos que culminaram na instauração do instrumento. Inclusive, um deles cita uma das funções obrigatórias dos parlamentares referente ao que acontece na sede do Poder Legislativo, especialmente ao envolver recursos públicos.

“A Mesa Diretora, na qualidade de órgão de cúpula da Câmara Municipal, detém a responsabilidade primária pela gestão patrimonial e contratual do Poder Legislativo, não podendo se eximir de sua obrigação de deliberar sobre questões estratégicas que afetam diretamente o patrimônio público e a aplicação de recursos, sendo sua omissão passível de responsabilização funcional, civil e administrativa”, pontua no decorrer da decisão.

Ademais, o promotor diz que há necessidade de informações mais claras acerca da atuação dos vereadores quanto ao destino da obra e seu futuro, sendo preciso apresentar um planejamento para que o impasse da reforma seja resolvido, já que a obra completará em abril um ano sem novas movimentações, desde sua suspensão.

Atualmente, a Câmara Municipal de Dourados conta com 21 vereadores na Mesa Diretora, sendo presidida pela parlamentar Liandra da Saúde (PSDB) e tendo o vereador Inspetor Cabral (PSD) como vice.

Os vereadores Rogério Yuri (PSDB) e Márcio Pudim (PSDB) são o primeiro e segundo-secretário, respectivamente.

AUDITORIA

Em outubro do ano passado, a empresa Maciel Assessores foi contratada pela Câmara para realizar uma auditoria técnica e contratual sobre a obra de ampliação e reforma da sede da Casa de Leis. Na conclusão, a responsável pela análise disse que foram encontradas algumas falhas.

Um dos principais defeitos identificados foi referente ao Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndio (PPCI), que teria sido projetado “sem rotas de fuga independentes e utiliza as circulações internas do prédio existente para evacuação”, o que contraria a instrução técnica do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) de número 9077, que estabelece os requisitos técnicos para o projeto, dimensionamento e cálculo de saídas de emergência em edificações.

No fim, a empresa recomendou que fosse aplicado um termo aditivo no contrato incluindo os seguintes itens: elaboração e aprovação formal do projeto executivo de reforço estrutural; revisão integral dos projetos de PPCI e acessibilidade; reprogramação do cronograma físico-financeiro; e realização de ensaios técnicos complementares.

Ainda segundo a auditoria, o impacto financeiro estimado para as adequações técnicas e de projeto situa-se entre 5% e 8% do valor contratual.

“Em síntese conclusiva, não se identificaram irregularidades de preço ou medições indevidas, mas sim deficiências de projeto, falhas de formalização e lacunas de fiscalização que comprometem a segurança estrutural e a regularidade administrativa da obra. A fiscalização deverá atuar preventivamente, com registro documental contínuo e emissão tempestiva de comunicações formais”, conclui.

Dias depois, o relatório da auditoria inspirou o parecer administrativo da Câmara que tratou sobre as providências cabíveis a serem tomadas e, agora, a nova ofensiva do MPMS.

NOVELA

Segundo o site oficial da Câmara, apenas 24,15% das obras foram executadas até março do ano passado, quando o cronograma contratual exigia entre 64% e 72% de avanço.

Tudo começou em 2022, quando a primeira licitação foi anulada pelo MPMS por uso de documentos falsos pela empresa vencedora. À época, o MPMS já alertava para indícios de sobrepreço: estudos técnicos apontavam que a estrutura metálica elevava o custo em R$ 4,3 milhões em relação ao custo do concreto armado.

Depois de dois meses de execução, a Casa suspendeu os serviços e cancelou o processo licitatório realizado anteriormente, após a Procuradoria Jurídica da Câmara concluir processo administrativo aberto para apurar notícia de suposta falsidade dos documentos que compuseram o atestado de capacidade técnica da empresa vencedora do antigo certame, a Projetando Engenharia & Arquitetura Eireli.

A última contratada, a Concresul Engenharia, assumiu a obra em abril de 2024 com a promessa de conclusão em 12 meses, mas repetiu o padrão de baixa efetividade que marcou gestões anteriores. Com isso, o contrato da reforma foi rescindido novamente.

Vale lembrar que, desde julho de 2023, a Câmara Municipal de Dourados funciona em um espaço alugado no Shopping Avenida Center, justamente em razão da reforma e da ampliação do prédio onde se localizava.

*Saiba

Antes do procedimento administrativo, o MPMS acompanhava o caso de perto há dois anos. Em maio de 2024, o órgão instaurou um inquérito civil para “apurar eventuais irregularidades na condução do processo licitatório 072/2023/DL/CMD, edital nº 002/2023, que tem por objeto a reforma e ampliação da sede do Palácio Jaguaribe – Câmara Municipal de Dourados”. Desde então, o documento já soma mais de 1.400 páginas, com relatórios, manifestações e pareceres técnicos.

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TEMPO

Campo Grande já tem o fevereiro mais chuvoso dos últimos três anos

Até segunda-feira eram 172,6 milímetros acumulados no mês, volume superior ao registrado em janeiro, quando choveu 152,2 mm em Campo Grande

18/02/2026 08h40

Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Mesmo ainda na metade, este mês em Campo Grande já teve acúmulo de 172,6 milímetros de chuva segundo dados registrados até a segunda-feira. Isto coloca o mês de fevereiro deste ano como o mais chuvoso dos últimos três anos na Capital, e ainda há possibilidade de que ele consiga ultrapassar a marca de mais chuvoso desde 2017.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), até a segunda-feira o acumulado de precipitação em Campo Grande já era semelhante ao esperado para todo este mês, que segundo a média, é de 180 milímetros, e cujo registro era de 172,6 mm.

Esse valor já está próximo ao registrado no mês inteiro de fevereiro de 2023, quando o acumulado chegou a 242,2 mm.

E se a previsão do tempo se confirmar, já que há indicativo de manutenção das chuvas para os próximos dias, há a possibilidade de que este seja um dos fevereiros mais chuvosos dos últimos 10 anos. Até agora esse posto é de 2019, quando o acumulado no período foi de 251,4 mm.

Segundo a meteorologista do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec-MS), Valesca Fernandes, o maior acúmulo de chuvas deste ano em relação aos anos anteriores se dá porque este ano houve a formação de “zonas de convergências de umidade, que contribui com toda chuva”.

“Os modelos indicam mais probabilidade de chuva nas regiões norte, nordeste e noroeste do Estado, com acumulados que podem superar os 80 mm”, explicou a meteorologista sobre os próximos dias.

Apesar de o acúmulo de chuva esperado para os próximos dias não ser tão alto, ainda há probabilidade de chuva com pequenos acumulados para os dias seguintes deste mês na Capital. Para amanhã, há possibilidade de chuva de até 20 milímetros em Campo Grande, segundo indica a previsão.

Conforme o Inmet, na sexta-feira as chuvas devem aumentar em Campo Grande e há, inclusive, a possibilidade de queda de granizo na Capital. O calor, no entanto, continua forte durante toda essa semana, podendo chegar aos 38°C na sexta-feira, mesmo com a chuva.

FENÔMENOS CLIMÁTICOS

Atualmente o clima está sob influência do fenômeno La Niña, que é caracterizado pelo resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial e que na Região Centro-oeste costuma favorecer chuvas mais regulares e volumosas.

No entanto, esse fenômeno deve deixar de atuar em abril, o que pode novamente favorecer no retorno das secas.

Conforme a meteorologista do Cemtec-MS, há previsão de que a partir do segundo semestre deste ano haja o retorno do El Niño, fenômeno responsável pelo aumento considerável nas temperaturas em Mato Grosso do Sul.

“Sobre o El Niño, ele tem um impacto indireto aqui no Estado [em relação às chuvas]. Porém quando ele atua aqui no Estado, ele impacta na temperatura, favorecendo a ocorrência de ondas de calor e temperaturas acima da média. Há uma previsão do possível desenvolvimento do El Niño no trimestre de julho, agosto, setembro”, afirmou Valesca.

Volume de chuva aumentou e já ultrapassou os acumulados de fevereiro dos últimos anos na Capital - Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

Lembrando que nos últimos anos, Mato Grosso do Sul estava sob influência do El Niño, o que resultou em incêndios descontrolados no Pantanal, principalmente em 2024.

*Saiba

Aumento das chuvas também tem colaborado para que haja uma “epidemia” de buracos no asfalto de Campo Grande. Por causa disso, a prefeitura diz que intensificou o serviço de tapa-buraco.

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