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Chuva e rajada de vento de 57 km/h deixam rastro de destruição em Campo Grande

Caiu a ave do monumento "A praça dos Tuiuiús" no aeroporto; nos bairros houve queda de energia elétrica, árvores que derrubaram muros e quebraram telhados

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Rajadas de vento e chuva forte deixaram os campo-grandenses assustados nesta tarde (3), com um rastro de destruição. A ave do monumento "A Praça dos Tuiuiús" no aeroporto caiu e nos bairros Jardim Imá, Vila Almeida e na região da Avenida Duque de Caxias ocorreram quedas de árvores, danificando muros e telhados.

O dono de uma conveniência no Jardim Imá, Nilton Cezar da Silva Ajala, de 21 anos teve seu estabelecimento comercial e uma moto danificados pela queda de galhos, de uma árvore que está 'condenada'. Ainda segundo o comerciante, no dia 26 de outubro deste ano, ele já havia procurado a Prefeitura de Campo Grande para pedir a remoção da árvore.

"Já tínhamos pedido pra tirar a árvore justamente por este risco. O galho acertou minha moto, quebrou o telhado da conveniência. A ventania foi muito grande, um cciente ficou desesperado junto a mim. Me machuquei tentando salvar meus produtos e aparelhos da conveniência, pra não sair tanto assim no prejuízo", lamenta o comerciante.

Já na Rua Terezina, também no bairro Jardim Imá, uma árvore caiu em cima do muro de uma residência. A dona da casa não estava no momento, mas foi avisada pela vizinha.

“Sorte que não caiu nos meus bichinhos, assim que a vizinha me ligou eu vim direto pra casa”, conta a fisioterapeuta, Juliana que iria viajar para o Guarujá neste final de semana, mas que por um "pressentimento" decidiu ficar.

No bairro Monte Castelo e Taveiropólis houve a queda de energia elétrica. Já no bairro Vila Popular, que fica na região do aeroporto, foi registrado pico de energia. "Aqui não choveu muito, mas o vento foi bem forte. A luz chegou a piscar algumas vezes mas não acabou", conta o estudante, Alvaro Lima Ferreira, de 19 anos.

Nossa equipe de reportagem entrou em contato com a Aena Brasil, que é responsável pelo Aeroporto Internacional de Campo Grande, mas até o fechamento desta matéria não tivemos retorno sobre quando o monumento será consertado.

Confira os rastros de destruição:

Previsão meteorológica

O domingo havia amanhecido ensolarado em Campo Grande, neste domingo (3), com o termômetro marcando temperatura máxima de 34ºC, mas rapidamente o cenário mudou e a temperatura caiu para 25ºc, com sensação térmica de 21,1ºc, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Conforme o meteorologista da Uniderp, Natalio Abraão, o vento na região do aeroporto da Capital atingiu 57,41km/h, com rajadas contínuas durante 16 minutos. Além disso, nas primeiras horas desta tarde, foram registrados 1.360 raios e chuva de 13,2mm.

"Na região da Vila Progresso choveu 14,2mm; na região das Moreninhas 9,4mm; Aeroporto 5,0mm; Em Santa Rita do Pardo12,8mm; Itaquiraí 11,4mm; Água Clara 6,3mm; São Gabriel do Oeste14,0mm e Corumbá 2,6mm com possibilidade de chuva a noite", aponta Natalio Abraão.

Anteriormente, o Correio do Estado, já havia noticiado que o Inmet renovou o alerta de tempestade para os 79 municípios de Mato Grosso do Sul com previsão de chuva entre 20 e 50 mm (milímetros) em 24 horas, ventos intensos (de 40 a 60 km/h) e queda de granizo, raios e rajadas de vento.

Cabe destacar, que devido a tempestade com chuvas e vendavais, há o risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores e de alagamentos. O alerta termina às 9h de amanhã (4). 

Em caso de emergência, a população deve ligar para a Defesa Civil pelo 199 ou para o Corpo Militar de Bombeiros pelo 193. 

Falta de energia

Em nota, a Energisa informa que a chuva, com ventania, em Campo Grande,  trouxe ocorrências pontuais na cidade, sendo as de maior relevância no bairro Taveirópolis.

"Neste momento, equipes da concessionária estão em atendimento às chamadas,  para o restabelecimento de forma segura, o mais rápido possível. A Energisa alerta que, diante de situações de temporais, pode haver curto-circuito e rompimento de cabos que, ao cair ao solo, podem estar energizados. Mantenha a distância e acione a Energisa.". 

Os canais de atendimento da Energisa, são: O call center: 0800 722 7272, pelo site:energisa.com.br, via WhatsApp Gisa: (67) 99980-0698 ou pelo aplicativo Energisa On.

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Cidades

Helicóptero cai em Barueri, na Grande São Paulo

Sete pessoas estavam na aeronave, sendo duas crianças, duas mulheres e três homens, sendo um deles o piloto

20/02/2024 19h00

Reprodução: Globonews

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Um helicóptero caiu na tarde desta terça (20) em Barueri, na região metropolitana de São Paulo. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, sete pessoas estavam na aeronave.

Em suas redes sociais, os bombeiros inicialmente afirmaram que havia três pessoas no acidente. Uma delas, de acordo com publicação, foi socorrida com parada cardriorrespiratória para o Pronto-Socorro Engenho Novo. A corporação afirmou ter sido acionada por volta das 16h.

O piloto foi retirado preso nas ferragens e uma terceira pessoa, uma mulher, foi socorrida ao Pronto-Socorro Central com diversas fraturas nas costas e lesões na face.

Mais tarde, a corporação atualizou as informações e disse que, ao todo, havia sete pessoas no helicóptero, sendo duas crianças, que foram socorridas, sem ferimentos graves, duas mulheres, uma delas em parada cardiorrespiratória, que foi revertida, e três homens, sendo um deles o piloto, que foi levado com fratura no fêmur ao Hospital das Clínicas, em São Paulo, por um helicóptero da Polícia Militar.

De acordo com a Prefeitura de Barueri, as vítimas foram levadas para o Pronto-Socorro Central (Sameb), Pronto-Socorro do Engenho Novo e Pronto-Socorro Intermédica, em Barueri, além do HC em São Paulo.

As idades das crianças não foram informadas.

O acidente ocorreu em área urbana na avenida Marco, no bairro Chácaras Marco próximo a um supermercado.

Populares ajudaram no resgate da aeronave. Ainda não se sabe o que provocou a queda da aeronave, que teria batido em árvores, antes de se chocar com o chão.

Ao todo, nove viaturas dos bombeiros foram deslocadas ao local, além de dois helicóptero Águia, da Polícia Militar.

O helicóptero, modelo AS 350 B3 (esquilo), prefixo PR-ENT, tem seis assentos, com capacidade para cinco passageiros.

Segundo a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), ele está com situação de aeronavegabilidade normal, mas não pode fazer operações de táxi aéreo.

A aeronave, também de acordo com a Anac, pertence à Vortex Holding, com sede na cidade de São Paulo. A reportagem ligou para o telefone disponível nas informações da Junta Comercial de São Paulo, mas ninguém atendeu.

O Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) informou que investigadores do Seripa IV (Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), localizados em São Paulo, foram acionados, para realizar a ação inicial da ocorrência.

"A conclusão das investigações terá o menor prazo possível, dependendo sempre da complexidade de cada ocorrência e, ainda, da necessidade de descobrir os possíveis fatores contribuintes", disse a Força Aérea Brasileira, em nota.

Os acessos próximos ao local do acidente foram fechados por agentes de trânsito de Barueri na estrada dos Romeiros e na rua Tilápia, segundo a prefeitura.

Não há registros de imóveis atingidos com a queda do helicóptero, de acordo com a administração municipal.

Para o atendimento da ocorrência, foram acionados a Defesa Civil, Guarda Civil Municipal de Barueri e Defesa Social do município.

  

Segurança

Detran alerta população sobre cuidados na condução de bicicletas elétricas

Tanto no caso de bicicletas convencionais como elétricas, a recomendação é que o ciclista faça uso de equipamentos de segurança

20/02/2024 19h00

Por meio da Resolução 966, do Cotran de 2023, classificou como ciclomotores: bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos Crédito: Freepik

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O Departamento de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) reforçou cuidados básicos que a população deve ter ao usar bicicletas elétricas, tanto os locais corretos para trafegar quanto relativos a equipamentos de segurança.

Na segunda-feira (19), o motociclista Emerson de Jesus Antunes Braga, de 35 anos, morreu após se envolver em um acidente com uma bicicleta elétrica, na Avenida Euler de Azevedo. 

Por meio da Resolução 966, do Cotran de 2023, passou a classifcar como ciclomotores: bicicletas elétricas e equipamentos de mobilidade individual autopropelidos. Além disso, determina o uso de equipamentos de segurança para condução deste tipo de veículo. 

Tanto no caso de bicicletas convencionais como elétricas, a recomendação é que o ciclista faça uso de equipamentos se segurança como:

  • Capacete de ciclista
  • Luvas
  • Óculos de proteção

Com relação aos locais adequados de circulação segue sendo a ciclovia ou ciclofaixa. Caso a pista não ofereça nenhuma das opções, o condutor deve se manter no canto da pista sempre no sentido de circulação dos outros veículos. 

Os proprietários de ciclomotores devem registrar o veículo por meio do Certificado de Adequação a Legislação de Trânsito (CAT), que irá apontar dados referentes a marca, modelo e versão. Os condutores que ainda não realizaram o registro tem até dezembro de 2025 para regularizar a situação. Após este período, conforme determinado pela legislação, não poderão mais circular em via pública. 

Entenda a diferença

Os ciclomotores (bicicleta elétrica) possuem até 400 wats de potência e a velocidade máxima que conseguem atingir é de até 50 km/h. Para conduzir esse tipo de veículo o condutor precisa possuir CNH ou a Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC). Os cuidados de segurança são uso de capacete de motocicleta. 

Para a gestora de atividades de trânsido do Detran-MS Elijane Coelho, a população precisa aprender a diferenciar os tipos de veículos elétricos de duas rodas.  

 “Os veículos podem ter pedal, ter uma baixa potência, mas se possui acelerador manual, são ciclomotores. Essa é a grande dúvida dos condutores, muitos desses ciclomotores são oferecidos como bicicletas elétricas ou autopropelidos, mas não são”, explica Elijane.

Outro veículo que ficou muito comum nas ruas de Campo Grande é o autopropelido, ou como popularmente são conhecidos overboards, scooters e similares. A velocidade máxima pode chegar até 32 km/h.

Alguns são semelhantes às bicicletas elétricas e ciclomotores, apresentando distinções em suas características como a distância entre uma roda e outra que pode variar de até 130 cm, enquanto a largura do guidão possui medidas de até 70cm. Esse tipo de condução pode chegar até 1000 wats de potência.

Para conduzir esse veículo não é necessária a Carteira de Habilitação, no entanto, para segurança do usuário a determinação é que faça uso de capacete de ciclista, luvas e óculos de proteção. Com relação à circulação deve fazer uso de ciclovia e ciclofaixas dentro do limite de velocidade determinado para cada via. 

Caso não haja na via uma ou outra, a recomendação segue sendo conduzir no bordo da pista e no mesmo sentido de direção dos outros veículos.

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