Cidades

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Classic de "cara" nova

Classic de "cara" nova

Redação

09/04/2010 - 20h39
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Paulo Cruz, São Paulo

 

O crescimento da economia brasileira tem feito com que cada vez mais pessoas tenham acesso ao carro novo. E quem se destaca neste panorama são os modelos de entrada, os chamados populares, que custam menos de R$ 30 mil e respondem por mais de 70% das vendas.

Com números tão favoráveis, nenhuma montadora quer ficar de fora desse filão e tratam de dar opções ao emergente comprador de carros zero.

Um desses, e que já superou a marca de um milhão de unidades vendidas, é o veterano Corsa Classic, que tem 14 anos de vida e passa agora por uma bem-vinda plástica.

O modelo 2011 do pequeno sedã da Chevrolet ficou parecido com o chinês Sail, que já saiu de linha e contava com opcionais como airbag duplo e ar-condicionado digital, não disponíveis no modelo brasileiro. Na dianteira o Classic 2011 apresenta faróis semelhantes aos do Corsa, o capô apresenta vincos mais protuberantes e o parachoque foi redesenhado. A grade frontal também mudou e agora ostenta o emblema da montadora por cima de um friso transversal, como no Agile.

Já a traseira ganhou novas lanternas que avançam sobre o porta-malas lembrando o Corolla brasileiro da década de 90. Frisos e piscas laterais, assim como maçanetas e retrovisores na cor do carro também são novidades. Por fora, o modelo apresenta um visual mais moderno, o que não se repete na parte interna, onde não há qualquer novidade. No conjunto, o Classic mantém uma aparência antiga.

O modelo sofreu reajuste de preço e ficou R$ 1,6 mil mais caro, partindo agora de R$ 28.294. Comercializado apenas em uma versão, a LS, o sedã conta com cinco configurações disponíveis. De fábrica o modelo sai "pelado", com itens básicos como desembaçador do vidro traseiro e vidros verdes. Entre os opcionais estão ar-condicionado, direção hidráulica, vidros dianteiros e travas elétricos, alarme, e outros que podem elevar o preço do modelo a R$ 34.534. Há ainda o kit "Estilo", que traz faróis com máscara negra, protetor de soleira, rodas de alumínio aros 13 e 14 polegadas e ainda lâmpada azul – Blue Vision – para o farol e faróis auxiliares.

 

O mesmo motor

Líder do mercado de sedãs pequenos por 10 anos desde 1996, o Classic conta com o veterano motor VHCE do Corsa de 1994 que, ao longo dos anos, sofreu reconfigurações. A última, de 2009, deixou o propulsor 1.0 Flexpower mais potente. É capaz de desenvolver 78 cv com etanol e 77 cv com gasolina, e contando com torque máximo de 9,7 kgfm e 9,5 kgfm, respectivamente.

Em 2009, foram emplacadas 108.434 unidades do Classic, o correspondente a pouco mais de 1/3 do mercado de sedãs de mil cilindradas. Um recorde do modelo que tem história para contar. Até hoje, o Chevrolet Classic é o segundo modelo de três volumes mais vendido na história do país. Em breve será o primeiro, quando ultrapassar o Chevrolet Chevette, que vendeu no total 1.065 milhão de unidades, 50 mil a mais que o Classic. A expectativa da montadora é comercializar 11 mil unidades do modelo por mês, número 20% superior. Atualmente o veterano sedã é produzido nas fábricas de São Caetano do Sul e São José dos Campos, em São Paulo, e na planta de Rosario, na Argentina.

Ministério Público

MP investiga plano de saúde por punir médicos que indicaram cirurgia para paciente idosa

De acordo com a cooperativa, os médicos indicaram uma cirurgia que não possuía cobertura pelo plano

12/03/2026 16h45

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP

UNIMED tem 15 dias para apresentar esclarecimentos ao MP FOTO: Gerson Olivera/Correio do Estado

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O Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul (MPMS) abriu uma investigação para apurar se a cooperativa UNIMED puniu de forma indevida médicos que indicaram um procedimento considerado necessário para uma paciente idosa. 

A investigação começou após a paciente de 82 anos, que possui várias comorbidades, ser indicada a realizar um procedimento médico cardíaco após avaliação clínica e cardiovascular. 

Os dois médicos teriam recomendado que a idosa realizasse a Troca Valvar Aórtica por via Transcateter (TAVI), um procedimento minimamente invasivo usado para tratar problemas graves na válvula do coração. 

Segundo os profissionais, essa era a alternativa mais segura, já que a cirurgia tradicional apresentava alto risco de mortalidade para a paciente. 

Após a indicação médica, a operadora do plano de saúde negou a cobertura do procedimento, alegando que o TAVI não estaria incluído no rol mínimo de procedimentos obrigatórios definido pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). 

Diante da negativa da UNIMED, a família da paciente recorreu à Justiça, que concedeu uma liminar autorizando a realização do procedimento, que foi realizado com sucesso. 

No entanto, mais tarde, os dois médicos que indicaram a cirurgia foram alvo de processo administrativo disciplinar dentro da própria cooperativa médica, acusados de solicitar um procedimento que não estaria coberto pelo plano. 

Como resultado, receberam advertência confidencial. Em um dos casos, uma médica cardiologista ainda foi punida com a determinação de ressarcir o valor total da cirurgia, que ultrapassou R$ 140 mil. 

Os médicos afirmaram que agiram de acordo com o Código de Ética Médica e que informaram à paciente e à família sobre todas as opções de tratamento, riscos e custos envolvidos. 

Eles também argumentaram que não incentivaram a judicialização do caso e que a decisão de acionar à Justiça foi tomada exclusivamente pela família após a negativa da UNIMED. 

Também questionaram a forma como o processo disciplinar aconteceu, alegando haver tratamento desigual, já que ambos participaram da indicação do procedimento, mas receberam punições diferentes. 

Em decisão, o Superior Tribunal de Justiça entendeu que os procedimentos indicados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) não devem ser vistos como limitação absoluta, servindo como referência mínima e não pode impedir um tratamento necessário quando há prescrição médica fundamentada e comprovação científica da eficácia do tratamento.

Assim, regras internas de cooperativas não podem se sobrepor a garantias constitucionais de proteção à saúde e aos direitos do consumidor. 

Com a abertura do Inquérito Civil, a Promotoria de Justiça do Consumidor quer verificar se houve prática abusiva por parte da operadora, especialmente em relação à punição dos médicos. 

A investigação busca, ainda, avaliar se regras internas da operadora podem ter sido usadas de forma indevida para restringir tratamentos médicos ou penalizar profissionais que agiram com base em critérios técnicos.

A empresa foi notificada e deverá apresentar esclarecimentos ao Ministério Público em até 15 dias. 


 

PURGATIO

Municípios de MS são alvos de operação que combate contrabando de agrotóxicos

Os produtos eram transportados do Paraguai e foram apreendidos em Campo Grande, Maracaju e Miranda

12/03/2026 16h16

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Nesta quintafeira (12), foi deflagrada a Operação Purgatio para combater o contrabando de agrotóxicos vindos do Paraguai. A ação teve o intuito de fiscalizar e repreender os crimes ambientais e a entrada irregular de produtos que representam risco à saúde pública e ao meio ambiente.

A Operação Purgatio foi realizada de forma conjunta pela Receita Federal, a Polícia Federal (PF) e o Ibama. Durante a ação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços vinculados a pessoas físicas e jurídicas em Campo Grande, Miranda e Maracaju.

As equipes apreenderam mídias eletrônicas, documentos, bens utilizados para a prática do ilícito, uma quantidade significativa de agrotóxicos irregulares, além de uma lancha que estava no local. A comercialização e uso destes produtos são proibidos no País.

Em nota, a Receita Federal "reforça o trabalho integrado dos órgãos participantes para enfrentar práticas criminosas que colocam em risco a segurança da população, a economia e o patrimônio ambiental, garantindo a responsabilização dos envolvidos e a proteção dos recursos naturais".

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