Nas farmácias de Campo Grande, clientes admitem fazer uso de medicamentos sem consultar um médico. Os antigripais e analgésicos são os mais citados pelos consumidores, que, inclusive, não acreditam que tais remédios podem ter efeitos colaterais, se usados sem recomendação.
A arquiteta Patrícia Mendonça, 24 anos, afirma nunca ter comprado antibióticos ou antinflamatórios sem ir ao médico, mas confirma que já consumiu relaxantes musculares e remédios que agem contra dores de cabeça sem consultar o profissional. “Acho que não tem problema. Não dá também para ir ao médico toda vez que a gente sente um dorzinha de cabeça. Mas, é aquela coisa se os sintomas persistirem, o certo é ir ao médico”.
O motorista Itami Alves, 59 anos, admite que já tomou algumas vezes medicamentos recomendados por farmacêuticos. “Hoje não faço mais isso, sei que pode dar problema para a saúde da gente. Ainda mais quando a gente vai ficando mais velho”.
Beatriz Mendonça, 57 anos, afirma que compra medicamentos sem receita, mas somente os que foram receitados alguma vez a ela por um médico. “As vezes você volta a ter o mesmo problema, aí você repete o remédio sem receita. Mas, nunca tomei remédio por indicação de terceiros”.
O aposentado João Quirino, 67 anos, foi o único que disse à reportagem que é “radicalmente contra” à automedicação. “Não tomo, nada, nada, nada sem receito. Se pego resfriado, tenho dor de cabeça, coisas simples, prefiro os tratamentos naturais, coisas caseiras. Minha idade não permite abusos”.



