Cidades

CAMPO GRANDE

Clínica do 'médico influencer' é alvo do Procon, CRM e Vigilância Sanitária em MS

Estabelecimento foi alvo por suspeita de venda casada, além de medicamentos vencidos encontrados e alvarás vencidos sem protocolo de renovação

Médico influencer conhecido pela relação próxima com famosos, foi alvo de ação da Vigilância Sanitária, da Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor (Procon) e do Conselho Regional de Medicina (CRM) nesta quinta-feira (14),

Médico influencer conhecido pela relação próxima com famosos, foi alvo de ação da Vigilância Sanitária, da Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor (Procon) e do Conselho Regional de Medicina (CRM) nesta quinta-feira (14), - Marcelo Victor/Correio do Estado

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Localizada na Rua Joaquim Murtinho, em Campo Grande, a Clínica Canela, do médico influencer conhecido pela relação próxima com famosos, foi alvo de ação da Vigilância Sanitária, da Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor (Procon) e do Conselho Regional de Medicina (CRM) nesta quinta-feira (14), que apuram irregularidades que vão desde venda casada até alvarás e medicamentos vencidos. 

Conforme apuração in loco, somente os representantes do CRM já puderam identificar uma série de irregularidades antes mesmo da chegada da perícia, o que contempla, por exemplo: 

  • medicamentos antiarrítmicos vencidos; 
  • insumos faltantes no carrinho de emergência; 
  • prescrição de terapia hormonal de maneira inadequada;
  • publicidade que induz o paciente ao erro quanto a uma especialidade que a equipe clínica não possui.

Com demais casos ainda encaminhados para análise documento, também a Vigilância Sanitária esteve presente e foram responsáveis por encontrar medicamentos vencidos, além da verificação sobre a possível existência de dispensação e aquisição de produtos de forma irregular. 

Ainda, o local também foi alvo do Procon, presentes para a apuração sobre a questão da chamada venda casada, onde o consumidor acabava com um medicamento manipulado pela própria clínica, bem como sobre casos de publicidade enganosa e dos alvarás de localização e funcionamento que estariam vencidos sem apresentação, até o momento, de um protocolo de entrada para renovação.

"Na venda casada o consumidor não teria a livre escolha para definir onde vai comprar, efetivamente, o medicamento, tendo esse item manipulado pela clínica e acaba sendo tudo feito aqui no local. A Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon) veio porque medicamentos vencidos estão com os de uso da clínica, então a perícia foi acionada para fazer essa averiguação". ", esclarece o representante do Procon in loco. 

Com os depósitos armazenando medicamentos vencidos junto dos que ainda estavam dentro da validade, a fiscalização deve determinar ainda se haverá necessidade de interdição temporária do espaço, o que não foi confirmado até o momento. 

O que diz a Clínica?

Em nota, a Clínica Canela afirmou que segue colaborando com as investigações e que as fiscalizações ainda estão em andamento. 

Segundo a clínica, o local não realiza a fabricação, manipulação e rotulamento de medicamentos de forma irregular, bem como a comercialização dos fármacos de forma proibida. De forma pontual, afirmou ainda que "não há venda casada", e os pacientes são livres para escolher onde adquirir os medicamentos prescritos. 

Leia a nota completa na íntegra: 

A Clínica Canela informa que está colaborando integralmente com os órgãos competentes em procedimento de fiscalização ainda em andamento.

A instituição reforça que não fabrica, não manipula, não rotula e não comercializa medicamentos de forma irregular. Sua atuação é exclusivamente médica, com avaliação, acompanhamento e prescrição individualizada, quando indicada.

Não há venda casada. O paciente tem total liberdade para adquirir qualquer tratamento prescrito onde desejar, em estabelecimento regular de sua confiança.

Eventuais apontamentos administrativos ou operacionais estão sendo apurados internamente, com adoção imediata das medidas cabíveis e revisão dos protocolos internos.

A Clínica respeita o trabalho das autoridades, confia na apuração técnica dos fatos e reafirma seu compromisso com a ética, a segurança dos pacientes, a transparência e o cumprimento da legislação.

Polêmicas

Jonathas Canela faz parte do corpo médico da Clínica Canela, e já viralizou nas redes sociais entre passeios em helicópteros, viagens e pela vida luxuosa alcançada através dos tratamentos e atendimentos a personagens influentes e rendem uma relação próxima com famosos nacionais, como Neymar Pai e Rafaela Santos, que também teria sido paciente do médico.

Dono de uma Porsche, já foi responsável por promover passeios com donos de super máquinas em Campo Grande, uma vez que Jhonatas é tido como referência em tratamentos para emagrecimento saudável, saúde da mulher, hormonal e, principalmente, a terapia de injetáveis, conhecida como soroterapia, bem como as famosas canetas emagrecedoras. 

Porém, o outro lado da balança dos quase duzentos mil seguidores traz uma coleção de reclamações de pacientes, sendo que muitos já recorreram à Justiça e ao Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul (CRM-MS). 

Há cerca de um ano, porém, como bem acompanha o Correio do Estado, o Dr. Canela foi alvo de pacientes por suposto superfaturamento nos tratamentos emagrecedores, com queixas dos altos valores cobrados.

A Tirzepatida, por exemplo, medicamento usado para tratamento de diabetes, mas que começou a ser injetada para tratamento de obesidade, chegou a ser vendida à clínica pelo valor de R$2.300 o frasco, porém, uma ex-paciente contou que, quando queria fazer o tratamento com o médico na Clínica foi informada que "por dose seria mais caro". 

"Chegaram a me cobrar R$11.800 somente a dose, sem contar o restante dos procedimentos no tratamento", disse ela, expondo uma margem de lucro de 413% somente com a venda do medicamento.

Com casos de soros injetáveis que variavam entre "R$13 a R$18", vendidos no tratamento por R$800 até R$1.300, um lucro de mais de 6.000%, através de vídeos na própria rede social Jonathas já chegou a publicar alertas sobre medicamentos emagrecedores afirmando que “se não for essa caneta, é falsa!” e fazendo menção ao produto que é vendido exclusivamente em seu consultório. 

Inclusive, em sua própria receita o médico deixa claro que as medicações deveriam ser compradas exclusivamente na clínica, já que “esses produtos manipulados não se encontram no mercado na forma de especialidades farmacêuticas e os que são vendidos como especialidades farmacêuticas se encontram em dificuldade de compra”, conforme a imagem abaixo. 

Receituário médico apresentado por ex-paciente. 

Entre pacientes que afirmam que deixaram os tratamentos por causa dos valores abusivos, uma das atendidas chegou a processar a clínica, alegando que Jhonatas não teria levado em conta os problemas psiquiátricos dela e seus agravantes no procedimento.

Jhonatas Canela está inscrito no Conselho Nacional de Medicina, onde consta que não possui nenhuma especialidade médica registrada. Formado pela Universidade do Oeste Paulista, se formou em 2018 e, atualmente, é pós-graduando nas áreas que atua. 

No entanto, foi esclarecido ao Correio do Estado que o recomendado é que o médico seja especialista na área para prescrever e realizar tratamentos. A especialidade recomendada na aplicação de substâncias e tratamentos corporais é a endocrinologia, que atua diretamente nas condições de diabetes, obesidade e desequilíbrios hormonais. 

Jhonatas também se envolveu em polêmicas quando, em 2024, o Conselho Federal de Medicina se manifestou, em nota, sobre a decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de proibir a comercialização e uso de implantes de terapia hormonal manipulados em farmácias magistrais, conhecidos como "chip da beleza". 

*Matéria alterada às 13:17 para acréscimo do posicionamento da Clínica Canela

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DOURADOS

Mulher é encontrada morta em cima da cama e Polícia suspeita do filho da vítima

A Polícia Civil investiga o caso e trata como homicídio, já que a perícia constatou marcas de agressão na boca e nos olhos da mulher

14/05/2026 12h15

Casa de madeira, onde Maria de Lurdes morava com o marido e o filho

Casa de madeira, onde Maria de Lurdes morava com o marido e o filho Crédito: Osvaldo Duarte / Dourados News

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Na manhã desta quinta-feira (14), uma mulher de 56 anos, identificada como Maria de Lurdes Pereira Lopes Agueiro, foi encontrada morta, no distrito de Panambi, em Dourados. Inicialmente, o caso foi tratado como morte natural, porém, após perícia, os policiais civis levantaram a possibilidade de ter sido um homicídio, pois identificaram sinais de possível agressão no corpo da vítima.

No local, os policiais algemaram e levaram o filho da mulher, suspeito de ser o autor do homicídio. A mulher foi encontrada em cima da cama, dentro do quarto da residência, onde morava com o marido e o filho, que tem problemas mentais.

Maria de Lurdes apresentava diversos problemas de saúde. No entanto, foi descartada a hipótese de morte natural, já que a perícia técnica constatou lesões na região da boca e dos olhos da mulher, compatíveis com sinais de agressão.

Ainda de acordo com a perícia, há indícios de que a vítima possivelmente não morreu sobre a cama e que o corpo foi colocado no local após o ocorrido.

A Polícia Civil e a perícia científica seguem realizando levantamentos na residência para esclarecer as circunstâncias da morte. Caso seja confirmado, este pode ser o 13º caso de feminicídio em Mato Grosso do Sul. 

MATO GROSSO DO SUL

Instituto sem fins lucrativos recebe R$ 8 milhões da Fundesporte

Termo de colaboração tem vigência até maio de 2027 e prevê apoio financeiro para ações ligadas ao edital público da área esportiva

14/05/2026 11h45

Instituto desenvolve projetos ligados ao esporte, cidadania e inclusão social

Instituto desenvolve projetos ligados ao esporte, cidadania e inclusão social Divulgação

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A Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte) firmou um termo de colaboração de R$ 8.386.995,60 com o Instituto de Educação Desenvolvimento Humano e Institucional (IEDHI), organização sediada em Campo Grande. O extrato do acordo foi publicado no Diário Oficial do Estado desta semana.

Conforme o documento, a parceria tem como finalidade garantir apoio financeiro para a execução das ações previstas no projeto vinculado ao Edital de Chamamento Público nº 004/2026. O termo foi assinado no último dia 12 de maio e terá vigência até 12 de maio de 2027.

Do valor total previsto, o primeiro empenho registrado foi de R$ 2 milhões, conforme nota de empenho emitida pela Fundesporte. Os recursos são provenientes do Fundo de Investimentos Esportivos de Mato Grosso do Sul (FIE-MS).

O acordo foi celebrado entre a Fundesporte e o Instituto de Educação Desenvolvimento Humano e Institucional (IEDHI), entidade localizada na Avenida Major Gumercindo Bruno Borges, nº 269, na Vila Albuquerque, em Campo Grande.

Segundo informações institucionais divulgadas pela própria organização, o IEDHI atua como Organização da Sociedade Civil (OSC) voltada à promoção da cidadania e inclusão social, por meio de ações nas áreas de educação, esporte, cultura, assistência social e desenvolvimento humano.

Entre os projetos citados pela entidade estão iniciativas ligadas aos Jogos Escolares Brasileiros (JEBs) de 2024, incluindo etapas realizadas em Três Lagoas e João Pessoa (PB), além de atividades voltadas a adolescentes entre 15 e 17 anos.

O termo de colaboração tem amparo em legislações estaduais e federais que regulamentam parcerias entre o poder público e organizações da sociedade civil, incluindo a Lei Federal nº 13.019/2014, conhecida como Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil.

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