Cidades

SEM NENHUM CASO

"Colocaria uma bolha artificial se pudesse", diz prefeito de Figueirão

Município é o único que não tem casos da Covid-19 e prefeitura quer aumentar rastreamento da população para vírus não entrar na cidade

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Das 79 cidades de Mato Grosso do Sul, Figueirão é a única que não tem casos confirmados de coronavírus e nem sequer tem suspeitas da Covid-19 entre a população. Das duas únicas cidades que ainda não tinham casos, Japorã confirmou um nesta segunda-feira (27), entrando na lista de cidades com confirmações. 

Segundo o prefeito de Figueirão, Rogério Rodrigues Rosalin (PSDB), o município quer aprimorar e intensificar o monitoramento dos moradores que precisarem sair da cidade, para que não tragam o vírus de fora. 

“Se eu pudesse colocar uma bolha artificial eu colocaria, mas a gente está buscando uma solução [para manter Figueirão sem casos] e dentro de 10 dias a gente deve ter isso pronto”, disse ele ao Correio do Estado

A ideia é que a prefeitura tenha o controle do morador que saiu da cidade e o tempo que ficou fora, assim, quando ele voltar e passar pelas barreiras sanitárias a saúde dele definirá quais medidas serão tomadas. 

“A gente está pensando em um protocolo ainda. Se a pessoa tiver normal, ok, mas ela pode ser assintomática. São dúvidas que ainda não sabemos como lidar”, explicou 
Rodrigues. 

Conforme ele, outra medida que será tomada para que Figueirão continue sendo não tendo casos é aumentar a imunidade da população disponibilizando a vitamina D e um medicamento homeopático usado para prevenir a gripe para toda a cidade - medida que já é usada nas pessoas do grupo de risco da doença. 

“Tomamos essa atitude desde o começo da pandemia. São medicamentos baratos e que tem ajudado; não tem nenhuma comprovação científica, mas tem dado certo”, comentou ele, que gastou cerca de R$ 70 mil na compra dos medicamentos (R$ 20 mil na vitamina D e R$ 50 mil na dosagem única do medicamento homeopático).

Outras medidas como o uso de máscaras, proibição do consumo de bebidas alcoólicas em qualquer estabelecimento e do tereré também já foram tomadas. “A proibição da bebida diminuiu radicalmente as aglomerações; uma medida que teve impacto positivo [...] A população tem ajudado, mas ainda tem uns que saem fora da curva”, contou ele. 

Atualmente o Estado tem 21.802 casos confirmados da Covid-19 em 78 cidades sul-mato-grossenses. Além disso, são 319 mortes pelo vírus, em 48 municípios, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

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Lago do amor transborda e ambulância fica ilhada durante temporal em Campo Grande

Várias ruas se transformaram em rio durante a chuva e cidade permanece em alerta para tempestades

19/02/2026 18h50

Ambulância ficou ilhada ao tentar passar em alagamento na Costa e Silva

Ambulância ficou ilhada ao tentar passar em alagamento na Costa e Silva Foto: Reprodução

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A chuva que caiu em Campo Grande na tarde desta quinta-feira (19) foi rápida, mas de forte intensidade, o suficiente para causar alagamentos em diversos pontos da cidade, além do transbordamento do Lago do Amor.

A situação tem se tornado corriqueira em dias de chuvas intensas em Campo Grande e voltou a se repetir, com o lago transbordando e a água invadindo a Avenida Filinto Müller e paralisando o tráfego no local.

Outro ponto onde houve alagamento foi a Avenida Costa Silva, onde a água tomou conta das ruas e calçadas em um longo trecho.

Próximo a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na Avenida Costa e Silva, em frente ao Atacadão, uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) tentou passar pelo alagamento e acabou ilhada.

Os bombeiros foram acionados, mas não há informações se havia vítimas dentro da ambulância. 

A mesma situação ocorreu na Avenida Senador Antonio Mendes Canale, com a rua virando rio e água também invadindo calçadas.

Na Vila Nogueira, alguns moradores não conseguiram sair de casa, especialmente em trechos não pavimentados, onde além do alagamento, a correnteza estava forte.

De acordo com o meteorologista Natálio Abrahão, houve grande acumulado de chuva em várias regiões de Campo Grande no fim da tarde, sendo:

  • Jardim Panamá e Avenida Tamandaré - 16,2 mm
  • Santo Amaro - 13,4 mm
  • Centro - 10,2 mm
  • Coca-Cola - 9,6 mm
  • Shopping - 5,6 mm

 

Alerta para temporais

As chuvas têm sido frequentes na Capital desde o início do ano, sendo típicas de verão, que são precipitações fortes e rápidas.

Para esta sexta-feira e o fim de semana, Mato Grosso do Sul está em alerta para chuvas intensas e tempestades, com chance de grandes acumulados por dia, acompanhadas de rajadas de vento intensas, podendo ultrapassar os 100 km/h, e chances de granizo. 

Segundo o Centro de Monitoramento de Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), para esta sexta-feira (19) são esperadas pancadas de chuvas e aumento da nebulosidade ao longo do dia em diversas regiões.

Isso porque o aquecimento diurno e a disponibilidade de umidade na atmosfera tendem a favorecer a formação de instabilidades, especialmente na região centro-sul do Estado, podendo ocorrer chuvas com descargas elétricas e rajadas de vento na região.

Já nas regiões pantaneiras e sudoeste, as temperaturas tendem a continuar altas, podendo chegar a 38ºC, atrelados a baixos valores de umidade relativa do ar, entre 20% e 40%. 

No final de semana, a previsão indica tempo com sol e variação de nebulosidade ao longo dos dias, com condições favoráveis à pancadas de chuva típicas de verão, mas podendo ocorrer chuvas intensas e tempestades, com possibilidade de acumulados significativos, podendo ultrapassar os 40 milímetros em 24 horas. 

Na Capital, o final de semana deve ser de temperaturas amenas, com máxima de 30°C e previsão de chuva todos os dias até a próxima segunda-feira (23). 

INFECTADO

Em 10 dias, CCZ confirma segundo caso de raiva em morcego na Capital

O animal foi encontrado na região central de Campo Grande

19/02/2026 18h45

Em 2025, o CCZ registrou 11 casos de morcegos com o vírus da raiva em Campo Grande

Em 2025, o CCZ registrou 11 casos de morcegos com o vírus da raiva em Campo Grande Divulgação

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A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), por meio da Gerência de Controle de Zoonoses (CCZ), confirmou o segundo caso de morcego contaminado pelo vírus da raiva em Campo Grande. O animal foi recolhido na região central da cidade.

O primeiro caso de raiva no animal este ano foi registrado no dia 9 de fevereiro. Na ocasião, o bicho foi encontrado no quintal de uma residência no Bairro Vivendas do Bosque, após a moradora acionar o CCZ ao visualizar o morcego caído no chão.

Apesar dos perigos que o animal infectado pode causar, a equipe do CCZ diz que não há motivo para pânico, já que a presença de morcegos com o vírus em ambiente urbano é um fenômeno monitorado e previsto pelas autoridades de saúde. Em 2025, foram contabilizados 11 registros destes bichos com o vírus da raiva

A Sesau recomenda que a população siga algumas orientações, como:

  • jamais tocar em um morcego, esteja ele vivo ou morto. Se encontrar um em situação atípica (caído no chão, em paredes ou voando durante o dia), ele pode estar doente;
  • isolar o local. Caso encontre um morcego caído, tente isolar a área ou cobri-lo com um balde ou caixa para evitar o contato com pessoas e outros animais, mas nunca utilize as mãos diretamente;
  • manter a vacinação em dia. A maneira mais eficaz de proteger sua família é garantir que a vacina antirrábica de cães e gatos esteja rigorosamente atualizada. Eles são a principal ponte de transmissão para os humanos.
  • acione o CCZ ao avistar um animal nessas condições. A equipe realizará o recolhimento seguro para análise laboratorial

Canais de Atendimento

Para entrar em contato com o CCZ, o número do atendimento geral é o (67) 3313-5000. O órgão também tem o WhatsApp (67) 99142-5701. Os serviçoes estão disponíveis de segunda à sexta, das 7h às 17h (exceto feriados e pontos facultativos). 

Setor de recolhimento

Segunda à Sexta (7h às 17h): 2020-1801 ou 2020-1789
Plantão Noturno (17h às 21h): 2020-1794

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