Com cerca de 40 crianças diariamente nas UPAS e postos de saúde à espera de vagas em hospitais, a prefeitura de Campo Grande anunciou na manhã deste sábado (01) que a partir de segunda-feira vai contratar vagas em hospitais particulares para internação destas crianças.
“O objetivo é ampliar a capacidade de atendimento de pacientes em situação grave pelo sistema de saúde pública da Capital. Serão contratados novos leitos clínicos e de UTI para desafogar os hospitais que hoje são referência no atendimento para pacientes pediátricos com dengue e síndromes respiratórias”, explica nota enviada pela assessoria da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau).
“Reunidos com a Secretaria de Saúde e representante do Ministério Público, informamos que está tudo sob controle, será aberto esse chamamento para que esses leitos sejam disponibilizados ainda nesta semana. Estamos atentos e cuidando das nossas crianças”, afirmou a prefeita Adriane Lopes.
As vagas poderão ser oferecidas em todos os hospitais que se interessarem em firmar parceria com a prefeitura. De acordo com a Sesau, é comum que logo após o início das aulas haja um crescimento no número de atendimentos nas unidades de urgência e emergência, principalmente em crianças com sintomas respiratórios.
Entende-se que este aumento se dá pelo convívio com outras crianças nas escolas, ampliando as trocas de itens pessoais, associadas às variações de temperaturas comuns durante o verão, o que provoca o crescimento dos casos de resfriados e gripes nestes grupos.
Grande parte dos problemas respiratórios entre crianças está sendo provocada pelo vírus sincicial, conforme a assessoria da Sesau. Este vírus, quando atinge crianças de até um ano, exige internação com urgência e em determinados casos é necessária a internação em UTI.
DENGUE
Mas além dos problemas respiratórios, o aumento no números de infectados pela dengue também está provocando superlotação nas unidades de saúde. Desde o começo do ano foram notificados 1.400 casos suspeitos de dengue na Capital, número parecido com o mesmo período do ano passado.
Nos três primeiros meses do ano, 181 pessoas tiveram de ser internadas por causa da doença, conforme os dados oficiais. Porém, somente 14 destas internações ocorreram em março. O pico aconteceu em janeiro, com 105 internações. O restante, 62, em fevereiro. Apesar disso, a Sesau anunciou na última quarta-feira que a Capital está enfrentando epidemia de dengue.
O indicativo utilizado pela Saúde para indicar que a situação está se agravando é o número de atendimentos de pessoas com suspeita de dengue na rede básica. Nas três últimas semanas a quantidade de pessoas em busca de atendimento está entre 900 e mil. Em fevereiro eram em torno de 500 atendimentos semanais nas UPAS e postos de saúde.


