Cidades

BRASIL

Com 6,2 mil mortes, letalidade policial sobe 20% em 2018

Com 6,2 mil mortes, letalidade policial sobe 20% em 2018

ESTADÃO CONTEÚDO

10/09/2019 - 12h59
Continue lendo...


As mortes cometidas por policiais contra suspeitos de crimes chegaram a 6,2 mil casos ao longo de 2018 e representaram aproximadamente uma em cada dez mortes do País, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgados nesta terça-feira, 10. O número do ano passado é 20,1% maior que os registros de letalidade policial em 2017 e quase o triplo de 2013, quando aconteceram 2,2 mil mortes nessas circunstâncias.

A letalidade das ações policiais destoou da queda geral da violência no País, onde o número total de homicídios caiu de 64 mil para 57,3 mil entre 2017 e 2018. Em 17 Estados, a polícia matou mais no período, com destaque negativo para o Rio de Janeiro, onde a quantidade de mortos pela polícia chegou a 1 534, o equivalente a quatro por dia.

Foi no Estado fluminense que a maior taxa por 100 mil habitantes foi constatada (8,9), seguido por Pará (7,9) e Sergipe (6,3). Os Estados que apresentaram maior crescimento foram Roraima (183,3%), Tocantins (99,4%) e Mato Grosso.

Dados preliminares de 2019 indicam que a tendência de alta permanece no Rio. Os números do primeiro semestre indicam recorde histórico em meio a um discurso do governo que tenta legitimar essas ações.

"As polícias têm estado no centro do debate público e vêm sendo usadas por políticos populistas para fazer valer a ideia de que o enfrentamento ao criminoso e o uso da violência são a sua missão primordial. E embora estes discursos estejam amparados em grande medida pelo imaginário social, a missão da polícia é o controle da ordem e a garantia da cidadania", apontam os pesquisadores do Fórum.

As menores taxas nacionais pertencem ao Distrito Federal (0,1), Rondônia (0,5) e Minas (0,7). São Paulo está entre os Estados que conseguiram reduzir a letalidade, passando de 940 casos, quantidade representou um recorde estadual em 2017, para 851. Proporcionalmente, a taxa paulista é de 1,9 por 100 mil habitantes, o que a coloca no meio do ranking como a 15º mais alta.

O Fórum também calculou a proporção estadual de mortes pela polícia no total de homicídios registrados. A maior proporção foi constatada no Rio (22,8%), onde duas a cada dez mortes são cometidas por agentes do Estado.

Apesar de ter um número considerado baixo nacionalmente, a polícia de São Paulo tem um índice proporcional parecido com o do Rio (19,7%). O relatório cita estudo que diz que uma porcentagem acima de 10% é tida como compatível com "sérios indícios de execuções e uso abusivo da força". Nove Estados têm uma proporção superior a 10% no País.

Os pesquisadores destacaram ainda a falta de coincidência entre os Estados com maior proporção de letalidade policial e as maiores reduções nas mortes violentas intencionais. Isso sugere, acrescentam, que "discursos que associam letalidade policial à redução da violência não possuem lastro na realidade".

"Dentre os nove Estados com as maiores proporções de mortes pela polícia, cinco não acompanharam a média nacional de redução nas mortes violentas intencionais: um não registrou redução alguma, o Pará, e quatro reduziram suas taxas abaixo da média nacional, Goiás, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná", escreveram em análise que acompanha a divulgação dos dados do Fórum.

Racismo

O perfil dos mortos é composto por uma maioria masculina (99,3%), negra (75,4%) e jovem (78,5% das vítimas têm até 29 anos). "Impossível negar o viés racial da violência no Brasil, a face mais evidente do racismo em nosso país. A violência letal, e não apenas a letalidade produzida pelas polícias, é historicamente marcada pela prevalência de negros entre as vítimas", escreveram Samira Bueno Nunes, David Marques, Dennis Pacheco e Talita Nascimento.

Policiais mortos

Os supostos confrontos também deixaram 343 policiais mortos ao longo de 2018, uma queda ante os 373 de 2017. Foi no Rio que com maior frequência os agentes morreram: houve 89 vítimas no ano passado e 104 em 2017. Proporcionalmente ao número de policiais da ativa de cada Estado, a vitimização foi maior no Rio Grande do Norte, onde a morte dos 25 policiais formou uma taxa de 2,5 por mil policiais.

 

três a bordo

Helicóptero da dupla Rick e Renner desaparece em SC

Bombeiros e PM também atuam nas buscas; a última localização dos músicos é na região de Vacas Gordas, em Urubici, último ponto de localização do celular de um dos tripulantes

21/09/2026 19h00

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina

Cantor Rick estava em helicóptero que desapareceu em Santa Catarina Foto: Divulgação

Continue Lendo...

O Corpo de Bombeiros de Santa Catarina faz buscas por uma possível queda de helicóptero na noite desta segunda-feira, 21, na região de Urubici, na Serra do Estado. A assessoria da dupla Rick e Renner confirmou ao Estadão que o cantor Rick estava na aeronave. Ainda não há informações sobre os demais tripulantes.

As buscas são feitas na localidade de Vacas Gordas. Os bombeiros receberam uma chamada sobre o desaparecimento da aeronave. Ao todo, cerca 20 bombeiros militares participam da operação, com apoio de viaturas com tração 4x4, necessárias para acessar o terreno.

Ainda de acordo com a corporação, na terça, 22, as buscas serão reforçadas com cão de busca e resgate do CBMSC. A procura é direcionada para o último ponto de localização do celular de um dos tripulantes.

Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), disse que foi acionada para realizar buscas por uma aeronave que decolou de Porto Belo (SC) e não chegou ao destino previsto.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba (ARCC-CW), o Salvaero Curitiba, responsável pela coordenação das ações de Busca e Salvamento na região, iniciou as ações de investigação e planejamento necessárias para delimitar a área de maior probabilidade de localização da aeronave.

Duas aeronaves Black Hawk (H-60) e SC-105 Amazonas, especializadas em missões de Busca e Salvamento atuam na ocorrência.

 

br-163

ANTT suspende testes de radar nas BR-163, BR-262 e BR-267

Agência recuou após reclamações de transportadores e suspendeu os radares de trecho que mediam velocidade média das três rodovias federais em MS

21/09/2026 18h30

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163

Testes mediriam velocidade média entre os quilômetros 620 e 630 da BR-163 Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

Continue Lendo...

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) decidiu suspender temporariamente os testes de controle de velocidade média em rodovias federais concedidas. O projeto piloto estava previsto para ser testado em Mato Grosso do Sul e outros sete estados.

De acordo com a ANTT, a medida é necessária para realizar analises técnicas e ajustes procedimentais e operacionais relacionados à sinalização e a comunicação aos usuários, com vistas ao aprimoramento do projeto.

O radar que os motoristas estão habituados faz a leitura de velocidade somente do local em que ele está posicionado.

Porém, essa nova tecnologia que será testada calcula o tempo gasto pelo condutor para percorrer a distância entre dois ou mais pontos da rodovia. Portanto, se o percurso for feito em tempo inferior ao permitido, o sistema entende que houve excesso de velocidade.

Além de mato Grosso do Sul, o projeto piloto estava previsto para ser testado no Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Espírito Santo.

A ANTT diz ainda que nenhum motorista foi autuado, multado ou penalizado com base nesse sistema.

"Desde o início, os atos que autorizaram os testes determinaram expressamente que os dados aferidos não poderiam ser utilizados para aplicar penalidades aos usuários", diz a ANTT.

Segundo a agência, a iniciativa "integra os esforços para ampliar a segurança nas rodovias e proteger vidas, em alinhamento ao compromisso internacional assumido pelo Brasil no âmbito da Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2021-2030, da ONU".

Projeto piloto

A autorização para os testes em Mato Grosso do Sul foi publicada no Diário Oficial Oficial da União no dia 11 de setembro.

Conforme a publicação, a concessionária Motiva Pantanal ficava autorizada, em caráter provisório e experimental, a implementar o Projeto-Piloto de Controle de Velocidade Média no trecho da BR-163/MS, entre o km 620 e o km 630, com extensão de 11 km.

Ainda conforme a publicação, a implementação do Projeto-Piloto teria caráter exclusivamente técnico, educativo e experimental, "destinando-se à avaliação da viabilidade, confiabilidade, desempenho e aplicabilidade da tecnologia de controle de velocidade média, não sendo admitida, nesta etapa, a aplicação de autuações ou penalidades aos usuários com fundamento exclusivamente na velocidade média aferida no trecho monitorado".

A concessionária deveria implantar e manter sinalização adequada nos trechos abrangidos pelo experimento, de modo a informar aos usuários acerca do monitoramento da velocidade média dos veículos nos trechos especificados.

Com a suspensão anunciada nesta segunda-feira (21), o experimento fica interrompido até nova decisão.

* Com Agência Brasil

NEWSLETTER

Fique sempre bem informado com as notícias mais importantes do MS, do Brasil e do mundo.

Fique Ligado

Para evitar que a nossa resposta seja recebida como SPAM, adicione endereço de

e-mail [email protected] na lista de remetentes confiáveis do seu e-mail (whitelist).