Cidades

EDUCAÇÃO

Com 6 mil integrantes, Sindicato dos Professores Temporários é fundado em MS

Categoria representa todos os professores do ensino básico (fundamental e médio), regular, técnico, profissionalizante e ensino superior, desde que seja profissional temporário da Rede Estadual de Ensino (REE-MS)

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Mato Grosso do Sul ganhou mais um sindicato na área da educação em 2025.

Sindicato dos Professores Temporários (SINPROTEMP-MS) é específico para professores temporários da Rede Estadual de Ensino de Mato Grosso do Sul (REE-MS)

Foi criado em Assembleia Geral de Fundação no dia 18 de dezembro de 2025, conforme edital publicado no Diário Oficial da União e no Correio do Estado.

A classe representa todos os professores do ensino básico (fundamental e médio), regular, técnico, profissionalizante e ensino superior, desde que seja profissional temporário da REE-MS.

Identidade visual do Sindicato dos Professores Temporários

Possui 6.229 integrantes, que são professores que integram grupos e associações vinculadas ao SINPROTEMP-MS.

Segundo o integrante do SINPROTEMP-MS, professor Fábio Oliveira Rodrigues, o sindicato foi criado para suprir a falta de defesa e representação nos sindicatos existentes: Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) e Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP).

O sindicato defende:

  • equiparação salarial com efetivos
  • pagamento correto de 13º
  • férias
  • FGTSs
  • seguro-desemprego
  • manutenção da remuneração durante todo o contrato Plano de Seguridade Social do Servidor (PSS), com licenças (maternidade, paternidade, médica)
  • realização de concursos públicos
  • vínculos bi ou trienais
  • regras claras e transparentes de lotação de professores
  • formação continuada
  • reconhecimento de titulação

De acordo com o integrante do SINPROTEMP-MS, professor Leonardo Pescinelli Martins, a Rede Estadual de Ensino possui aproximadamente 28.800 professores, dos quais cerca de 72% — em torno de 20.160 docentes — atuam em regime temporário.

Segundo Pescinelli, atualmente, um professor efetivo da REE-MS, com carga horária de 40 horas/aula, inicia a carreira com remuneração mensal em torno de R$ 13.380,00. Já o professor temporário, na mesma carga horária, recebe aproximadamente R$ 7.500,00, o que representa uma diferença salarial de cerca de 43%.

“A começar que a contratação temporária de professores, em tese, é uma exceção à regra, como um “botão de emergência”. Nosso Estado fez dessa exceção regra! Somos hoje 72% dos professores”, desabafou Pescinelli.

Segundo o integrante do SINPROTEMP-MS, professor Fábio Oliveira Rodrigues, a Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul (FETEMS) e Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) não representam ou defendem os interesses dos professores temporários.

"É inaceitável que uma federação e sindicatos que afirmam representar os professores ignorem, de forma sistemática, as reivindicações dos professores temporários. Limitam-se a campanhas de filiação, mas não avançam na defesa concreta dos nossos direitos nem na conquista de melhorias reais para essa categoria no Estado. Somos mais de 60% dos docentes da Rede Estadual de Mato Grosso do Sul e exigimos respeito, representação legítima e compromisso efetivo. Esse respeito não virá de quem nos ignora. Ele será construído a partir do SINPROTEMP-MS, um sindicato criado por e para professores temporários. Estamos cansados da omissão da FETEMS, da ACP e dos SINTEDS. Foram feitas mais de 12 tentativas de diálogo com os Sindicatos existentes para tentar levar as pautas construídas pela própria classe e nenhum desses diálogos sequer saíram do campo da utopia. Era necessário então fazer a luta no campo de batalha e com as mesmas ferramentas, para garantir aos temporários dignidades!”, disse Fábio Oliveira ao Correio do Estado.

O sindicato visa defender os interesses, diminuir as desigualdades e lutar pelos direitos dos professores temporários da rede pública de ensino de Mato Grosso do Sul.

“Diante da repetição de omissões e da naturalização da precarização, eu decidi romper com a lógica do sistema vigente e propor a criação de um sindicato específico para os professores temporários, proposta que foi acolhida e fortalecida pela própria categoria. O SINPROTEMP-MS nasce dessa decisão consciente de transformar indignação em estrutura, reivindicação em proposta e mobilização em institucionalidade. A defesa dos professores temporários não surgiu de uma conjuntura momentânea, mas de uma trajetória construída ao longo dos anos, a partir da escuta direta da categoria e do enfrentamento responsável das desigualdades que se consolidaram no sistema educacional. Desde 2019, esse compromisso se materializou em ações concretas, diálogo permanente e organização coletiva. Mais do que uma entidade sindical, o sindicato expressa a convicção de que políticas públicas só se sustentam quando são construídas com quem vive a realidade da educação todos os dias”, complementou Fábio Oliveira.

O QUE DIZ A FETEMS

A presidenta da FETEMS, professora Deumeires Morais, discorda que a federação não apoia os professores temporários.

"Nós discordamos e não é verdade que a FETEMES e os 74 sindicatos municipais filiados não defendem os direitos dos profissionais temporários da educação. A FETEMES está numa campanha de mobilização desde o mês de abril para a realização de concurso público. O concurso público é para professores efetivos ou para professores temporários? Quando a FETEMS defende o processo seletivo, não está falando para professores efetivos, nós estamos defendendo professores temporários. Então, nós estamos na defesa desses professores quando falamos na realização de concurso público. Inclusive, defendemos que o concurso público, não traz só a igualdade de salário, ele traz a dignidade desse professor de poder ter o direito da carreira, estabilidade, direito de contribuir para a previdência própria, o direito de poder também se associar a Cassems na sua integralidade", explicou a presidenta ao Correio do Estado.

O QUE DIZ A ACP

De acordo com o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, o sindicato campo-grandense luta pelos direitos dos professores temporários e repudia quem os desrespeita.

"A princípio vemos como devaneio de alguns essas ações. Não dividimos a categoria, ao contrário, repudiamos qualquer ação que tente enfraquecer inclusive a parte mais vulnerável que são os professores temporários. A FETEMS a ACP acabaram de ganhar uma ação que contempla os professores temporários da Rede Estadual no que diz respeito a férias entre os anos de 2011 e 2019"

Veja aqui o Edital de Convocação para Fundação, Eleição e Posse da Diretoria do Sindicato da Categoria Profissional Diferenciada dos Professores Temporários de MS, publicado no Correio do Estado, em 27 de novembro de 2025.

SAÚDE PÚBLICA

MS está há 6 anos sem casos de sarampo e Saúde faz apelo por vacinação

Apesar de não registrar casos confirmados desde 2020, Estado tem cobertura de apenas 81,79% na segunda dose da vacina

23/10/2026 09h31

Mato Grosso do Sul não registra casos confirmados de sarampo desde 2020, mas baixa cobertura da segunda dose da vacina preocupa autoridades de saúde

Mato Grosso do Sul não registra casos confirmados de sarampo desde 2020, mas baixa cobertura da segunda dose da vacina preocupa autoridades de saúde Divulgação/ Gov MS

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Mato Grosso do Sul está há seis anos sem registrar casos confirmados de sarampo, mas a Secretaria de Estado de Saúde (SES) faz um alerta à população sobre a importância de manter a vacinação em dia. Apesar de a primeira dose da vacina apresentar cobertura de 97.10% no Estado, o índice cai para 81,79% na segunda aplicação, o que preocupa as autoridades sanitárias diante do avanço da doença em outros países.

Os dados, atualizados até 1° de setembro de 2026, mostram que parte da população ainda não completou o esquema vacinal. A situação acende um sinal de atenção, já que a vacinação é a principal medida para impedir a circulação do vírus e evitar que o sarampo volte a ser registrado em território sul-mato-grossense.

Neste ano, MS contabilizou 24 notificações de casos suspeitos da doença. Desse total, 23 foram descartados e um permanece sob investigação. Até o momento, não há confirmações em 2026.

Os últimos registros positivos ocorreram em 2020, quando dez pessoas foram diagnosticadas com sarampo em Campo Grande. No ano anterior, em 2019, foram quatro casos, sendo dois na Capital e outros dois em Três Lagoas.

Diante desse cenário, a SES orienta que moradores procurem as unidades de saúde dos municípios para conferir a caderneta de vacinação e, caso necessário, atualizar as doses.

A coordenadora de Imunização da SES, Ana Paula Goldfinger, destaca que a atenção não deve ficar restrita às crianças, já que adolescentes e adultos também precisam verificar se estão protegidos.

“É fundamental que pais e responsáveis verifiquem se as crianças receberam todas as doses recomendadas, mas essa atenção também deve se estender aos adolescentes e adultos. Quem não tem certeza sobre a situação vacinal deve procurar uma unidade de saúde para conferir os registros e receber a orientação necessária”, afirma.

O gerente de Imunização da SES, Frederico Moraes, reforça que a diferença entre os percentuais de cobertura das duas doses representa um desafio para a prevenção da doença.

“A primeira dose é uma etapa importante da proteção, mas é necessário verificar se a segunda também foi administrada, conforme a recomendação para cada faixa etária. Quanto maior a cobertura vacinal, mais pessoas estarão protegidas, reduzindo o risco de circulação do vírus e contribuindo para a proteção de toda a população”, explica.

Embora Mato Grosso do Sul não registre casos confirmados há seis anos, o crescimento das notificações de sarampo em outros países mantém as autoridades de saúde em alerta para uma possível reintrodução do vírus no Brasil.

Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), os Estados Unidos acumulam quase 4 mil casos confirmados em 2026, o maior número anual registrado no país em mais de 35 anos.

Mais de 90% das ocorrências envovem pessoas que não foram vacinadas ou que possuem situação vacinal desconhecida.

No continente americano, Estados Unidos, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram 99,5% dos casos confirmados neste ano, conforme informações da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

Já no Brasil, foram contabilizados 61 casos importados ou relacionados à importação do vírus em 2026.

Para ampliar a proteção da população, a SES tem desenvolvido ações de vacinação e capacitação dos profissionais de saúde nos 79 municípios sul-mato-grossenses.

Em outubro, a campanha de multivacinação resultou na aplicação de 84.439 doses de diferentes imunizantes em todo o Estado.

Desse total, aproximadamente 4.262 doses foram da vacina tríplice viral, responsável pela proteção contra sarampo, caxumba e rubéola, considerando a primeira e a segunda aplicações.

Os números ainda passam por processo de migração para a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS).

A vacina tríplice viral integra o Calendário Nacional de Vacinação e protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Para crianças, a primeira dose é recomendada aos 12 meses de idade, enquanto a segunda deve ser aplicada aos 15 meses.

Pessoas de 1 a 29 anos precisam ter duas doses registradas. Já adultos entre 30 e 59 anos devem comprovar pelo menos uma dose da vacina.

Para pessoas com 60 anos ou mais, não há recomendação de vacinação de rotina pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), mas situações específicas podem ser avaliadas pelos serviços de saúde.

Quem não possui a caderneta ou não sabe se recebeu as doses necessárias deve procurar uma unidade de saúde para avaliação do histórico vacinal.

Meio ambiente

Herdeiros da Matte Larangeira pagam R$ 1 milhão por desmatamento ilegal

Larangeira Mendes S.A. também vai recuperar 179 hectares à reserva legal da propriedade para compensação ambiental

23/10/2026 09h10

Fachada do Ministério Público

Fachada do Ministério Público DIVULGAÇÃO

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Ministério Público (MPMS) vai investigar o desmatamento ilegal de 360,83 hectares de vegetação nativa, ocorrido de 2010 a 2019, na Fazenda Santa Virgínia (propriedade da pessoa jurídica Larangeira Mendes S.A. – Matte Larangeira), em Ponta Porã, Mato Grosso do Sul.

Inquérito Civil foi instaurado pela 1ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da comarca de Ponta Porã para apurar possíveis danos ambientais causados pela supressão vegetal.

Para reparar os impactos ambientais, os herdeiros da Matte Larangeira devem pagar indenização pecuniária de R$ 1.000.000,00 e recuperar 179 hectares à reserva legal da propriedade para compensação ambiental.

Análise técnica que delimitou em 119,61 hectares o passivo objeto do presente apuratório, sendo 95,23 hectares inseridos na área de aplicação da Lei n.º 11.428/2006 e 24,38 hectares no bioma Cerrado.

Celebração de Termo de Ajustamento de Conduta foi publicado nesta sexta-feira (23) no Diário Oficial do Ministério Público (DOMPMS).

Confira o trecho redigido no DOMPMS:

Fachada do Ministério Público

A Fazenda Santa Virgínia possui 47 mil hectares e está localizada em Ponta Porã (MS). As atividades produzidas na região são criação de gado e produção de grãos.

MATTE LARANGEIRA

A Companhia Matte Larangeira explorava a erva mate nativa, usada no preparo de bebidas como o chimarrão e o tereré, na região sul de Mato Grosso do Sul, compreendida pelos municípios de Ponta Porã, Amambai, Caarapó e áreas próximas a fronteira com Paraguai.

A empresa controlava extensas áreas de extração, organizava o trabalho nos ervais e investia no processamento e no transporte da produção.

Sua influência sobre a região foi tão grande que o empreendimento se tornou um dos principais agentes econômicos do sul do antigo Mato Grosso.

Os povos indígenas Guarani e Kaiowá habitavam nos territórios onde a empresa explorava a erva-mate.

A Larangeira Mendes S.A. está ligada à trajetória histórica da Companhia Matte Larangeira: a relação entre as duas remonta às reorganizações societárias do empreendimento ervateiro, especialmente à associação entre os interesses de Tomás Laranjeira e do empresário Francisco Mendes Gonçalves. Em 1936, uma nova reorganização empresarial deu origem à Empresa Mate Larangeira Mendes S.A., na Argentina.

Confira a evolução dos nomes da empresa:

Fachada do Ministério Público

 

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