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Governo autoriza desapropriações de terras para acesso à megafábrica da Arauco

Medida do Estado de MS atinge propriedades rurais em Inocência, incluindo terras da própria Arauco, para viabilizar obras de acesso pela MS-377.

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O Governo de Mato Grosso do Sul autorizou a desapropriação de áreas rurais no município de Inocência para viabilizar obras de implantação e pavimentação da rodovia MS-377, que dará acesso ao Projeto Sucuriú, da multinacional Arauco. Entre as propriedades atingidas pelas medidas está uma fazenda pertencente à própria empresa de celulose, responsável pelo empreendimento industrial na região.

As autorizações constam de quatro decretos assinados pelo governador Eduardo Riedel (PP) na segunda-feira (19) e publicados no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (20).

Os atos declaram de utilidade pública cinco áreas pertencentes a quatro imóveis rurais e permitem que o Estado conduza os procedimentos de desapropriação por meio de acordos administrativos ou ações judiciais.

A medida representa mais uma etapa administrativa para a execução da infraestrutura rodoviária destinada a atender a região do complexo industrial.

Além da autorização para desapropriar os terrenos, o governo abriu a possibilidade de solicitar a posse urgente das áreas, mecanismo previsto na legislação federal para situações de interesse público.

O trecho contemplado pelos decretos compreende a ligação entre o limite dos municípios de Três Lagoas e Inocência, na ponte sobre o Rio Sucuriú, e o entroncamento das rodovias MS-112 e MS-316, incluindo o acesso ao Projeto Sucuriú.

A intervenção é destinada à implantação e à pavimentação asfáltica da MS-377. A adequação desse corredor rodoviário está diretamente relacionada à estrutura de acesso ao empreendimento da Arauco, embora os decretos não detalhem quais etapas da obra serão executadas inicialmente.

Terras da própria Arauco estão entre as áreas atingidas

Um dos pontos que chamam a atenção nas publicações é a inclusão de uma propriedade registrada em nome da Arauco Celulose do Brasil S.A. entre os imóveis declarados de utilidade pública.

Conforme o Decreto Estadual nº 78, duas parcelas da Fazenda Bela Ideia - Parte 1, localizada em Inocência, poderão ser desapropriadas para a implantação da rodovia. As áreas possuem aproximadamente 3,1 hectares e 0,2 hectare, totalizando 3,3 hectares, equivalentes a cerca de 33 mil metros quadrados.

O imóvel está registrado sob a matrícula nº 9.695 no Serviço Registral de Imóveis da Comarca de Inocência. A declaração de utilidade pública também alcança as benfeitorias existentes nas parcelas descritas pelo governo.

A inclusão de terrenos pertencentes à própria companhia demonstra que a execução do acesso rodoviário envolve áreas sob diferentes titularidades, inclusive da empresa beneficiada pela ligação viária.

Outras três propriedades aparecem nos decretos publicados nesta terça-feira.

O Decreto nº 79 autoriza a desapropriação de aproximadamente 0,24 hectare da Fazenda São João, registrada em nome da Falcão MS SPE S.A. Já o Decreto nº 80 contempla cerca de 1,9 hectare da Fazenda Portinho, vinculada a proprietários particulares.

Por fim, o Decreto nº 81 declara de utilidade pública uma parcela de aproximadamente 0,27 hectare da Fazenda São Francisco, também localizada em Inocência.

Todos os imóveis estão relacionados ao mesmo projeto rodoviário e foram identificados por matrículas imobiliárias, levantamentos de coordenadas geográficas e memoriais descritivos que delimitam as parcelas destinadas à intervenção.

Governo poderá solicitar posse urgente dos imóveis

Os quatro decretos autorizam a Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos de Mato Grosso do Sul (Agesul) a adotar as providências necessárias à efetivação das desapropriações, em articulação com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE).

Complexo industrial da Arauco, em Inocência, contará com ligação rodoviária contemplada pelas obras previstas na MS-377. Foto: Divulgação/Arauco.

 

O procedimento poderá ocorrer de forma amigável, mediante negociação com os proprietários, ou judicialmente, caso não seja possível chegar a um acordo.

As normas também permitem que o Estado invoque caráter de urgência para solicitar a imissão imediata na posse dos terrenos, conforme o artigo 15 do Decreto-Lei Federal nº 3.365, de 1941, que regulamenta as desapropriações por utilidade pública.

Na prática, esse instrumento possibilita ao poder público buscar a posse das áreas antes da conclusão definitiva de todas as etapas do processo, desde que sejam cumpridos os requisitos legais, incluindo as condições aplicáveis à indenização.

A autorização, entretanto, não significa que o governo já tenha assumido a posse das propriedades ou concluído o pagamento de indenizações. Os decretos estabelecem a base legal para o início ou prosseguimento dessas providências administrativas e judiciais.

As despesas decorrentes das medidas serão custeadas por recursos vinculados à execução de obras rodoviárias, conforme a classificação orçamentária indicada nos atos oficiais.

Obras fazem parte do acesso ao Projeto Sucuriú

A infraestrutura rodoviária integra as etapas de implantação do Projeto Sucuriú, da Arauco, em Inocência. A pavimentação da MS-377 permitirá melhorar o acesso ao complexo industrial e fortalecer a ligação entre propriedades rurais, municípios vizinhos e importantes rodovias da região.

Com os decretos em vigor desde esta terça-feira (20), o Governo do Estado poderá avançar nos procedimentos de desapropriação das áreas necessárias à execução das obras.

A Agesul, em conjunto com a Procuradoria-Geral do Estado (PGE), ficará responsável pelas providências administrativas e judiciais.

Os recursos para as desapropriações estão vinculados ao orçamento estadual destinado à infraestrutura rodoviária. Os decretos, entretanto, não especificam os valores das indenizações nem o prazo de conclusão das intervenções na MS-377.

Com a publicação dos decretos, em vigor desde esta terça-feira, o governo passa a contar com autorização formal para avançar nos procedimentos de obtenção das áreas necessárias à intervenção.

A medida integra a preparação do corredor rodoviário que atenderá ao Projeto Sucuriú e à circulação na região de Inocência.

Megafábrica da Arauco já alcança 81% de conclusão

A construção da megafábrica de celulose da Arauco, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul, já alcançou 81% de execução e entrou em uma das fases mais intensas de implantação.

Estruturas da megafábrica da Arauco durante a construção do Projeto Sucuriú, um dos maiores empreendimentos industriais privados do País. Foto: Divulgação/Arauco.

 

Com investimento estimado em US$ 4,6 bilhões, equivalente a aproximadamente R$ 25 bilhões, o empreendimento está entre os maiores projetos industriais privados em construção no Brasil.

O avanço das obras reforça a importância da infraestrutura rodoviária para garantir o acesso ao complexo industrial e atender à movimentação de trabalhadores, equipamentos e cargas na região.

Segundo a companhia, os trabalhos seguem dentro do planejamento estabelecido, e a previsão de entrada em operação da unidade permanece para o último trimestre de 2027, entre outubro e dezembro.

 

Monitoramento

Chuvas intensas reduzem os impactos da seca em Mato Grosso do Sul

Índice foi apontado pelo Monitor de Secas, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico

20/10/2026 15h45

Índice foi apontado pelo Monitor de Secas, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico

Índice foi apontado pelo Monitor de Secas, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico Foto: Gerson Oliveira/Correio do Estado

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Na contramão de outros estados e regiões do país, Mato Grosso do Sul registra queda no registro de área atingida pela seca, índice impactado pelas fortes chuvas recentes, é o que aponta a última atualização do Monitor de Secas, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (Ana).

Em termos de severidade, houve um abrandamento da seca em Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rondônia e São Paulo.

No Centro-Oeste e Sudeste a porção com o fenômeno diminuiu. Já o Sul, que registra elevados volumes de chuva nos últimos meses, acima da média histórica para o período, permaneceu livre de seca.

Em outro viés, entre agosto e setembro houve um aumento da área com registro seca no Nordeste e Norte, o que acarretou no aumento do porcentual de território nacional com registro do fenômeno, que passou de 67% para 75%.

Houve aumento da área com seca, na comparação entre agosto e setembro, em 13 Estados do País: Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Tocantins.

Com isso, em dez unidades da Federação 100% do território registravam seca em setembro: Acre, Alagoas, Amapá, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Piauí, Roraima, Sergipe e Tocantins.

O Amazonas é o Estado com maior extensão de área com seca em setembro, superando 1,5 milhão de quilômetros quadrados, seguido pelo Pará (1,26 milhão de km²), Minas Gerais (579 mil km²), Bahia (542 mil km²) e Maranhão (332 mil km²).

O quadro mais severo do fenômeno foi observado na região Nordeste, com seca grave em 28% da região em setembro, acima dos 16% anotados em agosto.

Considerando também graus menos intensos do fenômeno (fraco e moderado), a região possuía, no mês passado, 96% do território com registro de seca, acima dos 90% do mês anterior.

No Norte, o porcentual de seca grave subiu de 4% para 8% entre agosto e setembro. Considerando os demais graus, o fenômeno passou a ser registrado em 94% da região, acima dos 82% um mês antes.

Índice foi apontado pelo Monitor de Secas, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico
Monitor de Secas, divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico

Impacto 

A redução no índice entro do Estado pode ser visto no boletim mais recente do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), que traz também mostra os volumes significativos de chuva nos últimos dias em algumas regiões.

Na estação São Francisco, foram acumulados 75,6 milímetros em sete dias. Em Ladário, o volume chegou a 80 milímetros no mesmo período, enquanto Palmeiras registrou 72,8 milímetros.

Em Coxim, no Rio Taquari, foram registrados 24,8 milímetros nos últimos dias e 56,8 milímetros em sete dias. Na estação Fazenda Buriti, no Rio Pardo, o acumulado foi de 10,6 milímetros em 24 horas e 49 milímetros em sete dias.

A previsão elaborada pelo Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul (Cemtec), indica que esta sexta-feira será de bastante nebulosidade e condições favoráveis à ocorrência de chuvas em Mato Grosso do Sul, devido à atuação de uma frente fria associada à formação de um ciclone extratropical sobre o Oceano Atlântico.

As maiores chances de chuva estão previstas para as regiões norte, nordeste e leste do Estado, onde podem ocorrer precipitações mais intensas, acumulados significativos e tempestades acompanhadas de raios e rajadas pontuais de vento.

Nas regiões sul e sudoeste, são esperadas chuvas de fraca intensidade, sem descartar a ocorrência de neblina e nevoeiros em alguns pontos.

Ainda de acordo com o Cemtec, os elevados acumulados de chuva registrados nos últimos dias mantêm o risco de alagamentos, principalmente em áreas mais vulneráveis.

Os ventos devem predominar do quadrante sul, com velocidades entre 30 e 50 km/h, podendo ocorrer rajadas superiores a 50 km/h em pontos isolados.


Outubro chuvoso

 

Para o período de 15 a 27 de outubro, a tendência é que as chuvas continuem em diferentes regiões do Estado, com acumulados entre 50 e 250 milímetros, ainda com possibilidade de volumes isolados acima de 270 milímetros.

As regiões Sul, Sudoeste, Central e Sudeste tem previsão de reeberem os maiores acumulados, entre 150 e 250 milímetros. 

Nas regiões Leste, Nordeste, Oeste e Pantanal, os volumes estimados variam de 70 a 140 milímetros. Já na região Norte, a previsão indica acumulados entre 50 e 85 milímetros.

Com informações de Estadão Conteudo

*Colaborou João Pedro Flores 
 

Ampliação

Latam terá 3 voos entre Bonito e São Paulo a partir de domingo

Com a mudança, os voos da companhia serão realizados às quartas-feiras, sextas-feiras e domingos

20/10/2026 14h15

Com a mudança, os voos da companhia serão realizados às quartas-feiras, sextas-feiras e domingos

Com a mudança, os voos da companhia serão realizados às quartas-feiras, sextas-feiras e domingos Foto: Divulgação / Latam Airlines

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A partir do próximo domingo (25), a Latam Airlines passará a operar três voos semanais na rota entre Bonito e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, São Paulo.

Com a mudança, os voos da companhia serão realizados às quartas-feiras, sextas-feiras e domingos, ampliando a oferta de viagens e o acesso ao município, referência do ecoturismo nacional.

Neste mesmo sentido, a GOL Linhas Aéreas também retomou os voos aos sábados, ampliando as possibilidades de deslocamento para quem deseja visitar o destino.

Atualmente, três companhias aéreas operam no município, com voos distribuídos ao longo da semana:

  • Gol Linhas Aéreas: terças-feiras, sábados e domingos;
  • Latam Airlines: quartas-feiras, sextas-feiras e domingos, a partir de 25 de outubro;
  • Azul Linhas Aéreas: terças-feiras, quintas-feiras e domingos.

A atividade turística movimenta diferentes setores, como hotelaria, gastronomia, agências de turismo, atrativos naturais, comércio e serviços, contribuindo para a geração de emprego e renda e para o desenvolvimento econômico local.

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