Cidades

Covid-19

Com aumento de mortes, cemitério de Campo Grande amplia número de covas

Intervenção vai criar cerca de mil covas e os trabalhos de expansão devem ser finalizados ainda neste mês

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Com aumento expressivo do número de mortes por Covid-19, cerca de 1 mil covas serão abertas no Cemitério São Sebastião (Cruzeiro), na região norte de Campo Grande, de acordo com informações da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep). A obra deve ser entregue ainda no fim deste mês. 

“Houve a necessidade de expansão, realizamos o planejamento e já estamos abrindo novas covas em uma medida preventiva".

Em Campo Grande, 1.538 pessoas morreram em decorrência da Covid-19, desde o início da pandemia, com nove mortes nas últimas 24h, o que representa uma taxa de letalidade de 1,8%.

Segundo a pasta, as mil vagas serão destinadas para os sepultamentos sociais. Embora a demanda seja menor, já que 80% dos sepultamentos acontecem em cemitérios particulares, a ampliação é para evitar que faltem vagas aos mais carentes e que dependem dessas áreas.

Conforme informações da Sisep, o local onde as covas serão abertas, a princípio, seria usado como estacionamento, mas devido a necessidade houve alteração no planejamento, a ampliação no número de covas será destinada às famílias que não tem plano funerário. 

De acordo com dados da Sisep, em 2019 foram realizados 277 enterros sociais em Campo Grande, já em 2020 houve 441 sepultamentos com um aumento de 59% e nos dois primeiros meses de 2021, ocorreram 44 enterros sociais. O enterro social é destinado às famílias carentes, que não têm condições de arcar com sepultamento em cemitério particular e que não têm gavetas nos cemitérios públicos.

Últimas notícias

Campo Grande, atualmente conta com três cemitérios públicos, sendo Santo Antônio, Santo Amaro ou Cruzeiro. Dos três cemitérios, o maior deles é o  Santo Amaro, que fica localizado na Avenida Presidente Vargas e conta com 43.041 sepulturas distribuídas em 270,3 mil m². 

O cemitério do Cruzeiro fica na Avenida Cônsul Assaf Trad e tem 143,7 mil m². Existem 29.450 sepulturas no local e o Santo Antônio, fica localizado na Avenida da Consolação, com área de 41.328 m² e 14.544 sepulturas.

BOLETIM

Mato Grosso do Sul já soma 190.392 casos confirmados de Covid-19, com 1.237 novos registros, conforme o boletim epidemiológico do novo coronavírus, apresentado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES).

Os novos casos de hoje trazem Campo Grande à frente, com 409 novos casos, seguida por Dourados (97), Três Lagoas (88), Naviraí (71), Sidrolândia (64), Corumbá (48), Ponta Porã (43), Paranaíba (30), Costa Rica (26), Maracaju (26), dentre outros.

Desde o início da pandemia, o total de vítimas fatais em Mato Grosso do Sul pela Covid-19 é de 3.516 óbitos.

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ENERGIA LIMPA

Estações de recarga de carros elétricos agora têm direito a incentivos do Mover

As normas substituem, preservando a espinha dorsal do programa, uma regulamentação que tinha como base a medida provisória que, no fim de 2023, instituiu originalmente o programa

20/03/2026 22h00

Carros elétricos recarregando a bateria

Carros elétricos recarregando a bateria Foto: José Cruz / Agência Brasil

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Os postos de abastecimento de gás natural liquefeito (GNL) e de outras fontes de energia limpa, caso das estações de recarga de carros elétricos, entraram na lista de projetos beneficiados pelo Mover. O programa liberou estímulos de R$ 19,3 bilhões à transição energética dos carros vendidos no Brasil.

Hoje, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) uma portaria que atualiza as regras do programa, colocando, entre as principais mudanças, a infraestrutura de postos de GNL e de fontes de energia de baixa emissão de carbono entre as categorias que podem solicitar habilitação. Como já estava previsto, o desenvolvimento de novos veículos, a transferência de linhas de produção mais modernas e a instalação de unidades destinadas à reciclagem ou à economia circular na cadeia automotiva também fazem parte dos projetos contemplados.

Segundo a Pieracciani, uma consultoria especializada em inovação, a ampliação do escopo dos projetos de desenvolvimento e produção tecnológica beneficiados pelo Mover mostra que o programa passou a mirar também a infraestrutura associada à transição energética. A novidade, ressalta a consultoria, pode repercutir diretamente no planejamento de investimentos e no perfil dos projetos passíveis de habilitação.

Editadas sob a lei definitiva do programa automotivo, as normas substituem, preservando a espinha dorsal do programa, uma regulamentação que tinha como base a medida provisória que, no fim de 2023, instituiu originalmente o Mover. A Pieracciani salienta em relatório que isso reforça a segurança jurídica do regime automotivo, que ganha "densidade normativa e vocação de permanência", já que a base jurídica deixa de ser provisória.

Procurado pela Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a portaria, editada na terça-feira e publicada nesta sexta, não traz, no mérito, qualquer mudança em relação aos requisitos e às regras do Mover.
 

campo grande

Almir Sater é contratado por R$ 265 mil para cantar na abertura da COP15

Ele fará apresentação de 1h30 na segunda-feira, dia de abertura do evento em Campo Grande

20/03/2026 18h29

Almir Sater fará show na abertura da COP15

Almir Sater fará show na abertura da COP15 Reprodução/Arquivo

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O cantor Almir Sater será a atração musical do primeiro dia da 15ª Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação de Espécies Migratórias de Animais Selvagens (COP15 da CMS), em Campo Grande. O valor da contratação é de R$ 265 mil.

Em processo publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (20) foi ratificada a inexigibilidade de licitação por inviabilidade de competição.

O cantor foi contratado para a realização de um show musical, de 1h30 de duração, no dia 23 de março, a partir das 20h30, no evento COP15.

A apresentação será no Centro Cultural Arquiteto Rubens Gil de Camilo, pelo Projeto Ações Culturais Para o Fortalecimento de Mato Grosso do Sul.

COP15

A COP15  da CMS reunirá em Campo Grande as 133 partes da Convenção, sendo 132 países e a União Europeia, para discutir o estado de conservação das espécies migratórias, definir prioridades e deliberar sobre políticas e ações conjuntas voltadas à proteção de habitats e rotas migratórias.

Organizado pelo Governo do Brasil e presidido pelo secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco, o encontro deve reunir mais de 2 mil participantes, entre representantes de governos, cientistas, organizações internacionais e sociedade civil.

A escolha de Campo Grande para sediar a COP15 foi considerada estratégica por especialistas. A região está inserida no bioma Pantanal, uma das áreas mais relevantes para a migração de espécies no país.

“O Pantanal faz total sentido. É uma das áreas mais críticas e importantes de migração do nosso país. Uma região que está passando por ameaças severas e impactos muito significativos da mudança do clima. A perda de água do Pantanal é de altíssima preocupação”, detalhou a secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Rita Mesquita.

A coordenadora do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Priscilla do Amaral, alertou para a gravidade da situação no bioma e destacou a importância do momento para discutir medidas de conservação.

“Quem trabalha, vive ou conhece o Pantanal, sabe que ele está se acabando. Então, é muito importante acendermos esse alerta, neste momento. Talvez seja a última chance de a gente recuperar esse bioma que está sumindo do mapa”, afirmou.

Abrigo de diversas espécies migratórias, o Pantanal desempenha papel fundamental para a sobrevivência de animais que dependem dessas rotas. Nesse contexto, as negociações entre os países durante a COP15 podem representar avanços importantes para a proteção da fauna.

“Quando a gente fala de direito animal, a gente tem que falar, sobretudo, de responsabilidade humana. Todos são responsáveis pelo bem e pelo mal que as espécies que estão sob sua tutela e responsabilidade sofrem”, reforçou Ivan Teixeira, chefe substituto de espécies exóticas do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Atualmente, 1.189 espécies migratórias estão listadas pela Convenção. Elas se dividem entre o Anexo I, que reúne espécies ameaçadas de extinção, e o Anexo II, composto por aquelas que demandam cooperação internacional para sua conservação.

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