Cidades

Polícia

Com intervalo de um dia, duas ossadas humanas são encontradas em terrenos abandonados

A primeira ossada foi encontrada totalmente carbonizada. No segundo caso, um crânio foi localizado por um agente de saúde.

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Duas ossadas humanas foram encontradas entre a última terça-feira (14) e a manhã desta quarta-feira (15) em Campo Grande. 

A primeira foi localizada por um morador da Vila Bordon, que acionou a Polícia Civil. A testemunha teria entrado em uma área de mata para colher madeira quando encontrou a ossada.

A perícia confirmou que se tratava de uma ossada humana, mas a vítima não foi localizada porque os restos estavam carbonizados. 

Assim, o caso foi registrado como homicídio qualificado com emprego de veneno, fogo, explosivo, asfixia, tortura ou outro meio insidioso, e como homicídio qualificado por traição ou emboscada. O caso foi encaminhado para a DEPAC-CEPOL.

Segundo a Polícia Civil, a perícia foi acionada e os ossos foram encaminhados para exame necroscópico. Devido ao estado carbonizado, a análise preliminar e determinação da causa da morte foi prejudicada. 

A segunda ossada foi encontrada em um terreno baldio na região da Mata do Jacinto por um agente de saúde que fazia a varredura do local. Ele localizou um crânio humano que já havia sido localizado por moradores no dia anterior.  

A Polícia Civil registrou a ocorrência como "achado de cadáver". O crânio foi encaminhado para perícia para uma possível identificação da vítima. 

A suspeita é que a ossada tenha apenas sido deixada no terreno, já que não foram encontrados indícios de crime no local.

O boletim de ocorrência foi registrado na 3ª Delegacia de Polícia Civil. 

Prisões

Operação Narco Fluxo: dono da página 'Choquei' é 'operador de mídia' do grupo, diz PF

Polícia Federal acredita ter reunido indícios suficientes para apontar o dono da "Choquei" como "operador de mídia" da organização

15/04/2026 16h00

Poze do Rodo, Mc Ryan SP e Raphael Sousa Oliveira, dono da

Poze do Rodo, Mc Ryan SP e Raphael Sousa Oliveira, dono da "Choquei" Fotos: Reprodução / O Globo

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O dono da página "Choquei", Raphael Sousa Oliveira, é suspeito de usar o perfil em rede social para "gestão de imagem e promoção digital" de um grupo suspeito de movimentar R$ 1,6 bilhão com rifas e bets ilegais patrocinadas pelo crime organizado, incluindo o Primeiro Comando da Capital (PCC), segundo a Polícia Federal (PF). Ele foi preso temporariamente nesta quarta-feira, 15, pela Operação Narco Fluxo. MC Poze do Rodo também integra o esquema, segundo a PF. 

O Estadão busca contato com a defesa de Raphael, que foi detido em Goiânia. O espaço está aberto.

Ao longo da investigação, a Polícia Federal acredita ter reunido indícios suficientes para apontar o dono da "Choquei" como "operador de mídia da organização", com "recebimento de valores elevados diretamente" de MC Ryan SP, funkeiro apontado como líder do esquema e também detido nesta manhã.

Em nota, a defesa de MC Ryan informou que "os esclarecimentos necessários serão prestados oportunamente".

Segundo a investigação, Raphael era responsável por divulgar conteúdos favoráveis a MC Ryan, promover plataformas de apostas e rifas e atuar na contenção de crises de imagem relacionadas às apurações da Polícia Federal. O perfil no Instagram da "Choquei" tem 27 milhões de seguidores.

O dono da "Choquei" também recebeu, segundo a PF, valores milionários de Tiago de Oliveira, operador financeiro de Ryan e "braço direito" do funkeiro. Ele também foi preso nesta quarta-feira.

Apontado como responsável pelas atividades de marketing e pela circulação financeira do grupo, José Ricardo dos Santos Junior também teria transferido valores elevados a Raphael. Ele foi preso pelos federais nesta manhã.

Segundo as investigações da Narco Fluxo, a Polícia Federal identificou um esquema que utilizava plataformas de apostas de quotas fixas, as chamadas bets, para lavar dinheiro de origem ilícita, incluindo recursos ligados ao tráfico internacional de drogas.

A apuração também aponta a atuação de uma possível organização criminosa dedicada à movimentação de grandes quantias, com uso de dinheiro em espécie, transferências bancárias e operações com criptoativos, especialmente a moeda digital USDT (Tether), tanto no Brasil quanto no exterior.

Narco Fluxo

Cerca de 200 policiais federais cumpriram 90 mandados judiciais expedidos pelo juiz da 5.ª Vara Federal em Santos, Roberto Lemos da Silva Júnior, em endereços nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

Ao todo, o magistrado mandou prender 39 investigados - 31 mandados foram cumpridos nesta manhã. Outros três alvos já estavam no exterior.

O juiz federal também determinou medidas para bloquear o patrimônio dos investigados, como o sequestro de bens e restrições à atuação de empresas ligadas ao grupo.

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Operação Luxury

Grupo usava rotas alternativas e internet móvel para fugir de fiscalização e transportar drogas

As investigações tiveram início em abril de 2025 e o grupo teria movimentado quase 6 toneladas de maconha entre os três estados

15/04/2026 15h45

Até agora, pelo menos 24 pessoas foram presas e R$ 61 milhões foram bloqueados

Até agora, pelo menos 24 pessoas foram presas e R$ 61 milhões foram bloqueados Divulgação/TV Integração

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As investigações da  Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do estado de Minas Gerais (FICCO/MG) apontaram que quase 6 toneladas de maconha foram transportadas por um grupo organizado a partir de uma rota alternativa entre os estados de Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais, para evitar a fiscalização policial nas rodovias principais do País. 

A rota, chamada de “rota caipira”, saía de Mato Grosso do Sul e chegava em Minas Gerais através dos caminhos alternativos em comboios. Um veículo central transportava a droga, enquanto outros carros faziam papel de “batedores”, trafegando à frente e atrás para monitorar o caminho e avisar sobre operações policiais. 

De acordo com o delegado da Polícia Federal e supervisor da Ficco, Dalton Marinho Vieira Junior, a comunicação entre os veículos era feita via starlink e as viagens eram demoradas, levando de 10 a 15 dias para cruzar um trecho que, normalmente, duraria 12 horas. 

"Foi uma operação extremamente complexa adentrando na região do Triângulo Mineiro. Eles passavam uma viagem que, teoricamente, demorava dez, doze horas, demorava às vezes 10 dias ou 15 dias. Por meio de estradas vicinais, aguardavam quando tinha alguma preocupação e dormiam no carro. Obviamente, há batedores que vão na frente ou verificando o caminho comunicando via starlink de comunicação. Tudo com o objetivo final de se chegar a droga à região do mineira", destacou o delegado federal.

Além de rotas alternativas, o grupo também trafegava com galões de combustíveis dentro dos próprios carros, permitindo longos deslocamentos sem a necessidade de parar em postos, reduzindo ainda mais o risco de abordagens. 

Entre os investigados dentro do chamado "núcleo financeiro" da organização criminosa está a miss Uberlândia, Sara Monteiro, de 36 anos. Ela é esposa de um dos principais alvos da Operação Luxury, apontado como um dos chefes do grupo suspeito.

Sara foi presa temporariamente em São Paulo, onde passou a morar recentemente.

Busca e apreensão

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado do estado de Minas Gerais (FICCO/MG) cumpriu 66 mandados nesta quarta-feira (15). Destes, 22 eram mandados de prisão preventiva, 5 de prisão temporária e 39 mandados de busca e apreensão. 

Os cumprimentos foram dados através da Operação Luxury e ocorre, simultaneamente em três estados: Minas Gerais, nas cidades de Uberlândia e Uberaba; São Paulo, na capital do estado; e Mato Grosso do Sul, nas cidades de Campo Grande, Dourados, Ribas do Rio Pardo e Vista Alegre. 

A ação também bloqueou R$ 61 milhões em bens patrimoniais de uma organização voltada ao tráfico de drogas. 

De acordo com a Polícia Federal, as investigações começaram em abril de 2025 na cidade de Frutal, em Minas Gerais, quando foram apreendidas 1,1 tonelada de maconha.

Com o aprofundamento das investigações, a apreensão total foi de 5,9 toneladas do entorpecente em vários municípios desde o início das diligências. 

As investigações apontam a existência de organizações criminosas voltadas à prática dos de tráfico de drogas e associação para o tráfico. Também foram verificadas práticas análogas à lavagem de dinheiro através de empresas de fachadas para encobrir as atividades criminosas. 

Além do sequestro patrimonial, foram apreendidos 14 veículos, entre eles carros de luzo, além de duas armas de fogo e 58 celulares. Até o momento, 24 pessoas foram presas. 


 

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