Cidades

Altas temperaturas

Com o calor extremo dobra o número de atendimentos médicos em hospital de Porto Murtinho

População passa mal de calor e sofre com falta de água enquanto termômetro bateu 45°C no domingo (24)

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Com temperaturas elevadas, em que Porto Murtinho registrou 42°C com a umidade do ar em 20%, a população literalmente "sentiu na pele". Mais de 30 munícipes procuraram atendimento médico, na tarde desta segunda-feira (25) no Hospital Municipal Oscar Ramires Pereira.

O Diretor Geral do Hospital, Vílson Rolon, confirmou ao Correio do Estado que nos dias quentes a unidade de saúde tem atendido mais pacientes. 

"São em sua maioria idosos com quadro de pressão alta e até insolação", comentou.

No final de semana o número de atendimento mantém a média entre 30 a 40 pessoas que dão entrada passando mal, apresentando sintomas ligados as altas temperaturas. Uma equipe especializada está prestando orientações básicas como: evitar sol, exercícios físicos em horário de pico, ingerir bastante água.

Nos dias de temperaturas amenas a média de atendimentos emergenciais realizada pelo hospital é de 15 pessoas. A secretária municipal de saúde, Rita de Cássia Padilha, ao ser questionada com relação ao número de pessoas que receberam atendimento médico pelo prefeito Nelson Cintra Ribeiro, explicou que algumas pessoas passaram mal por conta de um velório e frisou: "não é muita gente".


Concessionária faz alerta

A Sanesul concessionária responsável pela distribuição em Porto Murtinho, emitiu uma nota pedindo apoio da população para assegurar o abastecimento da água e manter o sistema em sua normalidade. 

Em bairros como Dom Pepe chegou a faltar água por mais de 24 horas. A informação é do Porto Murtinho Notícias, que ainda fez a denúncia, de um comerciante que para manter o negócio ativo precisa buscar água em outro local. Em outras regiões a falta de pressão de água nas torneiras gerou reclamação da população.

No domingo (24) a temperatura chegou na casa dos 45°C, a empresa justificou que é comum que nos dias quentes as pessoas usem mais águas para se refrescar e com isso ocorre o desperdício de água.

Veja a nota na íntegra:

Buscando assegurar o abastecimento para todos e manter o sistema na sua normalidade para não faltar, a Sanesul pede que a população de MS faça o uso consciente da água, evitando o desperdício, como:

- Fechar a torneira ao escovar os dentes, fazer a barba e lavar louças e objetos. Uma torneira aberta pode gastar até 12 litros de água por minuto;

- Utilizar baldes para realizar limpezas de garagens, automóveis e imóveis;

 - Utilizar água da máquina de lavar roupa para realizar limpezas em geral;

 - Utilizar a máquina de lavar roupa sempre cheia.

 - Evitar o uso de mangueira e adotar a utilização de vassouras para limpezas e de regadores para molhar plantas;

 - Reduzir o tempo no banho. Em apenas cinco minutos, se ensaboando com o chuveiro desligado, é possível ter uma higiene completa.


Conversa com a Concessionária

O prefeito Nelson Cintra Ribeiro, por sua vez, informou que se reuniu com o presidente da Sanesul, Walter Carneiro Jr e ficou acordado um aumento de água para Porto Murtinho.

"Aumentaram a caixa para todo mundo esbanjar água. Estamos até avisando na rádio que tem bastante água. Pode ficar tranquilo que pode usar a água porque a Sanesul potencializou a captação aqui", explicou. 

Pressão da água


A Sanesul, entrou em contato, reforçou que realizou a troca de bomba d'água, o que pode resolver a falta de pressão de água na casa dos consumidores. 

"Nesta segunda-feira, a empresa optou em fazer a substituição da bomba que abastece a maior parte da cidade, por uma de maior potência e assim aumentar o volume distribuído. A troca já foi feita e está em funcionamento. A equipe acredita que até fim do dia a pressão melhore". 

Informes

A prefeitura de Porto Murtinho contou que está orientado a população a não ficar exposta ao sol quente, evitar exercícios em horário de pico. Com real ação aos trabalhadores de construções públicas estão sendo observados de perto para não faltar hidratação.

"Estou com muita gente na rua trabalhando em asfalto. Estamos monitorando, trabalhando bem devagar. A ordem das empresas é não deixar eles se esforçarem muito", contou.

**Atualizada em 18h22

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TRÊS LAGOAS

Jovem do PCC avança com faca contra a PM e morre baleada em MS

Uma moradora solicitou ajuda aos policiais, informando que a mulher estava armada com uma faca e a ameaçava de morte

14/09/2026 07h30

Tais Eduarda Souza Rossi era conhecida como

Tais Eduarda Souza Rossi era conhecida como "Talicinha do PCC" Reprodução

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Uma jovem, de 18 anos, identificada como Tais Eduarda Souza Rossi, vulgo “Talicinha do PCC", foi morta pela Polícia Militar após ameaçar os agentes com uma faca, no município de Três Lagoas. Com mais este caso, Mato Grosso do Sul chega a 135 mortes por intervenção policial, superando o recorde de 2023, quando teve 131 registros. Um adolescente de 15 anos foi apreendido.

Segundo o boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada depois que uma moradora da região dos “predinhos” no condomínio Pardal solicitou ajuda, informando que Tais teria ido até seu apartamento, armada com uma faca e ameaçando matá-la.

A mulher relatou estar amedrontada porque se encontrava na residência somente com seus filhos menores.

A equipe policial foi até o endereço indicado e encontrou Tais na porta de um apartamento com uma faca em punho. Os policiais determinaram que ela largasse a arma branca, porém a ordem não foi obedecida e a jovem avançou contra os agentes com a faca.

Diante da situação, os policiais efetuaram dois disparos de arma de fogo conta a jovem. Tais foi socorrida e encaminhada ao Hospital Auxiliadora pela própria polícia, mas não resistiu aos ferimentos.

A ocorrência foi registrada como morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado, ameaça, resistência, desacato e desobediência.

aviação

Comissários e pilotos têm maior risco de morrer de câncer relacionado à radiação, diz estudo

Exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes

13/09/2026 23h00

MARCELO VICTOR

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Comissários de bordo e pilotos correm o maior risco de morrer de cânceres relacionados à radiação - ainda mais do que pessoas que trabalham com materiais radioativos, de acordo com um novo estudo. A radiação cósmica vem do espaço. Apenas uma pequena quantidade atinge a superfície da Terra, mas a exposição é maior para pessoas que voam em grandes altitudes.

Até agora, havia evidências limitadas, provenientes de pequenos estudos, sugerindo que a exposição à radiação se traduz em taxas mais altas de mortalidade por câncer entre pessoas que viajam de avião com frequência - particularmente pilotos e comissários de bordo. A nova pesquisa "traz novas e importantes evidências para essa questão", escreveram dois especialistas em radiação australianos que não participaram da pesquisa, em um comentário que acompanha o estudo.

O trabalho, publicado em agosto na revista JAMA Internal Medicine, utilizou dados de mais de 12 milhões de certidões de óbito dos Estados Unidos, com informações sobre as ocupações das pessoas. Os autores analisaram as taxas de mortalidade por cânceres relacionados à exposição à radiação, incluindo leucemia, linfoma, mieloma múltiplo e cânceres de pele, mama, tireoide, próstata e sistema nervoso central.

Entre mais de 500 profissões, os comissários de bordo apresentaram a maior porcentagem de mortes por cânceres relacionados à radiação, seguidos pelos pilotos, segundo os pesquisadores. Para essas duas profissões, a probabilidade de morte foi excepcionalmente alta para cada tipo de câncer relacionado à radiação.

Nenhum dos grupos apresentou taxas de mortalidade acima do normal por cânceres não relacionados à exposição à radiação, observaram os autores do comentário, Catherine Olsen e Ken Karipidis. Esse fato "apoia a hipótese de que a exposição ocupacional à radiação, e não fatores socioeconômicos ou de estilo de vida, é a causa do excesso observado", escreveram eles

Os pesquisadores descobriram que os comissários de bordo tinham cerca de 50% mais chances de morrer de câncer relacionado à radiação do que a população trabalhadora em geral, e os pilotos tinham cerca de 36% mais chances.

Em termos de risco absoluto, cerca de 6,9% das mortes de comissários de bordo foram causadas por esses tipos de câncer - aproximadamente 1 em cada 14. Entre os pilotos, o índice foi de 6,7%. Para a população trabalhadora em geral, foi de 5%, afirmou o primeiro autor do estudo, Vishal Patel, da Faculdade de Medicina de Harvard.

Os autores reconheceram algumas limitações em seu estudo. Eles não sabem quanta exposição cada comissário de bordo e piloto teve durante o voo ou por outras fontes. Também é possível que as ocupações tenham sido classificadas incorretamente em algumas certidões de óbito.

Eles também não conseguiram explorar outro possível fator específico das profissões: o risco de câncer pode ser agravado pela interrupção frequente do relógio biológico, que pode ser afetado pelo jet lag, pela travessia de fusos horários e por horários de trabalho irregulares.

A Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos reconhece que as tripulações aéreas estão expostas à radiação ionizante, mas o governo americano não estabelece limites de dose nem exige monitoramento, observaram os autores. "Não se pode gerir uma exposição que se decidiu não medir", disse Patel por e-mail.

Sara Nelson, que lidera um sindicato que representa 55 mil comissários de bordo, afirma que o relatório reforça a necessidade de levar a exposição à radiação a sério, como a entidade vem sugerindo há anos.

"O risco é conhecido, mas a tripulação não é treinada nem informada. E ninguém está assumindo a responsabilidade", avalia Sara, presidente da Associação de Comissários de Voo (AFA-CWA).

Exames dermatológicos anuais podem ser recomendados para todas as pessoas que trabalham em voos de alta altitude, e mulheres nessas profissões podem querer fazer mamografias mais cedo ou com mais frequência, escreveram Olsen e Karipidis. Os médicos que atendem pilotos e comissários de bordo também devem ter um "alto nível de suspeita" de câncer ao avaliar esses pacientes, afirmaram.

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