Cidades

CORONAVÍRUS

Com poucos casos de Covid-19, Campo Grande atrai pessoas de vários estados

Prefeito disse que foi notado aumento de veículos nas entradas da cidade e situação preocupa

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Com a menor incidência do novo coronavírus entre as capitais brasileiras, Campo Grande tem atraído pessoas de diversas cidades do País, que procuram a Capital para passar a quarentena longe de estados e municípios onde há picos de casos, incluindo do interior de Mato Grosso do Sul. É o que afirmou o prefeito Marcos Trad em transmissão ao vivo no Facebook, nesta quarta-feira (27).  

Segundo Trad, o aumento foi constatado nas barreiras sanitárias implantadas nas cinco entradas de Campo Grande, que começaram a funcionar ontem.  

Ele afirma que o fato da Capital ter pouca incidência no comparativo com outras capitais indica que as medidas estão funcionando, mas a “migração” de pessoas causa preocupação.  

Ainda segundo o prefeito, informações da Polícia Rodoviária Federal apontam que o número de veículos que chega a Campo Grande é maior do que o registrado antes da pandemia.  

“O número de veículos, que em uma quarta comum vinham para cá, é menor do que o número de veículos que está vindo. Isso é reflexo do sucesso com que a gente está enfrentando essa Covid-19. As pessoas estão vendo que aqui é seguro e estão vindo para cá e isso nos preocupa porque estamos tomando medidas cada mais vez mais rigorosas, mas preciso da ajuda dos que aqui moram e estão preocupadas com essa enfermidade [para cumprir as medidas]. Não acabou essa pandemia”, disse.

Nas barreiras sanitárias, até a manhã de hoje, entraram em Campo Grande 6,2 mil veículos, em um total de 12.061 pessoas. Todos foram abordados nas barreiras sanitárias, onde os veículos passam por desinfecção, motoristas e passageiros são orientados sobre as medidas de prevenção do coronavírus e testes são feitos em possíveis casos suspeitos.

Até hoje, 22 pessoas apresentaram sintomas da Covid-19, mas, segundo Trad, nenhum teste resultou positivo.

Barreiras foram implantadas nas cinco entradas da cidade devido ao aumento nos casos de coronavírus no interior de Mato Grosso do Sul, que também tem feito com que muitos moradores venham para a Capital.  

“A curva do interior explodiu. Muitas pessoas do interior, isso é natural, principalmente os que tem condições de suportar a quarentena, que tem mais condições, estão saindo de onde tem o foco e indo para onde tem paz e sossego para a família, isso é lógico. Os técnicos falaram: 'ou impede todo mundo de entrar na cidade, ou acolhe, mas com segurança para Campo Grande. A barreira é um dos atos de cautela”, disse o prefeito.  

Conforme boletim divulgado hoje pela Secretaria Estadual de Saúde, Campo Grande tem 262 casos confirmados de coronavírus, com 185 deste total considerados curados. A Capital tem seis mortes pela doença.

Observação

Chefe da OMS supervisionará evacuação de passageiros e tripulação do cruzeiro com hantavírus

Espera-se que o MV Hondius, de bandeira holandesa, chegue à ilha na madrugada de domingo

09/05/2026 22h00

Tedros Adhanom, diretor da OMS

Tedros Adhanom, diretor da OMS Foto: Divulgação

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O diretor da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, deixou a capital da Espanha hoje para supervisionar a evacuação de mais de 140 passageiros e tripulantes de um cruzeiro afetado por hantavírus nas Ilhas Canárias, em Tenerife.

"Vamos supervisionar o desembarque seguro dos passageiros, dos membros da tripulação e dos peritos sanitários", disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, da OMS.

Espera-se que o MV Hondius, de bandeira holandesa, chegue à ilha na madrugada de domingo. Tedros afirmou que, por enquanto, ninguém a bordo do cruzeiro apresentava sintomas do hantavírus.

"A OMS continuará monitorando ativamente a situação, coordenando o apoio e os próximos passos, e manterá informações sobre os Estados-membros e a população a respeito. Por enquanto, o risco para a população das Ilhas Canárias e o nível mundial será baixo", publicou a organização no X.

Três pessoas morreram desde o início do surto, e cinco passageiros que saíram do barco estão infectados com hantavírus. Tanto os Estados Unidos quanto o Reino Unido enviaram aviões para evacuar seus cidadãos do cruzeiro.

A responsável pelos serviços de emergência da Espanha, Virginia Barcones, explicou que os passageiros serão transferidos para uma zona completamente isolada assim que desembarcarem.

O governo holandês trabalha com as autoridades espanholas e com a navegação para organizar a repatriação dos passageiros e tripulantes do País o mais cedo possível após a chegada a Tenerife, dependendo do seu estado de saúde e das recomendações do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Enfermidades

Aqueles que não apresentam sintomas permanecerão em quarentena domiciliar durante seis semanas e serão vigiados pelos serviços sanitários locais.

Como o barco tem bandeira neerlandesa, a Holanda tem ajudado a alojar temporariamente pessoas de outras nacionalidades e vigiá-las em quarentena.

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Baixa adesão

Chikungunya: prefeitura vacinou apenas 3,7% do público-alvo em Dourados

Município registra 10 mortes e alto incidência da arbovirose transmitida pelo mosquito Aedes aegypti

09/05/2026 18h15

Foto: Divulgação / Prefeitura de Dourados

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Com imunização iniciada no último dia 27, a procura pela vacina contra a chinkungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que causou 10 mortes e já contagiou mais de 3 mil pessoas em Dourados segue aquém do esperado pela administração municipal, que vacinou apenas 3,7 % do público-alvo. 

Ao longo da primeira semana de campanha, apenas 1607 pessoas (3,7%) das 43 mil pessoas consideradas público-alvo procuraram a rede pública para tomar a vacina na área urbana de Dourados. No mesmo período, somente 200 doses foram aplicadas em área de reserva indígena.

Na busca por maior adesão à vacina, a prefeitura criou uma Unidade Móvel de Vacinação, que percorre bairros e estaciona em pontos de maior incidência de focos do mosquito transmissor da arbovirose. A modalidade de vacinação é responsável por 405 das 1,6 mil doses já aplicadas, imunização realizada na manhã do feriado de 1º de maio, Dia Mundial do Trabalho, no pátio do Centro Administrativo Municipal (CAM).

Ampliação 

Com o avanço da chikungunya, presente em 76 dos 79 municípios do Estado, a Secretaria de Estado de Saúde, por meio da coordenadoria de Imunização, vai ampliar a estratégia de vacinação contra a doença no Estado,  vacinação que se estenderá às cidades deAmambai, Batayporã, Douradina e Sete Quedas.

Para essa nova etapa, estão previstas a disponibilização de 14,4 mil doses, distribuição será feita proporcional à população de cada cidade. Os imunizantes ficarão armazenados no Núcleo Regional de Saúde de Dourados, de onde serão retirados pelas respectivas equipes municipais. A entrega ocorrerá de forma gradual, conforme a utilização das doses, assegurando maior controle e eficiência na aplicação.

A definição dos municípios contemplados nesta etapa foi feita pela Coordenação-Geral de Vigilância de Arboviroses, do Ministério da Saúde, com base em critérios técnicos e epidemiológicos.

Cabe destacar que a vacinação contra a chikungunya em Mato Grosso do Sul teve início após o Estado receber 20 mil doses do imunizante (IXCHIQ), enviadas pelo Ministério da Saúde. Inicialmente, a estratégia foi direcionada aos municípios de Dourados e Itaporã.

O imunizante é aplicado em esquema de dose única, indicado para pessoas entre 18 a 59 anos.

Por se tratar de um imunizante de vírus vivo atenuado, é contraindicada para gestantes, puérperas, pessoas imunocomprometidas ou com doenças crônicas descompensadas, além de indivíduos com histórico de reação alérgica grave a componentes da fórmula. 

Saiba*

Novo boletim epidemiológico e atualização sobre o número de doses aplicadas devem ser divulgados nesta semana. 

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