Cidades

Capital

Com risco de desabar, situação de igreja na Comunidade Tia Eva é investigada

O prédio pode cair por conta do apodrecimento do forro de madeira

NATALIA YAHN

28/11/2018 - 11h40
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Com risco de desabamento, a Igreja São Benedito que fica na Comunidade Tia Eva e é tombada como patrimônio histórico e cultural de Campo Grande e também do Mato Grosso do Sul, é alvo de investigação do Ministério Público do Estado (MPMS). A promotora de Justiça, Luz Marina Pinheiro quer saber se existem danos estruturais que comprometem a estabilidade e a preservação da construção, que deveria ser preservada. 

O prédio pode cair por conta do apodrecimento do forro de madeira e por não possuir instalações elétricas adequadas, o que também alerta para risco de incêndio da pequena igreja. 

Para embasar a investigação, o MPMS recorreu ao relatório do estado de conservação dos bens tombados pelo município, feito em 2017, mas apresentado em janeiro deste ano como parte do Mestrado Profissional em Conservação e Restauração de Monumentos e Núcleos Históricos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

A obra para instalação do forro, a substituição de telhas e de algumas esquadrias, foi em 1980, provavelmente a última intervenção feita no prédio. O relatório aponta que por ser ponto de encontro da comunidade e devido alterações no entorno, com construção de residencias nas laterais. Porém, no levantamento há informações relativas a perda de telhas, inclusive com algumas quebradas, além de cupins, apodrecimento da madeira da construção. Na avaliação o estado geral do prédio foi considerado regular.

Para o representante da comunidade ouvido no estudo, o bisneto da Tia Eva, Sergio Antônio da Silva - conhecido como Michel - relatou que existe risco de desabamento por conta dos problemas no telhado e apodrecimento da madeira que compõe a estrutura da igreja.

O estudo faz a análise completa e detalhada de 15 bens tombados na Capital. Porém quatro deles, o Museu José Antonio Pereira, a Estação Ferroviária, o Armazém e a Rotunda, já são objetos de ações ajuizadas pela 26ª Promotoria de Justiça do Meio Ambiente. Mas por conta do resultado da vistoria e do relatório apresentado, a promotora considerou apuração da situação nos demais locais, além da Igreja São Benedito, deve ser alvo de investigação do estado de conservação os prédios do Colégio Oswaldo Cruz, Loja Maçônica Estrela do Sul, Loja Maçônica Oriente Maracaju, Rádio Clube, Morada dos Baís, Escola Izauro Bento Nogueira, Obelisco da Afonso Pena, Monumento da UFMS - paliteiro, edifício do Instituto Histórico e Geográfico (IHG), e até o gabinete do prefeito. Todo o levantamento será feito pelas Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio Histórico e Cultural de Campo Grande.

HISTÓRIA

A igreja da Comunidade Tia Eva foi fundada pela ex-escrava Eva Maria de Jesus, como promessa após ser curada de uma grave doença. Em 26 de abril de 2008, a Fundação Cultural Palmares concedeu a Certidão de Autodefinição como Comunidade Remanescente de Quilombos aos descendentes de Tia Eva. Em 1996 a igreja foi tombada pelo município. No dia 5 de maio de 1998, a Igrejinha de São Benedito recebeu o tombamento definitivo como parte do Patrimônio Histórico de Mato Grosso do Sul.

OFERTAS

Leilão do Detran-MS inicia março com 181 veículos para circulação

Os lotes se dividem em 162 motocicletas e 19 carros, além das ofertas de sucatas que podem ter as peças retiradas e vendidas

03/03/2026 16h35

Divulgação

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Nesta segunda-feira (2), o Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) abriu o leilão de veículos para circulação e sucatas.

Entre os veículos que podem circular, há 181 lotes, os quais 162 são motocicletas e 19 carros. Entre os destaques está um Citroen C4 Pallas 20EPF, ano 2009/2010, que tem lance inicial de R$ 4.518.

Entre as motocicletas, o destaque é uma HONDA/CG 160 START, ano 2025/2025, com o lance inicial de R$ 4.095.

Entre as sucatas, são 66 lotes, sendo 70 motocicletas e 58 automóveis de sucata inservível, ou seja, que podem ter as peças retiradas e vendidas separadamente; e um lote único de 10.313,00 kg de material ferroso, voltado para siderúrgicas.

O leilão ficará aberto até às 15h, do dia 17 de março, realizado pelo portal www.leiloesonlinems.com.br.

Os editais dos leilões estão disponíveis no novo site do Detran-MS. Acesse (https://www.detran.ms.gov.br/informativo/editais-leiloes-e-licitacoes/).

Visitação

No portal é possível conferir os valores e fotos. Os interessados que quiserem avaliar os lotes podem visitar o pátio da PMAX Guincho e Armazenamento de Veículos, na Rua Gigante Adamastor, 16, Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande.

Em Dourados, também há possibilidade de visitação, na unidade da PMAX, localizado na Avenida Moacir Djalma Barros, nº 11.355,  BR-163, Km 266. Os dias liberados para visita são 13 e 16 de março, das 08h às 11h e das 13h30 às 16h30.

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Fenômeno

Pescadores encontram diversos peixes mortos no Rio Sucuriú

Segundo a Polícia Militar Ambiental, a mortandade pode ter sido causada devido ao fenômeno natural conhecido por "devoada"

03/03/2026 16h15

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas

Exemplares foram encontrados no trecho em Paraíso das Águas Reprodução

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Pescadores encontraram, no último domingo (01), vários peixes mortos boiando nas águas do Rio Sucuriú, no município de Paraíso das Águas, a aproximadamente 210 quilômetros de Campo Grande. 

A maioria dos animais mortos eram da espécie piau, um peixe comum nas bacias do Paraná e do Paraguai. Os registros foram feitos por um casal que praticava pescaria no trecho entre a Ponte do Portinho Municipal e a Ponte de Pedra. 

De acordo com relatos de um dos pescadores, os peixes mortos estavam espalhados em diferentes pontos do rio, o que causou estranhamento e preocupação quanto às possíveis causas do fato. 

O Correio do Estado entrou em contato com a Polícia Militar Ambiental responsável pelo condado. Em nota, a assessoria da PMA de Costa Rica informou que realizou fiscalização pelo rio e em terra durante o dia de ontem (2) para apurar as causas do incidente. 

Em conversa com ribeirinhos e pescadores, a Polícia confirmou que cerca de 15 a 20 exemplares de peixes das espécies Piau, Tubuarana e Tucunaré foram encontrados boiando durante o domingo, mas o fenômeno cessou logo em seguida. 

Por esse motivo, durante a vistoria da PMA, não foi encontrado nenhum peixe morto nas regiões do Curralinho e Ponte de Pedra, nem nas grades de adução da Usina Hidrelétrica Fundãozinho ou propriedades rurais com lavouras às margens do rio. Não foram identificados, também, vestígios de uso indevido de defensivos agrícolas ou qualquer descarte irregular. 

Possíveis causas

A PMA afirmou que a mortandade pode ter sido causada por um fenômeno natural conhecido como "decoada", comum no Pantanal, ocorrendo na cheia (fevereiro a maio), quando águas sobem e inundam áreas secas com matéria orgânica, causando decomposição bacteriana intensa. 

"Imagens registradas no dia da denúncia mostraram um grande acúmulo de resíduos orgânicos e vegetação seca na calha do rio, trazidos pelas fortes chuvas e cheias. Esse material orgânico, ao entrar em decomposição, reduz drasticamente o oxigênio da água, o que pode levar à morte de peixes de forma moderada — fato que também foi registrado na região no mesmo período em 2025", explicou em nota. 

Mesmo com os indícios de causa natural, a Polícia informou que vai manter o monitoramento contínuo do trecho. Além disso, já foi realizado um pedido ao Instituto do Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para que seja feita a coleta e análise técnica da água. 

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