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Em semana seca, MS lidera ranking brasileiro de baixa umidade do ar

Umidade de Aquidauana registrada hoje é pior que a em desertos

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Depois de uma semana sem chuvas, Mato Grosso do Sul registrou os menores índices de umidade relativa do ar do País. Na última quinta-feira (20), a cidade de Aquidauana, a 150 quilômetros de Campo Grande registrou a menor umidade do Brasil, chegando a 14%, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Dos dez municípios com as menores umidades registradas em 24 horas até ontem, cinco foram cidades sul-mato-grossenses. Nhumirim, no Pantanal, e Sonora registraram 16% de umidade, taxa que se assemelha ao deserto do Saara. Campo Grande e Corumbá registraram 18%. 

Nesta sexta-feira (21), o Estado continuou liderando o ranking nacional. Segundo o Inmet, as quatro menores taxas de umidade do ar até às 15 horas de hoje eram de cidades de Mato Grosso do Sul, conforme a imagem abaixo. 

Fonte: Inmet

Até às 21 horas de hoje, 66 municípios de MS estão em alerta para as baixas umidades, com valores que não devem passar dos 30%, considerado perigoso para a saúde. 

As cidades que devem ficar atentos para os baixos índices de umidade do ar são: 

  • Água Clara
  • Alcinópolis
  • Anastácio
  • Anaurilândia
  • Angélica
  • Antônio João
  • Aparecida do Taboado
  • Aquidauana
  • Aral Moreira
  • Bandeirantes
  • Bataguassu
  • Batayporã
  • Bela Vista
  • Bodoquena
  • Bonito
  • Brasilândia
  • Caarapó
  • Campo Grande
  • Caracol
  • Cassilândia
  • Chapadão do Sul
  • Corguinho
  • Corumbá
  • Costa Rica
  • Coxim
  • Deodápolis
  • Dois Irmãos do Buriti
  • Douradina
  • Dourados
  • Fátima do Sul
  • Figueirão
  • Glória de Dourados
  • Guia Lopes da Laguna
  • Inocência
  • Itaporã
  • Ivinhema
  • Jaraguari
  • Jardim
  • Jateí
  • Juti
  • Ladário
  • Laguna Carapã
  • Maracaju
  • Miranda
  • Nioaque
  • Nova Alvorada do Sul
  • Nova Andradina
  • Paraíso das Águas
  • Paranaíba
  • Pedro Gomes
  • Ponta Porã
  • Porto Murtinho
  • Ribas do Rio Pardo
  • Rio Brilhante
  • Rio Negro
  • Rio Verde de Mato Grosso 
  • Rochedo
  • Santa Rita do Pardo
  • São Gabriel do Oeste
  • Selvíria
  • Sidrolândia
  • Sonora
  • Terenos
  • Três Lagoas
  • Vicentina

Para essas condições, o Inmet recomenda bastante ingestão de líquidos, evitar desgaste físico nas horas mais secas e evitar exposição ao sol nas horas mais quentes, geralmente concentradas das 11 horas às 15 horas. 

Previsão

As altas temperaturas devem continuar em grande parte do Estado durante o fim de semana. Após uma pequena frente fria, os termômetros não devem registrar temperaturas menores que 17ºC, principalmente nas regiões sul, sudeste e Grande Dourados. 

Já as máximas podem chegar a 38ºC, especialmente nas regiões norte, bolsão e leste de MS. 

De acordo com o Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul, o tempo seco é proveniente da atuação de um sistema de alta pressão atmosférica sobre o Estado. 

No entanto, não são descartadas possibilidades de pancadas de chuvas e tempestades acompanhadas de raios e rajadas de vento em pontos isolados na segunda-feira (24), o que deve trazer um alívio nas temperaturas do final de semana. 

Nesta sexta-feira, de acordo com o Inmet, as maiores temperaturas registradas no Brasil foram de Corumbá, com 39ºC e de Água Clara, de 38,9ºC. 


 

Infraestrutura

Empreiteira dá desconto de 0,31% e fará reforma de R$ 45 milhões em aeroporto

Obra estimada em R$ 45,8 milhões teve proposta vencedora de R$ 45,7 milhões, com economia de R$ 142,4 mil aos cofres públicos

23/02/2026 09h33

Reprodução

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Com a reforma do Aeroporto Santa Maria estimada em R$ 45.859.175,76 pela Agência Estadual de Gestão e Empreendimentos (Agesul), a Equipe Engenharia LTDA venceu o processo licitatório ao oferecer 0,31% de desconto sobre o valor previsto.

O anúncio foi feito no Diário Oficial de Mato Grosso do Sul nesta segunda-feira (23). O aeródromo está localizado na saída para Três Lagoas, em Campo Grande. Em setembro de 2025, como noticiou o Correio do Estado, a Agesul tornou público o pregão, com valor estimado de até R$ 45.859.175,76.

A empresa vencedora orçou a obra em R$ 45.716.743,03, o que representa R$ 142.432,73 a menos do que o estabelecido no planejamento financeiro da pasta para a reforma.

Conforme a Agesul, estão previstas a restauração e a ampliação da pista de pouso (PPD), do pátio e da taxiway, assim como a implantação de guarita e de receptivo para o volume de passageiros que embarcam e desembarcam.

 

Estrutura e investimentos

Importante explicar que, essa função de "aeroporto auxiliar" ao Internacional de Campo Grande só foi possível graças aos investimentos anunciados ainda em 2019, a partir de quando foi previsto para o espaço a implantação de um sistema de iluminação que possibilita os pousos noturnos. 

Até essa época, em caso de uma possível emergência noturna na Capital, as aeronaves precisavam recorrer aos aeroportos de Dourados, Corumbá e Três Lagoas, distantes 250,1 quilômetros, 427,5 e 326,6 km respectivamente de Campo Grande. 

Antes disso, o espaço atendia produtores rurais, empresas de fretamento de aeronaves, bem como a unidade regional da Divisão de Operações Aéreas (DOA) da Polícia Rodoviária Federal (PRF), com suas duas pistas, a de pouso e decolagem que possuía 1,5 mil metros por 30 metros de largura, e a de taxiamento, com 1,5 mil metros e 23 metros de largura.

Nessa época, cabe ressaltar que o tráfego aéreo chegou a registrar 60 voos diários no aeroporto Santa Maria em Campo Grande. 

Também vale destacar que, apesar do investimento de R$ 2,5 milhões, a obra anunciada em 2019 foi concretizada em maio de 2022, a partir de quando o Aeroporto Santa Maria passou finalmente a operar com pista noturna, atendendo assim os possíveis casos de emergência e atuando em reforço noturno ao Internacional de Campo Grande. 

Além disso, não basta apenas a devida iluminação para operação noturna, foi somente nessa época que o espaço obteve a autorização da Agência Nacional de Aviação (ANAC) e aval do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) para tal finalidade. 

O Aeródromo Santa Maria, para além da iluminação noturna, também passou por um alargamento das faixas de pouso, que antes possuíam a medida correspondente a 1.100 x 23 metros, agora mede 1.500 x 30 metros. 

** Colaborou Leo Ribeiro

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MAIS UMA VEZ

Estado volta a multar empresas envolvidas em série de fraudes hospitalares

Ao todo, mais de R$ 3 milhões em multas foram aplicadas às duas empresas; se não houver pagamento, a dívida poderá ser cobrada judicialmente

23/02/2026 09h15

Em uma das fraudes, empresa entregou ao menos dez mil máscaras que não davam proteção aos profissionais do Hospital Regional

Em uma das fraudes, empresa entregou ao menos dez mil máscaras que não davam proteção aos profissionais do Hospital Regional Divulgação

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Mesmo após decisões judiciais que suspenderam sanções anteriores e permitiram o retorno às licitações públicas, as empresas Se não houver pagamento, a dívida poderá ser cobrada judicialmente. Ltda. e Universal Produtos Hospitalares Ltda. voltaram a ser punidas pelo Governo do Estado por irregularidades em contratos na área da saúde.

Publicada no Diário Oficial desta segunda-feira (23), a Resolução nº 140/2026 da Controladoria-Geral do Estado (CGE) aplica novas penalidades às duas fornecedoras por por irregularidades na venda de produtos hospitalares ao Estado

A Mega foi multada em R$ 2.593.226,72. Já a Universal terá de pagar R$ 253.805,00. Além das multas, ambas terão de publicar, às próprias custas, a decisão administrativa sancionadora. No caso da Universal, a penalidade é ainda mais severa: a empresa está impedida de licitar e contratar com o Poder Executivo estadual por três anos e será descredenciada do Cadastro Central de Fornecedores.

As punições são resultado de um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) conduzido pela CGE com base na Lei Anticorrupção. De acordo com o órgão, as duas empresas fraudavam os procedimentos licitatórios destinados à compra de produtos hospitalares pelo governo estadual.

Com a decisão publicada agora, os valores terão de ser pagos após o fim dos prazos de recurso. Se não houver pagamento, a dívida poderá ser cobrada judicialmente.

As empresas ainda podem buscar contestar as penalidades na Justiça.

Histórico de escândalos

Não é a primeira vez que as duas empresas se envolvem em irregularidades no fornecimento de insumos hospitalares.

Em 2021, Mega e Universal já haviam sido punidas administrativamente por fraudes na venda de 20 mil máscaras hospitalares ao Estado, no auge da pandemia de Covid-19. A Mega entregou máscaras diferentes das previstas em contrato, o modelo deveria ser N95 e foi multada em cerca de R$ 599 mil. A Universal recebeu punição menor por participação em conluio no procedimento de cotação de preços.

Mesmo com as sanções, decisões liminares acabaram suspendendo os efeitos das penalidades e permitindo que as empresas voltassem a participar de licitações públicas.

Na época, conforme investigação do Ministério Público, o proprietário da empresa Mega,  Emerson Ludwig, foi flagrado afirmando, em 9 de junho de 2020, que “10 mil daquela eu não consigo vender nem pros mendigos na rua aqui ha ha ha ha”. O áudio foi obtido mediante autorização judicial e faz parte de denúncia do MPE (Ministério Público Estadual) decorrente da Operação Parasita. 

A investigação encontrou a confissão do próprio empresário falando sobre a má qualidade das máscaras em plena pandemia. “Essa que nós tamo vendendo, Rafael. Em hospital não dá para usar, entendeu? Ela não tem filtro, não tem nada. É isso que eu estou te falando. E às vezes pode dar um B.O. Então, mas vamos arriscar, vamos arriscar os zói pra ver. O máximo que pode fazer é nós pedir cancelamento”. 

Além das multas, as duas empresas chegaram a ficar proibidas de participarem de licitações na administração estadual. “Contudo, as sanções aplicadas se encontram suspensas em virtude de decisão judicial liminar”, informou, em nota enviada ao Correio do Estado no dia 9 de setembro de 2025, a Controladoria-Geral do Estado.

Operação Parasita

A Mega também esteve no centro da Operação Parasita, deflagrada em 2022 pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, que investigou fraudes milionárias no Hospital Regional de Campo Grande.

Segundo o Ministério Público, as apurações apontaram prejuízo superior a R$ 14 milhões aos cofres públicos em razão de compras fraudulentas. Entre os casos investigados estava a aquisição simulada de material hospitalar que não teria sido entregue, o que comprometeu exames e procedimentos essenciais.

À época, o MPE informou que uma das negociações suspeitas envolvia cerca de R$ 2,5 milhões na compra de contraste suficiente para abastecer o hospital por aproximadamente quatro anos. O produto, no entanto, não teria sido entregue, provocando desabastecimento e afetando o atendimento a pacientes.

Durante a investigação, o empresário Emerson Ludwig, proprietário da Mega, também foi citado em apurações que indicaram o repasse de um veículo, modelo Prisma, como pagamento de propina a Rehder Batista dos Santos, então coordenador de Logística e Suprimentos e diretor Administrativo e Financeiro do hospital.

Apesar da série de indícios reunidos na operação, em janeiro de 2024, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça autorizou que a empresa voltasse a participar de licitações. Com a decisão, a Mega retornou aos certames estaduais, cenário que antecede as novas punições agora aplicadas pela Controladoria.

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