Cidades

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Empresa oferece deságio de R$ 1,4 mi e vence licitação da Ernesto Geisel

Serão investidos R$ 20,9 milhões para a conclusão do trecho entre as ruas Bom Sucesso e Abolição, valor 6,4% inferior aos R$ 22,4 mi do teto do projeto

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A "novela" da revitalização da Avenida Presidente Ernesto Geisel ganhou um novo capítulo - agora promissor - nesta segunda-feira (15). Depois de uma tentativa de licitação malsucedida em agosto do ano passado e de um reajuste de 13,7% no valor do projeto para tentar atrair concorrentes, a Prefeitura de Campo Grande finalmente anunciou a empresa vencedora.

A HF Engenharia e Construção LTDA receberá R$ 20,9 milhões para a conclusão do trecho entre as ruas Bom Sucesso e Abolição, nas margens do Córrego Anhanduí, na região do bairro Marcos Roberto, próximo ao shopping Norte Sul Plaza. A publicação foi feita na edição do Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) de hoje.

No primeiro edital, do ano passado, a licitação apontava para um investimento máximo de R$ 19,7 milhões. No entanto, nenhuma empresa se interessou. Por isso, em junho deste ano, foi feito um reajuste de 13,7% no valor, o que fez com que quatro empresas apresentassem propostas.

O valor anunciado agora, de R$ 20.997.679,09, é 6,4% inferior aos R$ 22.450.994 do reajuste.

Necessidade

Com a obra inacabada e parada há cerca de três anos, margens do córrego Anhanduizinho viraram sinônimo de trânstornos para moradores da região e usuários da avenida. Foto: Marcelo Victor

Obras chegaram a começar no trecho em 2018, mas não foram concluídas. Por conta do abandono da obra, o tráfego no sentido bairro-centro está parcialmente interditado faz mais de três anos. Além disso, parte do local virou ponto de descarte de lixo e entulhos.

Novo PAC

A revitalização da avenida já está prevista no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), anunciado em agosto do ano passado. Para repaginar toda a Ernesto Geisel, serão necessários em torno R$ 150 milhões dos cofres do Governo Federal, conforme estimou a prefeita Adriane Lopes à época do anúncio do PAC.

Relembre

Em 2011 foram lançadas a primeiras licitações e firmado o convênio com o Governo Federal para a revitalização da Ernesto Geisel. À época, Campo Grande estava sob mandato de Nelsinho Trad. No ano seguinte, um evento festivo chegou a ser realizado no shopping Norte Sul Plaza para anunciar prováveis datas para início dos trabalhos. 

Porém, a gestão de Alcides Bernal e Gilmar Olarte (2012 a 2016) acabou e nada saiu do papel. Em 2018, já na administração de Marquinhos Trad, os trabalhos começaram e somente um trecho foi concluído, entre as ruas Santa Adélia e Abolição. 

O segundo trecho, que agora será retomado, tinha orçamento inicial previsto de R$ 25,6 milhões. Cerca de 58% da obra chegou a ser executada, mas mesmo assim será necessário o investimento da ordem de R$ 20 milhões agora para concluir o restante. 

Para a próxima gestão

Caso tudo ocorra como o esperado, a obra deve ser entregue no ano que vem, ou seja, caso Adriane Lopes não seja reeleita, a revitaçização terá passado pelas mãos de seis prefeitos: Nelsino Trad, Alcides Bernal, Gilmar Olarte, Marguinhos Trad, Adriane Lopes e o próximo.

Colaborou: Neri Kaspary.

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Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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