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Começa no Rio mais uma feira literária dedicada a crianças e jovens

Começa no Rio mais uma feira literária dedicada a crianças e jovens

AGÊNCIA BRASIL

28/05/2014 - 23h00
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Começou hoje (28), em sessão exclusiva para professores, a 16ª edição do Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens, promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ), que tem a Argentina como país homenageado. “Chegar à 16ª edição é a confirmação que este é um projeto que interessa às crianças, aos jovens, aos pais e às escolas, que é a leitura dos livros de literatura para crianças e jovens, compreendido dentro do conceito de formação de leitores, uma formação humanista”, disse à Agência Brasil a secretária-geral da fundação, Elizabeth Serra.

O Salão do Livro vai até 8 de junho, no Centro de Convenções SulAmérica, região central do Rio de Janeiro, e reúne obras de 62 editoras, sob patrocínio da Petrobras e apoio da prefeitura local. Amanhã (29), o evento será aberto para o público em geral.

O salão vai homenagear também, com uma exposição, o autor brasiliense Roger Mello, premiado em março último pelo International Board on Books for Young People (IBBY), na categoria ilustração, na Feira Internacional do Livro Infantil e Juvenil de Bolonha, na Itália. Considerada uma espécie de Prêmio Nobel da literatura infanto-juvenil, a premiação nunca antes havia sido concedida para um ilustrador do Brasil ou da América Latina, salientou Elizabeth Serra. Serão comemorados também os 40 anos do Prêmio FNLIJ, com uma exposição retrospectiva e o lançamento de um livreto com os 430 títulos vencedores.

Durante o salão, ocorrerá o 16º Seminário FNLIJ Bartolomeu Campos de Queirós, entre os dias 2 e 4 de junho, que discutirá a importância da fantasia na literatura. Elizabeth Serra defendeu que não pode haver nenhum tipo de cerceamento à liberdade de criação literária. “A literatura é fantasia, é provocação do imaginário, e não pode ter nenhum tipo de cerceamento. A gente tem que manter acesa a fantasia por meio dos livros de literatura”, disse ela, e ressaltou que o cerceamento à fantasia é um perigo que se percebe atualmente, muito em função da discussão sobre o que é politicamente correto.

O primeiro dia do seminário será dedicado à literatura argentina, que enviará 18 representantes, entre autores, especialistas e editores, para debater os processos de criação, edição e promoção do livro infantil e juvenil nos dois países. O segundo dia marcará a realização do 11º Encontro de Escritores e Artistas Indígenas, que pretende chamar a atenção do mundo para a preservação da diversidade biológica e da educação. No terceiro dia do seminário, serão analisados os avanços do livro na formação e no desenvolvimento da criança e do jovem, 40 anos depois do Congresso do IBBY realizado no país, em 1974. A FNLIJ é a sessão nacional do IBBY.

Nos encontros paralelos, destaque para a participação do médico e ex-jogador de futebol Afonsinho, no dia 30 deste mês, que debaterá com alunos da rede municipal de ensino público a relação entre futebol e literatura. “Estamos tentando estar dentro da Copa, mas pela literatura”, destacou a secretária-geral da FNLIJ.

Todas as crianças e jovens receberão, na saída do evento, um livro selecionado pela FNLIJ em parceria com as editoras participantes. No total, serão distribuídos 35 mil livros. Na avaliação de Elizabeth Serra, “ao presentear as crianças e jovens, estamos simbolizando a nossa filosofia de que a leitura é a base da cultura escrita. Hoje em dia fala-se muito da falta de qualidade das escolas públicas, e a gente acha que isso está diretamente ligado à falta de formação literária dos nossos professores, ao lado da falta de oportunidades a que a população, por questões financeiras, não teve acesso”.

Ela destacou, contudo, que esse quadro vem mudando nos últimos anos, mas acrescentou que não basta ter os livros bons. As secretarias municipais de educação devem ter como um dos focos também a formação literária de seus professores.

Nesta edição do Salão FNLIJ do Livro para Crianças e Jovens são esperados em torno de 50 mil visitantes, ante 43 mil na edição anterior. Nos dias úteis, o salão estará aberto das 8h às 18h, e nos fins de semana, das 10h às 20h.

El niño

Após temporal, Defesa Civil prevê "tempos difíceis" com mudanças climáticas abruptas

Prefeitura afirma que tempestade é resultado do fenômeno El Niño, previsto por meteorologistas como um evento de grande intensidade entre a primavera de 2026 e o verão de 2027

16/10/2026 17h30

Defesa Civil alerta para eventos climáticos extremos devido ao El Niño

Defesa Civil alerta para eventos climáticos extremos devido ao El Niño Foto: Gerson Oliveira / Correio do Estado

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Após as fortes chuvas que caíram em Campo Grande nessa quinta-feira (16) e que causou diversos estragos, principalmente relacionados a transbormamento de córregos e alagamentos, a Defesa Civil Municipal alerta que o cenário para os próximos meses é preocupante.

Conforme dados do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), em cerca de 24 horas, choveu quase todo o acumulado registrado em outubro do ano passado.

"Nós vamos ter tempos difíceis agora, mudanças climáticas abruptas", disse o coordenador da Defesa Civil Municipal, Enéas Netto.

Isto porque, conforme o Executivo Municipal, a tempestade é resultado do fenômeno El Niño, previsto por meteorologistas como um evento de grande intensidade entre a primavera de 2026 e o verão de 2027.

Enéas afirmou que o órgão recebeu mais de 50 chamados relacionados ao temporal de quinta-feira e que as equipes estão nas ruas trabalhando no rescaldo.

O coordenador pediu para que a população utilize o número 199, de emergência, para reportar qualquer tipo de situação relacionada às chuvas. Através deste número, a Defesa Civil faz a coordenação, com direcionamento para cada secretaria específica tomar as devidas providências e ações necessárias.

Enéas Netto também pediu para que a população tome medidas preventivas para evitar qualquer ocorrência dutrante as chuvas.

"Orientamos a população, por exemplo, numa situação de advento climático como a que aconteceu ontem, a Defesa Civil pôde presenciar, inclusive, pessoas enfrentando fortes enxurradas, expondo a vida em risco.
Então, a partir do momento que emitir o alerta da Defesa Civil, para que a população respeite e siga as orientações", alertou.

"Tendo a possibilidade de uma chuva maior, de uma ventania e tudo mais, não deixar seus veículos embaixo das árvores, se possível não sair de casa, se tiver que sair, identificando uma situação de ponto de alagamento, não enfrente esse ponto de alagamento, preservando a vida sempre", orientou.

Rescaldo

A Prefeitura de Campo Grande está com equipes nas ruas desde a tarde de quinta-feira, com ações que incluem limpeza e desobstrução de vias, manutenção da drenagem urbana e acompanhamento de pontos de alagamento.

Entre os serviços em andamento estão a limpeza de grades e rebojos, retirada de terra acumulada e a desobstrução de bocas de lobo.

A atuação também envolve o atendimento a famílias afetadas pelas chuvas e o levantamento de possíveis danos em imóveis. 

O balanço geral das ocorrências, dos danos provocados pelo temporal e dos atendimentos realizados está em levantamento pelos órgãos municipais e não foi divulgada até a publicação desta reportagem.

Recorde para o mês

Conforme o Cemtec, nos primeiros 15 dias de outubro de 2026, houve predomínio de acumulados de chuva expressivos e acima da média climatológica mensal em grande parte de Mato Grosso do Sul.

O maior registro de precipitação acumulada em Campo Grande foi de 272,8 mm, valor que representa um excedente de 81% em relação à média esperada para todo o mês de outubro.

A média histórica utilizada para comparação é de 150,6mm, baseada nos dados climatológicos da estação do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), localizada na Embrapa Gado de Corte, referentes ao período 1981–2010. 

Em todo o Estado, os maiores volumes foram registrados em Itaquiraí (297,8 mm), Paraíso das Águas - Fazenda Ranchinho (294,6 mm), Dourados (290,4 mm), Amambai - Novo Horizonte (281,6 mm), Maracaju (281,2 mm) e Campo Grande (272,8 mm).

Operação Mulher Segura

Homens são presos após ameaçarem mulheres com faca em Campo Grande

Prisões ocorreram durante a Operação Mulher Segura; um dos investigados ameaçou a mãe, enquanto o outro teria ameaçado matar a ex-companheira

16/10/2026 17h24

Reprodução/PCMS

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Dois homens, de 27 e 28 anos, foram presos nesta sexta-feira (16), em Campo Grande, durante diligências da Operação Mulher Segura. Os casos envolvem violência doméstica, ameaças com faca e descumprimento de medidas protetivas de urgência, segundo a Polícia Civil.

A ação foi realizada pela Seção de Investigação Geral (SIG) e pela equipe de capturas da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª DEAM), em iniciativa articulada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

No bairro Nova Lima, um homem de 27 anos foi preso em flagrante por descumprir medida protetiva. Conforme os depoimentos registrados pela polícia, a medida havia sido concedida após um episódio anterior em que ele teria ameaçado a própria mãe com uma faca.

A irmã do suspeito, de 34 anos, relatou às autoridades que ele apresentava comportamento agressivo e descumpria reiteradamente determinações judiciais. Segundo a Polícia Civil, o histórico do homem inclui registros por ameaça em ambiente familiar, tentativa de homicídio e lesão corporal, além de atos infracionais cometidos na adolescência.

Na segunda ocorrência, os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva contra um homem de 28 anos, investigado por ameaça e descumprimento de medida protetiva.

As investigações tiveram origem em um episódio ocorrido em 17 de setembro, no Jardim Nhanhá. De acordo com a Polícia Civil, o homem foi à casa da ex-companheira, de 26 anos, armado com uma faca, e fez ameaças de morte por não aceitar o fim do relacionamento, que durou cerca de dez anos.

A prisão preventiva foi determinada pelo Poder Judiciário durante a investigação do caso.

A Polícia Civil informou ainda que o investigado possui antecedentes criminais, incluindo condenação penal e registros relacionados a roubo majorado, associação criminosa, organização criminosa, receptação e maus-tratos contra menor de 14 anos.

As duas prisões ocorreram no âmbito da Operação Mulher Segura, que reúne ações de enfrentamento à violência contra mulheres. Os casos seguem sujeitos aos procedimentos legais.

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