Cidades

DECRETO

Comércio que elevar preço de produtos de combate ao Covid-19 terá alvará cassado

Medida foi determinada pela Prefeitura de Campo Grande e publicada nesta segunda-feira

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A Prefeitura de Campo Grande cassará o alvará de funcionamento de estabelecimentos que aumentarem, de forma injustificada, o preço de produtos de combate ao Covid-19, o novo coronavírus. A determinação foi publicada nesta segunda-feira (16), no Diário Oficial de Campo Grande (Dioagrande), por meio de decreto.

O decreto número 14.189, assinado pelo prefeito da Capital Marcos Trad (PSD) traz medidas para conter a proliferação da doença, declarada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como uma pandemia.

Conforme o artigo 15 do decreto, no caso de aumento sem justificativas desses produtos, “será cassado, como medida cautelar prevista no parágrafo único do art. 56, da Lei Federal n 8.078, de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), o Alvará de Funcionamento de estabelecimentos que incorrerem em práticas abusivas ao direito do consumidor, previamente constatado pelos fiscais do PROCON Municipal”, diz o documento.

Ainda de acordo com o decreto, “a penalidade prescrita no caput deste artigo será imposta sem embargo de outras previstas na legislação”.

As determinações feitas pelo decreto poderão ser reavaliadas “a qualquer momento”, de acordo com o desenvolvimento da doença no município. “Cabe ao Centro de Operações de Emergências, e a Secretaria Municipal de Saúde, editar atos orientativos suplementares”, finalizou.

O decreto também estabeleceu o fechamento de escolas da Rede Municipal de Saúde (Reme) por 20 dias, a contar a partir de quarta-feira (18). A administração municipal também proibiu aglomerações com mais de 100 pessoas na Capital.

Até esta manhã, dois casos do novo coronavírus estão confirmados em Mato Grosso do Sul, ambos em Campo Grande. A primeira é a jovem Thayany Silva, namorada do empresário Ueze Zahran Stamatis (que também está com a doença, mas em São Paulo), que está de quarentena e até agora não teve nenhum sintoma. E o outro é de um homem de 31 anos que está internado em um hospital particular de Campo Grande. Segundo informações do secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, ele chegou a ficar isolado em casa, mas teve desconfortos respiratórios. O estado de saúde não é considerado grave e o paciente é monitorado. 

JUSTIÇA

TJMS derruba liminar que barrava 'tarifaço' da Cassems

Decisão publicada nesta quinta-feira considerou estudos atuariais apresentados pela Caixa e apontou risco ao equilíbrio financeiro do plano

01/10/2026 12h15

O valor do plano de saúde para cônjuge passou de R$ 35 para R$ 450, aumento de aproximadamente 1.185%

O valor do plano de saúde para cônjuge passou de R$ 35 para R$ 450, aumento de aproximadamente 1.185% Divulgação

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) derrubou decisão que havia impedido a Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul (Cassems) de aplicar o reajuste da contribuição de dependente cônjuge, que saltou de R$ 35 para R$ 450 neste ano. O julgamento consta no Diário da Justiça desta quinta-feira (1º).

Por maioria, a 2ª Câmara Cível deu provimento ao recurso apresentado pela Cassems e revogou a tutela de urgência concedida em primeira instância a uma beneficiária de Paranaíba. O relator, desembargador José Eduardo Neder Meneghelli, ficou vencido, prevalecendo o entendimento apresentado pela primeira vogal.

A decisão representa mais um capítulo da disputa judicial iniciada após a Cassems anunciar, em maio, a elevação da contribuição fixa cobrada de cônjuges. O valor passou de R$ 35 para R$ 450, aumento de aproximadamente 1.185%.

No caso julgado agora, a beneficiária havia conseguido uma decisão provisória para manter a contribuição em R$ 35. A Cassems recorreu e apresentou estudos atuariais para sustentar que o valor anterior estava distante do custo assistencial gerado por esse grupo.

Segundo informações consideradas no julgamento, o custo mensal per capita dos cônjuges seria de R$ 524,20, superior, portanto, aos R$ 450 cobrados após o reajuste. Os documentos apresentados pela operadora apontam ainda sinistralidade de aproximadamente 413% e déficit anual estimado em cerca de R$ 191 milhões entre os dependentes cônjuges.

Reajuste

A mudança foi anunciada pela Cassems em 14 de maio e começou a valer na competência daquele mês. Na ocasião, a Caixa informou que os cônjuges haviam gerado aproximadamente R$ 61 milhões em arrecadação nos 12 meses anteriores, enquanto as despesas assistenciais ultrapassaram R$ 250 milhões, deixando déficit próximo de R$ 189 milhões.

A entidade argumentou que a revisão era necessária para preservar a sustentabilidade do plano. O reajuste não atingiu, naquela ocasião, as contribuições dos titulares nem dos filhos dependentes.

A elevação de R$ 35 para R$ 450 provocou reação de servidores e entidades representativas e levou a discussão para a Justiça.

No processo de Paranaíba, a Cassems argumentou que o Conselho de Administração tinha competência estatutária para definir o reajuste e que a alteração estava fundamentada em estudos técnicos.

Esse entendimento foi acolhido pela maioria da 2ª Câmara Cível.

O acórdão afirma que, por se tratar de plano de saúde administrado em regime de autogestão, não se aplica o Código de Defesa do Consumidor, conforme entendimento consolidado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Os desembargadores ressaltaram, porém, que isso não impede o controle judicial da cobrança com base no Código Civil e no Estatuto Social da própria entidade.

A Câmara também considerou que o simples percentual do aumento não é suficiente, isoladamente, para demonstrar abusividade. Para o colegiado, é necessário analisar se existe fundamento técnico e atuarial para justificar a nova contribuição.

Os pareceres apresentados pela Cassems indicaram, além do déficit entre os cônjuges, resultado global negativo próximo de R$ 24 milhões em 2025.

Outro ponto considerado foi o chamado “perigo de dano inverso”. Conforme o acórdão, manter provisoriamente a contribuição em R$ 35, diante de um custo assistencial muito superior, poderia transferir o déficit desse grupo para os demais beneficiários e afetar o equilíbrio econômico-financeiro do sistema.

A decisão também menciona que a Cassems está sob acompanhamento regulatório da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), por meio de Termo de Assunção de Obrigações Econômico-Financeiras desde outubro de 2024.

Sinpol

O reajuste também é alvo de uma ação coletiva movida pelo Sindicato dos Policiais Civis de Mato Grosso do Sul (Sinpol/MS), mas trata-se de outro processo.

Em julho, o desembargador Odemilson Roberto Castro Fassa negou pedido de urgência apresentado pelo sindicato para suspender imediatamente a cobrança de R$ 450 dos cônjuges e companheiros dos policiais civis representados pela entidade.

Naquela decisão, o magistrado considerou, em análise preliminar, que o Estatuto da Cassems confere ao Conselho de Administração competência para deliberar sobre as contribuições e que a discussão sobre a legalidade do reajuste e os estudos apresentados pela entidade exigiria análise mais aprofundada.

A negativa da liminar não encerrou a ação coletiva, que prosseguiu para análise do mérito.

No processo julgado agora pela 2ª Câmara Cível, por sua vez, a discussão envolve uma beneficiária específica e uma decisão anteriormente concedida pela 2ª Vara Cível de Paranaíba.

TEMPO

Chuva pode se estender até o dia das eleições em Campo Grande

Capital acumulou 14,2 mm nesta manhã, com ventos de até 53,2 km/h

01/10/2026 11h30

Chuva marcou o início de outubro em Campo Grande e instabilidade pode permanecer até domingo (4), dia do primeiro turno das eleições

Chuva marcou o início de outubro em Campo Grande e instabilidade pode permanecer até domingo (4), dia do primeiro turno das eleições Gerson Oliveira

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A chuva que marca o início de outubro em Campo Grande pode acompanhar os moradores da Capital até o domingo (4), dia do primeiro turno nas eleições. Nesta quinta-feira (1º), a cidade amanheceu sob instabilidade e já registrava 14,2 mm de chuva e ventos de 53,2 km/h, conforme levantamento do meteorologista Natálio Abraão. 

De acordo com Natálio, a chuva desta quinta-feira varia entre fraca e moderada e deve continuar durante a manhã. No período da tarde, a tendência é de diminuição da intensidade, com possibilidade de a precipitação parar. 

A trégua, porém, pode ser curta. Segundo o meteorologista, a sexta-feira (2) ainda deve registrar chuva e, no domingo, 

há previsão de precipitação moderada durante a tarde. A orientação, diante das condições previstas para o dia da eleição, é que os eleitores considerem comparecer aos locais de votação no período da manhã.

A possibilidade de um fim de semana instável também aparece nos dados meteorológicos consultados nesta quinta-feira. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê ocorrência de chuvas em Mato Grosso do Sul ao longo do período entre 28 de setembro e 5 de outubro. No sul do Estado, os acumulados podem chegar pontualmente a 80 milímetros. 

Os volumes registrados nesta manhã variaram entre as regiões de Campo Grande. No Carandá Bosque, foram contabilizados 12,8 mm. Na região do Shopping Norte Sul, o acumulado chegou a 9,8 mm, enquanto a região central registrou 9,1 mm, segundo as informações.

A chuva também atingiu municípios do interior. O levantamento do meteorologista aponta 3,2 mm em Nioaque, 4,2 mm em Dourados e 4,2 mm em Ponta Porã. Em Corumbá, havia registro de chuva fraca e acumulado de 2,2 mm no início da manhã.

Dados de estações meteorológicas também mostram volumes mais elevados em outras regiões de Mato Grosso do Sul. Entre a madrugada e o começo da manhã, Bataguassu chegou a 29 mm, Ivinhema a 22 mm e Três Lagoas a 20,6 mm. 

O cenário exige atenção principalmente porque a instabilidade pode persistir durante o fim de semana. Para domingo, outras projeções meteorológicas consultadas nesta quinta-feira também apontam possibilidade de chuva e trovoadas em Campo Grande. 

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