Cidades

ALTA PROCURA

Concorrência geral do voucher caminhoneiro é de 9 concorrentes por vaga

Último dia de inscrições já acumula mais de seis mil interessados para 660 vagas iniciais, enquanto regiões como dourados tem até 13 candidatos disputando o mesmo espaço

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Sucesso de busca entre profissionais sul-mato-grossenses, o prazo de inscrições no programa "Voucher Transportador" termina nessa terça-feira (22), com 6.036 interessados somados antes do balanço final, gerando até o momento uma concorrência aproximada de 9 candidatos por vagas. 

Vale lembrar que o Governo do Estado anunciou mil vagas iniciais no programa, sendo que nessa primeira fase são ofertadas 660 para todo o Estado, sendo: 

  • Campo Grande - 410 vagas
  • Três Lagoas - 100 vagas
  • Dourados - 40 vagas
  • Ribas do Rio Pardo - 50 vagas 
  • Corumbá - 20 vagas
  • Chapadão - 20 vagas
  • São Gabriel do Oeste - 20 vagas 

Quando analisadas as regiões, é possível notar que certas unidades possuem menor concorrência que as demais, como São Gabriel, que tinha 54 interessados até o último balanço, que resulta numa média de menos de três candidatos por vaga. 

Na sequência, a segunda unidade com menor competitividade é Ribas do Rio Pardo, que possui cerca de cinco candidatos disputando o mesmo espaço. Tanto na Capital, quanto em Chapadão, a média é de sete interessados por vaga. 

Essa disputa fica ainda mais acirrada nos demais municípios que participam do programa. Três Lagoas, por exemplo, é uma das unidades que já tinham cerca de nove candidatos disputando a mesma vaga, enquanto Corumbá repete essa marca. 

Entretanto, a maior concorrência é justamente observada em Dourados, que segundo último balanço, tinha até 539 interessados nas 40 oportunidades de conseguir o voucher, que resulta numa média de 13 candidatos por vaga disponível. 

Também é importante frisar que, a próxima etapa - marcada apenas para 2024 - deve trazer as vagas restantes que completam as mil oportunidades, inicialmente previstas pelo Governo do Estado. Além disso, é garantia que o sucesso do programa resulte numa segunda edição, contando inclusive com uma possível ampliação de oportunidades oferecidas. 

Programa

Ainda em 28 de março, o Correio do Estado adiantou o plano do Governo, de lançar o voucher caminhoneiro, devido ao déficit de profissionais capacitados que Mato Grosso do Sul possui atualmente. 

Conforme estipulado pelo Sindicato dos Trabalhadores em Transporte de Cargos de MS (Sindicargas), esse déficit estaria girando em torno de três mil trabalhadores necessários para lidar com a demanda do setor. 

Além disso, cabe apontar que um motorista com categoria "E" ganha em média R$ 8 mil, com trabalhadores que tiram até R$ 17 mil e outros que batem apenas R$ 3,5 mil no mês, entretanto, para chegar nesse patamar, os que estão nas categorias abaixo precisam participar de curso por 30 dias, e desembolsar até R$ 4,2 mil no processo, sendo mais confortável, na maioria das vezes, permanecer como motorista "C e D". 

Logo na abertura das inscrições, o "Voucher Transportador" recebeu mais de 500 candidatos interessados, no período de 24 horas. As inscrições seguem abertas até esta terça-feira (22), sendo necessário: 

  • Ter, no mínimo, 21 anos completos na data da inscrição.
  • Ter CNH em situação válida na categoria B há pelo menos 24 meses, ou C há pelo menos 12 meses, ou D há pelo menos 12 meses, e demais condições regulares para participação no processo de mudança de categoria, conforme determina o Contran e os órgãos de trânsito locais
  • Não ter cometido nenhuma infração grave ou gravíssima nem ser reincidente em infrações médias durante os últimos 12 meses.

 

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TROCA DE TIROS

Confronto entre polícia e suspeitos na MS-436 termina com dois mortos

Durante a abordagem policial, os homens reagiram e foram alvejados durante a troca de tiros

24/08/2026 08h10

Policiais de Figueirão, Alcinópolis e Costa Rica participavam da ação

Policiais de Figueirão, Alcinópolis e Costa Rica participavam da ação Foto: Divulgação Policia Militar

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Um confronto entre policiais e dois homens terminou com a morte dos suspeitos, na tarde deste domingo (23), na rodovia MS-436, no trecho que liga os municípios de Figueirão e Alcinópolis. O caso aconteceu a aproximadamente 20 quilômetros de Figueirão, nas proximidades da rotatória de acesso à Fazenda Jangada.

Segundo informações preliminares do site MS Todo Dia, equipes policiais da região, de Figueirão, Alcinópolis e Costa Rica, participavam da ação. Durante a abordagem de um Fiat Uno e de uma motocicleta, os condutores reagiram e, com isso, deu início ao confronto.

Os dois homens foram atingidos durante a troca de tiros e morreram no local. As identidades não foram divulgadas.

Com mais estas duas mortes, Mato Grosso do Sul chega a 112 óbitos por intervenção de agentes da segurança pública neste ano.

ciência

Pesquisadores fazem estudo sobre a camada de ozônio no Pantanal

No total, são 120 especialistas do mundo todo participando da Missão de Dióxido de Carbono e Metano

24/08/2026 08h00

Foto: Divulgação/DLR

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A Missão de Dióxido de Carbono e Metano, conhecida como CoMet 3.0 Tropics, que coleta dados nos céus do Pantanal, vai durar até dezembro deste ano com a participação de pesquisadores do Brasil, Alemanha, Estados Unidos, Colômbia, Polônia, Espanha, Áustria, Itália, Índia e França. Esses dois gases estão entre os principais a causar o efeito estufa, que contribui para elevar a temperatura. Os estudos buscam compreender com dados atualizados quais são os efeitos nos trópicos úmidos.

Esse trabalho científico é coordenado pelo dr. Dirceu Luis Herdies, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em cooperação com doutor Andreas Fix, do Centro Espacial Alemão. O avião que serve para realizar as coletas chegou ao Brasil no dia 25 de julho, por Fortaleza (CE), e vai realizar voos para obter as medições desde Corumbá até Porto Velho (RO).

“A partir de 31 de julho, a aeronave Halo [High Altitude and Long Range Research Aircraft] alcançou os céus para a primeira coleta de gases pela região do Pantanal, bem como na Bolívia com múltiplos sensores remotos e amostragem direta. Foi possível coletar sinais fortes de CH4 [metano]. Isso vai permitir avaliar como se dá a emissão natural de áreas úmidas e comparar com as fontes antropogênicas”, detalhou o pesquisador Dirceu Herdies, em publicação feita em rede social. 
Esse voo pelo Pantanal durou oito horas e o avião partiu de Cuiabá (MT).

Para prolongar essas pesquisas, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) publicou nova portaria, no dia 14, para autorizar novas coletas. Os 120 pesquisadores ligados a esse trabalho científico foram nominalmente listados na autorização para poderem atuarem diretamente no Brasil. 

“As atividades de coleta com finalidade científica têm anuência prévia do Conselho de Defesa Nacional (CDN), Atos de 22 de junho de 2026, e autorização para sobrevoos do Pantanal e da região sul da Bacia Amazônica, onde serão coletados os dados, pela aeronave de pesquisa Halo, a partir da sede em Cuiabá (MT), 15° 35’ 56” S/56° 06’ 55” W”, especificou o documento, assinado por Olival Freire Junior, físico e atual presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.

Imagem aérea da aeronave utilizada na pesquisa feita no Pantanal - Foto: Divulgação/DLR

Os trabalhos de coleta podem prosseguir, com essa nova autorização, até o dia 20 de dezembro. Nesse período, há previsão que efeitos do El Niño possam estar mais acentuados em toda a região do Pantanal, além de gerar impactos na Amazônia.

Conforme o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), os dados obtidos terão múltiplas aplicações e deverão complementar lacunas de informações de outros sistemas de observação terrestre e por satélite. 
Também vão ser utilizados em validação cruzada para reduzir as incertezas de modelos computacionais regionais e globais e vão ajudar a validar dados obtidos por satélite, além de calibrar instrumentos.
Além de Pantanal, a Amazônia e o Cerrado estão na rota da pesquisa.

“[A aeronave] vai voar sobre o Pantanal para verificar as emissões de metano das regiões alagadas. A Amazônia é extremamente importante para conhecermos o balanço de carbono. No Cerrado, nosso foco é a emissão das queimadas”, descreveu o professor do Instituto de Física da Universidade de São Paulo e pesquisador do Observatório da Torre Alta da Amazônia (Atto, na sigla em inglês), Luiz Machado.

COMO É O AVIÃO

A aeronave usada nessa pesquisa envolve o modelo Gulfstream G550, operado pelo Centro Espacial Alemão (DLR, na sigla em alemão). O avião é conhecido como High Altitude and Long Range Research Aircraft (Halo) e pode fazer voos com ampla faixa de altitude, desde 850 metros até 15 mil metros, no limite da troposfera. 

“O modelo foi empregado no Brasil em outras duas campanhas científicas: a Cafe-Brazil [Chemistry of the Atmosphere: Field Experiment in Brazil], entre 2022 e 2023; e Acridicon-Chuva, em 2014; para investigar interações entre aerossóis, nuvens, química atmosférica e convecção na Amazônia”, detalhou o MCTI.

A aeronave está equipada com o sistema Light Detection and Ranging (Lidar), uma tecnologia que projeta pulsos de laser que permitem medir com precisão as concentrações de metano e dióxido de carbono na atmosfera, e outros instrumentos de sensoriamento remoto que medem os principais gases de efeito estufa, além de alguns traçadores para caracterizar massas de ar, são dedicados exclusivamente a medições atmosféricas.

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