Cidades

CONCURSO PÚBLICO

Concurso Reme 2024: 70 indígenas e 1,2 mil negros disputam vaga para professor

São 15 vagas para indígenas e 32 para negros; concorrência é de 4 candidatos/vaga e 37 inscritos/vaga, respectivamente

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Conforme apurado pelo Correio do Estado, aproximadamente 1,2 mil negros e 70 indígenas disputam o concurso público para professor da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande.

A lista com o nome dos candidatos foi publicada no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta terça-feira (26).

Para negros, as vagas de Professor são para as áreas de Educação Infantil (8), anos iniciais do Ensino Fundamental (12), Artes – Educação Infantil ao Ensino Fundamental (8), Educação Física – Educação Infantil ao Ensino Fundamental (1), Língua Inglesa – anos finais do Ensino Fundamental (1), Língua Portuguesa - anos finais do Ensino Fundamental (1) e Matemática - anos finais do Ensino Fundamental (1).

Para indígenas, as vagas de Professor são para as áreas de Educação Infantil (4), anos iniciais do Ensino Fundamental (6), Artes – Educação Infantil ao Ensino Fundamental (4) e Educação Física – Educação Infantil ao Ensino Fundamental (1).

A Secretaria Municipal de Gestão convocou negros e indígenas para o Procedimento de Heteroidentificação dos candidatos. O local da banca avaliadora deve ser consultado no Cartão de Informação do Candidato, disponível neste site.

O inscrito deve comparecer com 30 minutos de antecedência no local, portando documento oficial original com foto e o termo de autodeclaração da respectiva concorrência impresso, preenchido e assinado.

Confira os critérios de avaliação da banca para candidatos negros:

  • informação prestada no ato da inscrição quanto à condição de pessoa preta ou parda
  • autodeclaração assinada pelo(a) candidato(a) no momento do procedimento de heteroidentificação, ratificando sua condição de pessoa preta ou parda, indicada no ato da inscrição
  • fenótipo apresentado pelo(a) candidato(a) e filmagem feita pela equipe do Instituto Avalia, para fins de registro de avaliação e para uso da comissão de heteroidentificação
  • as formas e os critérios do procedimento de heteroidentificação considerarão, presencialmente, tão somente os aspectos fenotípicos dos candidatos

Confira os critérios de avaliação da banca para candidatos indígenas:

  • informação prestada no ato da inscrição quanto à condição de pessoa indígena
  • autodeclaração assinada pelo(a) candidato(a) no momento do procedimento de heteroidentificação, ratificando sua condição de pessoa indígena, indicada no ato da inscrição
  • apresentação de declaração original assinada por três lideranças da aldeia de origem ou vínculo familiar declarada pelo candidato, ou Registro de Nascimento Civil (RCN) com informação de etnia ou RG com informação de etnia, não sendo válido qualquer outro documento para tal comprovação, para fins de registro de avaliação e para uso da comissão de heteroidentificação
  • as formas e os critérios do procedimento de heteroidentificação considerarão, presencialmente, tão somente com base na ancestralidade, que será analisada através do(s) documento(s) apresentado(s)

Confira o modelo de autodeclaração e declaração para negros e indígenas aqui.

O candidato não será classificado como negro ou indígena, caso:

  • não cumprir os requisitos exigidos
  • negar-se a fornecer algum dos itens exigidos no momento solicitado pela comissão de heteroidentificação e/ou pelo Instituto Avalia
  • não for considerado negro ou indígena pela maioria dos integrantes da comissão avaliadora
  • não comparecer ao procedimento de heteroidentificação portando os documentos solicitados
  • não comparecer ao procedimento de heteroidentificação
  • prestar declaração falsa

CONCURSO

O concurso público para professor da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande foi divulgado em 5 de dezembro de 2023.

O salário é de R$ 3.671,07 e a carga horária é de 20 horas semanais. O período de inscrições foi de 11 de dezembro de 2023 a 15 de janeiro de 2024. A prova foi em 4 de fevereiro. O local do exame foi divulgado em 26 de janeiro.

O resultado da prova objetiva foi divulgado em 1º de março e a redação em 26 de março. O resultado final e classificação serão divulgados em 30 de abril de 2024.

REQUISITOS

Os requisitos para assumir do concurso são:

  • Possuir a escolaridade exigida para o cargo ao qual concorre
  • Ser maior de 18 anos
  • Ser brasileiro nato ou naturalizado e cidadão português
  • Ser eleitor e estar quite com as obrigações eleitorais
  • Estar quite com as obrigações militares, em caso de candidato do sexo masculino
  • Não ocupar cargo, emprego ou função pública e não acumular proventos de aposentadoria pagos pela previdência pública federal, estadual ou municipal
  • Não ter sido demitido por justa causa, em razão de falta grave, mediante decisão de qualquer esfera governamental, nos últimos cinco anos
  • Não possuir condenação criminal com trânsito em julgado, comprovada por certidões passadas pela Justiça Estadual e Federal
  • Apresentação de declaração de bens, conforme formulário próprio da Administração Municipal ou cópia da declaração apresentada à Receita Federal do Brasil
  • Apresentação de Declaração de Ficha Limpa

Confira o edital completo aqui

Interdições no Trânsito

Corrida fecha trechos da Afonso Pena e altera trânsito neste domingo

Prova do Shopping Campo Grande terá interdições e mudanças no trânsito das 6h às 11h

12/09/2026 15h00

Divulgação

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Motoristas que precisarem circular pela região do Shopping Campo Grande na manhã deste domingo (13) devem ficar atentos às interdições e alterações temporárias no trânsito provocadas pela Corrida do Shopping Campo Grande. Segundo a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), as mudanças ocorrerão das 6h às 11h, período em que a largada e a chegada da prova serão realizadas em frente ao shopping.

Os principais pontos afetados ficam nas avenidas Afonso Pena, Professor Luís Alexandre de Oliveira (Via Park), Arquiteto Rubens Gil de Camilo e Furnas, além de acessos e retornos próximos à região.

Na Avenida Afonso Pena, o trecho entre a região da Cacildo Arantes e os acessos ao Parque dos Poderes funcionará em sistema de contrafluxo. Acessos e retornos da avenida também serão interditados durante a passagem dos corredores.

Também serão bloqueados o acesso da Avenida Furnas à Afonso Pena, em frente ao Shopping Campo Grande, e o retorno da Furnas no mesmo ponto. O acesso da Avenida Doutor Luís Alexandre de Oliveira, próximo à Caixa Econômica Federal, para travessia da Afonso Pena, também ficará fechado.

Outro ponto de interdição será o acesso da Rua Euclides da Cunha à Avenida Furnas, no sentido Afonso Pena. O acesso à Afonso Pena pelo retorno localizado na região da Avenida Jintoku Minei também não estará disponível durante o evento.

Para quem estiver na Afonso Pena no sentido Parque dos Poderes/Centro, o trânsito será direcionado pelo contrafluxo até a Rua Doutor Mário Edson de Barros. De lá, os motoristas deverão seguir pela via até a Avenida Doutor Zerbini e, posteriormente, pela Cacildo Arantes.

Outra alternativa para continuar o deslocamento pela região é utilizar a Avenida Arquiteto Rubens Gil de Camilo e acessar a Avenida Furnas, em frente ao Shopping Campo Grande.

Já os motoristas que estiverem na Rua Euclides da Cunha, no sentido Avenida Furnas, deverão seguir em direção à Avenida Mato Grosso ou continuar no sentido Via Park. O acesso à Furnas no sentido Afonso Pena ficará impedido.

A circulação será alterada conforme o avanço da corrida, com pontos de travessia controlada e mudanças temporárias no fluxo. A Agetran orienta os condutores a evitarem a região sempre que possível, respeitarem a sinalização e seguirem as orientações dos agentes de trânsito para reduzir os impactos no deslocamento.

Pós-temporal

Prefeitura decreta emergência após estragos causados pela chuva na Capital

Medida tem validade de 180 dias e permite mobilização de órgãos municipais

12/09/2026 14h00

Paulo Ribas

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Dois dias depois do temporal que derrubou árvores, danificou estruturas, interrompeu o fornecimento de energia e afetou serviços essenciais, a Prefeitura de Campo Grande decretou situação de emergência. O Decreto nº 16.735, assinado pela prefeita Adriane Lopes (PP), na sexta-feira (11) e publicado em edição extra do Diogrande neste sábado (12), reconhece oficialmente os danos provocados pela tempestade e estabelece medidas excepcionais para a recuperação da cidade.

A situação de emergência tem validade de 180 dias e alcança as áreas comprovadamente afetadas pelo fenômeno classificado como Tempestade Local. O decreto determina que a extensão dos prejuízos seja detalhada em levantamento da Defesa Civil.

A medida ocorre após a Capital registrar um dos temporais mais intensos dos últimos meses. Na tarde de quinta-feira (10), rajadas de vento chegaram perto de 84 km/h, conforme registrou o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ao mesmo tempo, em que informações do meteorologista Natálio Abrahão indicaram 24,4 milímetros de chuva em 28 minutos e mais de 3 mil raios em apenas 36 minutos. 

Os efeitos se espalharam pelas sete regiões da cidade. Foram contabilizados mais de 100 registros de árvores caídas até a manhã de sexta-feira, além de quedas de postes, vias interditadas, alagamentos, danos em estruturas e falta de energia em dezenas de bairros. A Prefeitura informou que 26 escolas municipais, três unidades do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) tiveram impactos provocados pelo temporal e ficaram sem aula.

O decreto considera o conjunto de ocorrências para justificar a emergência. Entre os motivos citados no documento estão danos materiais, ambientais, econômicos e sociais em imóveis, residências, comércios, equipamentos urbanos, arborização e vias, além de quedas de árvores e postes, destelhamentos e obstrução de ruas com risco à população.

A publicação deste sábado também aponta graves danos à infraestrutura de energia elétrica, incluindo postes, cabos e transformadores, com interrupção do fornecimento em diversos bairros. A falta de energia chegou a comprometer outros serviços: na sexta-feira, moradores relataram ao Correio do Estado quase 24 horas sem luz, com casos em que o desabastecimento também afetou o fornecimento de água.

O que muda com o decreto

Na prática, a declaração permite que a Prefeitura concentre e mobilize estruturas para responder aos danos. O artigo 2º autoriza a mobilização de todos os órgãos municipais, sob coordenação da Defesa Civil, enquanto o artigo 3º prevê atuação integrada com órgãos estaduais e federais, Corpo de Bombeiros e concessionárias.

O texto também permite a convocação de voluntários e a realização de campanhas de arrecadação para atendimento das pessoas atingidas.

Outro ponto é a autorização para utilização de recursos da Contribuição para Custeio da Iluminação Pública (Cosip) na implantação, manutenção e recuperação da iluminação e do Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA) em ações ambientais de prevenção, mitigação e recuperação. O decreto, porém, determina que a utilização desses recursos siga suas finalidades legais, a disponibilidade orçamentária e as regras de execução da despesa.

A principal medida excepcional está no artigo 6º, que autoriza a dispensa de licitação para a contratação de bens, serviços e obras necessárias à resposta e reabilitação do desastre. Isso não significa, porém, autorização irrestrita para contratações. O próprio decreto limita a dispensa ao que for necessário para enfrentar a emergência e determina justificativa, comprovação de preço de mercado e adequação do objeto. 

O decreto determina ainda que os órgãos municipais façam um levantamento detalhado dos danos provocados pelo temporal. A apuração deverá incluir infraestrutura urbana, arborização, iluminação pública, equipamentos, unidades de saúde, educação e assistência social, prédios públicos, residências, comércios, vias, pontes e drenagem.

Também deverão ser registrados os impactos provocados pela falta de energia e os prejuízos econômicos e sociais.

A medida dá sequência ao levantamento iniciado pela Prefeitura na sexta-feira. Na ocasião, Adriane Lopes afirmou que a decisão dependeria do relatório final dos danos. “Só vai decretar situação de emergência após relatório final”, disse a prefeita ao Correio do Estado. 

 

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