Cidades

EXAME NACIONAL DO ENSINO MÉDIO

Confira dicas importantes de como preparar o corpo e a mente para o Enem 2023

Psicóloga e nutricionista dão orientações de ouro para quem deseja ter um bom desempenho na prova

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As provas do Enem 2023 já começam neste final de semana, com a primeira aplicação no domingo (5) e no dia 12 de novembro. Além do preparo dos estudantes para o conteúdo da boa,  o bom desempenho depende também do condicionamento físico e mental. 

Com dez horas e meia de duração, o exame representa hoje o principal caminho para o ingresso nas principais faculdades públicas e privadas do país, além de algumas estrangeiras. 

Diante disso, o Correio do Estado conversou com a psicóloga Keyth Barros e a nutricionista, Jéssica Alves Ferreira, que separaram dicas importantes para que os candidatos se preparem estrategicamente para a prova. 

A psicóloga Keyth Barros, reuniu dicas práticas do que ainda pode ser feito nesta etapa final. Confira:


Psicóloga Keyth Barros diz que descansar é essencial.

“Não é recomendável estudar na véspera da prova pois pode ficar mais ansioso. O candidato deve diminuir o uso de telas porque ajuda a dormir melhor. Além disso, fazer alguma atividade de lazer, no dia anterior à prova, pode colaborar com o nervosismo da prova”, orienta a psicóloga.

Para evitar ‘apagões’ e esquecer de itens necessários para o dia da prova. A psicóloga recomenda que os candidatos deixem tudo preparado um dia antes da prova.

“Checar o local da prova, ver a questão de logística até o local, levar em consideração o trânsito, separar pelo menos duas canetas e o documento, que é obrigatório. Já deixar tudo separado e uma garrafinha para tomar água. Isso ajuda também a reduzir o estresse e a ansiedade”, recomenda a especialista.

Por fim, Keyth reitera que o essencial é estar descansado. “Tendo em vista que a prova é longa e cansativa, descanse. Durma cedo. Garanta que o corpo esteja descansado e não gaste energia. Levar um alimento também é um recurso para aliviar a ansiedade e o nervosismo”, finaliza a psicóloga.


Nutricionista Jéssica Alves recomenda alimentação leve

Com a mente descansada, a nutricionista, Jéssica Alves Ferreira também separou dicas de como ajudar o corpo a estar preparado para a prova:

Antes da prova 
Prefira:

- Uma alimentação leve (com frutas, verduras, proteínas, carboidratos como mandioca, batata, inhame) 
- Alimentos fontes de gordura boa: abacate, castanhas, peixe, sementes, chocolate 70%, azeite, aveia. 
- O Consumo de ovos é bem interessantes porque são ricos em colina que melhoram a parte cognitiva e memória. 
- Para ajudar na ansiedade pode consumir chás como: camomila, erva cidreira, melissa (em doses pequenas para não dar muita sonolência), esses chás contribuem para melhor noite de sono. 
- Fazer higiene do sono antes de dormir e evitar uso do celular. 

Evite 

- Alimentos crus (como comida japonesa, quibe cru...) que podem estar contaminados causando intoxicação alimentar.
- Comer fora de casa. 
- Alimentos que dão gases e podem causar desconfortos;
- Frituras, fast foods, refrigerantes, ultraprocessados e industrializados (pois o excesso de açúcares, conservantes e corantes diminuem área do hipocampo responsável pela memória). 
- Refeições pesadas como feijoada, rodízios e churrascos pois a energia será ocupada para digestão diminuindo o desempenho cerebral no outro dia. 
- Frutas com efeito laxativo, tais como o mamão e a ameixa.

No dia da prova
Prefira:

- Evite levar açúcares como bolachas, chocolates, balas, salgadinhos e refrigerantes, pois aumentará ansiedade e estresse, além de diminuir o hipocampo (memória e cognição), e ter picos de insulina podendo dar mais sono e fadiga mental. 
- Preferir
- frutas (banana, maçã, goiaba, uva, morango)
- Barras de proteínas ou de castanhas 
- Sanduiche natural com proteína 
- Chocolate 70% 
- Castanhas 
- Iogurtes proteicos
- Snacks de proteínas
- Frutas desidratadas
- mandioca ou batata doce chips
- Água: uma mente hidratada funciona muito mais rápido e eficiente. Além disso o consumo de água nos mantém mais concentrados e despertos.

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SAÚDE PÚBLICA

Sem Centro de Zoonoses, Ivinhema entra na mira do MP

Ministério Público deu prazo de seis meses para que município implemente política de controle de zoonoses e cobra mutirões de castração pelo menos duas vezes ao ano

06/09/2026 08h30

Sem estrutura própria para controle de zoonoses, Ivinhema terá de apresentar ao Ministério Público as providências que pretende adotar para atendimento e controle da população de cães e gatos

Sem estrutura própria para controle de zoonoses, Ivinhema terá de apresentar ao Ministério Público as providências que pretende adotar para atendimento e controle da população de cães e gatos Ivinotícias

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Sem Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) ou estrutura equivalente, Ivinhema entrou na mira do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), que cobrou da prefeitura a adoção de medidas para controlar a população de cães e gatos e ampliar o atendimento aos animais em situação de rua.

Publicada na edição do Diário Oficial do MPMS, a recomendação foi expedida pela 2ª Promotoria de Justiça de Ivinhema, e é direcionada ao município, administrado pelo prefeito Juliano Ferro Barros Donato.

Conforme apurado pelo Ministério Público, além de não possuir um CCZ, Ivinhema também não mantém estrutura equivalente e não conta com serviço terceirizado para executar esse tipo de atendimento.

Para a Promotoria, a deficiência deixa o município sem uma política adequada para diagnóstico, tratamento e controle de doenças que atingem os animais e podem representar risco à saúde pública.

Entre as enfermidades citadas pelo MPMS estão leishmaniose, cinomose e esporotricose.A falta de estrutura não foi o único problema identificado durante a apuração.

O Ministério Público também analisou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de Ivinhema, publicada em julho deste ano, e apontou deficiência na previsão de programas, ações, metas e prioridades destinadas à causa animal.

Segundo a Promotoria, as medidas previstas pelo município estão restritas à vacinação antirrábica e à notificação de casos. Diante do cenário, o MPMS recomendou que a prefeitura passe a oferecer continuamente ações para controle populacional de cães e gatos.

Uma das principais cobranças é a realização de campanhas ou mutirões de castração pelo menos duas vezes por ano, com prioridade para animais de rua e comunitários, além daqueles mantidos por protetores independentes, organizações de proteção animal e famílias de baixa renda.

A prefeitura também deverá dar publicidade às campanhas nos canais oficiais com antecedência mínima de 30 dias.Outra medida prevista é a identificação dos cães e gatos durante as ações de castração.

A intenção é criar uma base de dados que permita ao município conhecer melhor a população animal existente em Ivinhema e, futuramente, estabelecer um censo. O cadastro também deverá servir como ferramenta para identificar responsáveis pelos animais e auxiliar na apuração de eventuais casos de abandono.

Prazo de seis meses

A recomendação vai além das campanhas de esterilização. O Ministério Público estabeleceu prazo máximo de seis meses para que a prefeitura dê início à implementação de uma política pública efetiva de controle de zoonoses.

Entre os serviços que deverão integrar essa estrutura estão atendimento médico-veterinário de urgência, fornecimento de alimentação e água e acolhimento dos animais em situação de rua em ambiente adequado. Antes disso, porém, o município terá de informar se pretende acatar as medidas.

A prefeitura tem prazo de dez dias, a partir do recebimento da recomendação, para comunicar à 2ª Promotoria de Justiça se cumprirá as providências propostas e apresentar documentos que demonstrem as ações adotadas.

O Ministério Público advertiu que a falta de providências poderá levar à adoção de medidas judiciais e extrajudiciais contra os responsáveis.


 

STF

Gilmar Mendes propõe vetar delegados da PF como assessores de ministros

Para decano, presença dos policiais representa um risco para as investigações

05/09/2026 19h00

Ministro Gilmar Mendes

Ministro Gilmar Mendes Andressa Anholete/STF

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Neste sábado (5) o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), apresentou uma proposta para proibir que militares, delegados ou policiais sejam cedidos para atuar como assessores nos gabinetes da Corte.

A proposta de alteração no Regimento Interno do STF já havia sido adiantada durante a semana ao presidente do Supremo, Edson Fachin, e foi agora formalizada por Mendes para que seja apreciada pelos demais ministros.

A ideia surge em meio à escalada da crise entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. Cada um, por exemplo, possui dois delegados da Polícia Federal os assessorando em seus gabinetes.

Para Mendes, a presença desses policiais nos gabinetes representa o risco de que decisões sobre a condução de investigações, que seria de exclusividade da autoridade policial, estejam sendo transferidas para o Supremo.

O texto apresentado pelo decano prevê que servidores das carreiras militares e policiais possam atuar em atividade de segurança dos gabinetes, mas que seja “vedada a participação na instrução de inquéritos ou processos e em atividades de assessoramento jurídico”.

Outro trecho diz que “caberá ao Presidente do Supremo Tribunal Federal providenciar o imediato retorno aos órgãos de origem dos servidores atualmente em exercício no Tribunal em desacordo com a regra ora acrescida ao art. 357 do Regimento Interno”.  

A proposta surge ainda após o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ter tentado articular a volta para a corporação dos delegados cedidos ao gabinete de Mendonça, que é relator dos escândalos de fraude financeira e corrupção no Banco Master e do desvio em aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Cabe agora a Fachin incluir a proposta em pauta para que seja apreciada e votada por todos os ministros do Supremo.

Relatórios
A proposta do decano vem à tona após Mendonça ter retirado o sigilo, nesta semana, de um relatório da PF em que constam dezenas mensagens enviadas pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, antigo dono do Master, a Moraes, segundo afirmam os investigadores.

Nas conversas, Vorcaro menciona um contrato de R$ 131 milhões firmado pelo escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, com o Master. Foram expostas também mensagens em que o ex-banqueiro demonstra ter obtido informações sobre uma possível operação da PF para prendê-lo.

Logo em seguida à divulgação do material, Moraes pediu à presidência do Supremo a abertura de uma investigação contra Mendonça pelo que disse ser “fortes indícios” de abuso de autoridade, improbidade administrativa e crime de responsabilidade na condução do caso Master.

Para embasar suas acusações, Moraes apresentou um relatório de inteligência da PF segundo o qual Mendonça atuaria de forma a direcionar as investigações contra desafetos políticos.

O documento, contudo, não é assinado e traz a advertência de se tratarem de uma análise prospectiva interna, sobre possíveis caminhos de investigação, e “sem valor probatório”.

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