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Conflitos na USP não afetam vontade de passar na Fuvest

Conflitos na USP não afetam vontade de passar na Fuvest

ig

26/11/2011 - 10h45
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Exatamente 30 dias antes do vestibular para a Universidade de São Paulo (USP), em 27 de outubro, estudantes da instituição entraram em confronto com a Polícia Militar após a detenção de três usuários de maconha na Cidade Universitária. Desde então, o debate sobre a insegurança no campus e o comportamento de alunos e da reitoria são assunto na imprensa, redes sociais e rodas de conversa Brasil afora. Para vestibulandos inscritos na Fuvest, a imagem da USP não mudou nada: a instituição continua sendo a primeira opção.

A maior parte dos 147 mil candidatos acompanha as notícias com curiosidade, mas sem ligar os acontecimentos recentes à formação que a universidade proporciona. “A imagem que eu tenho é de uma faculdade séria, o conflito não vai interferir. Além disso, acho importante que os alunos expressem suas opiniões”, diz Ana Paula Ferreira Silva, de 19 anos, que tentará uma vaga em Relações Internacionais.

Os pais e familiares, em geral menos simpáticos aos estudantes grevistas, também mantêm a torcida para que os filhos vestibulandos ingressem na USP. “A gente lamenta o comportamento de determinados alunos, mas o conceito da instituição continua o mesmo”, diz Sonia Regina de Campos Soares, mãe de José Carlos Soares Júnior, que vem do Espírito Santo para São Paulo para prestar vestibular neste domingo por uma vaga em Engenharia Elétrica.

“Entrar na USP é um sonho”

Alguns dos vestibulandos tiveram oportunidade de assistir a manifestações de estudantes da USP pessoalmente. Três colegas de cursinho que passavam pela avenida Paulista na quinta-feira, quando mil alunos fizeram uma manifestação contra a Polícia Militar, pararam para ver. Cada um tirou uma conclusão diferente sobre o assunto, mas ninguém arreda o pé da corrida por uma vaga na universidade.

“Acho que precisa ter polícia sim e que esta reação toda deles é contra algo que eles mesmos começaram. Faculdade não é lugar de fumar, procura outro local”, opinou Rafael Callegari, 19 anos, candidato à Direito.

A colega Jacqueline, de 18 anos, que vai tentar uma vaga em Medicina ficou na dúvida. “Acho bacana a mobilização, mas não pelos motivos que começaram e não apoio várias coisas que fizeram. Sou contra a invasão, por exemplo. Mas entrar na USP é um sonho.”

Daniel Correia, também de 18 anos e candidato à Medicina, foi o mais propenso a engrossar o grupo contra a polícia. “Penso que universidade não é lugar de polícia, tem que ter uma guarda universitária treinada para isso”, disse, acrescentando que concorda com Jacqueline em um ponto: “A USP é um sonho.”

Durante o vestibular deste domingo, alguns estudantes grevistas pretendem divulgar as causas do movimento aos candidatos da Fuvest. Na Cidade Universitária, há cartazes em todos os pontos de ônibus e muretas.

Protestos durante o processo seletivo da USP são comuns. No ano passado, os candidatos que prestaram a prova na Faculdade de Educação, por exemplo, também se depararam com cartazes contra a reitoria.
 

Literatura

Escritora de MS participa da Bienal do Livro de São Paulo

Jucelia Silva apresenta o romance "Antes de Nós" no estande da Editora Flyve durante o evento, que começou nesta sexta-feira

04/09/2026 17h30

Foto: Arquivo pessoal

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A escritora campo-grandense Jucelia Silva participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que começou nesta sexta-feira (4), na capital paulista. Autora do romance Antes de Nós, ela representa Mato Grosso do Sul entre os escritores que integram a programação do evento.

Jucelia está no estande da Editora Flyve, onde o livro será apresentado ao público. O romance aborda temas como memória, família, ancestralidade e pertencimento, a partir da relação entre diferentes gerações.

A participação ocorre após a escritora integrar eventos literários em Mato Grosso do Sul. Nos últimos meses, ela participou da Feira Literária de Bonito (FLIB), do projeto Leituras e Conversas, da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras, e do Sarau do Recanto, em Campo Grande.

Romance

Em Antes de Nós, a autora parte de uma pergunta sobre a vida dos pais e antepassados antes de eles ocuparem esses papéis dentro da família. A história transita entre campo e cidade e aborda relações familiares, diferenças sociais e raciais e as marcas deixadas pelas escolhas de gerações anteriores.

“Antes de Nós nasceu do desejo de olhar para aqueles que vieram antes e imaginar quem eram nossos pais antes de ocuparem esse lugar em nossas vidas. Estar na Bienal de São Paulo com esse romance é muito significativo para mim”, afirma Jucelia.

Além de escritora, Jucelia é professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), doutora em Letras e mestre em Estudos de Linguagens. Ela também integra a União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul (UBE-MS).

A 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo segue até o dia 13 de setembro, reunindo editoras, autores e leitores no Distrito Anhembi. Antes de Nós também pode ser encontrado no site da Editora Flyve, na Amazon, com a autora e na Hámor Livraria, em Campo Grande.

Fronteira com MS

Cidade do Paraguai decreta folga em 7 de setembro e gera revolta

Prefeitura de Capitán Bado decretou ponto facultativo para liberar servidores e escolas para desfile da Independência do Brasil em Coronel Sapucaia, mas decisão provocou críticas até em Assunção

04/09/2026 17h29

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS)

Capitán Bado, separada por uma rua de Coronel Sapucaia (MS) Arquivo

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Um decreto do município de Capitán Bado, cidade paraguaia distante 400 quilômetros de Campo Grande, está causando polêmica no país vizinho. É que a prefeitura do município, localizado no Departamento de Amambay, decretou ponto facultativo na próxima segunda-feira (7), feriado de Independência do Brasil.

Capitán Bado é separada do Brasil apenas por uma rua. Região de fronteira seca, o município paraguaio é vizinho de Coronel Sapucaia (MS).

O jornal paraguaio El Nacional tratou a decisão da prefeitura paraguaia como “Vergonha Inexplicável”. A explicação do prefeito de Capitán Bado, feita por meio de nota, é que a decisão se justifica pela necessidade de liberar funcionários públicos e escolas para participar do desfile de 7 de setembro em Coronel Sapucaia.

A notícia chegou à capital paraguaia, Assunção. Algumas autoridades do país vizinho já pediram explicações.

Nas redes sociais, cidadãos paraguaios mais nacionalistas condenaram a atitude do prefeito, chamado de “intendente” no país vizinho. Outros não viram nada demais em decretar o ponto facultativo em consideração a uma cidade-irmã.

Outro questionou a soberania paraguaia: “Seria uma colônia do Brasil?”, disse.

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